Devido às, presumo, algumas plásticas e vários tratamentos de rosto, alguns mesmo bastante apanascados, parecem-me bonecos usados pelos ventríloquos.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
E não é que
este blogzinho lindo da sua dona, há pouco mais de 15 dias, fez já 5 anos (note-se que a idade na blogosfera é equivalente à canina) e ninguém lhe deu os parabéns? Nem mesmo eu? (Vou ali punir-me através da flagelação e já volto).
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Blogolândia
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Tese silly seasonista
Agosto é também um mês de gelados. E isso faz-me sempre lembrar que também pela forma como se come gelados (ou parecido) é possível definir um pouco da personalidade do titular da respectiva boca. Trocando por miúdos: sempre defendi que uma das características – a falta dela, melhor dizendo – que me irrita nos adultos é serem só adultos, chatos e aborrecidos, que esqueceram a criança que já foram. Também já afirmei que faço questão em manter o meu lado infantil (sou feliz assim, que querem?). Teriam uma demonstração dessa mesma infantilidade se me vissem a comer um Cornetto: sou daquelas que continuam a lamber a tampinha e o papel que envolve o dito. E sim, tenho 35 anos. E sim, não tenciono mudar de comportamento. E sim, acho que nunca me sentiria plenamente satisfeita se não pudesse lamber aquele bocadinho de baunilha e chocolate do invólucro do Cornetto. E sim, acredito piamente que os adultos que olham para mim de lado, enquanto o faço, estão roidínhos de inveja.
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Divagações
Não há razão para tanto
Um homem disse estar-me eternamente agradecido por eu lhe ter cedido a passagem (pedonal), ainda que estivesse à minha frente. Acho que ele tem um desequilíbrio desmedido-temporal.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
E porque me apetece falar de cinema
Realização: Glenn Ficarra e John Requa
Intérpretes: Ewan Mcgregor, Jim Carrey,
Leslie Mann, Rodrigo Santoro
Comédia/Drama
EUA, 2009
Baseado no livro "I Love You Phillip Morris: A True Story of Life, Love, and Prison Breaks", de Steve McVicker, que relata a história do intelegentíssimo Steven Russell, nascido em 1957, gay, ex-polícia que se transforma num mestre de fraudes, e que ficou conhecido pelas muitas e diversificadas tentativas de fuga da prisão, I love you Phillip Morris é uma falsa comédia, do género que nos leva a rir muito no início e, gradualmente, transforma-nos o riso num nó (cada vez mais apertado) no coração. É também uma história de amor, triste e bonita.
Aconselho vivamente, se não por mais, porque vale mesmo a pena ver Jim Carrey, Ewan Mcgregor e Rodrigo Santoro a interpretarem gays. Se ainda não chegar, porque vale mesmo a pena ver o apetitosíssimo Rodrigo Santoro, ainda que ele interprete uma pedra.
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Cinemolândia
Alguém me explica?
A propósito do início, daqui a 2 dias, da Volta a Portugal em bicicleta, gostava que alguma boa alma me explicasse qual é a piada de ficar a ver meia dúzia de homens, com uns calções que não lembram ao menino Jesus, a pedalarem as respectivas bicicletas.
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Dúvidas existenciais
sexta-feira, 30 de julho de 2010
R.I.P.
António Feio
(6 de Dezembro de 1954 - 29 de Julho de 2010)
Era Feio de nome e a sua aparência fazia-lhe justiça. No entanto, habituados que estávamos à sua presença, ignorávamos a falta de atributos físicos, suplantada por uma simpática imagem de familiaridade.
Não lhe achava muita piada como actor, confesso. Ria-me muito mais com o seu mais fiel companheiro de palcos e palermices, José Pedro Gomes. Comecei a admirá-lo verdadeiramente a partir do momento em que descobriu que tinha um cancro. Admirei-lhe a coragem e a força, que não sei onde ia buscá-la, as ganas que tinha de viver.
Afirmou há pouco tempo: “ (…) Se há coisa que eu costumo dizer é: aproveitem a vida e ajude-se uns aos outros. Apreciem cada momento. Agradeçam e não deixem nada por dizer. Nada por fazer (…)”.
Muito mais do que o actor, homenageio o homem. Que não tenha deixado nada por dizer. Nada por fazer.
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Actualidade
terça-feira, 27 de julho de 2010
Por vezes, raras vezes (como hoje), gostava de ter a cabeça formatada segundo os ditames sociais, um robot no meio de tantos outros, que comem e dormem e trabalham e dizem ámen e fodem e voltam a comer e a dormir e a trabalhar e a dizer ámen e a foder e idem aspas, aspas idem. Por vezes, raras vezes (como hoje) seria tão mais fácil assim.
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Título para quê?
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Maratona de Verão
A trilogia policial Millennium, do sueco Stieg Larsson.
Quem já leu diz que é altamente viciante.
Assim espero.
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Livrolândia
Constatações CIII
A vontade para trabalhar é tanta que crio posts parvos e desprovidos de qualquer conteúdo para passar tempo.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Missiva ao A.
Achavas que o mundo se ditava pelas tuas regras mas, da forma mais cruel, descobriste (foste descobrindo, lenta e pesarosamente) que o mundo não se deixa ditar.
Achavas que eras imortal. Não o somos todos até ao dia em que morremos?
Tentaste fintar a puta da normalidade com excessivos encontros in(fortuitos) – quantas vezes fingiste o amor?
Acreditaste que a realidade não te doía, não te moía, não te alcançava. Cambaleaste demasiado tempo nessa ilusão.
Compreendeste agora finalmente que estás só como um velho abandonado numa cama de hospital (será que lá estarás um dia?). Compreendeste que não és imortal e que o amor não se finge, não se procura - embora continues a procurá-lo desesperadamente na expectativa de que te acabe essa solidão. Compreendeste que os excessos te escureceram e, ainda assim, repete-los mais do que devias. Compreendeste que a realidade se abate todos os dias sobre a tua cabeça, mal colocas o pé nu no chão.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Carta Aberta
Exmº.s Senhores da Olá:
Sinto-me muito grata por terem reposto o Fizz Limão.
Era só isto.
Sinto-me muito grata por terem reposto o Fizz Limão.
Era só isto.
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Post fresquinho
terça-feira, 13 de julho de 2010
WTF?
Tenho muitas dificuldades em compreender as pessoas conhecidas que passam por mim na rua e fingem não me conhecer. Mais, revolvem-se-me as tripas. Tenho dois casos exemplificativos. Num deles, a pessoa, de um momento para o outro, deixou de me cumprimentar o que, por vezes, acarreta-lhe grandes dificuldades, ao tentar aparentar que não me vê; resolução fácil: deixei de cumprimentá-la também e a coisa ficou por aí. No outro caso, a pessoa ora cumprimentava, ora fingia que não me via. Com a paciência de santa que tenho, deixei a coisa correr durante uns meses, até que chegou o dia em que a paciência se esgotou e decidi não tolerar mais aquele comportamento ridículo. Na semana passada passou por mim, deu-me um olá e levou com uma cara fechada e trombuda. Recuso-me compactuar com este género de atitude.
O que é que levará (determinadas) pessoas a agirem assim? Se alguém souber que me dê umas dicas, please, que não consigo perceber, juro que não.
P.S.: Não sei se ajuda à explicação, mas estamos face a duas pessoas do sexo feminino.
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Vou ali vomitar e já volto
segunda-feira, 12 de julho de 2010
E porque me apetece falar de cinema
Realizado por Cherien Dabis em 2009, este filme, com a chancela da Nacional Geographic, retrata a difícil integração de uma mulher palestiniana (Farah Muna) e do seu filho (Farah Fadi) numa preconceituosa América. É uma história simples que nos leva, no entanto, a questionar comportamentos e, não sendo uma comédia, tem momentos muito engraçados. Poderia condensá-la numa palavra: esperança.
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Cinemolândia
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