terça-feira, 11 de outubro de 2005

Anti-anti-tabaco

Começo a ficar realmente cansada com o crescente florescer e consequente alastramento das campanhas anti-tabagismo que, qual cigarro bem saboreado, me queimam a paciência.
Eu sei que fumar faz mal. Que não devo fazê-lo.
Que, se o não fizesse, provavelmente iria viver até aos 120 anos e, pasmem-se, todos os dias sorveria o meu cálice de Porto. Com sorte, ainda teria a TVI à porta de casa para fazer uma, presumo que excelente, reportagem apuradora da minha longevidade.
Mas, problema grave, eu fumo.
E já não aguento ver campanhas anti-tabaco que, maioria das vezes, me atingem no exacto momento em que me encontro a sugar um belo dum cigarro.
"O tabaco vai matar mil milhões de pessoas até ao fim do século XXI."
Esta foi a última frase-bomba que me fez explodir! Rrrrrrrr.....
Porque é que não criam campanhas explicativas acerca das variadíssimas formas através das quais o Homem irá morrer? Do género: "Os atropelamentos vão matar 50 milhões de pessoas até ao fim do século XXI". Ou mesmo: "Durante o acto sexual, e até ao final do século XXI, 25 milhões de pessoas vão morrer de ataque cardíaco".
Ficaríamos todos muito mais descansados e, fundamentalmente, esclarecidos quanto à causa da nossa morte.
E, assim, seria muito mais fácil lidar com a situação.

4 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...
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salomé disse...

Acende aí outro! Uma passa às pessoas que se passam com o tabaco!

bonifaceo disse...

Eu não me passo porque a maioria dos meus colegas fuma, desde o liceu que é assim, já me habituei, mas sinceramente às vezes enerva, o cabrão do fumo, parece que tenho iman, sempre a vir na minha direcção. E depois aquele cheiro horrível na roupa... bah. Pronto, às vezes acabo quase por me passar.