terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Roupinhas dos Globos de Ouro


Uma cerimónia como os Globos de Ouro serve não só para ver os filmes e séries e actores e realizadores que estão na berra, mas é também um momento de admirar os trapinhos que usam as convidadas e nomeadas, vestidos a maioria das vezes, que um dia quase todas as mulheres gostariam de poder usar.


Este ano essa tarefa tornou-se quase hercúlea, porque eram quase todos muito feios.

Então aqui ficam os meus Globos (de Estanho?):




LAUREN VELEZ
 
Globo "Está a chover mas a seguir ainda dou um saltinho à praia"
 
 
 

 
CHER E CHRISTINA AGUILERA
 
Globo "Qual de nós a pior"
 
 
 

 
LAUREN GRAHAM
 
Globo "Sou uma estrela decadente"
 
 
 

 
SUZY AMIS
 
Globo "Devia ter passado no chinês e comprado umas mamas de plástico para encher"
 
 
 

 
NICOLE KIDMAN
 
Globo "O tempo de aparecer deslumbrante já passou"
 
 
 

 
RITA WILSON
 
Globo "Roubei os cortinados da minha sogra e fiz um vestido (sempre sai mais barato)"
 
 
 

 
PATRICIA ARQUETTE
 
Globo "Vómito ambulante"
 
 
 

 
MARIAH CAREY
 
Globo "Podia ter emprestado um bocado de mamas à outra"
 
 
 

 
KATE HUDSON
 
Globo "Sou um suspiro"
 
 
Os únicos vestidos que gostei e que poderia usar, pelo que levam o Globo "Isto sim, isto já é vestível":
 
 

 
FELICITY HUFFMAN
 
 
 

 
FERGIE
 
 
 

 
ELISABETTA CANALIS
 

sábado, 16 de janeiro de 2010

Excertos

"(...) Flitcraft é um indivíduo absolutamente convencional - um marido, um pai, um homem de negócios de sucesso, uma pessoa sem a menor razão de queixa. Certa tarde, sai para almoçar e uma viga cai de umas obras no décimo andar de um prédio e por pouco não aterra em cima da sua cabeça. Mais uns centímetros e Flitcraft teria sido esmagado, mas a verdade é que a viga não acerta nele, e, tirando um estilhaço do passeio que, sob o impacto, o atinge no rosto, Flitcraft sai do acidente perfeitamente ileso. Contudo, o facto de ter escapado à morte por um triz provoca nele um choque violento, de tal forma que não consegue deixar de pensar no caso. Como escreve Hammett: «Ele sentia-se como se alguém tivesse retirado a tampa que oculta a vida e o tivesse deixado ver toda a engrenagem». Flitcraft dá-se conta de que o mundo não é o sítio equilibrado e ordenado que pensava que era, dá-se conta de que sempre vira o mundo completamente às avessas, de que nunca compreendera nada de nada. O mundo é governado pelo acaso. O aleatório ronda a presa que nós somos, todos os dias das nossas vidas, e essas vidas podem ser-nos roubadas a qualquer momento - por razão rigorosamente nenhuma. (...)"
 


Paul Auster in "A noite do oráculo"

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010




(Sim, porque quem tem por hábito sair à noite sabe que,
a partir desta hora, é sempre a descer)

Help, I need somebody help


Há dias um blogueiro aconselhou-me (e bem) a retirar ali do lado, nas "Espreitadelas", o atrás que aparece a seguir ao período de tempo que determinado blog foi actualizado porque, dizia o mesmo (e bem), constitui o atrás um pleonasmo.
No entanto essa é a forma “pré-formatada” pelo Blogger, que sei possível de alterar – já vi noutros blogs – mas não faço ideia como.

Uma ajudazinha a esta leiga, pode ser?


Extra! Extra!


De acordo com o barómetro de Janeiro publicado pela RRR/SIC/Expresso, Cavaco Silva recuperou o primeiro lugar no índice de popularidade.
Aaaaiiii que Portugal está tão mal...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O que é nacional é bom


O nosso menino de ouro do futebol já é a imagem da nova campanha de roupa interior da Armani, substituindo David Beckham. E não se pode dizer que não esteja muito bem, embora na primeira imagem esteja um bocadinho abichanado. Não obstante continuar a ser apenas um menino, é um regalo para os olhos. Só não gosto mesmo é de o ver com aquelas sobrancelhas demasiado depiladas como, aliás, não gosto em homem nenhum - fazem-me lembrar drag queens, enfim...




Indignação



Indignação, de 2008, é o título do primeiro livro que leio de Philip Roth, mas esta é já a sua vigésima sétima obra.

Foi daqueles livros que consumi avidamente, mesmo quando já estava a cair de sono queria ler sempre um bocadinho mais, e só descansei quando o terminei.


Indignação é sobre personalidade, sobre o direito à independência do pensamento e, naturalmente, sobre liberdade. É sobre as consequências das nossas escolhas, alheias à vontade de quem escolheu. É também sobre a guerra, concretamente aquela que opôs a Coreia do Norte/URSS à Coreia do Sul/EUA em meados do século XX.


Uma obra belíssima que leva a pensar nos ses. Por exemplo, se eu não tivesse lido este livro, se calhar não desejaria ler muitos mais do autor.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Modernices


Constatações XC



E antes de darmos por isso (que tenhamos, sequer, oportunidade ou tempo para) a vida já se nos voltou a mudar.


Dedicado a ti, S., que corajosamente 
viraste o teu mundo do avesso por amor.

P.S.:Vamos sentir a tua falta

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pode repetir por favor?


- Empresta-me o guarda-chuva.
- Não é guarda-chuva, é guarda-sol.
- É Inverno, está a chover, é guarda-chuva.
- Exactamente.


(Diálogo ouvido na rua. A minha criatividade não me permite concluir onde a conversa tenha ido parar).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Estado geral deste blog



ACHOCOLATADO

E hoje algo de completamente diferente

Hoje o tema deste blog é o chocolate. Tributo merecido, considerando os minutos prolongados de prazer que constantemente me dá.



BREVE HISTÓRIA DO CHOCOLATE


Diz que o lar original do cacau ficava nas florestas da região do Amazonas no Brasil, ou na região do Orinoco, na Venezuela. Quem deu a conhecer o cacaueiro ao mundo europeu foi o viajante espanhol Hernando Cortez, que chegou ao México em 1519, com intenções de desenvolver o comércio, tendo sido recebido com honras pelo Imperador Montezuma dos astecas (os índios locais). O Imperador era grande apreciador de uma bebida especial, que ele bebia em copos de ouro, sempre novos. A cada vez que esvaziava um copo, atirava-o fora, para mostrar que valorizava mais a bebida que o ouro.O Imperador ofereceu esta bebida ao visitante espanhol que, relatou, tinha um sabor forte e agridoce.

Mais tarde, Hernando Cortez aprisionou o Imperador e, gradualmente, conquistou o México para o Rei da Espanha. Quando voltou a Espanha, em 1528, Cortez levou grãos de cacau para o Rei.Impressionado pelo facto dos grãos de cacau serem usados como dinheiro pelos astecas, Cortez decidiu plantar esta árvore em diversas ilhas tropicais que tinha capturado: Trinidad e Haiti, na América Central, e a ilha Fernando-Po, na costa da África Ocidental. O cacau foi transplantado dessa ilha para o continente africano – em quatro países - Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões - que, actualmente, são os líderes no comércio mundial do cacau.

Espanha foi o primeiro país na Europa onde o chocolate quente se tornou uma bebida favorita – primeiro nos círculos aristocratas e depois de forma geral, começando também a ficar conhecida em outros países da Europa Ocidental, que começaram a plantar cacaueiros nas suas colónias tropicais, onde o clima era favorável.

Com a Revolução Industrial e a invenção de diversas máquinas, começou a produzir-se em massa o chocolate tendo a primeira fábrica de chocolate sido fundada em Massachusetts, no ano de 1765. Também os holandeses começaram a plantar cacau nas suas colónias no Extremo Oriente, nas ilhas das Índias Orientais (actual Indonésia), tendo Amesterdão se transformado no centro de importação de cacau na Europa.

Em 1828, um fabricante holandês de chocolate, Conrad van Houtten, descobriu um método para extrair a gordura dos grãos de cacau moídos, e transformá-la em manteiga de cacau, acabando por desenvolver também um pó que se dissolvia facilmente em água quente, criando uma bebida boa, suave e saborosa, que podia ser tornada mais doce com a adição de açúcar.
Comer chocolate em pedaços só se tornou popular em 1847, quando uma firma inglesa, Fry and Sons (que, mais tarde, se associou à famosa Cadbury) começou a produzir chocolate doce em barras para comer, misturando o cacau moído com manteiga de cacau e açúcar.
Em 1875, um fabricante suíço de chocolate criou uma barra de chocolate de leite, usando leite fresco. Desde então numerosas fábricas de chocolate em diferentes países desenvolveram diversos tipos de chocolate – aqueles que hoje, deliciados, degustamos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ainda????

Foi entregue ontem ao Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a petição pró-referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que recolheu cerca de 90 mil assinaturas. Pretende-se que sejam debatidas as "implicações reais na história, na cultura e nas relações sociais do país" de tal casamento.
Com o dedo da Igreja (que sabe que o assunto for referendado nunca vai passar) e a ignorância, fé e preconceito dos assinantes, esses embaixadores da moral, decência e dos bons costumes, continua a atiçar-se uma fogueira que devia há muito estar em cinzas.
Com os tantos problemas que atravessam a sociedade, com as grandes dificuldades do país, ou seja, com tantas questões sérias e bem mais importantes para debater (e, porque não, para referendar?), perde-se tempo com mesquinhices pré-históricas, descabidas e, acredito, inconsequentes.
E que tal se arranjassem uma vidinha, não dava um certo jeito?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

E na sequência do post anterior...


MAIS SIMPLES AINDA...

(E UM BOCADINHO DE NADA MENOS REALISTA)

Ano novo, vida semi-nova?

Num final de ano não tenho por hábito fazer balanços. O ano foi o que foi e não pode ser alterado. Já no início de um novo ano gosto de pensar em desejos (nunca projectos porque raramente os faço, antes coisas que quero fazer ou repetir).
Desejos para este ano? Os básicos e banais saúde, amor e dinheiro são os essenciais. Alguém me dizia que esses não valiam por não trazerem nada de novo, por toda a gente os repetir. Não valem? Valem sim, valem quase tudo. Porque constituem uma base sustentada para que o resto possa correr bem sendo que, ainda assim, o que mais valorizo é a saúde, que ter uma rica saúdinha é do melhor que a vida nos pode dar.
No entanto, também tenho outros desejos mais terrenos e egoístas e a confirmar a boa vivant que sou. Então, sem ordem de preferência:
Comer e beber muito bem, que são dos maiores prazeres da vida.
Bastante e bom sexo (muita serotonina e endorfinas fazem sorrir e fazem milagres à pele).
Viajar, viajar, viajar, viajar, viajar.
Ler e ver cinema. Always.
Dormir como uma criança (não consigo perceber como é que há pessoas que dizem não gostar de dormir e, pior ainda, que dormir é uma perda de tempo, ofensa!).
Estar com (os poucos mas bons) amigos.
Rir muito, muito, muito.
Muita música e dança e programas interessantes e variados.
Mais dinheiro para poder dar azo à diabinha consumista que há mim (umas roupinhas, sapatos, carteiras, acessórios e cremes para tudo e mais alguma coisa são os meus maiores pecados).
Muitos abraços e ternura e beijos, muitos beijos e serenidade e paz.
E ainda viajar, viajar, viajar, viajar, viajar.

(Concluo que os meus desejos variam muito pouco ao longo dos anos. No fundo, sou uma rapariga simples.)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Abracei o ano contigo.

A dançar.

Em frente ao mar.

(Prenúncio de um ano bom)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Afinal a TAP também tem coisas boas...


(Agora é só aproveitar o conceito e aplicá-lo no que realmente interessa)

Espírito natalício é...

Conseguir aguentar heroicamente na noite de Natal, por causa da família, o Jogo Duplo apresentado pelo Fernando Mendes.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E se isto não é amar-te

nunca saberei o que o amor é.

A ver

Os filmes que a televisão passa nesta altura do ano são muito maus?
São.
Duas alternativas:

Cinema Paraíso
De Giuseppe Tornatore, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1990, é obrigatório para quem gosta de cinema. Embora a narrativa pudesse, talvez, ser um pouco menos extensa, é de uma ternura imensa, não só sobre filmes mas também sobre amizade, sem idade e intemporal.

Em Carne Viva
Realizado em 1997 pelo meu queridíssimo Almodóvar, é mais um belo exemplar da sua obra que, para não variar (e ainda bem) versa sobre relações e emoções. O mais engraçado neste filme, com um final feliz, digamos assim, é que o realizador consegue fazer parecer natural ou possível o que, à partida, nunca consideraríamos como tal. Fiquei com vontade de ir ver a correr todos os seus filmes, mesmo os que já vi, para no final poder afirmar, com convicção, isto é que é cinema.

"Triste é viver num lugar onde dormir não difere de morrer."

(O Alfaiate de Vila Longe,
personagem de "O outro pé da sereia",
de Mia Couto)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fui

Os dias aproximam-se do Natal. Está um frio de rachar. Toda a gente se queixa de tudo e não faz nada (está quase aí o Mundial). As ruas estão mais cheias. Abalos de terra. Um cimeira em Copenhaga que acaba em nada. O ar cheira a castanhas. Um país desgovernado. Publicidade martelante com perús e Popotas e peúgas. Os políticos continuam a apalhaçar. Alertas amarelos. Presentes para comprar.
Tudo continua mais ou menos igual.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Revelações

O Abirritante convidou-me a desvendar um pouquinho de mim, completando o início das seguintes frases. Aqui vai:


Eu já tive… muito mais paciência do que tenho hoje.


Eu nunca… digo nunca.


Eu sei… algumas coisas, mas quero sempre saber mais.


Eu quero… aqueles de quem gosto sempre perto de mim.


Eu sonho… acalentar, mimar e, no momento certo, concretizar os meus sonhos.



(P.S.: Uma vez mais violo as regras e não passo isto a ninguém. Quem quiser, é favor pegar-lhe.)

Constatações LXXXIX

Desiludem-me as pessoas que se moldam às outras
porque acham que é mais fácil assim.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Uma frase positiva para o fim-de-semana




Da série: Os filmes da minha vida

Drama

França/2002

Realização: Roman Polanski

Elenco: Adrien Brody, Emilia Fox,

Frank Finlay, Maureen Lipman,

Thomas Kretschmann

Esta série termina aqui.
Corro o risco de me escapar algum filme da minha vida mas não quero alargar o leque a obras que, podendo ser muito bonitas ou marcantes, não me são indissociáveis.
Esta série, que me levou a viajar por anos e centenas (milhares?) de filmes que já vi (sim, assumo-me como uma consumidora quase-quase-compulsiva) permitiu-me concluir, nomeadamente, que quem realizou mais filmes da minha vida foi o grande Roman Polanski (estou a falar em termos profissionais, que o resto abstenho-me de comentar).
De resto, continuarei a escrever sobre cinema como, aliás, não poderia deixar de ser.

Constatações LXXXVIII

Adorava conseguir fotografar o som da chuva forte.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

E como é bom...












... adormecer na tua pele nua.

Concatenações

Aprendi um verbo novo, de seu nome concatenar, que significa conjugar, encadear, ligar (ideias, argumentos). Logo me surgiram uma série de frases bem engraçadas onde usar tal verbo. Por exemplo:
Concatenei A com B e cheguei a C.
Ou:
Esta situação está directamente concatenada com aquela outra.
Ou mesmo:
Isso já foi concatenado.
Dificil mesmo é adoptar esse verbo na linguagem corrente sob pena de, sob olhares intrigadores e curiosos, me mandarem ir concatenar para outro sítio qualquer.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Citações

"Every child is an artist.
The problem is staying an artist when you grow up."

Pablo Picasso (1881-1973)

Da série: Os filmes da minha vida


Suspense
EUA/1999
Realização: M. Night Shyamalan
Elenco: Bruce Willis, Haley Joel Osment,
M. Night Shyamalan, Mischa Barton,
Olivia Williams, Tonni Collette

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Aditamento ao post anterior

(A foto é de autor(es). Foi tirada numa muita quente tarde de Agosto.)

Hoje sinto-me assim...


(Que saudades do Verão...)

Como???

Ouvi (ao vivo e a cores) um dirigente da Administração Pública nacional (com um cargo de considerável responsabilidade) afirmar, alto e bom som, que se os grandes não fazem nada (falando em termos laborais e referindo-se aos Isaltinos e afins) não era a ele que lhe competia fazer.
Como é pode este país evoluir?

Venham mais cinco

O Eixo do Mal completa hoje 5 anos de existência, um caso de admirável longevidade no panorama televisivo nacional. Não podia deixar passar em branco esta data, até porque se trata do meu programa favorito.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Para ti


(Mini) diálogo desconexo

- Ai ai que o tabaco ainda te vai matar.
- Pois... ou isso ou outra coisa qualquer.

E se defendessem as criancinhas de África? (Outra vez)

E porque está outra vez na ordem do dia os casamentos gays (parece que não há coisas importantes que devem ser discutidas no e pelo país), repesco um texto que escrevi em Fevereiro, porque continuo a pensar exactamente assim.

"Já me irrita ligeiramente todo este sururu à volta dos casamentos gay, ou entre homossexuais ou, como alguns entrevistados dizem na televisão, homemsexuais, que é uma expressão que muito me apraz; e ainda não estamos na fase dos acesos debates - que não vou ver -no Prós e Contras, na fase das análises sociológicas profundas, do quem somos, para onde vamos, será que há vida em Marte?
Irrita-me sobretudo a defesa de valores e princípios bacocos, desconstruíveis em menos de nada, assentes na debilidade do que supostamente é normal.
Não quero com isto dizer que sou uma acérrima defensora dos casamentos entre gays. Penso apenas que não tenho nada a ver com isso. Aliás, ninguém tem nada a ver com isso! Logo, se há gays que querem casar, deixem-nos casar, que isso não diz respeito a ninguém se não aos próprios. Por mim, até pode ser de véu e grinalda
."

Agora o tema aquece com a possibilidade de se referendar o assunto que, no fundo, consiste num referendo sobre a liberdade de cada um. Sinto o estômago a revolver-se violentamente.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Ainda sobre coincidências

Decidimos passar a noite de Halloween em casa, num serão aconchegado de cinema. À tarde lembrei-me que gostava de ver Shining (de Stanley Kubrick, 1980), com o belíssimo Jack Nicholson. Por um lado, porque tinha muita curiosidade em ver o filme (uma vez apanhei parte dele a meio de um café com os amigos e fiquei siderada) e, por outro, porque me parecia perfeito para aquela noite.
Uma ida ao videoclube acabou-nos com a vontade, porque o ansiado filme estava fora. Decidimos então ver um dos muitos que temos lá por casa. Aninhamo-nos no sofá depois de escolher o que vamos ver e, mesmo antes, fazes um zapping enquanto acabo de ler um artigo.
Passas pelo Canal Hollywood e deixas ficar, a tentar perceber que filme é aquele que está a passar e que tens a sensação de já ter visto.
Imediatamente percebes que é o Shining, que está mesmo a começar.
Enfim… No creo em brujas , pero que las hay, las hay.

Constatações LXXXVII

A minha gata é uma praticante exímia de Parcours.

Oba!

O Abirritante considerou que este é um blog perfeito para aprender qualquer coisa todos os dias. Eu agradeço, mas não nomeio nenhum outro que reúna tal condição (como parece constar das regras). Poderia ser qualquer um das espreitadelas aqui da direita.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Da série: Os filmes da minha vida

Drama
Espanha/2002
Realização: Pedro Almodóvar
Elenco: Cecília Roth,
Geraldine Chaplin, Javier Cámara,
Leonor Watling, Paz Vega

Objectivos traçados, medidos, concluídos.
Adiados, atingidos, merecidos.
Inacabados, estruturados, antevistos.
Caídos, reerguidos, renascidos.


(Por vezes penso que a vida é uma sucessão encantadora

de coincidências consequentes).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Vão mas é trabalhar!

Os "Homens da Luta" voltaram a ser detidos, hoje, durante a cerimónia de tomada de posse do Governo. Jel afirmou repetidamente que a acção dos agentes da PSP foi uma vergonha.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Frases (bem) feitas


Constatações LXXXVI

Da entrevista de António Lobo Antunes a Judite de Sousa posso afirmar sentir o que sinto sempre: vontade de ficar a ouvi-lo durante horas. Aliás, vem-me sempre à memória a imagem de uma criança sentada à chinês defronte de um avozinho muito sábio de quem se espera que nos conte histórias de encantar, como só ele sabe.

Da série: Os filmes da minha vida


Musical
EUA/Austrália/2001
Realização: Baz Luhrmann
Elenco: David Wenham, Ewan Mcgregor,
Garry McDonald, Kylie Minogue,
Nicole Kidman, Richard Roxburgh

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Um beijo, afinal de contas o que é?
Um juramento feito um pouco mais de perto, uma promessa mais precisa, uma confissão que quer confirmar-se, uma letra cor-de-rosa que se põe no verbo amar.
É um segredo que substitui a boca pelo ouvido, um momento de infinito que faz um zumbido de abelha, uma comunhão com gosto de flor, uma maneira de se respirar um pouco o coração, e de se saborear, na ponta dos lábios, a alma."

In "Cyrano de Bérgerac" (Jean-Paul Rappeneau, 1989)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Saramaguices

(…) “Antes, na criação do Universo, Deus não fez nada. Depois, decidiu criar o Universo, não se sabe porquê, nem para quê. Fê-lo em seis dias, apenas seis dias. Descansou ao sétimo. Até hoje! Nunca mais fez nada! Isto tem algum sentido?”


«Deus só existe na nossa cabeça, é o único lugar em que nós podemos confrontar-nos com a ideia de Deus. É isso que tenho feito, na parte que me toca».


Agora são as declarações de Saramago que são objecto da mais recente discussão nacional (gosto especialmente da primeira que transcrevi, é mesmo muito boa). E são essas declarações que me levaram a escrever este post, embora o tema já me sobrevoasse há muito.
Não acredito em Deus e tenho dificuldades em aceitar que pessoas interessadas, informadas, cultas – porque não – possam não duvidar da sua existência.
Acho que teria perto de 20 anos quando comecei a aceitar a ideia de não acreditar em Deus. Não porque nunca tivesse pensado nisso até então, mas sim porque não me deixava sequer pensá-lo. Sentia medo. De ir para o inferno, de Deus me voltar as costas por ousar duvidar da sua existência (penso que é demonstrativo de como muita gente foi educada).
Não acredito em Deus, pelo menos naquele que a Igreja nos impingiu. Acho que, simplesmente, é muito mais cómodo para a maioria dos Homens acreditar que há uma força que os guia ou ampara, em comparação com a triste realidade de se saber que tudo depende exclusivamente de nós.
O Saramago não acredita em Deus. Eu também não. Isso fará de nós piores pessoas?

Uma bela definição de amor

(...) “Olhei para a pista e achei que metade daquela gente de aparência sexy e descontraída sentia no fundo falta de acordar com alguém ao lado a quem não sentisse necessidade de pedir que lavasse os dentes antes de se voltarem a beijar. Porque esse é o critério científico mais preciso que conheço para detectar o amor. Conseguir desfrutar daquela doce – em teoria insuportável – halitose matinal da pessoa que se tem ao lado sem a interferência de um dentífrico.” (...)

(Roubadíssimo ao Alfaiate Lisboeta)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Tic tac tic tac

Vinte e duas horas e vinte e dois minutos. Vinte e duas e vinte e três. Os minutos caem como raios assustados, deixando um rasto de sol.
Os carros passam lá fora. Um. Outro. E mais outro.
A televisão, ligada lá ao fundo, emite uns sons a que não presto atenção.
Vinte e duas e vinte e quatro.
Um cão ladra, auau auau auau.
O gato mia.
O cão volta a ladrar, auau auau auau.
Vinte e duas e vinte e cinco.
A televisão também ladra, auau.
Os carros passam lá fora. Um. Outro. E mais outro.
Vinte e duas horas e vinte e seis minutos. Vinte e duas e vinte e sete. Os minutos caem como raios assustados, deixando um raio de sol.

Da série: Os filmes da minha vida


Suspense
EUA/2003
Realização: Clint Eastwood
Elenco: Laurence Fishburne,
Kevin Bacon, Marcia Gay Harden,
Sean Penn, Tim Robbins

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A vida é sempre a perder

"Afastado da televisão há cerca de um mês e sem contrato com nenhuma estação, o humorista faz espectáculos privados e anima copos de água." (sobre Herman José)

In Diário IOL

Tenho pena que um génio do humor, em decadência desde o Herman Enciclopédia, não tenha sabido retirar-se e renovar-se.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Enrosquei-me no teu colo silencioso.
Não sei se passaram minutos ou horas.
Não sei se passou tempo algum.
Quando abri os olhos os teus estavam fechados.
(não estavas a dormir porque continuavas a mexer-me, suavemente, no cabelo).
Fechei-os com esperança de sonhar o teu sonho.

Citações


terça-feira, 13 de outubro de 2009

Haja paciência

Por causa deste vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=QnrVZkKOOt0), anda meio Portugal muito chateado com a Maitê Proença, de que os insultos que se encontram espalhados pela net são prova.
Ora, não percebo o porquê de tanta algazarra. Parece-me ser um vir ao de cima do sentimento de inferioridade que ainda acredito sofrer-se no país, país esse que adora rir de tudo e de todos. Agora, quando é ao contrário, a música já é outra.
E aprender a rirmo-nos de nós próprios, não?

Perguntinha

Porque é que há pessoas que respondem tipo-testamento a uma pergunta que não comporta uma resposta com mais de 10 palavras?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

What??

Barack Obama venceu o Prémio Nobel de Paz de 2009, pelo seu «trabalho para reduzir as armas nucleares e pela paz mundial e pelos seus extraordinários esforços para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre as pessoas».
Embora goste bastante do actual presidente americano penso existirem outras pessoas que muito mais fizeram pela paz. Mas isso sou eu.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
EUA/Grã-Bretanha/2005
Realização: Woody Allen
Elenco: Brian Cox, Emily Mortimer,
Jonathan Rhys-Meyers, Matthew Goode,
Penelope Wilton , Scarlett Johansson







quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Nós por cá

Não há nada melhor do que uma campanha eleitoral para se perceber um pouco como as coisas se passam nas autarquias mais emblemáticas do País. Em Gondomar, Valentim Loureiro guardou uma parte da sua segunda-feira numa tarefa típica de um presidente de Câmara generoso em Portugal: distribuir convites para o concerto de Tony Carreira aos cidadãos que se dirigissem à autarquia. É claro que os cidadãos são também eleitores, a campanha eleitoral começou umas horas depois e o concerto, claro, foi pago pela autarquia – mas nada disso teve influência na ideia peregrina de Valentim.
O presidente-candidato justificou a sua experiência como bilheteiro porque várias pessoas na rua lhe perguntaram se arranjava entradas para o concerto e ele «sentiu-se na obrigação de o fazer». Alguns cidadãos, pouco habituados à honestidade rara de Valentim, ainda se dirigiram à sua sede de candidatura para recolher os presentes. Mas Valentim não mistura os cargos: oferece como presidente, recolhe como candidato. E por isso escolheu o salão nobre da Câmara para exercer as suas funções. Esteve lá à tarde e só às 16h30 fez uma pausa para lanchar. Regressou às 17h e continuou. Sempre de pé, atendeu todos os interessados da fila, ofereceu os convites e a quem só tinha coragem para pedir dois, dava quatro para que pudessem levar um casal amigo.
Para a Comissão Nacional de Eleições, este é seguramente um exemplo sem problemas
.”



In Editorial da Sábado

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Hoje sinto-me assim...


Amália amanhã

Tenho dificuldades em compreender este histerismo à volta dos dez anos passados sobre a morte de Amália, sendo que projectos como “Amália hoje” dão um empurrãozinho à situação (e uns eurozitos a mais nas contas de Sónia Tavares e compadres). Curioso é que não me recordo de tal fenómeno acontecer nos 9 anos anteriores. Assim, parece-me que daqui a 10 anos voltaremos a ser inundados com recordações e testemunhos e ai que ela cantava tão bem e era portuguesa mas conhecida no mundo inteiro e homenagens à fadista mas, até lá, ouviremos um mero faz … anos que morreu Amália, no final de um qualquer telejornal, acompanhado por um excerto do povo que lavas no rio.
De onde concluo que as demonstrações de saudades e veneração vêm fatiadas à década.
Estranha forma de vida.

"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"

Fernando Pessoa

domingo, 4 de outubro de 2009

Definições

Inveja
s.f.
1. Desgosto pelo bem alheio.
2. Desejo de possuir o que o outro tem (acompanhado de ódio pelo possuidor).
ou

1.Sentimento altamente repugnante associado a pobres coitados que não têm nada melhor para fazer.

2. Sina triste.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Constatações LXXXV

Gosto quase tanto de fins-de-semana prolongados como de profiteroles encharcados em molho de chocolate.

Ela observava-o
pelo retrovisor
a observá-la pelo
retrovisor.
Foi uma espécie de triângulo-momentâneo-amoroso-reflectido.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
EUA/1994
Realização: Oliver Stone
Elenco: Juliette Lewis,
Robert Downey Jr.,
Tom Sizemore,
Tommy Lee Jones,
Woody Harrelson

De pequenino é que se torce o pepino

Uma criança chinesa, quando interrogada sobre o que queria ser quando fosse grande, respondeu que queria ser uma funcionária corrupta.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O quê? *

Alguns posts por dia dão saúde e alegria.

Hoje sinto-me assim...







E porque me apetece falar de cinema

Realizado por Wolfgang Becker, este filme de 2003, cuja acção decorre na Alemanha de Leste, retrata a entrada em coma de uma militante socialista, após um ataque cardíaco, poucos dias antes da queda do Muro de Berlim, e a permanente encenação criada pelo filho, quando a mesma acorda, oito meses depois: sabendo que a mãe poderá não sobreviver a qualquer choque, e considerando a sua dedicação à causa política, o filho monta um esquema, envolvendo pessoas, objectos e situações, para que a senhora julgue que nada se alterou no país.
Extremamente bem realizado, é um filme ao mesmo tempo forte e ternurento, que me levou a questionar se tratamos os nossos pais como eles merecem. Muito bom.

sábado, 26 de setembro de 2009

Pois

Pretendo escrever sobre o nosso Presidente mudo; no entanto só o farei após as eleições (também tenho direito a silêncios inoportunos, ou não?).

E é tão bom amar-te
e é tão bom viver assim.

Hoje sinto-me assim...


Excertos

"Enquanto me juntava à fila de carros que esperavam, recordei a nossa infância na Arábia Saudita, vinte anos antes, e as revistas arbitrárias que a polícia religiosa fazia aos carros nas semanas que precediam o Natal. Que procuravam aquelas zelosas mãos? A mais pequena gota de álcool festivo, claro, mas até uma simples folha de papel de embrulho, com os seus sinistros símbolos natalícios de azevinho e hera. Eu e o Frank sentávamo-nos no banco traseiro do Chevrolet, apertando contra o peito os comboios eléctricos que só seriam embrulhados minutos antes de abrirmos as caixas enquanto o Pai discutia com os polícias no seu árabe sarcástico e profissional, perturbando a Mãe, que era muito nervosa.
Contrabando era uma actividade que tínhamos praticado desde tenra idade. Os rapazes mais velhos do Colégio Inglês de Riade falavam entre si de um intrigante e misterioso mundo de vídeos clandestinos, drogas e sexo ilícito. Mais tarde, quando regressámos a Inglaterra depois da morte da nossa mãe, percebi que aquelas pequenas conspirações tinham servido para manter juntos os expatriados britânicos, dando-lhes um sentido de comunidade. Sem as ligações e as expedições de contrabando, a Mãe teria deixado o escorregadio mundo escapar-se-lhe das mãos muito antes da trágica tarde em que subiu ao telhado do Instituto Britânico para fazer o seu curto voo até à única segurança que conseguiu encontrar."

J.G. Ballard in "Noites de Cocaína"

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Teorias

Engraçado como é possível definir (minimamente, claro, dadas as circunstâncias) o perfil de um blogger pela forma como ele escreve e como se relaciona com os outros.
Há os simpáticos, os tímidos, os do contra (sim, Funes, refiro-me a si, espero que me perdoe a indiscrição), os intelectuais, os que têm a mania que são bons, os práticos, os elitistas, os que escrevem, os que não escrevem e por aí adiante.
Sei exactamente quais os bloggers que gostava de conhecer, aqueles com os quais teria grandes discussões e os que têm gostos parecidos com os meus, sei aqueles com quem me daria harmoniosamente e com quem andaria sempre à cabeçada.
Mas (quem me lê há largo tempo sabe) este é um blog quase anónimo; ou seja, a grande maioria dos blogs que frequento são-me afins, não estamos “ligados” por qualquer forma de elo real. E isso dá-me a liberdade de que não consigo abdicar.
Lá esta, na blogosfera como na vida.

Da série: Os filmes da minha vida


Comédia Dramática
Itália/ 1997
Realização: Roberto Benigni
Elenco: Giorgio Cantarini,
Nicoletta Braschi, Roberto Benigni




Aguerrido?

Ontem à noite a SIC Notícias passou, em directo, uma entrevista feita ao Paulinho das feiras durante um jantar-comício num sítio qualquer, que não interessa para o caso.
No final, Ana Lourenço definiu como aguerrido o discurso do Paulinho. Aguerrido? Das duas uma: ou ele bebeu um bocado para além da conta ou, então, mandou qualquer coisa, como nos tempos de rambóia com o MEC.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Diário de Maria

Já não consigo rir-me com os Gato. Estarei grávida?

A ver (sempre)


(Gosto especialmente do tom corrosivo da Clara Ferreira Alves,

uma mulher sem papas na língua, seguramente).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Esquisitices

Já não bastava a Madonna, o casal Pitt e Jolie, a Katherine Heigl e o Brüno. Agora, até o Elton John quer adoptar uma criança com uma nacionalidade diferente da sua (ucraniana, no caso). Não podiam fazer a coisa mais simples? Já não basta um simples órfão?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Perguntinha

As várias colecções Outono-Inverno mostram-nos botas lindas de morrer que apetece ir comprar a correr. Mas não seria possível que os estilistas, designers e simples sapateiros apresentassem botas em que se possa, de facto, andar?

Voar

É corajoso o acto de mudar de vida por amor. Deixar o nosso sítio, a casa, a família, os amigos, as recordações e rotinas para tentar construir um futuro a dois. Para fazer novos amigos, arquitectar novas rotinas, agora com uma sensação de partilha no coração. É também um tiro no escuro mas não é a vida, todos os dias em todos os sítios, um conjunto inacabado de tiros no escuro?
Admiro quem tenha ainda esta capacidade de dar, de lutar pelo que quer, de ir em frente com receios e dúvidas e esperanças e quereres.
Admiro-te. E empurro-te nesta aventura com a sensação de que faria fielmente o mesmo. E que tu me empurrarias exactamente assim.

Da série: Os filmes da minha vida



Suspense

EUA/1997

Realização: David Fincher

Elenco: Michael Douglas, Sean Penn

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Excertos

Num momento em que tanto diálogo (até que enfim!) se trava, não será péssimo encetar diálogos falhados?
- Vais à pesca?
- Não. Vou à pesca.
- Ah, pensava que ias à pesca.
é um modelo do diálogo falhado, um paradigma da incomunicação perfeita, da surdez integral. Que podem comunicar, então, os diálogos falhados para além do seu próprio falhanço? O silêncio carregado de significação de quem, por fim, não quis responder, consciente de que a resposta, muito ironicamente, estava já contida na pergunta. Enfim, teorias
.”



Alexandre O’Neill – Os diálogos falhados

(in Flama, 31 de Maio de 1974)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Diz que sim

Diz que sou de "esquerda libertário-cosmopolita"
Não é este resultado que me convence a ir votar.

Hoje sinto-me assim...




sábado, 12 de setembro de 2009

Violent Femmes

Volto a ouvi-los ao final de muitos anos e apercebo-me que continuam a fazer-me dançar e cantar como quando tinha 17.
I like it.

Babylon

Baby
i´m so alone
vamos p'ra Babylon.
Viver a pão-de-ló
e Moet Chandon
vamos p´ra Babylon
vamos p´ra Babylon.
Gozar
sem se preocupar com amanhã
vamos p´ra Babylon
baby baby Babylon.
Comprar o que houver
au révoir ralé
finesse s'il vos plait
mon dieu je t'aime.
Glamour
Manhattan by night
passear de iate
nos mares do Pacífico Sul.
Baby
i´m like a rolling stone
vamos p´ra Babylon.
Vida é um souvenir
made in Hong Kong
vamos p´ra Babylon
vamos p´ra Babylon.
Vem ser feliz ao lado deste bon vivant
vamos p´ra Babylon
de tudo provar
champanhe, caviar
scotch, escargot, rayban.
Bye bye miseré
kaya now to me
o céu seja aqui
minha religião é o prazer.
Não tenho dinheiro
p´ra pagar a minha yoga
não tenho dinheiro
p´ra bancar a minha droga
eu não tenho renda
p´ra descolar a merenda
cansei de ser duro
vou botar minha alma à venda.
Eu não tenho grana
p´ra sair com o meu broto
eu não compro roupa
por isso que eu ando roto
nada vem de graça
nem o pão nem a cachaça
quero ser o caçador
ando cansado de ser caça.
Ai morena
viver é bom
esquece as penas
vem morar comigo em Babylon.

Zeca Baleiro

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tendo por objectivo a divulgação do Dia Mundial da SIDA, em 1 de Dezembro, uma agência de publicidade alemã criou uma campanha que está a gerar grande polémica. Existe nomeadamente um vídeo que mostra um casal em cenas eróticas e, no final, é revelada a cara de Adolf Hitler e a mensagem “A SIDA é um assassino em massa”.

Muito bom.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Portugal/2005
Realização: Marco Martins
Elenco: Ana Bustorff, Beatriz Batarda,
Gonçalo Waddington,Ivo Canelas,
José Wallenstein, Miguel Guilherme,
Nuno Lopes