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terça-feira, 16 de março de 2010

Isto sim é uma bela declaração de amor


Jeff Bridges, quando recebeu o Óscar de Melhor Actor, agradeceu à mulher com as seguintes palavras: "És o meu grande apoio. Adoro chegar a casa todos os dias."
Numa época em que as relações são cada vez menos valorizadas, esta declaração é das mais ternurentas que consigo imaginar. Porque ela resume (bem) todo o amor que se tem por outra pessoa. Porque é, de facto, muito bom chegar a casa quando nela também habita a pessoa que amamos. Porque lhe podemos chamar casa.
(Tão simples.)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Voar

É corajoso o acto de mudar de vida por amor. Deixar o nosso sítio, a casa, a família, os amigos, as recordações e rotinas para tentar construir um futuro a dois. Para fazer novos amigos, arquitectar novas rotinas, agora com uma sensação de partilha no coração. É também um tiro no escuro mas não é a vida, todos os dias em todos os sítios, um conjunto inacabado de tiros no escuro?
Admiro quem tenha ainda esta capacidade de dar, de lutar pelo que quer, de ir em frente com receios e dúvidas e esperanças e quereres.
Admiro-te. E empurro-te nesta aventura com a sensação de que faria fielmente o mesmo. E que tu me empurrarias exactamente assim.

sábado, 30 de maio de 2009

Citações

"(...) Mas é bom quando fazemos as coisas à nossa maneira e acreditamos que o cinema tem de ser uma arte e não um entretenimento para as pessoas apagarem o cérebro durante duas horas".

João Salaviza, sobre a Palma de Ouro que conquistou em Cannes
com a curta-metragem Arena

sexta-feira, 13 de março de 2009

Excerto

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
(…) “

Nuno Markl

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ditos

"O caso Freeport é grave. O caso Maddie é gravíssimo. O caso Casa Pia é gravíssimo e ainda mais. Fala-se demais, não existe segredo de justiça. Acho tudo isso uma vergonha, choca-me. E choco-me, sobretudo, por perceber que já não nos chocamos com isso."

Bernardo Sasseti in Diário de Notícias

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Excerto

"Entrevistador: Mas o Vicente não é católico...
Vicente Jorge Silva: Não. Sou agnóstico. Respeito os valores religiosos e tenho um sentimento de que há transcendência. Tenho simpatia, por exemplo, pelo budismo, pela espiritualidade oriental, pela contemplação. Mas acreditar no Deus que me é ensinado pela Igreja Católica? Um Deus que não serve para nada, que deixa as desgraças todas acontecerem e só está lá em cima a observar? Isso não faz sentido. Não acredito.

Entrevistador: Em que é que acredita?
Vicente Jorge Silva: Acredito numa coisa que está muito desvalorizada e que pode parecer pueril, acredito na bondade (...)"

(Excerto de entrevista efectuada a Vicente Jorge Silva, jornalista, cronista e cineasta, publicada na Revista Sábado)