domingo, 27 de dezembro de 2009

Afinal a TAP também tem coisas boas...


(Agora é só aproveitar o conceito e aplicá-lo no que realmente interessa)

Espírito natalício é...

Conseguir aguentar heroicamente na noite de Natal, por causa da família, o Jogo Duplo apresentado pelo Fernando Mendes.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E se isto não é amar-te

nunca saberei o que o amor é.

A ver

Os filmes que a televisão passa nesta altura do ano são muito maus?
São.
Duas alternativas:

Cinema Paraíso
De Giuseppe Tornatore, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1990, é obrigatório para quem gosta de cinema. Embora a narrativa pudesse, talvez, ser um pouco menos extensa, é de uma ternura imensa, não só sobre filmes mas também sobre amizade, sem idade e intemporal.

Em Carne Viva
Realizado em 1997 pelo meu queridíssimo Almodóvar, é mais um belo exemplar da sua obra que, para não variar (e ainda bem) versa sobre relações e emoções. O mais engraçado neste filme, com um final feliz, digamos assim, é que o realizador consegue fazer parecer natural ou possível o que, à partida, nunca consideraríamos como tal. Fiquei com vontade de ir ver a correr todos os seus filmes, mesmo os que já vi, para no final poder afirmar, com convicção, isto é que é cinema.

"Triste é viver num lugar onde dormir não difere de morrer."

(O Alfaiate de Vila Longe,
personagem de "O outro pé da sereia",
de Mia Couto)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fui

Os dias aproximam-se do Natal. Está um frio de rachar. Toda a gente se queixa de tudo e não faz nada (está quase aí o Mundial). As ruas estão mais cheias. Abalos de terra. Um cimeira em Copenhaga que acaba em nada. O ar cheira a castanhas. Um país desgovernado. Publicidade martelante com perús e Popotas e peúgas. Os políticos continuam a apalhaçar. Alertas amarelos. Presentes para comprar.
Tudo continua mais ou menos igual.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Revelações

O Abirritante convidou-me a desvendar um pouquinho de mim, completando o início das seguintes frases. Aqui vai:


Eu já tive… muito mais paciência do que tenho hoje.


Eu nunca… digo nunca.


Eu sei… algumas coisas, mas quero sempre saber mais.


Eu quero… aqueles de quem gosto sempre perto de mim.


Eu sonho… acalentar, mimar e, no momento certo, concretizar os meus sonhos.



(P.S.: Uma vez mais violo as regras e não passo isto a ninguém. Quem quiser, é favor pegar-lhe.)

Constatações LXXXIX

Desiludem-me as pessoas que se moldam às outras
porque acham que é mais fácil assim.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Uma frase positiva para o fim-de-semana




Da série: Os filmes da minha vida

Drama

França/2002

Realização: Roman Polanski

Elenco: Adrien Brody, Emilia Fox,

Frank Finlay, Maureen Lipman,

Thomas Kretschmann

Esta série termina aqui.
Corro o risco de me escapar algum filme da minha vida mas não quero alargar o leque a obras que, podendo ser muito bonitas ou marcantes, não me são indissociáveis.
Esta série, que me levou a viajar por anos e centenas (milhares?) de filmes que já vi (sim, assumo-me como uma consumidora quase-quase-compulsiva) permitiu-me concluir, nomeadamente, que quem realizou mais filmes da minha vida foi o grande Roman Polanski (estou a falar em termos profissionais, que o resto abstenho-me de comentar).
De resto, continuarei a escrever sobre cinema como, aliás, não poderia deixar de ser.

Constatações LXXXVIII

Adorava conseguir fotografar o som da chuva forte.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

E como é bom...












... adormecer na tua pele nua.

Concatenações

Aprendi um verbo novo, de seu nome concatenar, que significa conjugar, encadear, ligar (ideias, argumentos). Logo me surgiram uma série de frases bem engraçadas onde usar tal verbo. Por exemplo:
Concatenei A com B e cheguei a C.
Ou:
Esta situação está directamente concatenada com aquela outra.
Ou mesmo:
Isso já foi concatenado.
Dificil mesmo é adoptar esse verbo na linguagem corrente sob pena de, sob olhares intrigadores e curiosos, me mandarem ir concatenar para outro sítio qualquer.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Citações

"Every child is an artist.
The problem is staying an artist when you grow up."

Pablo Picasso (1881-1973)

Da série: Os filmes da minha vida


Suspense
EUA/1999
Realização: M. Night Shyamalan
Elenco: Bruce Willis, Haley Joel Osment,
M. Night Shyamalan, Mischa Barton,
Olivia Williams, Tonni Collette

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aditamento ao post anterior

(A foto é de autor(es). Foi tirada numa muita quente tarde de Agosto.)

Hoje sinto-me assim...


(Que saudades do Verão...)

Como???

Ouvi (ao vivo e a cores) um dirigente da Administração Pública nacional (com um cargo de considerável responsabilidade) afirmar, alto e bom som, que se os grandes não fazem nada (falando em termos laborais e referindo-se aos Isaltinos e afins) não era a ele que lhe competia fazer.
Como é pode este país evoluir?

Venham mais cinco

O Eixo do Mal completa hoje 5 anos de existência, um caso de admirável longevidade no panorama televisivo nacional. Não podia deixar passar em branco esta data, até porque se trata do meu programa favorito.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Para ti


(Mini) diálogo desconexo

- Ai ai que o tabaco ainda te vai matar.
- Pois... ou isso ou outra coisa qualquer.

E se defendessem as criancinhas de África? (Outra vez)

E porque está outra vez na ordem do dia os casamentos gays (parece que não há coisas importantes que devem ser discutidas no e pelo país), repesco um texto que escrevi em Fevereiro, porque continuo a pensar exactamente assim.

"Já me irrita ligeiramente todo este sururu à volta dos casamentos gay, ou entre homossexuais ou, como alguns entrevistados dizem na televisão, homemsexuais, que é uma expressão que muito me apraz; e ainda não estamos na fase dos acesos debates - que não vou ver -no Prós e Contras, na fase das análises sociológicas profundas, do quem somos, para onde vamos, será que há vida em Marte?
Irrita-me sobretudo a defesa de valores e princípios bacocos, desconstruíveis em menos de nada, assentes na debilidade do que supostamente é normal.
Não quero com isto dizer que sou uma acérrima defensora dos casamentos entre gays. Penso apenas que não tenho nada a ver com isso. Aliás, ninguém tem nada a ver com isso! Logo, se há gays que querem casar, deixem-nos casar, que isso não diz respeito a ninguém se não aos próprios. Por mim, até pode ser de véu e grinalda
."

Agora o tema aquece com a possibilidade de se referendar o assunto que, no fundo, consiste num referendo sobre a liberdade de cada um. Sinto o estômago a revolver-se violentamente.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ainda sobre coincidências

Decidimos passar a noite de Halloween em casa, num serão aconchegado de cinema. À tarde lembrei-me que gostava de ver Shining (de Stanley Kubrick, 1980), com o belíssimo Jack Nicholson. Por um lado, porque tinha muita curiosidade em ver o filme (uma vez apanhei parte dele a meio de um café com os amigos e fiquei siderada) e, por outro, porque me parecia perfeito para aquela noite.
Uma ida ao videoclube acabou-nos com a vontade, porque o ansiado filme estava fora. Decidimos então ver um dos muitos que temos lá por casa. Aninhamo-nos no sofá depois de escolher o que vamos ver e, mesmo antes, fazes um zapping enquanto acabo de ler um artigo.
Passas pelo Canal Hollywood e deixas ficar, a tentar perceber que filme é aquele que está a passar e que tens a sensação de já ter visto.
Imediatamente percebes que é o Shining, que está mesmo a começar.
Enfim… No creo em brujas , pero que las hay, las hay.

Constatações LXXXVII

A minha gata é uma praticante exímia de Parcours.

Oba!

O Abirritante considerou que este é um blog perfeito para aprender qualquer coisa todos os dias. Eu agradeço, mas não nomeio nenhum outro que reúna tal condição (como parece constar das regras). Poderia ser qualquer um das espreitadelas aqui da direita.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Da série: Os filmes da minha vida

Drama
Espanha/2002
Realização: Pedro Almodóvar
Elenco: Cecília Roth,
Geraldine Chaplin, Javier Cámara,
Leonor Watling, Paz Vega

Objectivos traçados, medidos, concluídos.
Adiados, atingidos, merecidos.
Inacabados, estruturados, antevistos.
Caídos, reerguidos, renascidos.


(Por vezes penso que a vida é uma sucessão encantadora

de coincidências consequentes).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vão mas é trabalhar!

Os "Homens da Luta" voltaram a ser detidos, hoje, durante a cerimónia de tomada de posse do Governo. Jel afirmou repetidamente que a acção dos agentes da PSP foi uma vergonha.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Frases (bem) feitas


Constatações LXXXVI

Da entrevista de António Lobo Antunes a Judite de Sousa posso afirmar sentir o que sinto sempre: vontade de ficar a ouvi-lo durante horas. Aliás, vem-me sempre à memória a imagem de uma criança sentada à chinês defronte de um avozinho muito sábio de quem se espera que nos conte histórias de encantar, como só ele sabe.

Da série: Os filmes da minha vida


Musical
EUA/Austrália/2001
Realização: Baz Luhrmann
Elenco: David Wenham, Ewan Mcgregor,
Garry McDonald, Kylie Minogue,
Nicole Kidman, Richard Roxburgh

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Um beijo, afinal de contas o que é?
Um juramento feito um pouco mais de perto, uma promessa mais precisa, uma confissão que quer confirmar-se, uma letra cor-de-rosa que se põe no verbo amar.
É um segredo que substitui a boca pelo ouvido, um momento de infinito que faz um zumbido de abelha, uma comunhão com gosto de flor, uma maneira de se respirar um pouco o coração, e de se saborear, na ponta dos lábios, a alma."

In "Cyrano de Bérgerac" (Jean-Paul Rappeneau, 1989)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Saramaguices

(…) “Antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”


«Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca».


Agora são as declarações de Saramago que são objecto da mais recente discussão nacional (gosto especialmente da primeira que transcrevi, é mesmo muito boa). E são essas declarações que me levaram a escrever este post, embora o tema já me sobrevoasse há muito.
Não acredito em Deus e tenho dificuldades em aceitar que pessoas interessadas, informadas, cultas – porque não – possam não duvidar da sua existência.
Acho que teria perto de 20 anos quando comecei a aceitar a ideia de não acreditar em Deus. Não porque nunca tivesse pensado nisso até então, mas sim porque não me deixava sequer pensá-lo. Sentia medo. De ir para o inferno, de Deus me voltar as costas por ousar duvidar da sua existência (penso que é demonstrativo de como muita gente foi educada).
Não acredito em Deus, pelo menos naquele que a Igreja nos impingiu. Acho que, simplesmente, é muito mais cómodo para a maioria dos Homens acreditar que há uma força que os guia ou ampara, em comparação com a triste realidade de se saber que tudo depende exclusivamente de nós.
O Saramago não acredita em Deus. Eu também não. Isso fará de nós piores pessoas?

Uma bela definição de amor

(...) “Olhei para a pista e achei que metade daquela gente de aparência sexy e descontraída sentia no fundo falta de acordar com alguém ao lado a quem não sentisse necessidade de pedir que lavasse os dentes antes de se voltarem a beijar. Porque esse é o critério científico mais preciso que conheço para detectar o amor. Conseguir desfrutar daquela doce – em teoria insuportável – halitose matinal da pessoa que se tem ao lado sem a interferência de um dentífrico.” (...)

(Roubadíssimo ao Alfaiate Lisboeta)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tic tac tic tac

Vinte e duas horas e vinte e dois minutos. Vinte e duas e vinte e três. Os minutos caem como raios assustados, deixando um rasto de sol.
Os carros passam lá fora. Um. Outro. E mais outro.
A televisão, ligada lá ao fundo, emite uns sons a que não presto atenção.
Vinte e duas e vinte e quatro.
Um cão ladra, auau auau auau.
O gato mia.
O cão volta a ladrar, auau auau auau.
Vinte e duas e vinte e cinco.
A televisão também ladra, auau.
Os carros passam lá fora. Um. Outro. E mais outro.
Vinte e duas horas e vinte e seis minutos. Vinte e duas e vinte e sete. Os minutos caem como raios assustados, deixando um raio de sol.

Da série: Os filmes da minha vida


Suspense
EUA/2003
Realização: Clint Eastwood
Elenco: Laurence Fishburne,
Kevin Bacon, Marcia Gay Harden,
Sean Penn, Tim Robbins

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A vida é sempre a perder

"Afastado da televisão há cerca de um mês e sem contrato com nenhuma estação, o humorista faz espectáculos privados e anima copos de água." (sobre Herman José)

In Diário IOL

Tenho pena que um génio do humor, em decadência desde o Herman Enciclopédia, não tenha sabido retirar-se e renovar-se.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Enrosquei-me no teu colo silencioso.
Não sei se passaram minutos ou horas.
Não sei se passou tempo algum.
Quando abri os olhos os teus estavam fechados.
(não estavas a dormir porque continuavas a mexer-me, suavemente, no cabelo).
Fechei-os com esperança de sonhar o teu sonho.

Citações


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Haja paciência

Por causa deste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=QnrVZkKOOt0), anda meio Portugal muito chateado com a Maitê Proença, de que os insultos que se encontram espalhados pela net são prova.
Ora, não percebo o porquê de tanta algazarra. Parece-me ser um vir ao de cima do sentimento de inferioridade que ainda acredito sofrer-se no país, país esse que adora rir de tudo e de todos. Agora, quando é ao contrário, a música já é outra.
E aprender a rirmo-nos de nós próprios, não?

Perguntinha

Porque é que há pessoas que respondem tipo-testamento a uma pergunta que não comporta uma resposta com mais de 10 palavras?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

What??

Barack Obama venceu o Prémio Nobel de Paz de 2009, pelo seu «trabalho para reduzir as armas nucleares e pela paz mundial e pelos seus extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre as pessoas».
Embora goste bastante do actual presidente americano penso existirem outras pessoas que muito mais fizeram pela paz. Mas isso sou eu.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
EUA/Grã-Bretanha/2005
Realização: Woody Allen
Elenco: Brian Cox, Emily Mortimer,
Jonathan Rhys-Meyers, Matthew Goode,
Penelope Wilton , Scarlett Johansson







quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nós por cá

Não há nada melhor do que uma campanha eleitoral para se perceber um pouco como as coisas se passam nas autarquias mais emblemáticas do País. Em Gondomar, Valentim Loureiro guardou uma parte da sua segunda-feira numa tarefa típica de um presidente de Câmara generoso em Portugal: distribuir convites para o concerto de Tony Carreira aos cidadãos que se dirigissem à autarquia. É claro que os cidadãos são também eleitores, a campanha eleitoral começou umas horas depois e o concerto, claro, foi pago pela autarquia – mas nada disso teve influência na ideia peregrina de Valentim.
O presidente-candidato justificou a sua experiência como bilheteiro porque várias pessoas na rua lhe perguntaram se arranjava entradas para o concerto e ele «sentiu-se na obrigação de o fazer». Alguns cidadãos, pouco habituados à honestidade rara de Valentim, ainda se dirigiram à sua sede de candidatura para recolher os presentes. Mas Valentim não mistura os cargos: oferece como presidente, recolhe como candidato. E por isso escolheu o salão nobre da Câmara para exercer as suas funções. Esteve lá à tarde e só às 16h30 fez uma pausa para lanchar. Regressou às 17h e continuou. Sempre de pé, atendeu todos os interessados da fila, ofereceu os convites e a quem só tinha coragem para pedir dois, dava quatro para que pudessem levar um casal amigo.
Para a Comissão Nacional de Eleições, este é seguramente um exemplo sem problemas
.”



In Editorial da Sábado

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Hoje sinto-me assim...


Amália amanhã

Tenho dificuldades em compreender este histerismo à volta dos dez anos passados sobre a morte de Amália, sendo que projectos como “Amália hoje” dão um empurrãozinho à situação (e uns eurozitos a mais nas contas de Sónia Tavares e compadres). Curioso é que não me recordo de tal fenómeno acontecer nos 9 anos anteriores. Assim, parece-me que daqui a 10 anos voltaremos a ser inundados com recordações e testemunhos e ai que ela cantava tão bem e era portuguesa mas conhecida no mundo inteiro e homenagens à fadista mas, até lá, ouviremos um mero faz … anos que morreu Amália, no final de um qualquer telejornal, acompanhado por um excerto do povo que lavas no rio.
De onde concluo que as demonstrações de saudades e veneração vêm fatiadas à década.
Estranha forma de vida.

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"

Fernando Pessoa

domingo, 4 de outubro de 2009

Definições

Inveja
s.f.
1. Desgosto pelo bem alheio.
2. Desejo de possuir o que o outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor).
ou

1.Sentimento altamente repugnante associado a pobres coitados que não têm nada melhor para fazer.

2. Sina triste.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Constatações LXXXV

Gosto quase tanto de fins-de-semana prolongados como de profiteroles encharcados em molho de chocolate.

Ela observava-o
pelo retrovisor
a observá-la pelo
retrovisor.
Foi uma espécie de triângulo-momentâneo-amoroso-reflectido.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
EUA/1994
Realização: Oliver Stone
Elenco: Juliette Lewis,
Robert Downey Jr.,
Tom Sizemore,
Tommy Lee Jones,
Woody Harrelson

De pequenino é que se torce o pepino

Uma criança chinesa, quando interrogada sobre o que queria ser quando fosse grande, respondeu que queria ser uma funcionária corrupta.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O quê? *

Alguns posts por dia dão saúde e alegria.

Hoje sinto-me assim...







E porque me apetece falar de cinema

Realizado por Wolfgang Becker, este filme de 2003, cuja acção decorre na Alemanha de Leste, retrata a entrada em coma de uma militante socialista, após um ataque cardíaco, poucos dias antes da queda do Muro de Berlim, e a permanente encenação criada pelo filho, quando a mesma acorda, oito meses depois: sabendo que a mãe poderá não sobreviver a qualquer choque, e considerando a sua dedicação à causa política, o filho monta um esquema, envolvendo pessoas, objectos e situações, para que a senhora julgue que nada se alterou no país.
Extremamente bem realizado, é um filme ao mesmo tempo forte e ternurento, que me levou a questionar se tratamos os nossos pais como eles merecem. Muito bom.

sábado, 26 de setembro de 2009

Pois

Pretendo escrever sobre o nosso Presidente mudo; no entanto só o farei após as eleições (também tenho direito a silêncios inoportunos, ou não?).

E é tão bom amar-te
e é tão bom viver assim.

Hoje sinto-me assim...


Excertos

"Enquanto me juntava à fila de carros que esperavam, recordei a nossa infância na Arábia Saudita, vinte anos antes, e as revistas arbitrárias que a polícia religiosa fazia aos carros nas semanas que precediam o Natal. Que procuravam aquelas zelosas mãos? A mais pequena gota de álcool festivo, claro, mas até uma simples folha de papel de embrulho, com os seus sinistros símbolos natalícios de azevinho e hera. Eu e o Frank sentávamo-nos no banco traseiro do Chevrolet, apertando contra o peito os comboios eléctricos que só seriam embrulhados minutos antes de abrirmos as caixas enquanto o Pai discutia com os polícias no seu árabe sarcástico e profissional, perturbando a Mãe, que era muito nervosa.
Contrabando era uma actividade que tínhamos praticado desde tenra idade. Os rapazes mais velhos do Colégio Inglês de Riade falavam entre si de um intrigante e misterioso mundo de vídeos clandestinos, drogas e sexo ilícito. Mais tarde, quando regressámos a Inglaterra depois da morte da nossa mãe, percebi que aquelas pequenas conspirações tinham servido para manter juntos os expatriados britânicos, dando-lhes um sentido de comunidade. Sem as ligações e as expedições de contrabando, a Mãe teria deixado o escorregadio mundo escapar-se-lhe das mãos muito antes da trágica tarde em que subiu ao telhado do Instituto Britânico para fazer o seu curto voo até à única segurança que conseguiu encontrar."

J.G. Ballard in "Noites de Cocaína"

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Teorias

Engraçado como é possível definir (minimamente, claro, dadas as circunstâncias) o perfil de um blogger pela forma como ele escreve e como se relaciona com os outros.
Há os simpáticos, os tímidos, os do contra (sim, Funes, refiro-me a si, espero que me perdoe a indiscrição), os intelectuais, os que têm a mania que são bons, os práticos, os elitistas, os que escrevem, os que não escrevem e por aí adiante.
Sei exactamente quais os bloggers que gostava de conhecer, aqueles com os quais teria grandes discussões e os que têm gostos parecidos com os meus, sei aqueles com quem me daria harmoniosamente e com quem andaria sempre à cabeçada.
Mas (quem me lê há largo tempo sabe) este é um blog quase anónimo; ou seja, a grande maioria dos blogs que frequento são-me afins, não estamos “ligados” por qualquer forma de elo real. E isso dá-me a liberdade de que não consigo abdicar.
Lá esta, na blogosfera como na vida.

Da série: Os filmes da minha vida


Comédia Dramática
Itália/ 1997
Realização: Roberto Benigni
Elenco: Giorgio Cantarini,
Nicoletta Braschi, Roberto Benigni




Aguerrido?

Ontem à noite a SIC Notícias passou, em directo, uma entrevista feita ao Paulinho das feiras durante um jantar-comício num sítio qualquer, que não interessa para o caso.
No final, Ana Lourenço definiu como aguerrido o discurso do Paulinho. Aguerrido? Das duas uma: ou ele bebeu um bocado para além da conta ou, então, mandou qualquer coisa, como nos tempos de rambóia com o MEC.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Diário de Maria

Já não consigo rir-me com os Gato. Estarei grávida?

A ver (sempre)


(Gosto especialmente do tom corrosivo da Clara Ferreira Alves,

uma mulher sem papas na língua, seguramente).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Esquisitices

Já não bastava a Madonna, o casal Pitt e Jolie, a Katherine Heigl e o Brüno. Agora, até o Elton John quer adoptar uma criança com uma nacionalidade diferente da sua (ucraniana, no caso). Não podiam fazer a coisa mais simples? Já não basta um simples órfão?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Perguntinha

As várias colecções Outono-Inverno mostram-nos botas lindas de morrer que apetece ir comprar a correr. Mas não seria possível que os estilistas, designers e simples sapateiros apresentassem botas em que se possa, de facto, andar?

Voar

É corajoso o acto de mudar de vida por amor. Deixar o nosso sítio, a casa, a família, os amigos, as recordações e rotinas para tentar construir um futuro a dois. Para fazer novos amigos, arquitectar novas rotinas, agora com uma sensação de partilha no coração. É também um tiro no escuro mas não é a vida, todos os dias em todos os sítios, um conjunto inacabado de tiros no escuro?
Admiro quem tenha ainda esta capacidade de dar, de lutar pelo que quer, de ir em frente com receios e dúvidas e esperanças e quereres.
Admiro-te. E empurro-te nesta aventura com a sensação de que faria fielmente o mesmo. E que tu me empurrarias exactamente assim.

Da série: Os filmes da minha vida



Suspense

EUA/1997

Realização: David Fincher

Elenco: Michael Douglas, Sean Penn

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Excertos

Num momento em que tanto diálogo (até que enfim!) se trava, não será péssimo encetar diálogos falhados?
- Vais à pesca?
- Não. Vou à pesca.
- Ah, pensava que ias à pesca.
é um modelo do diálogo falhado, um paradigma da incomunicação perfeita, da surdez integral. Que podem comunicar, então, os diálogos falhados para além do seu próprio falhanço? O silêncio carregado de significação de quem, por fim, não quis responder, consciente de que a resposta, muito ironicamente, estava já contida na pergunta. Enfim, teorias
.”



Alexandre O’Neill – Os diálogos falhados

(in Flama, 31 de Maio de 1974)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Diz que sim

Diz que sou de "esquerda libertário-cosmopolita"
Não é este resultado que me convence a ir votar.

Hoje sinto-me assim...




sábado, 12 de setembro de 2009

Violent Femmes

Volto a ouvi-los ao final de muitos anos e apercebo-me que continuam a fazer-me dançar e cantar como quando tinha 17.
I like it.

Babylon

Baby
i´m so alone
vamos p'ra Babylon.
Viver a pão-de-ló
e Moet Chandon
vamos p´ra Babylon
vamos p´ra Babylon.
Gozar
sem se preocupar com amanhã
vamos p´ra Babylon
baby baby Babylon.
Comprar o que houver
au révoir ralé
finesse s'il vos plait
mon dieu je t'aime.
Glamour
Manhattan by night
passear de iate
nos mares do Pacífico Sul.
Baby
i´m like a rolling stone
vamos p´ra Babylon.
Vida é um souvenir
made in Hong Kong
vamos p´ra Babylon
vamos p´ra Babylon.
Vem ser feliz ao lado deste bon vivant
vamos p´ra Babylon
de tudo provar
champanhe, caviar
scotch, escargot, rayban.
Bye bye miseré
kaya now to me
o céu seja aqui
minha religião é o prazer.
Não tenho dinheiro
p´ra pagar a minha yoga
não tenho dinheiro
p´ra bancar a minha droga
eu não tenho renda
p´ra descolar a merenda
cansei de ser duro
vou botar minha alma à venda.
Eu não tenho grana
p´ra sair com o meu broto
eu não compro roupa
por isso que eu ando roto
nada vem de graça
nem o pão nem a cachaça
quero ser o caçador
ando cansado de ser caça.
Ai morena
viver é bom
esquece as penas
vem morar comigo em Babylon.

Zeca Baleiro

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tendo por objectivo a divulgação do Dia Mundial da SIDA, em 1 de Dezembro, uma agência de publicidade alemã criou uma campanha que está a gerar grande polémica. Existe nomeadamente um vídeo que mostra um casal em cenas eróticas e, no final, é revelada a cara de Adolf Hitler e a mensagem “A SIDA é um assassino em massa”.

Muito bom.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Portugal/2005
Realização: Marco Martins
Elenco: Ana Bustorff, Beatriz Batarda,
Gonçalo Waddington,Ivo Canelas,
José Wallenstein, Miguel Guilherme,
Nuno Lopes

Terei ouvido bem?

Marco António, presidente da distrital do Porto do PSD, falou ontem, no "Corredor do Poder", numa "consequência consequente".
Foi isso, não foi?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ah?

Dirigi-me a um serviço público para que me detalhassem algumas informações mas fui eu que acabei por esclarecer a funcionária.

Eu sei que não devia rir*

http://diario.iol.pt/internacional/big-brother-reality-show-turquia-tvi24/1088153-4073.html


*Mas não consigo.

- Nosso Senhor pôs os homens na terra para eles abrirem frascos - disse-me ele, após lhe ter pedido, uma vez mais, para abrir um.
Respondi-lhe com um silêncio concordante.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quero

Le Soin Noir, da Givenchy


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sem a loucura que é o homem

Mais que a besta sadia,

Cadáver adiado que procria?

Fernando Pessoa

Parece-me que...

Se a campanha para as legislativas continua neste crescendo, isto ainda acaba como n' "O Perfume", de Patrick Süskind: os candidatos vão-se comer.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Hoje sinto-me assim...


Constatações LXXXIV

Não gosto nada do modelo adoptado para os debates (?) políticos a decorrer nas televisões nacionais, que parecem recitais de poesia (mas em versão má).
Que saudades dos antigos e verdadeiros debates, com interrupções aos adversários, com os jornalistas quase a terem de pedir por favor para falar, com ataques baixos, com tons de vozes elevados e enervados, com zangas no final.
Que saudades.

Incompreensões

Não consigo perceber como é que, num concerto rock, há pessoas que vão bem lá para a frente e ficam, qual estátuas, imóveis durante 2 horas de concerto. Há coisas que não consigo compreender.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Da série: Os filmes da minha vida

Thriller

França/ Espanha/EUA/1999

Realização: Roman Polanski

Elenco: Emmanuelle Seigner,

Frank Langella, Johnny Depp,

Lena Olin

Constatações LXXXIII

É maravilhosa a sensação de usar umas calças guardadas no fundo do baú há uns 7 anos (sim, porque a moda é uma eterna reciclagem), e constatar que nos assentam que nem uma luva.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


No âmbito da Expo’ 98, Manuela Azevedo convidou Sérgio Godinho para um espectáculo conjunto. Em 99 deram mais três concertos no Teatro Rivoli, no Porto, onde foram gravados os temas inclusos neste cd que, entretanto, só foi editado em 2001.
Constituído por temas de Clã, Sérgio Godinho, uma música de Astor Piazolla e outra de Arnaldo Antunes e Gilberto Gil, com arranjos inovadores de Hélder Gonçalves, este é um álbum muito, mas muito bonito.
Na altura, afirmou Sérgio Godinho: “Com a Manuela, com o Hélder, com os Clã, com o Salgueiro, reencontrei o prazer de mergulhar no desconhecido das minhas canções, no reconhecido das canções deles, no conhecimento comum das canções dos outros. Ensaiámos à tarde, ensaiámos à noite. Pelo meio fomos jantar. E depois, até amanhã. Tudo muito simples, portanto. Assim fosse o mundo”.
Intemporal.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Querido, mudei os móveis (de sítio) - A sequela

O Querido caseiro deu uma trabalheira colossal. Muitas horas roubadas ao sono (obrigando mesmo à prática longínqua que é fazer uma directa), muito balde e esfregona, muitas dores musculares, muito martelar, muito coloca, tira, aqui não que não fica bem, ali, não, talvez, muitas risadas e fotos (cobertos de spray azul ao amanhecer), muitos minutos de parvalheira.
No final a casa ficou um mimo.
Resta-me agradecer aos queridos que nós somos.

Constatações LXXXII

Só agora me apercebi que este blog fez 4 anos (4!) há praticamente um mês.
Sou uma blogodesnaturada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009


Dahhaaahh

A propósito da colisão que ocorreu esta manhã entre um comboio e um automóvel, da qual resultaram quatro mortes, ouço uma jornalista da RTP N a perguntar ao Presidente da Câmara de Baião em que estado é que ficou o carro.
Irritam-me estas perguntas parvas e totalmente inúteis. O carro levou com um comboio em cima, em que estado é que poderia ter ficado?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Por muito que convivamos com o tema morte parece ser impossível aceitá-la. Especialmente quando morre alguém que nos é próximo ou, no mínimo, conhecido. E isso porque nos soa sempre a injusto, a prematuro.
O Victor morreu. E deixou saudades e dor aos que com ele conviviam. Mas deixou também muitas memórias, boas e perenes.
A ele, escrevo-lhe estas palavras, já que outras não lhe pude deixar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Constatações LXXXI

Disseram-me que escrevo à gajo (pelo facto de ser concisa, directa, sem utilização de floreados). Interpretei-o como um elogio.

Da série: Os filmes da minha vida

Comédia

EUA/2006

Realização: Jonathan Dayton, Valeria Faris

Elenco: Abigail Breslin, Alan Arkin,

Greg Kinnear, Paul Dano, Steve Carell, Toni Collette

Querido, mudei os móveis (de sítio)

Porque não sou uma coitadinha a viver do rendimento mínimo, ou a quem morreu o marido ao final de 6 meses de casamento, não tenho filhos deficientes, nem amigos suficientemente porreiros que embarquem na farsa de me inscreverem no “Querido, mudei a casa” (eu juro que seria uma óptima fingidora, assim que visse a casinha linda e maravilhosa desataria a dar gritos histéricos e risinhos nervosos e bateria palmas e diria muito obrigada queridos, vocês mudaram a minha vida), sou obrigada a fazer um Querido caseiro.


Por isso, este fim-de-semana vai ser de labuta intensa: toda eu serei pincéis, sprays, jornais, músculos (sim, que mudar móveis de sítio não é para todos), unhas encardidas, parafusos, qual picheleira de primeira (sempre sonhei utilizar a palavra picheleira num texto, confesso). Claro que dispenso a parte eléctrica, que uma mulher não é perfeita e quero continuar a ter um sítio onde viver.


O Querido caseiro deverá terminar no Domingo e, se isso acontecer, se tudo ficar como exigentemente planeado, reagirei como se estivesse no programa (lágrimas à mistura).


Desejem-me sorte, sim?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Perguntinha

Porque é que um berbequim não se chama berbetoni ou berbezé?

As férias foram assim:




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Assim ando eu

O frenesim das cidades e a pacatez do Alentejo. Viagens. De carro e comboio e barco. Vinhos brancos e minis. Tudo muito fresco. Areias brancas e mar muito azul. Lembranças. Terra escura nos pés. Jantares que se perdem nas horas. Acordar tarde. Sol. Dormir pouco. Fotos para mais tarde recordar. Momentos contigo. Outros com muita gente com quem gosto de estar. Esplanadas e revistas e livros. Caminhadas intermináveis a saciar a curiosidade. Muito Summertime, de Ella Fitzgerald.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Hoje sinto-me assim...


Pause

Com uma constipação praticamente curada, mesmo a tempo do início das férias, ultimo preparativos. As malas e todos os outros objectos dos quais não me consigo separar, o que se manifesta valentemente no peso da bagagem. Um auto-spa, que incluirá depilações, esfoliações e vários tipos de hidratações.


Depois vou andar por aí, a calcorrear cantinhos mimosos do nosso país.


Até já.

Da série: Os filmes da minha vida



Drama
Itália/2000
Realizador: Giuseppe Tornatore
Elenco: Giuseppe Sulfaro, Luciano Federico,
Matilde Piana, Monica Bellucci

terça-feira, 28 de julho de 2009

Constatações LXXX

É bem verdade que o infortúnio de uns é o proveito de outros. Há por aí fabricantes de lenços de papel que hão-de estar a enriquecer à minha custa.

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Vende-se constipação em 2ª mão*.

(* Mas em óptimo estado)

domingo, 26 de julho de 2009

Adoro os Domingos assim. O sol a entrar pelas janelas abertas e a encher a sala de maresia. Os livros, a um canto, à espera de uma leitura que fica adiada para amanhã. Hoje é Domingo de conversas, risos e confissões. De sair, e passear em caminhos silenciosos contigo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Hoje sinto-me assim...


Um texto sem quês

Difícil a tarefa. Obrigando-me a usar o gerúndio, essa forma verbal tão caída em desuso, essa forma verbal tão esquecida. Mas, e se calhar por causa do gerúndio, querem agora obrigar-nos a falar e a escrever um português abrasileirado. Esse é um fato, um ato sem escolha nem vontade.
E para além do samba, do Scolari, da caipirinha e do Carnaval vamos passar a ter uma língua comum e nada banal, um pouquinho até original.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
EUA/2000
Realizador: Mimi Leder
Elenco: Angie Dickinson, Haley Joel Osment,
Helen Hunt, James Caviezel,
Jon Bon Jovi, Kevin Spacey

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Citações

"The unreal is more powerful than the real, because nothing is as perfect as you can imagine it. Because it’s only intangible ideas, concepts, beliefs, fantasies that last. Stone crumbles. Wood rots. People, well, they die. But things as fragile as a thought, a dream, a legend, they can go on and on."


Chuck Palahniuk

Delírios de uma linguagem esfomeada

Empurrava o portão velho e enferrujado e adoentado, como se o tivessem colocado de castigo, quando me pareceu ouvir algo que me soou a elogio:
- És tão bonita!
Olhei de repente, a saber a quem se dirigia e, perplexa, confirmei que era para mim.
-És tão bonita! – repetiu – Queres vir passear?
- Não, tenho fome e vou jantar!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Frases (bem) feitas


Crónica dos Medos


A minha preocupação vai aumentando, galopantemente, à medida que se aproximam os dias compridos de Verão. Não é que não goste dessa estação fresca e viçosa como só ela o é. O grande problema é que com o Verão chegam também esses especimens tão estranhos quanto familiares, os nossos maravilhosos emigrantes.
(Não tenho nada contra os emigrantes propriamente ditos, gente corajosa que se aventura à procura de uma vida melhor. Aliás, eu própria sou um projecto de emigrante, só não o sendo verdadeiramente porque não calhou. Tivesse-me sido dada a oportunidade e seria eu uma orgulhosa emigrante portuguesa, concerteza.)
O busílis da questão prende-se com os hábitos que os emigrantes adquirem no seu mais recente habitat (sim, porque quando eles partiram não podiam ser assim! Não, não eram assim). Há qualquer coisa nos novos ares que lhes entra pela mioleira, eles vão interiorizando aquilo e depois apresentam-se-nos (lá está, no Verão) em termos que não lembram a ninguém.
A mulher emigrante, tipicamente encorpada, fez uma permanente apertada no cabelo oxigenado, mas deixando sempre umas raízes escuras, talvez para não se esquecer de quem um dia foi. Pinta as unhas de rosa choque mas, tendo eventualmente necessidade de provar que é uma verdadeira emigrante, e não uma dondoca aburguesada, deixa o verniz descascar, mostrando assim lascas de unha por pintar. Usa roupas em tons amarelo, verde alface, laranja e, quando a ocasião o exige, um dourado discreto. Deu aos filhos o nome de Linda Vanessa e António José, mas trata-os carinhosamente por Vavá e Toni.
O homem emigrante, assim que chega à terra, vai pousar a sua barrigona na mesa da tasca do Ti João e, entre uns cachaços e uma salada de polvo, vai contando aos amigos peripécias e novidades do estrangeiro, trocando com eles as mais recentes piadas onde conseguem encaixar as mulheres.
As manchas de suor alastram na camisa branca riscada de vermelho (ah, o meu Benfica qualquer dia ainda me mata do coração!!) e os seus parcos cabelos foram milimetricamente penteados e enlacados, da esquerda para a direita, numa tentativa totalmente falhada de disfarçar a careca, coisa, alias, que só o próprio é que parece não perceber.
Multiplique-se agora esta amostra por dúzias de famílias que chegam atulhadas de malas e saudades e sotaques e novidades e compreenda-se este meu temor crescente.
Ai, o Verão está mesmo aí.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Constatações LXXIX

Tenho uma (recente) colega de trabalho que, sempre que diz ter-me visto em algum lado, di-lo assim: “Vi a menina na 6ª feira em…” ou “Ontem vi a menina a passar na…”.
Desconfio logo de pessoas que utilizam estas expressões. Prefiro mil vezes uma pessoa que chegue ao pé de mim e me pergunte: “Mas o que caralho estavas a fazer ontem na…?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Untitled


E...

E gosto tanto de partilhar os meus dias contigo

que só me apetece gritar:


Adoro a vida assim.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Como?


O Ministério da Saúde português (repito, PORTUGUÊS, porque é difícil de acreditar) proibiu os homossexuais do sexo masculino de darem sangue no Banco de Sangue nacional porque ser gay é, só por si, um comportamento de risco.

Havaiano-mania







Constatações LXXVIII

Muito se tem escrito, nomeadamente pelos blogs, sobre o Cristiano Ronaldo. A maior parte dos textos que tenho lido são verdadeiros atestados críticos ao jogador, com muito bota abaixismo. E são também escritos por homens, o que me leva a concluir que há muita invejazinha por aí. Aliás, parece-me que o Ronaldo personifica o que quem escreve esses textos sonhava que ia ser, quando fosse grande. É assim a vida meus caros, não calha a todos! Mas bom bom seria, em vez de destilarem fel, resolverem essas frustrações reprimidas. Iriam sentir-se muito melhor.

Da série: Os filmes da minha vida

Drama

Austrália/1996

Realizador: Scott Hicks

Elenco: Chris Haywood , Geoffrey Rush,

Justin Braine, Sonia Todd

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Constatações LXXVII

Faltam 15 (longooossss) dias para ir de férias.

A ver

"O casamento de Rachel" (de Jonathan Demme, 2008), com uma Anne Hathaway que me convenceu ser actriz quando se deixa de filmes de merda.

Hoje sinto-me assim...