sábado, 12 de junho de 2010

Entre parêntesis



(Não sei como conseguiria viver sem ti)




Recordações

A conversa levou-nos até à infância. E recordei os cafés feitos de terra e as refeições - uma mistela de ervas e flores e pedras - servidos em serviços de louça em miniatura e de plástico. Recordei as tardes em que, com muito cuidado, retirava da terra musgo para o presépio. Os passeios de bicicleta. Os pinhões que iam directamente das pinhas para o estômago. A casa que construímos, com uma lareira e tudo, que ficou irrespirável assim que a acendemos pela primeira vez. O saltar à corda e ao elástico, a cabra cega. Os banhos no ribeiro que corria no meio do nada. Os lanches de amoras acabadas de pegar. A descoberta ansiosa e curiosa de lugares inexplorados. O mal-me-quer, bem-me-quer. As chupas compradas no caminho para a escola. As coroas de flores que colocávamos sobre os cabelos sujos. Tempos felizes de ingenuidade e sorrisos fáceis.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Hoje sinto-me assim...



Constatações CI

Uma mulher dá uma volta pela blogosfera e fica abismada com as parvoíces, tontices e idiotices com que se depara.

sábado, 5 de junho de 2010

Excertos


"É extraordinária a forma por que uma pequena cidade toma conta de si própria e de todas as suas unidades. Se cada homem e mulher, jovem ou criança, agir e se conduzir segundo um padrão conhecido e não ultrapassar as barreiras, se não quiser ser diferente dos outros, se não fizer experiências novas, não adoecer e não puser em perigo a tranquilidade e a paz de espírito ou o fluir incessante e ininterrupto da cidade, essa unidade pode desaparecer e nunca mais se fala dela. Mas basta um homem abandonar os conceitos normais ou os padrões conhecidos e seguros para os nervos dos cidadãos vibrarem de nervosismo e a comunicação percorrer todas as fibras nervosas da cidade. Nessa altura, cada unidade está em contacto com o todo."


John Steinbeck in "A Pérola"

sexta-feira, 4 de junho de 2010

R.I.P.

Deixo aqui a minha homenagem a João Aguiar (28 de Outubro de 1943 - 3 de Junho de 2010), escritor, autor de um dos livros mais deliciosos da literatura portuguesa, O navegador solitário, de 1996.
 "O único verdadeiro pecado do mundo terreno é a estupidez. Não podes cometer esse pecado, Solitão. Não hei-de permitir uma traição tão grande e tão feia.
Estás à beira da vitória.
Ter uma vida física liberta de cuidados. Podes saborear o melhor. A beleza, o conforto, os objectos de arte, as mulheres, a comida, os vinhos, ah, Solitão, não podes fazer o que estão a pensar fazer, nunca o permitirei, hei-de quebrar essa decisão e alimentar esse medo, (...)."

Fight Club


Sinopse:

 
Jack vive desesperado por escapar da sua vida monótona, quando conhece Tyler Durden, um carismático vendedor de sabões com uma estranha filosofia. Tyler acredita que a realização pessoal é para os fracos - é a autodestruição que torna a vida merecedora de ser vivida. Pouco depois de se conhecerem, Jack e Tyler lutam no parque de estacionamento de um bar, um espectáculo de violência que lhes dá uma sensação fantástica. Para apresentar a outros homens os prazeres da violência física, acabam por formar um Clube de Combate secreto, que se torna extremamente famoso. Porém, à espera de Jack está uma surpresa chocante.

 
Há filmes dos quais não gostamos, outros de que gostamos mais ou menos, outros ainda de que gostamos muito e há aqueles – raros - que nos deixam boquiabertos.
Fight Club (de 1999, realizado por David Fincher), que já considerei um dos filmes da minha vida, soube-me ainda melhor à segunda vez. Com representações excelentes (especialmente Edward Norton como o insatisfeito Jack, Brad Pitt como o confiante Tyler Durden e Helena Bonham Carter como a louquíssima Marla Singer), Fight Club tem um enredo fantástico, muito por culpa da excelente realização de David Fincher.
Adaptado do livro homónimo de Chuck Palahniuk, é o primeiro caso em que considero o filme melhor do que o livro, algo de muito improvável. E não é pelo livro ser fraco, que não o é, a realização é que é excelente.
Uma obra que me deixou, mais uma vez, presa ao ecrã, numa sensação de crescendo (terminando, ainda por cima, ao som da belíssima Where is my mind de Pixies). No final, tinha tanta energia concentrada, que fui a correr despir o pijama e saí para dançar. Há – raros – filmes assim.



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Parece que é desta...





que vou aprender Dança do Ventre.

Iuuuppppiiiiiiii.

Muse


Quem ontem assistiu ao concerto de Muse (que, até há mais dúzia de anos era uma banda pouco conhecida em Portugal), considerou-o excelente, esfusiante, cheguei mesmo a ouvir alguém descrevê-lo como épico. Infelizmente ainda não consegui ver nenhum concerto deles, mas acredito que ainda vou ter esse privilégio.
A revista Rolling Stone considerou que Muse, ultrapassando os U2, é actualmente a banda com o melhor espectáculo ao vivo, algo que considero justo (afinal U2 é muito mais comercial, pop, sendo-lhe bastante mais fácil agradar a gregos e troianos). Além disso, eles são apenas três, e fazem um rock nada simplista, misturado com música clássica e electrónica. A acrescer a tudo isto temos a voz potente e rara de Matthew Bellamy, a cereja em cima do bolo.
Just love it.

quinta-feira, 27 de maio de 2010



Constatações C


Sou uma constatadora nata.

Nervos, muitos nervos!


O ser humano erra, é-lhe natural. Não tão natural é saber que se errou e não corrigir o erro, quando isso é possível. Pior ainda é não fazê-lo para que os outros não se apercebam do erro (grosseiro, no caso), a ver se, de fininho, a coisa passa. Isso já é incompetência.

Na situação concreta o erro não me afecta, mas conheço-o, e não posso fazer nada para o reparar. E isso irrita-me muito, não tanto por nada poder fazer, mas principalmente porque quem pode não quer. É chato, dá trabalho, o que é que os outros iam pensar?

Infelizmente cada vez mais me apercebo que este tipo de incompetência é premiado, o que faz com que quem premeia seja o incompetente dos incompetentes. E eles são muitos e andam aí.

E agora não me ocorre mais nada mas já me sinto melhor. Adaptando uma das frases de Caco Antibes que dizia, com muita graça, detestar gente pobre, afirmo com profunda convicção que detesto gente burra. Não aquela que simplesmente o é, mas aquela que assim se quer manter.

terça-feira, 25 de maio de 2010

XV Gala dos Globos de Ouro


No Domingo lá tivemos mais uma galita. Muito resumidamente direi que foi uma valente cagada, fraquinha, fraquinha. A salvá-la esteve o queridíssimo Artur Agostinho, cujo discurso emocionou grande parte da plateia e a mim também.
Mas como o que realmente interessa são os vestidinhos, aqui vai:


A vestir em caso algum, nunca, jamais: 


Vanessa Palma


Rita Ferro Rodrigues


Sofia Escobar


Paula Taborda


Florbela Queirós



Lindos (uns mais do que outros), mas sempre usáveis:


 
Cláudia Vieira


Francisca Pinto Ribeiro


Ana Mesquita


Raquel Strada


Daniela Ruah


Há coisas fantásticas, não há?


Recebi na 6ª feira passada uma carta que me foi enviada a 17 de Junho de 2009. Sem comentários.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Hoje sinto-me assim...






IT'S SUMMER TIME!!!


(Pelo menos até Sábado)


Constatações XCIX


O meu homem afirmou que o 7 é o número mais fashion que existe. Acho que sou a culpada: até me conhecer nunca tinha sequer ouvido falar do Project Runway; desde aí, tem sido sempre a descer.

Foge Foge Bandido


Fã confessa dos extintos Ornatos Violeta (ai, que saudades que tenho!), não acolhi de braços abertos o mais recente projecto de Manel Cruz (uma voz fantástica e, acho que foi a Mis do Piece by Piece que o escreveu, um dos mais giros feios giros que conheço).
No entanto, acho que se pode aplicar ao Foge Foge Bandido aquela frase de Pessoa que diz que primeiro se estranha e depois... depois vocês já sabem. É diferente, irreverente, acutilante, abusador. Por isso, actualmente em fase de penitência (como pude não adorar logo à primeira? Perdoa-me Manel, que não voltarei a pecar) anda a rodar ininterruptamente nos meus phones. E que bem que sabe.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Acto de Contradição

cai, cai, cai,
a chuva
ai, ai, ai,
as rugas

penso logo
higiénico
um defeito
fotogénico

confessei
os meus pecados
receitaram-me
um acto de contradição

começaram os saldos
mesmo a tempo
agora só me falta
o aumento

os noivos
deram o nó
na
garganta

I.R.S.
Involuntariamente
Rui
Sousa


Autoria: Rui de Sousa



terça-feira, 18 de maio de 2010

Rapidinhas


1. Não quero deixar passar em branco neste blog a morte de Saldanha Sanches, ainda que somente 4 dias após a data. É que gostava mesmo do senhor (e fiquei a saber que ele era casado com a Sô Dona Maria José Morgado, o que nunca me havia passado pela cabeça).

2. Também não poderia ignorar a declaração de Cavaco ao país, no sentido da promulgação da lei que permite o casamento entre homossexuais. Talvez a única vez em que disse algo de jeito desde que ocupa o cargo.


P.S.: É um abuso do caraças colocar Saldanha Sanches e Cavaco Silva num mesmo post. Enfim, por vezes sou dada a irreverências. 

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Da tua ausência

 
 Ter-te ausente é acordar e adormecer com um vazio ao lado. É sentir-te a falta nas conversas, nas viagens, nos momentos de solidão, nas músicas, nas compras. É imaginar-te o sorriso e o abraço. É querer pousar a cabeça no teu colo. É antever-te. É contar os dias ansiosamente. É beijar-te. É saber que está tudo bem mas que não está tudo. É acreditar que foste feito para mim.

Será isto uma falta injustificada?

 
Quase findo o dia de tolerância, ainda hoje não vi o Papa.

Porque é que?


Sempre que vou à terra mãe, àquela que me viu nascer, os meus conterrâneos me perguntam:
- Estás aqui?
Nããããoooo, vocês é que andaram a comer cogumelos mágicos. E nem deixaram nadita para mim.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

E porque me apetece falar de cinema



 

O facto de ver demasiados filmes tornou-me muito crítica em relação aos mesmos o que, se calhar, também terá qualquer coisita a ver com as muitas películas de merda que por aí andam, a encher salas de cinema e cabeças de nada. Por isso, um filme como este, dos fabulosos irmãos Coen, enche-me as medidas e faz disparar o meu acreditanómetro no bom cinema. 
De 2001, este filme a preto e branco cujo título em português foi traduzido para "O Barbeiro", constrói-se sobre uma trama de acontecimentos em cadeia, que frustra por completo as intenções das personagens. Tipo jogo de dominó insensato e maluco.
No final, demorei uns minutos calada, até voltar ao sofá onde me encontrava sentada. E sempre que isso acontece é sinal de que me encontro em fase de degustação. 

 

Há coisas que não mudam

 
MISS YOU (SO MUCH)

Encosto-me à cadeira e, antes de começar a escrever, acendo um cigarro e bebo um trago do Martini gelado. Há momentos que devem revestir-se de alguma solenidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Auto-definição minimalista



Wordle: Untitled

Não havia nechechidade... Zzz zzz


Irritam-me sobremaneira as reportagens que têm vindo a passar em crescendo no canal estatal português. Sejam elas sobre a pobreza ou o bullying (que, Eureka, é tratado como um fenómeno novo quando existe desde sempre), a crise ou (ainda) as derrocadas da Madeira, como se já não bastasse a tristeza e angústia associada aos temas abordados, colocam-lhe ainda uma musiquinha de fundo de fazer chorar as pedras da calçada, a apelar à lagrimazinha do povo que, confortavelmente sentado no sofázinho comprado na Moviflor, vai dizendo Que pena, Não sei onde isto vai parar, Coitadinho, com os olhos marejados porque, qual filme, a música potencia sentimentos de pena e compaixão.
Mas será que não basta a verdade crua da realidade? Não será isso só por si emocional quanto baste?

segunda-feira, 29 de março de 2010


 
Há dias em que o sol brilha. Há dias em que saboreio antecipadamente surpresas muito esperadas. Há dias em que não quero largar a tua mão enquanto passeamos calmamente na rua. Há dias em que pego no carro e conduzi-lo sabe-me tão bem como se estivesse a sobrevoar uma paisagem árida e enorme num balão. Há dias em que ouço quase nada do que me rodeia (excepto música). Há dias em que repetimos insistentemente Por acajo num vistes a Sarah Connor. Há dias em que à noite se vai ao cinema. Há dias em que planeamos que roupa louca vamos usar na festa dos anos 80. Há dias que cheiram a Verão. Há dias em que escrevo enquanto devia estar a trabalhar (que se lixe!). Há dias assim.

Constatações XCVIII


Acordo com a notícia dos atentados em Moscovo. Ainda entorpecida, fico mais chocada pelo facto de os mesmos terem sido levados a cabo por duas mulheres suicidas, do que com o número de mortes que dele resultaram - trinta e sete.
(Entretanto os factos já se organizaram hierarquicamente na minha cabeça).

quinta-feira, 25 de março de 2010

Assim torna-se difícil abandonar o tema imbecilidade


Segundo a imprensa, o cardeal Joseph Ratzinger (que é, nada mais nada menos que o Papa Bento XVI), quando presidia à Congregação para a doutrina da Fé, em 1996, e outros membros do Vaticano, terão encoberto os abusos sexuais de um padre norte-americano suspeito de molestar cerca de 200 crianças numa escola para surdos no Wisconsin, segundo documentos eclesiásticos obtidos pelo New York Times.
Ora, como o Papa vem de visita a Fátima (a Igreja Católica até preparou um hino cujo refrão é este belo Bem-vindo, bem-vindo, Pastor Universal! Santo Padre, bem-vindo a Portugal), parecia-me bastante plausível mostrarmos o quão hospitaleiros somos, recebendo-o com dúzias e dúzias de ovos podres e mal-cheirosos. No mínimo.
 

quarta-feira, 24 de março de 2010

E para limpar de vez com a imbecilidade...

Da imbecilidade


Por vezes tento esquecer-me da imbecilidade que nos rodeia - e ela é muita e existe em todo o lado sob variadíssimas formas. Mas quando a imbecilidade ganha a forma de actos palpáveis, que me atingem directa, injusta e prejudicialmente, aí reviram-se-me as vísceras, o que não é nada bom porque, acompanhado desse revolver, chega também uma vontade urgente e incontida de me encher de doces e salgados e tudo o que o colesterol agradece que não comamos.
Agora que, pelo menos aparentemente, dou por saciadas essas necessidades e já consigo analisar as coisas com a frieza possível (e é-me sobretudo difícil conviver com o conceito de injustiça), concluo que este mundo em que vivemos está pejado de actos e pessoas nojentas, cuja asquerosidade se pavoneia há muito (desde sempre?), pelos corredores da rotina.
Depois da fase do choro, da repulsa e dos porquês, agradeço o conhecimento da imbecilidade e do(s) seu(s) autor(es). Porque me levam a querer distância, a procurar soluções que me levem para longe de ambientes assim.
Começo agora a caminhar esse caminho. E talvez um dia, espero, ainda agradeça aos imbecis por isso.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Constatações XCVII


Os lambe-botas estão para mim como a água está para os gatos.
É fugir deles a 7 pés.

Hoje sim, hoje temos um Dia Mundial de jeito


Com tantos Dias Mundiais perfeitamente inúteis, há que celebrar aqueles que assumem considerável relevância, tal como o de hoje, um admirável Dia Mundial do Sono.

Assim, para aqueles que, como eu, adoram dormir, desejo-lhes um óptimo dia e, mais importante ainda, uma longa e serena e profunda e retemperadora e repousada noite de (bom) soninho. Óó.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Este blog está absolutamente apaixonado por isto:



Alguém me explica?


Porque é que, quando falamos com uma pessoa da mesma nacionalidade que a nossa e lhe perguntamos quantas ou que línguas é que fala, invariavelmente, e antes do rol de línguas dominadas, normalmente ela responde "português"? 
É que ainda não tinha dado para reparar...

terça-feira, 16 de março de 2010

Isto sim é uma bela declaração de amor


Jeff Bridges, quando recebeu o Óscar de Melhor Actor, agradeceu à mulher com as seguintes palavras: "És o meu grande apoio. Adoro chegar a casa todos os dias."
Numa época em que as relações são cada vez menos valorizadas, esta declaração é das mais ternurentas que consigo imaginar. Porque ela resume (bem) todo o amor que se tem por outra pessoa. Porque é, de facto, muito bom chegar a casa quando nela também habita a pessoa que amamos. Porque lhe podemos chamar casa.
(Tão simples.)

Como?


O grupo editorial Leya queimou milhares de livros (onde se incluíam autores como Jorge de Sena e Eugénio de Andrade), por não querer suportar o custo com a sua armazenagem, e por não os poder recolocar no mercado (estavam demasiado velhos, estragados e, logo, não tinham já valor comercial). O grupo ainda tentou enviá-los para Timor, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros não quis assumir os custos com o seu transporte. Como a editora também não, toca a queimar tudo que sempre sai mais barato.
A propósito, Miguel Esteves Cardoso (que, como eu, ama os livros) escreveu na 5ª feira passada, no Público, que deseja sinceramente que a Leya se foda.
Subscrevo. Inteira e sinceramente também.

segunda-feira, 8 de março de 2010

E porque esta foi noite de Óscares

É óbvio que uma mulher tem de falar de vestidinhos. Então é assim:


Frio, assim que a modos quase congelado:


GABUOREY SIDIBE
(Não me critiquem que vim aqui parar por acaso)




MAGGIE GILLENHAAL
(Brasil, lálálálálálá, Brasil)




ZOE SALDANA
(My name is Pindérica. Zoe Pindérica)




MARIAH CAREY
(Nota da autora: nada a dizer)


Nem aquece nem arrefece:


KATE WINSLET
(Podia estar um pouco menos deslavada, mas há pior)


KATHRYN BIGELOW
(Estou bem mais gira que a actual do meu ex)


Quente:


DEMI MOORE
(Não me trocava por duas de 25)


CAMERON DIAZ
(Resmas, paletes de bom gosto)


sexta-feira, 5 de março de 2010

Pois, pois


 “It really is the heart of a woman that takes her beautiful.”

Jessica Simpson

 
Adoro estas frases que as “estrelas” pronunciam para mostrarem que são profundas e interessantes e com algo mais na cabeça do que massa feia e disforme.
E a frase até faz algum sentido se a limitarmos ao ponto de vista espiritual, digamos assim, no sentido de que, a longo prazo, o que interessa realmente é a beleza interior das pessoas, que o bom aspecto físico só por si não faz com que as relações se mantenham.
Mas, se extrapolarmos a espiritualidade da coisa, a frase não é, de todo, verdade.
Coisa diferente é, por exemplo, gostar-se tanto de uma pessoa não abençoada com formosura (um namorado, amigo, familiar - não interessa) que, às tantas, passamos a senti-la como bonita porque não dissociamos a embalagem do conteúdo.
Agora, dizer-se que é o coração de uma pessoa que a leva a ser bonita é uma afirmação muito aprazível, ideal até para fechar uma qualquer história de encantar escrita para crianças, mas não autêntica.
Gostava de ver a menina Jessica a dizer isso a uma mulher bem feia. Aposto que não a ia fazer sentir-se muito melhor.

Tempos Modernos (*)


"Um casal sul-coreano «viciado na Internet» deixou a sua bebé de três meses morrer de inanição enquanto criava uma filha virtual na web, disse a polícia local. Segundo a agência de notícias oficial Yonhap, o casal alimentava a sua bebé prematura apenas uma vez por dia, entre períodos de 12 horas passados num cibercafé.
O polícia Chung Jin-won disse à Yonhap que o casal «perdeu a vontade de viver uma vida normal» depois de os dois terem sido despedidos.
O pai, de 41 anos de idade, e a sua mulher, 25 anos, foram presos na cidade de Suweon, a sul de Seul, no início da semana, cinco meses depois de terem reportado a morte da bebé. Eles estavam em fuga desde a morte da criança.
A autópsia mostrou que a sua morte foi provocada por um longo período de desnutrição."


In Diário Digital 

Zzzzzzzzz...


Fraquinho, fraquinho o debate entre Rangel e Aguiar Branco. Mais entediante só a missa que passa aos Domingos de manhã na TVI.

terça-feira, 2 de março de 2010

All we need is

Constatações XCVI


Uma mulher percebe que está mesmo, mesmo frio, quando o nosso namorado, reparando nas várias camadas de roupa sobrepostas no corpinho, nos diz que parecemos um Mil Folhas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mas porquêêêê???


Uma pessoa até gosta do Avatar, e no final do filme ainda está em fase de encantamento com os humano-felinos azuis, com Pandora e com aquilo tudo quando, de repente, somos bruscamente devolvidos à realidade. A Celine Dion, outra vez?
Ah, não, afinal é a Leona Lewis.

E porque me apetece falar de cinema


Vencedora de dois Óscares da Academia (o de Melhor Actriz com “A Escolha de Sofia”, de 1982, e o de Melhor Actriz Secundária com “Kramer vs Kramer”, de 1979), Meryl Streep é a intérprete mais nomeada de sempre – com mais uma nomeação para os Óscares de 2010, já lá vão dezasseis.
  
E isso bastaria para considerá-la uma actriz de excepção. Mas, além de roubar todas as cenas em que entra, com o savoir faire que lhe parece inato, a subtileza e serenidade que a caracterizam, é uma mulher muito terra a terra, a quem os anos e as rugas não retiraram beleza nem a fizeram ir a correr para a maca de um qualquer cirurgião estético.
  
Assumindo-se como uma mulher simples, disse um dia: “Não sei estar na moda. Quero dizer, sei ser uma data de coisas, mas não sei ser estrela de cinema (…)”.
  
E nós agradecemos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Constatações XCV


Um dos grandes problemas de dias como o de hoje é que, quando vou começar a fazer algo a que me predispus, já me esqueci do que ia fazer.

Prontos, está bem então


Foi hoje publicada no Diário da República uma resolução através da qual a Assembleia da República recomenda ao Governo "a adopção de medidas legislativas tendentes à criação da figura do «arrependido» em crimes de especial dificuldade de investigação".
Achei um piadão.

Hoje sinto-me assim...

O dia seguinte


Adoro jantares caseiros imprevistos. Boa companhia, boa comida, bom vinho. Música (sempre a música) a temperar. Conversas confidentes, cumplicidades, banalidades e delírios que terminam em gargalhadas imprudentes. Beatas acumuladas no cinzeiro. Minutos que se transformam em horas. Velas que ardem até ao fim. O único senão? O vinho ser demasiado bom, a conversa demasiado interessante. Ciclo vicioso (os efeitos sentem-se apenas no dia seguinte). Estou com a comummente designada ressaca.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Constatações XCIV


Há conhecidos meus que muito raramente me enviam mails e quando enviam, é só tragédias. Neste momento estou entulhada de mails com fotos da Madeira inundada (que vão todos direitinhos para o lixo sem passarem pela casa da partida). A última vez que me tinham enviado foi quando aconteceu o terramoto no Haiti. E antes, talvez, com as fotos da derrocada em Angra dos Reis. E por aí fora.
Cada vez mais me convenço que as pessoas não resistem a compartilhar as desgraças. 
(Mas só quando acontecem com os outros). 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

WTF?


Segundo a imprensa, o namorado de Rihanna ofereceu à cantora, como presente pelo seu 22º aniversário, a actuação de uma stripper anã.
Como, que não percebi bem? A actuação de uma stripper anã.
Esta gente não sabe o que fazer ao dinheiro, só pode. Ai se namorado meu me oferecesse presente semelhante... Dizia-lhe logo onde ele podia enfiar a stripper em miniatura. 

Nostalgias

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Perguntinha


É de mim ou o Miguel Sousa Tavares levou ontem
 uma coça do Chefe Primeiro-Ministro?

Ser diferente


A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.



Agostinho da Silva, in "Diário de Alcestes"


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Constatações XCIII


Depois de ontem ver o nível de Aznar, considero os cornichos de Manuel Pinho uma brincadeira de meninos.

Agenda



Quando me apareceste à porta, assim, lavado de chuva e de lágrimas e com aquela ausência de olhar como se não estivesses cá, e me disseste, tão baixinho que as tuas palavras se confundiam com os pingos que se dissolviam no chão, ele morreu, apeteceu-me abraçar-te e embalar-te e aquecer-te com um cobertor e café a ferver.
Ele morreu, repetias tu entre soluços incontidos. E o teu olhar estava morto, tão morto quanto ele, tão escuro quanto o escuro do céu.
Não sabia o que dizer para te apaziguar as emoções. Podia, é certo, dizer meia dúzia de clichés que não deixam, por isso, de ser verdades, do género a vida é assim (e, já agora, a morte também), se calhar ele está melhor agora, encontrou a paz, é a sina de todos nós, etc. e tal. Mas não to disse. Porque se fosse comigo dir-te-ia que tudo isso é verdade mas tudo isso não me faria sentir melhor.
Ao invés, coloquei música. Calma, quase silenciosa, uma presença que não está lá.
Deixei que fechasses os olhos e chorasses a tua dor. Acariciei-te o cabelo numa cumplicidade desafectada. Acompanhei-te nessa viagem de perda e saudade do que nunca aconteceu. Passaram muitos minutos. Tempo roubado ao tempo. Olhaste-me e já encontrei vivalma dentro de ti. Despi-te e coloquei-te dentro de mim. Nesse momento a morte morreu.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Post telegráfico


O Caim já foi.Ponto.Assim num ápice.Ponto.Gostei bastante.Ponto.
Bloqueio com Saramago ultrapassado.Ponto.

O estado actual do país?
Assim a modos que esfrangalhado.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O mundo da moda está mais pobre


Foi hoje encontrado morto, em sua casa, o excêntrico estilista Alexander McQueen. Embora não confirmado, alguns jornais afirmam que o mesmo se enforcou. Triste forma de morrer.

Auto-definição

Curtas


O Paulo Rangel gosta de Metallica. Eu não. Mas simpatizo (ainda) mais um pouquinho com ele por causa disso.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Constatações XCII


Nada como umas compritas para

as irritações me passarem num instantinho.

Implicações


Há um homem que trabalha no mesmo sítio do que eu (não comigo, felizmente) de que não gosto nem um bocadinho. Não me cheira a boa coisa e, por regra, não me engano quando tenho estes feelings.
Ainda por cima é de uma antipatia quase sobrenatural. Sempre que passo por ele digo, com cara sisuda é certo, bom dia ou boa tarde. Muitas vezes, dependendo talvez da sua (in)disposição, sei lá, nem me responde, o que faz disparar consideravelmente o nível de embirração que por ele tão carinhosamente nutro.
Hoje foi a primeira pessoa que tive o infortúnio de encontrar, logo pela manhãzinha e, uma vez mais, não respondeu ao meu cumprimento.
Há dias assim. Em que me apetece bater violentamente em imbecis mal-educados.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Excertos


Quando o senhor, também conhecido como deus, se apercebeu de que adão e eva, perfeitos em tudo o que apresentavam à vista, não lhes saía uma palavra da boca nem emitiam ao menos um simples som primário que fosse, teve de ficar irritado consigo mesmo, uma vez que não havia mais ninguém no jardim do éden a quem pudesse responsabilizar pela gravíssima falta, quando os outros animais, produtos, todos eles, tal como os dois humanos, do faça-se divino, uns por meio de mugidos e rugidos, outros por roncos, chilreios, assobios e cacarejos, desfrutavam já de voz própria. Num acesso de ira, surpreendente em quem tudo poderia ter solucionado com outro rápido fiat, correu para o casal e, um após outro, sem contemplações, sem meias-medidas, enfiou-lhes a língua pela garganta abaixo. Dos escritos em que, ao longo dos tempos, vieram sido consignados um pouco ao acaso os acontecimentos destas remotas épocas, quer de possível certificação canónica futura ou fruto de imaginações apócrifas e irremediavelmente heréticas, não se aclara a dúvida sobre que língua terá sido aquela, se o músculo flexível e húmido que se mexe e remexe na cavidade bucal e às vezes fora dela ou a fala, também chamada idioma, de que o senhor lamentavelmente se havia esquecido e que ignoramos qual fosse, uma vez que dela não ficou o menor vestígio, nem ao menos um coração gravado na casca de uma árvore com uma legenda sentimental, qualquer coisa do género amo-te, eva. (…)”



José Saramago inCaim

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

À terceira é de vez?


Depois de não conseguir terminar a leitura das duas obras de Saramago que comecei a ler um dia (Memorial do Convento, de 1982, e As Intermitências da Morte, de 2005) prometi-me ser esta a última tentativa de o ler (e eu até estava a gostar muito dos livros, entre o aparvalhada e o deliciada pela forma magistral como o homem escreve, mas chegava a um ponto - uma página para ser mais precisa - relativamente perto do fim, dava-se-me um bloqueio qualquer e nunca mais lhe pegava).
Entreguei-me agora ao contestado Caim (2009) e, do pouco que li, já deu para perceber que é susceptível de provocar AVC’s a quem seja fervorosamente devoto. Eu, ateia me confesso, e fã de humores irónicos e sarcásticos, tenho-me rido com verdadeira vontade.
Confiando conseguir lê-lo até ao fim (pelo menos vontade não me falta) e, espero, divertindo-me tanto quanto até aqui, pode ser desta que ultrapasse o bloqueio.
A ver vamos.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010


- Deus é gay.
- Não pode ser. Fez todo o universo perfeito. Os oceanos, os céus, as lindas flores, as árvores em toda a parte.
- Está certo. É um decorador.

 


In "Whatever Works", de Woody Allen (2009)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Perguntinha


Haverá coisa mais nojenta do que começar o dia com uma pessoa sentada ao nosso lado a tirar macacos do nariz?

(Na realidade consigo lembrar-me de umas quantas, mas não naquele momento.)

Intromissões


Ouvi ontem o actual ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, que alguém já definiu como o carrasco do Governo - o que, aliás, subscrevo totalmente - afirmar, acerca do “caso Mário Crespo”, que não é possível escrever uma notícia com base na intromissão em conversas alheias.
Uma consulta rápida ao dicionário indica que intromissão significa acto de intrometer, ingerência, introdução. E intrometer significa meter-se de permeio, meter-se onde não se é chamado.
Não me parece, de todo, que se possa acusar Mário Crespo, um jornalista que admiro pela sua frontalidade e insubmissão aos poderes estabelecidos, de intromissão. Afinal, se ele se meteu em alguma coisa, foi num assunto que lhe dizia respeito.
Por outro lado, parece que a conversa entre José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e o “executivo de televisão” (que, sabe-se agora, é Nuno Santos) nada teve de sussurrante, ouvida alto e bom som por quem almoçava nas mesas adjacentes.
O que me leva a pensar que, se calhar, o pretendido era que a conversa chegasse aos ouvidos do visado. E que ele metesse o rabinho entre as pernas e se controlasse.
Felizmente Mário Crespo não é assim.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Hoje sinto-me assim...

As notícias boas apanham-nos como se uma brisa num dia muito quente de Verão se tratasse. Acalmam-nos, rodopiam e deixam-nos com um sorriso esperançoso de que tudo vai correr bem. Melhor do que planeamos. Mais longe do que ousamos sonhar.
Sinto-me tão orgulhosa de ti, amor. Não porque alguma vez duvidasse que fosses capaz (tu sabes bem!) mas porque me contenta que possas ir mais longe, mais fundo e a mais alguém. A muitos alguéns.
Hoje sinto-o como sendo o primeiro dia do resto do nosso ano. E este ano é nosso amor. E é teu. Tão teu e tão meu e tão saborosa e egoisticamente nosso.
Hoje o dia és tu. E agrada-me ver tudo isso no teu olhar.

sábado, 30 de janeiro de 2010


Sobrevivi.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Hoje é noite de...


Actividade Paranormal (de Oren Peli/2007/Suspense/Terror), é sobre a perseguição de um espírito demoníaco a um casal, na sua própria casa, o que o leva a instalar câmaras por todas as divisões. Muito ao género de Blair Witch Project. E com um orçamento baixíssimo.
Do que li parece ter  tido uma recepção muito positiva do público, pelo menos aquele que conseguiu vê-lo até ao fim - houve muita gente a fugir da sala de cinema aos primeiros minutos. Aterrorizador é a palavra que mais vezes ouvi para descrevê-lo.
Vamos ver se me aguento. (Medo. Muito medo.)

P.S.: Se não voltar a este meu querido blog é porque me deu uma coisinha má e fui desta para melhor. Wish me luck.

Quero!


Estes são alguns exemplares da colecção da designer de jóias americana Kate Cusack que inclui, para além de colares, pulseiras e anéis.
A particularidade desta colecção prende-se com o facto das peças serem feitas com fechos éclair. Sim, isso mesmo, fechos éclair. Não são lindos de morrer?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ah?


António Mendonça, ministro das Obras Públicas, considerou que, com a entrada em funcionamento da alta velocidade ferroviária (TGV), “Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid”.


Mais uma mente estrumadíssima no panorama político nacional, portanto.

Bonito, bonito...


(Não, não são as canções do Tozé Brito ou os ditos a baterem nessa palavra impronunciável que não ouço, felizmente, desde que acabei o antigo 7º ano). Bonito, bonito é receber um telefonema de uma amiga longínqua, com quem não estou há muito tempo, que me liga apenas (?) para dizer que me adora e que sente a minha falta. Touché.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Citações


Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo.

Paul Valéry (1871 - 1945)

E porque me apetece falar de cinema


“The Maiden Heist” (2009), realizado por Peter Hewitt, é uma comédia leve que conta a história de três seguranças de um museu americano que, confrontados com a transferência das obras que idolatram para um museu na Dinamarca – dois quadros e uma escultura de um homem nu que é objecto de fantasias impróprias – criam um plano para roubá-las. Não sendo um filme brilhante ou inovador mas que, no entanto, cumpre o seu papel de entreter, deve ser visto, senão por mais, pelo seu elenco de luxo: Marcia Gay Harden, William H. Macy, Morgan Freeman e o magistral Christopher Walken. God, que actor!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Constatações XCI


Uma coisa que os meus pais me ensinaram foi a agradecer sempre que recebo um elogio. Continuo a cumprir este ritual com fervorosa convicção, não porque os meus pais me obriguem, que já sou grandinha, mas porque penso ser dos princípios basilares da vida em sociedade: o respeito pelos outros e, porque não, a simples boa educação?


Se descubro um blog de que gosto especialmente ou, se me agrada determinado post, deixo um comentário na forma de elogio, que considero também uma prática em desuso no nosso país (não sei se nos outros países também será assim, mas gosto de cingir-me àquilo que conheço). No entanto, constato frequentes vezes que, se alguém escreve algo com que a qual a maioria não concorda, ou se há um erro ortográfico particularmente grave, lá fica a caixa de comentários cheia de alertas ou chamadas de atenção ou impropérios, consoante o caso.

Ora, face à falta de reacção à maioria dos elogios que faço o que, além de me entristecer (eu, que sempre sonhei com uma sociedade cordial, solidária e simpática) me irrita para além do normal, porque nunca lidei bem com este tipo de comportamentos, leva-me a compreender cada vez melhor o ditado “Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais”. E é uma pena que assim seja.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010


A sala, confortável e silenciosa sob a voz de Amy Winehouse,
acolhe-nos com o seu cheiro quase imperceptível de incenso.
Adormeço no teu ombro.

Há momentos que não deviam acabar.