segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
À terceira é de vez?
Depois de não conseguir terminar a leitura das duas obras de Saramago que comecei a ler um dia (Memorial do Convento, de 1982, e As Intermitências da Morte, de 2005) prometi-me ser esta a última tentativa de o ler (e eu até estava a gostar muito dos livros, entre o aparvalhada e o deliciada pela forma magistral como o homem escreve, mas chegava a um ponto - uma página para ser mais precisa - relativamente perto do fim, dava-se-me um bloqueio qualquer e nunca mais lhe pegava).
Entreguei-me agora ao contestado Caim (2009) e, do pouco que li, já deu para perceber que é susceptível de provocar AVC’s a quem seja fervorosamente devoto. Eu, ateia me confesso, e fã de humores irónicos e sarcásticos, tenho-me rido com verdadeira vontade.
Entreguei-me agora ao contestado Caim (2009) e, do pouco que li, já deu para perceber que é susceptível de provocar AVC’s a quem seja fervorosamente devoto. Eu, ateia me confesso, e fã de humores irónicos e sarcásticos, tenho-me rido com verdadeira vontade.
Confiando conseguir lê-lo até ao fim (pelo menos vontade não me falta) e, espero, divertindo-me tanto quanto até aqui, pode ser desta que ultrapasse o bloqueio.
A ver vamos.
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Livrolândia
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
- Deus é gay.
- Não pode ser. Fez todo o universo perfeito. Os oceanos, os céus, as lindas flores, as árvores em toda a parte.
- Está certo. É um decorador.
In "Whatever Works", de Woody Allen (2009)
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I love Woody
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Perguntinha
Haverá coisa mais nojenta do que começar o dia com uma pessoa sentada ao nosso lado a tirar macacos do nariz?
(Na realidade consigo lembrar-me de umas quantas, mas não naquele momento.)
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Ai f#%*-se
Intromissões
Ouvi ontem o actual ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, que alguém já definiu como o carrasco do Governo - o que, aliás, subscrevo totalmente - afirmar, acerca do “caso Mário Crespo”, que não é possível escrever uma notícia com base na intromissão em conversas alheias.
Uma consulta rápida ao dicionário indica que intromissão significa acto de intrometer, ingerência, introdução. E intrometer significa meter-se de permeio, meter-se onde não se é chamado.
Não me parece, de todo, que se possa acusar Mário Crespo, um jornalista que admiro pela sua frontalidade e insubmissão aos poderes estabelecidos, de intromissão. Afinal, se ele se meteu em alguma coisa, foi num assunto que lhe dizia respeito.
Por outro lado, parece que a conversa entre José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e o “executivo de televisão” (que, sabe-se agora, é Nuno Santos) nada teve de sussurrante, ouvida alto e bom som por quem almoçava nas mesas adjacentes.
O que me leva a pensar que, se calhar, o pretendido era que a conversa chegasse aos ouvidos do visado. E que ele metesse o rabinho entre as pernas e se controlasse.
Felizmente Mário Crespo não é assim.
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Actualidade
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
As notícias boas apanham-nos como se uma brisa num dia muito quente de Verão se tratasse. Acalmam-nos, rodopiam e deixam-nos com um sorriso esperançoso de que tudo vai correr bem. Melhor do que planeamos. Mais longe do que ousamos sonhar.
Sinto-me tão orgulhosa de ti, amor. Não porque alguma vez duvidasse que fosses capaz (tu sabes bem!) mas porque me contenta que possas ir mais longe, mais fundo e a mais alguém. A muitos alguéns.
Hoje sinto-o como sendo o primeiro dia do resto do nosso ano. E este ano é nosso amor. E é teu. Tão teu e tão meu e tão saborosa e egoisticamente nosso.
Hoje o dia és tu. E agrada-me ver tudo isso no teu olhar.
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Título para quê?
sábado, 30 de janeiro de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Hoje é noite de...
Actividade Paranormal (de Oren Peli/2007/Suspense/Terror), é sobre a perseguição de um espírito demoníaco a um casal, na sua própria casa, o que o leva a instalar câmaras por todas as divisões. Muito ao género de Blair Witch Project. E com um orçamento baixíssimo.
Do que li parece ter tido uma recepção muito positiva do público, pelo menos aquele que conseguiu vê-lo até ao fim - houve muita gente a fugir da sala de cinema aos primeiros minutos. Aterrorizador é a palavra que mais vezes ouvi para descrevê-lo.
Vamos ver se me aguento. (Medo. Muito medo.)
P.S.: Se não voltar a este meu querido blog é porque me deu uma coisinha má e fui desta para melhor. Wish me luck.
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Cinemolândia
Quero!
Estes são alguns exemplares da colecção da designer de jóias americana Kate Cusack que inclui, para além de colares, pulseiras e anéis.
A particularidade desta colecção prende-se com o facto das peças serem feitas com fechos éclair. Sim, isso mesmo, fechos éclair. Não são lindos de morrer?
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Post de gaja
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Ah?
António Mendonça, ministro das Obras Públicas, considerou que, com a entrada em funcionamento da alta velocidade ferroviária (TGV), “Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid”.
Mais uma mente estrumadíssima no panorama político nacional, portanto.
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Politiquices
Bonito, bonito...
(Não, não são as canções do Tozé Brito ou os ditos a baterem nessa palavra impronunciável que não ouço, felizmente, desde que acabei o antigo 7º ano). Bonito, bonito é receber um telefonema de uma amiga longínqua, com quem não estou há muito tempo, que me liga apenas (?) para dizer que me adora e que sente a minha falta. Touché.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Citações
Os livros têm os mesmos inimigos que o homem: o fogo, a humidade, os bichos, o tempo e o próprio conteúdo.
Paul Valéry (1871 - 1945)
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Sapiências
E porque me apetece falar de cinema
“The Maiden Heist” (2009), realizado por Peter Hewitt, é uma comédia leve que conta a história de três seguranças de um museu americano que, confrontados com a transferência das obras que idolatram para um museu na Dinamarca – dois quadros e uma escultura de um homem nu que é objecto de fantasias impróprias – criam um plano para roubá-las. Não sendo um filme brilhante ou inovador mas que, no entanto, cumpre o seu papel de entreter, deve ser visto, senão por mais, pelo seu elenco de luxo: Marcia Gay Harden, William H. Macy, Morgan Freeman e o magistral Christopher Walken. God, que actor!
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Cinemolândia
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Constatações XCI
Uma coisa que os meus pais me ensinaram foi a agradecer sempre que recebo um elogio. Continuo a cumprir este ritual com fervorosa convicção, não porque os meus pais me obriguem, que já sou grandinha, mas porque penso ser dos princípios basilares da vida em sociedade: o respeito pelos outros e, porque não, a simples boa educação?
Se descubro um blog de que gosto especialmente ou, se me agrada determinado post, deixo um comentário na forma de elogio, que considero também uma prática em desuso no nosso país (não sei se nos outros países também será assim, mas gosto de cingir-me àquilo que conheço). No entanto, constato frequentes vezes que, se alguém escreve algo com que a qual a maioria não concorda, ou se há um erro ortográfico particularmente grave, lá fica a caixa de comentários cheia de alertas ou chamadas de atenção ou impropérios, consoante o caso.
Ora, face à falta de reacção à maioria dos elogios que faço o que, além de me entristecer (eu, que sempre sonhei com uma sociedade cordial, solidária e simpática) me irrita para além do normal, porque nunca lidei bem com este tipo de comportamentos, leva-me a compreender cada vez melhor o ditado “Quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais”. E é uma pena que assim seja.
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Blogolândia
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Roupinhas dos Globos de Ouro
Uma cerimónia como os Globos de Ouro serve não só para ver os filmes e séries e actores e realizadores que estão na berra, mas é também um momento de admirar os trapinhos que usam as convidadas e nomeadas, vestidos a maioria das vezes, que um dia quase todas as mulheres gostariam de poder usar.
Este ano essa tarefa tornou-se quase hercúlea, porque eram quase todos muito feios.
Então aqui ficam os meus Globos (de Estanho?):
LAUREN VELEZ
Globo "Está a chover mas a seguir ainda dou um saltinho à praia"
CHER E CHRISTINA AGUILERA
Globo "Qual de nós a pior"
LAUREN GRAHAM
Globo "Sou uma estrela decadente"
SUZY AMIS
Globo "Devia ter passado no chinês e comprado umas mamas de plástico para encher"
NICOLE KIDMAN
Globo "O tempo de aparecer deslumbrante já passou"
RITA WILSON
Globo "Roubei os cortinados da minha sogra e fiz um vestido (sempre sai mais barato)"
PATRICIA ARQUETTE
Globo "Vómito ambulante"
MARIAH CAREY
Globo "Podia ter emprestado um bocado de mamas à outra"
KATE HUDSON
Globo "Sou um suspiro"
Os únicos vestidos que gostei e que poderia usar, pelo que levam o Globo "Isto sim, isto já é vestível":
FELICITY HUFFMAN
FERGIE
ELISABETTA CANALIS
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sábado, 16 de janeiro de 2010
Excertos
"(...) Flitcraft é um indivíduo absolutamente convencional - um marido, um pai, um homem de negócios de sucesso, uma pessoa sem a menor razão de queixa. Certa tarde, sai para almoçar e uma viga cai de umas obras no décimo andar de um prédio e por pouco não aterra em cima da sua cabeça. Mais uns centímetros e Flitcraft teria sido esmagado, mas a verdade é que a viga não acerta nele, e, tirando um estilhaço do passeio que, sob o impacto, o atinge no rosto, Flitcraft sai do acidente perfeitamente ileso. Contudo, o facto de ter escapado à morte por um triz provoca nele um choque violento, de tal forma que não consegue deixar de pensar no caso. Como escreve Hammett: «Ele sentia-se como se alguém tivesse retirado a tampa que oculta a vida e o tivesse deixado ver toda a engrenagem». Flitcraft dá-se conta de que o mundo não é o sítio equilibrado e ordenado que pensava que era, dá-se conta de que sempre vira o mundo completamente às avessas, de que nunca compreendera nada de nada. O mundo é governado pelo acaso. O aleatório ronda a presa que nós somos, todos os dias das nossas vidas, e essas vidas podem ser-nos roubadas a qualquer momento - por razão rigorosamente nenhuma. (...)"
Paul Auster in "A noite do oráculo"
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