sexta-feira, 26 de setembro de 2008

E por falar em vida pessoal


AMANHÃ

É

NOITE

DE

DANÇAR

Aviso

Em virtude do volume descomunal de trabalho despejado na autora deste blog, tem-lhe sido impossível manter os respectivos serviços mínimos.
Por isso, voltará a mesma aos posts assim que as entidades competentes se aperceberem/lembrarem que é direito das pessoas terem vida pessoal.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Shine a light

Considerado por alguns como um filme-documentário, Shine a Light (2008) é, isso sim, um concerto-com-um-mini-mini-documentário-incluído sobre os Rolling Stones. Pareceu-me um devaneio/tributo de um grande fã que, acaso, se chama Martin Scorsese.
Embora seja um belo concerto (ao qual assistiu Bill Clinton e a sua generosa comitiva), nos moldes a que os avôs do rock (sempre a 100 à hora) nos habituaram, fiquei desiludida com a parte documental, que se resume basicamente a três ou quatro excertos de entrevistas bem antigas dadas por Mick Jagger. Soube-me a pouco, muito pouco.
Curiosidade: afirmava Jagger, numa dessas entrevistas, teria ele vinte e poucos anos, que se via como vocalista da banda aos 60. O que na altura poderia ser entendido como um delírio de uma nova rock star veio-se a confirmar como uma verdade inegável. Felizmente.
A ver apenas pelos grandes fãs que gostam de bons concertos no conforto do sofá.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (IX)




Guy Berryman

Para ti

Guardo as nossas conversas em caixinhas de cartão tentando, a todo o custo, que os dias não as apaguem.
Guardo a tua voz em cantinhos da memória, resquícios de momentos intemporais que, no entanto, já passaram.
Guardo as mensagens que me envias, triviais, como se de pequenos tesouros se tratassem.
Guardo o teu riso nos meus risos.
Guardo as nossas pequenas (grandes) entregas em lençóis imaginários que, juntos, criamos.
Guardo os abraços que me dás, fazendo-os perdurar à noite, (que se desvanecem com o nascer dos dias).
Guardo-te.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Limitações

Na sequência de uma nova função profissional que vou exercer estou obrigada a "respeitar hábitos de higiene e asseio pessoal", bem como proibida de "possuir, consumir, traficar e/ou facilitar o acesso a substâncias aditivas, nomeadamente (...) ilícitas e bebidas alcoólicas".
Jura???

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Hoje sinto-me assim...



(Não seremos todas nós, mulheres, uma junção baralhada
de Carries, Samanthas, Mirandas e Charlottes?)
Adoro estes dias de fim de Verão que passam por mim como se encantamentos fossem. Dias de paz, de bem estar, de convicção de ter feito a escolha acertada. Dias de risos e canções e alegria. Dias quase perfeitos.

Constatações LII

Chega a ser perturbante a facilidade com que algumas pessoas se esquecem quem foram, de onde vieram.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Perguntinha

Então o mundo pode acabar amanhã e ninguém me dizia nada?

Excerto

"Entrevistador: Mas o Vicente não é católico...
Vicente Jorge Silva: Não. Sou agnóstico. Respeito os valores religiosos e tenho um sentimento de que há transcendência. Tenho simpatia, por exemplo, pelo budismo, pela espiritualidade oriental, pela contemplação. Mas acreditar no Deus que me é ensinado pela Igreja Católica? Um Deus que não serve para nada, que deixa as desgraças todas acontecerem e só está lá em cima a observar? Isso não faz sentido. Não acredito.

Entrevistador: Em que é que acredita?
Vicente Jorge Silva: Acredito numa coisa que está muito desvalorizada e que pode parecer pueril, acredito na bondade (...)"

(Excerto de entrevista efectuada a Vicente Jorge Silva, jornalista, cronista e cineasta, publicada na Revista Sábado)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (VIII)




NELSON

ÉVORA

Curiosidades

Talvez há cerca de 1 ano encontrei, na casa de banho de uma discoteca que raramente frequento, uma miúda que trabalhou comigo há uns anos atrás.
Voltei ao mesmo local agora e volto a encontrá-la, de novo na casa de banho.
Há coisas fantásticas...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Porque é que...

...há famílias que, para se verem, fazem piqueniques anuais, e na minha, encontramo-nos nos funerais?

Constatações LI

Deve ser maravilhoso ter um filho. Uma experiência única, que nos muda a forma de olhar o futuro, de olhar os outros, de olhar para nós. Dizem que deixamos de viver em função do eu, e eu acredito.
Mas o que os recém-pais têm de perceber é que nós, mortais sem filhos, não conseguimos atingir semelhante estado superior e, consequentemente, não temos paciência para ver 74 fotos da criança (que nos parecem mais ou menos todas iguais) e, ao final do quinto vídeo (acompanhado das devidas e minuciosas explicações) já só queremos fugir dali. Questinando-nos, a medo, se algum dia ficaremos assim.

Hoje este blog sente-se assim...



(Há sentimentos que não precisam de ser explicados, não devem ser explicados, porque qualquer tentativa de exteriorização será - sempre - insuficiente para demonstrar esta profunda gratidão)


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Escrevo

Escrevo porque me falham as palavras. Escrevo porque não te consigo chegar, não me deixas chegar-te... não sei se porque não queres ou porque o temes. E assim exorcizo as dúvidas que me assolam. Não porque com as palavras que escrevo elas se esclareçam, apagadas da minha mente num ápice (fosse assim e não pararia de escrever) mas, pelo menos, desenrosca-se um pouquinho este nó que sempre me surge quando não consigo compreender.
Escrevo porque me falham as palavras. Escrevo porque receio as respostas.
Escrevo porque me magoa esta frieza repentina sem explicação. Este silêncio que me faz ensurdecer.
Talvez escrevas também...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Este bog já está a salivar...



Só por saber que isto vai ser o jantar.

Violência doméstica

Segundo dados do Observatório de Mulheres morreram este ano, até ao presente mês, 31 pessoas vítimas de violência doméstica, tendo-se registado 35 tentativas de homicídio relacionadas com esse mesmo tipo de violência.
Este observatório estabelece ainda relação entre a crise económica e os homicídios ocorridos porque muitas das vítimas e respectivos agressores estavam desempregados aquando da prática do crime.
É tão fácil seguir o caminho estupidamente mais fácil.

Constatações L

Nunca a expressão "a minha vida dava um filme" fez tanto sentido.