quinta-feira, 20 de maio de 2010

Hoje sinto-me assim...






IT'S SUMMER TIME!!!


(Pelo menos até Sábado)


Constatações XCIX


O meu homem afirmou que o 7 é o número mais fashion que existe. Acho que sou a culpada: até me conhecer nunca tinha sequer ouvido falar do Project Runway; desde aí, tem sido sempre a descer.

Foge Foge Bandido


Fã confessa dos extintos Ornatos Violeta (ai, que saudades que tenho!), não acolhi de braços abertos o mais recente projecto de Manel Cruz (uma voz fantástica e, acho que foi a Mis do Piece by Piece que o escreveu, um dos mais giros feios giros que conheço).
No entanto, acho que se pode aplicar ao Foge Foge Bandido aquela frase de Pessoa que diz que primeiro se estranha e depois... depois vocês já sabem. É diferente, irreverente, acutilante, abusador. Por isso, actualmente em fase de penitência (como pude não adorar logo à primeira? Perdoa-me Manel, que não voltarei a pecar) anda a rodar ininterruptamente nos meus phones. E que bem que sabe.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Acto de Contradição

cai, cai, cai,
a chuva
ai, ai, ai,
as rugas

penso logo
higiénico
um defeito
fotogénico

confessei
os meus pecados
receitaram-me
um acto de contradição

começaram os saldos
mesmo a tempo
agora só me falta
o aumento

os noivos
deram o nó
na
garganta

I.R.S.
Involuntariamente
Rui
Sousa


Autoria: Rui de Sousa



terça-feira, 18 de maio de 2010

Rapidinhas


1. Não quero deixar passar em branco neste blog a morte de Saldanha Sanches, ainda que somente 4 dias após a data. É que gostava mesmo do senhor (e fiquei a saber que ele era casado com a Sô Dona Maria José Morgado, o que nunca me havia passado pela cabeça).

2. Também não poderia ignorar a declaração de Cavaco ao país, no sentido da promulgação da lei que permite o casamento entre homossexuais. Talvez a única vez em que disse algo de jeito desde que ocupa o cargo.


P.S.: É um abuso do caraças colocar Saldanha Sanches e Cavaco Silva num mesmo post. Enfim, por vezes sou dada a irreverências. 

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Da tua ausência

 
 Ter-te ausente é acordar e adormecer com um vazio ao lado. É sentir-te a falta nas conversas, nas viagens, nos momentos de solidão, nas músicas, nas compras. É imaginar-te o sorriso e o abraço. É querer pousar a cabeça no teu colo. É antever-te. É contar os dias ansiosamente. É beijar-te. É saber que está tudo bem mas que não está tudo. É acreditar que foste feito para mim.

Será isto uma falta injustificada?

 
Quase findo o dia de tolerância, ainda hoje não vi o Papa.

Porque é que?


Sempre que vou à terra mãe, àquela que me viu nascer, os meus conterrâneos me perguntam:
- Estás aqui?
Nããããoooo, vocês é que andaram a comer cogumelos mágicos. E nem deixaram nadita para mim.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

E porque me apetece falar de cinema



 

O facto de ver demasiados filmes tornou-me muito crítica em relação aos mesmos o que, se calhar, também terá qualquer coisita a ver com as muitas películas de merda que por aí andam, a encher salas de cinema e cabeças de nada. Por isso, um filme como este, dos fabulosos irmãos Coen, enche-me as medidas e faz disparar o meu acreditanómetro no bom cinema. 
De 2001, este filme a preto e branco cujo título em português foi traduzido para "O Barbeiro", constrói-se sobre uma trama de acontecimentos em cadeia, que frustra por completo as intenções das personagens. Tipo jogo de dominó insensato e maluco.
No final, demorei uns minutos calada, até voltar ao sofá onde me encontrava sentada. E sempre que isso acontece é sinal de que me encontro em fase de degustação. 

 

Há coisas que não mudam

 
MISS YOU (SO MUCH)

Encosto-me à cadeira e, antes de começar a escrever, acendo um cigarro e bebo um trago do Martini gelado. Há momentos que devem revestir-se de alguma solenidade.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Auto-definição minimalista



Wordle: Untitled

Não havia nechechidade... Zzz zzz


Irritam-me sobremaneira as reportagens que têm vindo a passar em crescendo no canal estatal português. Sejam elas sobre a pobreza ou o bullying (que, Eureka, é tratado como um fenómeno novo quando existe desde sempre), a crise ou (ainda) as derrocadas da Madeira, como se já não bastasse a tristeza e angústia associada aos temas abordados, colocam-lhe ainda uma musiquinha de fundo de fazer chorar as pedras da calçada, a apelar à lagrimazinha do povo que, confortavelmente sentado no sofázinho comprado na Moviflor, vai dizendo Que pena, Não sei onde isto vai parar, Coitadinho, com os olhos marejados porque, qual filme, a música potencia sentimentos de pena e compaixão.
Mas será que não basta a verdade crua da realidade? Não será isso só por si emocional quanto baste?

segunda-feira, 29 de março de 2010


 
Há dias em que o sol brilha. Há dias em que saboreio antecipadamente surpresas muito esperadas. Há dias em que não quero largar a tua mão enquanto passeamos calmamente na rua. Há dias em que pego no carro e conduzi-lo sabe-me tão bem como se estivesse a sobrevoar uma paisagem árida e enorme num balão. Há dias em que ouço quase nada do que me rodeia (excepto música). Há dias em que repetimos insistentemente Por acajo num vistes a Sarah Connor. Há dias em que à noite se vai ao cinema. Há dias em que planeamos que roupa louca vamos usar na festa dos anos 80. Há dias que cheiram a Verão. Há dias em que escrevo enquanto devia estar a trabalhar (que se lixe!). Há dias assim.

Constatações XCVIII


Acordo com a notícia dos atentados em Moscovo. Ainda entorpecida, fico mais chocada pelo facto de os mesmos terem sido levados a cabo por duas mulheres suicidas, do que com o número de mortes que dele resultaram - trinta e sete.
(Entretanto os factos já se organizaram hierarquicamente na minha cabeça).

quinta-feira, 25 de março de 2010

Assim torna-se difícil abandonar o tema imbecilidade


Segundo a imprensa, o cardeal Joseph Ratzinger (que é, nada mais nada menos que o Papa Bento XVI), quando presidia à Congregação para a doutrina da Fé, em 1996, e outros membros do Vaticano, terão encoberto os abusos sexuais de um padre norte-americano suspeito de molestar cerca de 200 crianças numa escola para surdos no Wisconsin, segundo documentos eclesiásticos obtidos pelo New York Times.
Ora, como o Papa vem de visita a Fátima (a Igreja Católica até preparou um hino cujo refrão é este belo Bem-vindo, bem-vindo, Pastor Universal! Santo Padre, bem-vindo a Portugal), parecia-me bastante plausível mostrarmos o quão hospitaleiros somos, recebendo-o com dúzias e dúzias de ovos podres e mal-cheirosos. No mínimo.
 

quarta-feira, 24 de março de 2010

E para limpar de vez com a imbecilidade...

Da imbecilidade


Por vezes tento esquecer-me da imbecilidade que nos rodeia - e ela é muita e existe em todo o lado sob variadíssimas formas. Mas quando a imbecilidade ganha a forma de actos palpáveis, que me atingem directa, injusta e prejudicialmente, aí reviram-se-me as vísceras, o que não é nada bom porque, acompanhado desse revolver, chega também uma vontade urgente e incontida de me encher de doces e salgados e tudo o que o colesterol agradece que não comamos.
Agora que, pelo menos aparentemente, dou por saciadas essas necessidades e já consigo analisar as coisas com a frieza possível (e é-me sobretudo difícil conviver com o conceito de injustiça), concluo que este mundo em que vivemos está pejado de actos e pessoas nojentas, cuja asquerosidade se pavoneia há muito (desde sempre?), pelos corredores da rotina.
Depois da fase do choro, da repulsa e dos porquês, agradeço o conhecimento da imbecilidade e do(s) seu(s) autor(es). Porque me levam a querer distância, a procurar soluções que me levem para longe de ambientes assim.
Começo agora a caminhar esse caminho. E talvez um dia, espero, ainda agradeça aos imbecis por isso.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Constatações XCVII


Os lambe-botas estão para mim como a água está para os gatos.
É fugir deles a 7 pés.