A conversa levou-nos até à infância. E recordei os cafés feitos de terra e as refeições - uma mistela de ervas e flores e pedras - servidos em serviços de louça em miniatura e de plástico. Recordei as tardes em que, com muito cuidado, retirava da terra musgo para o presépio. Os passeios de bicicleta. Os pinhões que iam directamente das pinhas para o estômago. A casa que construímos, com uma lareira e tudo, que ficou irrespirável assim que a acendemos pela primeira vez. O saltar à corda e ao elástico, a cabra cega. Os banhos no ribeiro que corria no meio do nada. Os lanches de amoras acabadas de pegar. A descoberta ansiosa e curiosa de lugares inexplorados. O mal-me-quer, bem-me-quer. As chupas compradas no caminho para a escola. As coroas de flores que colocávamos sobre os cabelos sujos. Tempos felizes de ingenuidade e sorrisos fáceis.
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sábado, 12 de junho de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Constatações LXXXIV
Não gosto nada do modelo adoptado para os debates (?) políticos a decorrer nas televisões nacionais, que parecem recitais de poesia (mas em versão má).
Que saudades dos antigos e verdadeiros debates, com interrupções aos adversários, com os jornalistas quase a terem de pedir por favor para falar, com ataques baixos, com tons de vozes elevados e enervados, com zangas no final.
Que saudades.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Saudades

As recentes conversas à volta das papas Maizena levaram-me a recordar o melhor chocolate em pó de sempre, o Milo.
Lembro-me que quem não gostava nada desta adoração era a minha mãe porque, lá em casa, não se bebia leite com Milo. Comia-se antes Milo com leite.
Porque é que terá acabado?
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