sexta-feira, 15 de janeiro de 2010




(Sim, porque quem tem por hábito sair à noite sabe que,
a partir desta hora, é sempre a descer)

Help, I need somebody help


Há dias um blogueiro aconselhou-me (e bem) a retirar ali do lado, nas "Espreitadelas", o atrás que aparece a seguir ao período de tempo que determinado blog foi actualizado porque, dizia o mesmo (e bem), constitui o atrás um pleonasmo.
No entanto essa é a forma “pré-formatada” pelo Blogger, que sei possível de alterar – já vi noutros blogs – mas não faço ideia como.

Uma ajudazinha a esta leiga, pode ser?


Extra! Extra!


De acordo com o barómetro de Janeiro publicado pela RRR/SIC/Expresso, Cavaco Silva recuperou o primeiro lugar no índice de popularidade.
Aaaaiiii que Portugal está tão mal...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O que é nacional é bom


O nosso menino de ouro do futebol já é a imagem da nova campanha de roupa interior da Armani, substituindo David Beckham. E não se pode dizer que não esteja muito bem, embora na primeira imagem esteja um bocadinho abichanado. Não obstante continuar a ser apenas um menino, é um regalo para os olhos. Só não gosto mesmo é de o ver com aquelas sobrancelhas demasiado depiladas como, aliás, não gosto em homem nenhum - fazem-me lembrar drag queens, enfim...




Indignação



Indignação, de 2008, é o título do primeiro livro que leio de Philip Roth, mas esta é já a sua vigésima sétima obra.

Foi daqueles livros que consumi avidamente, mesmo quando já estava a cair de sono queria ler sempre um bocadinho mais, e só descansei quando o terminei.


Indignação é sobre personalidade, sobre o direito à independência do pensamento e, naturalmente, sobre liberdade. É sobre as consequências das nossas escolhas, alheias à vontade de quem escolheu. É também sobre a guerra, concretamente aquela que opôs a Coreia do Norte/URSS à Coreia do Sul/EUA em meados do século XX.


Uma obra belíssima que leva a pensar nos ses. Por exemplo, se eu não tivesse lido este livro, se calhar não desejaria ler muitos mais do autor.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Modernices


Constatações XC



E antes de darmos por isso (que tenhamos, sequer, oportunidade ou tempo para) a vida já se nos voltou a mudar.


Dedicado a ti, S., que corajosamente 
viraste o teu mundo do avesso por amor.

P.S.:Vamos sentir a tua falta

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Pode repetir por favor?


- Empresta-me o guarda-chuva.
- Não é guarda-chuva, é guarda-sol.
- É Inverno, está a chover, é guarda-chuva.
- Exactamente.


(Diálogo ouvido na rua. A minha criatividade não me permite concluir onde a conversa tenha ido parar).

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Estado geral deste blog



ACHOCOLATADO

E hoje algo de completamente diferente

Hoje o tema deste blog é o chocolate. Tributo merecido, considerando os minutos prolongados de prazer que constantemente me dá.



BREVE HISTÓRIA DO CHOCOLATE


Diz que o lar original do cacau ficava nas florestas da região do Amazonas no Brasil, ou na região do Orinoco, na Venezuela. Quem deu a conhecer o cacaueiro ao mundo europeu foi o viajante espanhol Hernando Cortez, que chegou ao México em 1519, com intenções de desenvolver o comércio, tendo sido recebido com honras pelo Imperador Montezuma dos astecas (os índios locais). O Imperador era grande apreciador de uma bebida especial, que ele bebia em copos de ouro, sempre novos. A cada vez que esvaziava um copo, atirava-o fora, para mostrar que valorizava mais a bebida que o ouro.O Imperador ofereceu esta bebida ao visitante espanhol que, relatou, tinha um sabor forte e agridoce.

Mais tarde, Hernando Cortez aprisionou o Imperador e, gradualmente, conquistou o México para o Rei da Espanha. Quando voltou a Espanha, em 1528, Cortez levou grãos de cacau para o Rei.Impressionado pelo facto dos grãos de cacau serem usados como dinheiro pelos astecas, Cortez decidiu plantar esta árvore em diversas ilhas tropicais que tinha capturado: Trinidad e Haiti, na América Central, e a ilha Fernando-Po, na costa da África Ocidental. O cacau foi transplantado dessa ilha para o continente africano – em quatro países - Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões - que, actualmente, são os líderes no comércio mundial do cacau.

Espanha foi o primeiro país na Europa onde o chocolate quente se tornou uma bebida favorita – primeiro nos círculos aristocratas e depois de forma geral, começando também a ficar conhecida em outros países da Europa Ocidental, que começaram a plantar cacaueiros nas suas colónias tropicais, onde o clima era favorável.

Com a Revolução Industrial e a invenção de diversas máquinas, começou a produzir-se em massa o chocolate tendo a primeira fábrica de chocolate sido fundada em Massachusetts, no ano de 1765. Também os holandeses começaram a plantar cacau nas suas colónias no Extremo Oriente, nas ilhas das Índias Orientais (actual Indonésia), tendo Amesterdão se transformado no centro de importação de cacau na Europa.

Em 1828, um fabricante holandês de chocolate, Conrad van Houtten, descobriu um método para extrair a gordura dos grãos de cacau moídos, e transformá-la em manteiga de cacau, acabando por desenvolver também um pó que se dissolvia facilmente em água quente, criando uma bebida boa, suave e saborosa, que podia ser tornada mais doce com a adição de açúcar.
Comer chocolate em pedaços só se tornou popular em 1847, quando uma firma inglesa, Fry and Sons (que, mais tarde, se associou à famosa Cadbury) começou a produzir chocolate doce em barras para comer, misturando o cacau moído com manteiga de cacau e açúcar.
Em 1875, um fabricante suíço de chocolate criou uma barra de chocolate de leite, usando leite fresco. Desde então numerosas fábricas de chocolate em diferentes países desenvolveram diversos tipos de chocolate – aqueles que hoje, deliciados, degustamos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ainda????

Foi entregue ontem ao Presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a petição pró-referendo sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, que recolheu cerca de 90 mil assinaturas. Pretende-se que sejam debatidas as "implicações reais na história, na cultura e nas relações sociais do país" de tal casamento.
Com o dedo da Igreja (que sabe que o assunto for referendado nunca vai passar) e a ignorância, fé e preconceito dos assinantes, esses embaixadores da moral, decência e dos bons costumes, continua a atiçar-se uma fogueira que devia há muito estar em cinzas.
Com os tantos problemas que atravessam a sociedade, com as grandes dificuldades do país, ou seja, com tantas questões sérias e bem mais importantes para debater (e, porque não, para referendar?), perde-se tempo com mesquinhices pré-históricas, descabidas e, acredito, inconsequentes.
E que tal se arranjassem uma vidinha, não dava um certo jeito?

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

E na sequência do post anterior...


MAIS SIMPLES AINDA...

(E UM BOCADINHO DE NADA MENOS REALISTA)

Ano novo, vida semi-nova?

Num final de ano não tenho por hábito fazer balanços. O ano foi o que foi e não pode ser alterado. Já no início de um novo ano gosto de pensar em desejos (nunca projectos porque raramente os faço, antes coisas que quero fazer ou repetir).
Desejos para este ano? Os básicos e banais saúde, amor e dinheiro são os essenciais. Alguém me dizia que esses não valiam por não trazerem nada de novo, por toda a gente os repetir. Não valem? Valem sim, valem quase tudo. Porque constituem uma base sustentada para que o resto possa correr bem sendo que, ainda assim, o que mais valorizo é a saúde, que ter uma rica saúdinha é do melhor que a vida nos pode dar.
No entanto, também tenho outros desejos mais terrenos e egoístas e a confirmar a boa vivant que sou. Então, sem ordem de preferência:
Comer e beber muito bem, que são dos maiores prazeres da vida.
Bastante e bom sexo (muita serotonina e endorfinas fazem sorrir e fazem milagres à pele).
Viajar, viajar, viajar, viajar, viajar.
Ler e ver cinema. Always.
Dormir como uma criança (não consigo perceber como é que há pessoas que dizem não gostar de dormir e, pior ainda, que dormir é uma perda de tempo, ofensa!).
Estar com (os poucos mas bons) amigos.
Rir muito, muito, muito.
Muita música e dança e programas interessantes e variados.
Mais dinheiro para poder dar azo à diabinha consumista que há mim (umas roupinhas, sapatos, carteiras, acessórios e cremes para tudo e mais alguma coisa são os meus maiores pecados).
Muitos abraços e ternura e beijos, muitos beijos e serenidade e paz.
E ainda viajar, viajar, viajar, viajar, viajar.

(Concluo que os meus desejos variam muito pouco ao longo dos anos. No fundo, sou uma rapariga simples.)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Abracei o ano contigo.

A dançar.

Em frente ao mar.

(Prenúncio de um ano bom)

domingo, 27 de dezembro de 2009

Afinal a TAP também tem coisas boas...


(Agora é só aproveitar o conceito e aplicá-lo no que realmente interessa)

Espírito natalício é...

Conseguir aguentar heroicamente na noite de Natal, por causa da família, o Jogo Duplo apresentado pelo Fernando Mendes.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E se isto não é amar-te

nunca saberei o que o amor é.

A ver

Os filmes que a televisão passa nesta altura do ano são muito maus?
São.
Duas alternativas:

Cinema Paraíso
De Giuseppe Tornatore, vencedor do Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1990, é obrigatório para quem gosta de cinema. Embora a narrativa pudesse, talvez, ser um pouco menos extensa, é de uma ternura imensa, não só sobre filmes mas também sobre amizade, sem idade e intemporal.

Em Carne Viva
Realizado em 1997 pelo meu queridíssimo Almodóvar, é mais um belo exemplar da sua obra que, para não variar (e ainda bem) versa sobre relações e emoções. O mais engraçado neste filme, com um final feliz, digamos assim, é que o realizador consegue fazer parecer natural ou possível o que, à partida, nunca consideraríamos como tal. Fiquei com vontade de ir ver a correr todos os seus filmes, mesmo os que já vi, para no final poder afirmar, com convicção, isto é que é cinema.

"Triste é viver num lugar onde dormir não difere de morrer."

(O Alfaiate de Vila Longe,
personagem de "O outro pé da sereia",
de Mia Couto)

domingo, 20 de dezembro de 2009

Fui

Os dias aproximam-se do Natal. Está um frio de rachar. Toda a gente se queixa de tudo e não faz nada (está quase aí o Mundial). As ruas estão mais cheias. Abalos de terra. Um cimeira em Copenhaga que acaba em nada. O ar cheira a castanhas. Um país desgovernado. Publicidade martelante com perús e Popotas e peúgas. Os políticos continuam a apalhaçar. Alertas amarelos. Presentes para comprar.
Tudo continua mais ou menos igual.