sexta-feira, 5 de março de 2010

Tempos Modernos (*)


"Um casal sul-coreano «viciado na Internet» deixou a sua bebé de três meses morrer de inanição enquanto criava uma filha virtual na web, disse a polícia local. Segundo a agência de notícias oficial Yonhap, o casal alimentava a sua bebé prematura apenas uma vez por dia, entre períodos de 12 horas passados num cibercafé.
O polícia Chung Jin-won disse à Yonhap que o casal «perdeu a vontade de viver uma vida normal» depois de os dois terem sido despedidos.
O pai, de 41 anos de idade, e a sua mulher, 25 anos, foram presos na cidade de Suweon, a sul de Seul, no início da semana, cinco meses depois de terem reportado a morte da bebé. Eles estavam em fuga desde a morte da criança.
A autópsia mostrou que a sua morte foi provocada por um longo período de desnutrição."


In Diário Digital 

Zzzzzzzzz...


Fraquinho, fraquinho o debate entre Rangel e Aguiar Branco. Mais entediante só a missa que passa aos Domingos de manhã na TVI.

terça-feira, 2 de março de 2010

All we need is

Constatações XCVI


Uma mulher percebe que está mesmo, mesmo frio, quando o nosso namorado, reparando nas várias camadas de roupa sobrepostas no corpinho, nos diz que parecemos um Mil Folhas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Mas porquêêêê???


Uma pessoa até gosta do Avatar, e no final do filme ainda está em fase de encantamento com os humano-felinos azuis, com Pandora e com aquilo tudo quando, de repente, somos bruscamente devolvidos à realidade. A Celine Dion, outra vez?
Ah, não, afinal é a Leona Lewis.

E porque me apetece falar de cinema


Vencedora de dois Óscares da Academia (o de Melhor Actriz com “A Escolha de Sofia”, de 1982, e o de Melhor Actriz Secundária com “Kramer vs Kramer”, de 1979), Meryl Streep é a intérprete mais nomeada de sempre – com mais uma nomeação para os Óscares de 2010, já lá vão dezasseis.
  
E isso bastaria para considerá-la uma actriz de excepção. Mas, além de roubar todas as cenas em que entra, com o savoir faire que lhe parece inato, a subtileza e serenidade que a caracterizam, é uma mulher muito terra a terra, a quem os anos e as rugas não retiraram beleza nem a fizeram ir a correr para a maca de um qualquer cirurgião estético.
  
Assumindo-se como uma mulher simples, disse um dia: “Não sei estar na moda. Quero dizer, sei ser uma data de coisas, mas não sei ser estrela de cinema (…)”.
  
E nós agradecemos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Constatações XCV


Um dos grandes problemas de dias como o de hoje é que, quando vou começar a fazer algo a que me predispus, já me esqueci do que ia fazer.

Prontos, está bem então


Foi hoje publicada no Diário da República uma resolução através da qual a Assembleia da República recomenda ao Governo "a adopção de medidas legislativas tendentes à criação da figura do «arrependido» em crimes de especial dificuldade de investigação".
Achei um piadão.

Hoje sinto-me assim...

O dia seguinte


Adoro jantares caseiros imprevistos. Boa companhia, boa comida, bom vinho. Música (sempre a música) a temperar. Conversas confidentes, cumplicidades, banalidades e delírios que terminam em gargalhadas imprudentes. Beatas acumuladas no cinzeiro. Minutos que se transformam em horas. Velas que ardem até ao fim. O único senão? O vinho ser demasiado bom, a conversa demasiado interessante. Ciclo vicioso (os efeitos sentem-se apenas no dia seguinte). Estou com a comummente designada ressaca.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Constatações XCIV


Há conhecidos meus que muito raramente me enviam mails e quando enviam, é só tragédias. Neste momento estou entulhada de mails com fotos da Madeira inundada (que vão todos direitinhos para o lixo sem passarem pela casa da partida). A última vez que me tinham enviado foi quando aconteceu o terramoto no Haiti. E antes, talvez, com as fotos da derrocada em Angra dos Reis. E por aí fora.
Cada vez mais me convenço que as pessoas não resistem a compartilhar as desgraças. 
(Mas só quando acontecem com os outros). 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

WTF?


Segundo a imprensa, o namorado de Rihanna ofereceu à cantora, como presente pelo seu 22º aniversário, a actuação de uma stripper anã.
Como, que não percebi bem? A actuação de uma stripper anã.
Esta gente não sabe o que fazer ao dinheiro, só pode. Ai se namorado meu me oferecesse presente semelhante... Dizia-lhe logo onde ele podia enfiar a stripper em miniatura. 

Nostalgias

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Perguntinha


É de mim ou o Miguel Sousa Tavares levou ontem
 uma coça do Chefe Primeiro-Ministro?

Ser diferente


A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.



Agostinho da Silva, in "Diário de Alcestes"


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Constatações XCIII


Depois de ontem ver o nível de Aznar, considero os cornichos de Manuel Pinho uma brincadeira de meninos.

Agenda



Quando me apareceste à porta, assim, lavado de chuva e de lágrimas e com aquela ausência de olhar como se não estivesses cá, e me disseste, tão baixinho que as tuas palavras se confundiam com os pingos que se dissolviam no chão, ele morreu, apeteceu-me abraçar-te e embalar-te e aquecer-te com um cobertor e café a ferver.
Ele morreu, repetias tu entre soluços incontidos. E o teu olhar estava morto, tão morto quanto ele, tão escuro quanto o escuro do céu.
Não sabia o que dizer para te apaziguar as emoções. Podia, é certo, dizer meia dúzia de clichés que não deixam, por isso, de ser verdades, do género a vida é assim (e, já agora, a morte também), se calhar ele está melhor agora, encontrou a paz, é a sina de todos nós, etc. e tal. Mas não to disse. Porque se fosse comigo dir-te-ia que tudo isso é verdade mas tudo isso não me faria sentir melhor.
Ao invés, coloquei música. Calma, quase silenciosa, uma presença que não está lá.
Deixei que fechasses os olhos e chorasses a tua dor. Acariciei-te o cabelo numa cumplicidade desafectada. Acompanhei-te nessa viagem de perda e saudade do que nunca aconteceu. Passaram muitos minutos. Tempo roubado ao tempo. Olhaste-me e já encontrei vivalma dentro de ti. Despi-te e coloquei-te dentro de mim. Nesse momento a morte morreu.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Post telegráfico


O Caim já foi.Ponto.Assim num ápice.Ponto.Gostei bastante.Ponto.
Bloqueio com Saramago ultrapassado.Ponto.

O estado actual do país?
Assim a modos que esfrangalhado.