quarta-feira, 23 de setembro de 2009

A ver (sempre)


(Gosto especialmente do tom corrosivo da Clara Ferreira Alves,

uma mulher sem papas na língua, seguramente).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Esquisitices

Já não bastava a Madonna, o casal Pitt e Jolie, a Katherine Heigl e o Brüno. Agora, até o Elton John quer adoptar uma criança com uma nacionalidade diferente da sua (ucraniana, no caso). Não podiam fazer a coisa mais simples? Já não basta um simples órfão?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Perguntinha

As várias colecções Outono-Inverno mostram-nos botas lindas de morrer que apetece ir comprar a correr. Mas não seria possível que os estilistas, designers e simples sapateiros apresentassem botas em que se possa, de facto, andar?

Voar

É corajoso o acto de mudar de vida por amor. Deixar o nosso sítio, a casa, a família, os amigos, as recordações e rotinas para tentar construir um futuro a dois. Para fazer novos amigos, arquitectar novas rotinas, agora com uma sensação de partilha no coração. É também um tiro no escuro mas não é a vida, todos os dias em todos os sítios, um conjunto inacabado de tiros no escuro?
Admiro quem tenha ainda esta capacidade de dar, de lutar pelo que quer, de ir em frente com receios e dúvidas e esperanças e quereres.
Admiro-te. E empurro-te nesta aventura com a sensação de que faria fielmente o mesmo. E que tu me empurrarias exactamente assim.

Da série: Os filmes da minha vida



Suspense

EUA/1997

Realização: David Fincher

Elenco: Michael Douglas, Sean Penn

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Excertos

Num momento em que tanto diálogo (até que enfim!) se trava, não será péssimo encetar diálogos falhados?
- Vais à pesca?
- Não. Vou à pesca.
- Ah, pensava que ias à pesca.
é um modelo do diálogo falhado, um paradigma da incomunicação perfeita, da surdez integral. Que podem comunicar, então, os diálogos falhados para além do seu próprio falhanço? O silêncio carregado de significação de quem, por fim, não quis responder, consciente de que a resposta, muito ironicamente, estava já contida na pergunta. Enfim, teorias
.”



Alexandre O’Neill – Os diálogos falhados

(in Flama, 31 de Maio de 1974)

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Diz que sim

Diz que sou de "esquerda libertário-cosmopolita"
Não é este resultado que me convence a ir votar.

Hoje sinto-me assim...




sábado, 12 de setembro de 2009

Violent Femmes

Volto a ouvi-los ao final de muitos anos e apercebo-me que continuam a fazer-me dançar e cantar como quando tinha 17.
I like it.

Babylon

Baby
i´m so alone
vamos p'ra Babylon.
Viver a pão-de-ló
e Moet Chandon
vamos p´ra Babylon
vamos p´ra Babylon.
Gozar
sem se preocupar com amanhã
vamos p´ra Babylon
baby baby Babylon.
Comprar o que houver
au révoir ralé
finesse s'il vos plait
mon dieu je t'aime.
Glamour
Manhattan by night
passear de iate
nos mares do Pacífico Sul.
Baby
i´m like a rolling stone
vamos p´ra Babylon.
Vida é um souvenir
made in Hong Kong
vamos p´ra Babylon
vamos p´ra Babylon.
Vem ser feliz ao lado deste bon vivant
vamos p´ra Babylon
de tudo provar
champanhe, caviar
scotch, escargot, rayban.
Bye bye miseré
kaya now to me
o céu seja aqui
minha religião é o prazer.
Não tenho dinheiro
p´ra pagar a minha yoga
não tenho dinheiro
p´ra bancar a minha droga
eu não tenho renda
p´ra descolar a merenda
cansei de ser duro
vou botar minha alma à venda.
Eu não tenho grana
p´ra sair com o meu broto
eu não compro roupa
por isso que eu ando roto
nada vem de graça
nem o pão nem a cachaça
quero ser o caçador
ando cansado de ser caça.
Ai morena
viver é bom
esquece as penas
vem morar comigo em Babylon.

Zeca Baleiro

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tendo por objectivo a divulgação do Dia Mundial da SIDA, em 1 de Dezembro, uma agência de publicidade alemã criou uma campanha que está a gerar grande polémica. Existe nomeadamente um vídeo que mostra um casal em cenas eróticas e, no final, é revelada a cara de Adolf Hitler e a mensagem “A SIDA é um assassino em massa”.

Muito bom.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Portugal/2005
Realização: Marco Martins
Elenco: Ana Bustorff, Beatriz Batarda,
Gonçalo Waddington,Ivo Canelas,
José Wallenstein, Miguel Guilherme,
Nuno Lopes

Terei ouvido bem?

Marco António, presidente da distrital do Porto do PSD, falou ontem, no "Corredor do Poder", numa "consequência consequente".
Foi isso, não foi?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Ah?

Dirigi-me a um serviço público para que me detalhassem algumas informações mas fui eu que acabei por esclarecer a funcionária.

Eu sei que não devia rir*

http://diario.iol.pt/internacional/big-brother-reality-show-turquia-tvi24/1088153-4073.html


*Mas não consigo.

- Nosso Senhor pôs os homens na terra para eles abrirem frascos - disse-me ele, após lhe ter pedido, uma vez mais, para abrir um.
Respondi-lhe com um silêncio concordante.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Quero

Le Soin Noir, da Givenchy


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sem a loucura que é o homem

Mais que a besta sadia,

Cadáver adiado que procria?

Fernando Pessoa

Parece-me que...

Se a campanha para as legislativas continua neste crescendo, isto ainda acaba como n' "O Perfume", de Patrick Süskind: os candidatos vão-se comer.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Hoje sinto-me assim...


Constatações LXXXIV

Não gosto nada do modelo adoptado para os debates (?) políticos a decorrer nas televisões nacionais, que parecem recitais de poesia (mas em versão má).
Que saudades dos antigos e verdadeiros debates, com interrupções aos adversários, com os jornalistas quase a terem de pedir por favor para falar, com ataques baixos, com tons de vozes elevados e enervados, com zangas no final.
Que saudades.

Incompreensões

Não consigo perceber como é que, num concerto rock, há pessoas que vão bem lá para a frente e ficam, qual estátuas, imóveis durante 2 horas de concerto. Há coisas que não consigo compreender.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Da série: Os filmes da minha vida

Thriller

França/ Espanha/EUA/1999

Realização: Roman Polanski

Elenco: Emmanuelle Seigner,

Frank Langella, Johnny Depp,

Lena Olin

Constatações LXXXIII

É maravilhosa a sensação de usar umas calças guardadas no fundo do baú há uns 7 anos (sim, porque a moda é uma eterna reciclagem), e constatar que nos assentam que nem uma luva.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009


No âmbito da Expo’ 98, Manuela Azevedo convidou Sérgio Godinho para um espectáculo conjunto. Em 99 deram mais três concertos no Teatro Rivoli, no Porto, onde foram gravados os temas inclusos neste cd que, entretanto, só foi editado em 2001.
Constituído por temas de Clã, Sérgio Godinho, uma música de Astor Piazolla e outra de Arnaldo Antunes e Gilberto Gil, com arranjos inovadores de Hélder Gonçalves, este é um álbum muito, mas muito bonito.
Na altura, afirmou Sérgio Godinho: “Com a Manuela, com o Hélder, com os Clã, com o Salgueiro, reencontrei o prazer de mergulhar no desconhecido das minhas canções, no reconhecido das canções deles, no conhecimento comum das canções dos outros. Ensaiámos à tarde, ensaiámos à noite. Pelo meio fomos jantar. E depois, até amanhã. Tudo muito simples, portanto. Assim fosse o mundo”.
Intemporal.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Querido, mudei os móveis (de sítio) - A sequela

O Querido caseiro deu uma trabalheira colossal. Muitas horas roubadas ao sono (obrigando mesmo à prática longínqua que é fazer uma directa), muito balde e esfregona, muitas dores musculares, muito martelar, muito coloca, tira, aqui não que não fica bem, ali, não, talvez, muitas risadas e fotos (cobertos de spray azul ao amanhecer), muitos minutos de parvalheira.
No final a casa ficou um mimo.
Resta-me agradecer aos queridos que nós somos.

Constatações LXXXII

Só agora me apercebi que este blog fez 4 anos (4!) há praticamente um mês.
Sou uma blogodesnaturada.

terça-feira, 1 de setembro de 2009


Dahhaaahh

A propósito da colisão que ocorreu esta manhã entre um comboio e um automóvel, da qual resultaram quatro mortes, ouço uma jornalista da RTP N a perguntar ao Presidente da Câmara de Baião em que estado é que ficou o carro.
Irritam-me estas perguntas parvas e totalmente inúteis. O carro levou com um comboio em cima, em que estado é que poderia ter ficado?

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Por muito que convivamos com o tema morte parece ser impossível aceitá-la. Especialmente quando morre alguém que nos é próximo ou, no mínimo, conhecido. E isso porque nos soa sempre a injusto, a prematuro.
O Victor morreu. E deixou saudades e dor aos que com ele conviviam. Mas deixou também muitas memórias, boas e perenes.
A ele, escrevo-lhe estas palavras, já que outras não lhe pude deixar.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Constatações LXXXI

Disseram-me que escrevo à gajo (pelo facto de ser concisa, directa, sem utilização de floreados). Interpretei-o como um elogio.

Da série: Os filmes da minha vida

Comédia

EUA/2006

Realização: Jonathan Dayton, Valeria Faris

Elenco: Abigail Breslin, Alan Arkin,

Greg Kinnear, Paul Dano, Steve Carell, Toni Collette

Querido, mudei os móveis (de sítio)

Porque não sou uma coitadinha a viver do rendimento mínimo, ou a quem morreu o marido ao final de 6 meses de casamento, não tenho filhos deficientes, nem amigos suficientemente porreiros que embarquem na farsa de me inscreverem no “Querido, mudei a casa” (eu juro que seria uma óptima fingidora, assim que visse a casinha linda e maravilhosa desataria a dar gritos histéricos e risinhos nervosos e bateria palmas e diria muito obrigada queridos, vocês mudaram a minha vida), sou obrigada a fazer um Querido caseiro.


Por isso, este fim-de-semana vai ser de labuta intensa: toda eu serei pincéis, sprays, jornais, músculos (sim, que mudar móveis de sítio não é para todos), unhas encardidas, parafusos, qual picheleira de primeira (sempre sonhei utilizar a palavra picheleira num texto, confesso). Claro que dispenso a parte eléctrica, que uma mulher não é perfeita e quero continuar a ter um sítio onde viver.


O Querido caseiro deverá terminar no Domingo e, se isso acontecer, se tudo ficar como exigentemente planeado, reagirei como se estivesse no programa (lágrimas à mistura).


Desejem-me sorte, sim?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Perguntinha

Porque é que um berbequim não se chama berbetoni ou berbezé?

As férias foram assim:




segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Assim ando eu

O frenesim das cidades e a pacatez do Alentejo. Viagens. De carro e comboio e barco. Vinhos brancos e minis. Tudo muito fresco. Areias brancas e mar muito azul. Lembranças. Terra escura nos pés. Jantares que se perdem nas horas. Acordar tarde. Sol. Dormir pouco. Fotos para mais tarde recordar. Momentos contigo. Outros com muita gente com quem gosto de estar. Esplanadas e revistas e livros. Caminhadas intermináveis a saciar a curiosidade. Muito Summertime, de Ella Fitzgerald.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Hoje sinto-me assim...


Pause

Com uma constipação praticamente curada, mesmo a tempo do início das férias, ultimo preparativos. As malas e todos os outros objectos dos quais não me consigo separar, o que se manifesta valentemente no peso da bagagem. Um auto-spa, que incluirá depilações, esfoliações e vários tipos de hidratações.


Depois vou andar por aí, a calcorrear cantinhos mimosos do nosso país.


Até já.

Da série: Os filmes da minha vida



Drama
Itália/2000
Realizador: Giuseppe Tornatore
Elenco: Giuseppe Sulfaro, Luciano Federico,
Matilde Piana, Monica Bellucci

terça-feira, 28 de julho de 2009

Constatações LXXX

É bem verdade que o infortúnio de uns é o proveito de outros. Há por aí fabricantes de lenços de papel que hão-de estar a enriquecer à minha custa.

Anúncio

Vende-se constipação em 2ª mão*.

(* Mas em óptimo estado)

domingo, 26 de julho de 2009

Adoro os Domingos assim. O sol a entrar pelas janelas abertas e a encher a sala de maresia. Os livros, a um canto, à espera de uma leitura que fica adiada para amanhã. Hoje é Domingo de conversas, risos e confissões. De sair, e passear em caminhos silenciosos contigo.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Hoje sinto-me assim...


Um texto sem quês

Difícil a tarefa. Obrigando-me a usar o gerúndio, essa forma verbal tão caída em desuso, essa forma verbal tão esquecida. Mas, e se calhar por causa do gerúndio, querem agora obrigar-nos a falar e a escrever um português abrasileirado. Esse é um fato, um ato sem escolha nem vontade.
E para além do samba, do Scolari, da caipirinha e do Carnaval vamos passar a ter uma língua comum e nada banal, um pouquinho até original.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
EUA/2000
Realizador: Mimi Leder
Elenco: Angie Dickinson, Haley Joel Osment,
Helen Hunt, James Caviezel,
Jon Bon Jovi, Kevin Spacey

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Citações

"The unreal is more powerful than the real, because nothing is as perfect as you can imagine it. Because it’s only intangible ideas, concepts, beliefs, fantasies that last. Stone crumbles. Wood rots. People, well, they die. But things as fragile as a thought, a dream, a legend, they can go on and on."


Chuck Palahniuk

Delírios de uma linguagem esfomeada

Empurrava o portão velho e enferrujado e adoentado, como se o tivessem colocado de castigo, quando me pareceu ouvir algo que me soou a elogio:
- És tão bonita!
Olhei de repente, a saber a quem se dirigia e, perplexa, confirmei que era para mim.
-És tão bonita! – repetiu – Queres vir passear?
- Não, tenho fome e vou jantar!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Frases (bem) feitas


Crónica dos Medos


A minha preocupação vai aumentando, galopantemente, à medida que se aproximam os dias compridos de Verão. Não é que não goste dessa estação fresca e viçosa como só ela o é. O grande problema é que com o Verão chegam também esses especimens tão estranhos quanto familiares, os nossos maravilhosos emigrantes.
(Não tenho nada contra os emigrantes propriamente ditos, gente corajosa que se aventura à procura de uma vida melhor. Aliás, eu própria sou um projecto de emigrante, só não o sendo verdadeiramente porque não calhou. Tivesse-me sido dada a oportunidade e seria eu uma orgulhosa emigrante portuguesa, concerteza.)
O busílis da questão prende-se com os hábitos que os emigrantes adquirem no seu mais recente habitat (sim, porque quando eles partiram não podiam ser assim! Não, não eram assim). Há qualquer coisa nos novos ares que lhes entra pela mioleira, eles vão interiorizando aquilo e depois apresentam-se-nos (lá está, no Verão) em termos que não lembram a ninguém.
A mulher emigrante, tipicamente encorpada, fez uma permanente apertada no cabelo oxigenado, mas deixando sempre umas raízes escuras, talvez para não se esquecer de quem um dia foi. Pinta as unhas de rosa choque mas, tendo eventualmente necessidade de provar que é uma verdadeira emigrante, e não uma dondoca aburguesada, deixa o verniz descascar, mostrando assim lascas de unha por pintar. Usa roupas em tons amarelo, verde alface, laranja e, quando a ocasião o exige, um dourado discreto. Deu aos filhos o nome de Linda Vanessa e António José, mas trata-os carinhosamente por Vavá e Toni.
O homem emigrante, assim que chega à terra, vai pousar a sua barrigona na mesa da tasca do Ti João e, entre uns cachaços e uma salada de polvo, vai contando aos amigos peripécias e novidades do estrangeiro, trocando com eles as mais recentes piadas onde conseguem encaixar as mulheres.
As manchas de suor alastram na camisa branca riscada de vermelho (ah, o meu Benfica qualquer dia ainda me mata do coração!!) e os seus parcos cabelos foram milimetricamente penteados e enlacados, da esquerda para a direita, numa tentativa totalmente falhada de disfarçar a careca, coisa, alias, que só o próprio é que parece não perceber.
Multiplique-se agora esta amostra por dúzias de famílias que chegam atulhadas de malas e saudades e sotaques e novidades e compreenda-se este meu temor crescente.
Ai, o Verão está mesmo aí.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Constatações LXXIX

Tenho uma (recente) colega de trabalho que, sempre que diz ter-me visto em algum lado, di-lo assim: “Vi a menina na 6ª feira em…” ou “Ontem vi a menina a passar na…”.
Desconfio logo de pessoas que utilizam estas expressões. Prefiro mil vezes uma pessoa que chegue ao pé de mim e me pergunte: “Mas o que caralho estavas a fazer ontem na…?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Untitled


E...

E gosto tanto de partilhar os meus dias contigo

que só me apetece gritar:


Adoro a vida assim.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Como?


O Ministério da Saúde português (repito, PORTUGUÊS, porque é difícil de acreditar) proibiu os homossexuais do sexo masculino de darem sangue no Banco de Sangue nacional porque ser gay é, só por si, um comportamento de risco.

Havaiano-mania







Constatações LXXVIII

Muito se tem escrito, nomeadamente pelos blogs, sobre o Cristiano Ronaldo. A maior parte dos textos que tenho lido são verdadeiros atestados críticos ao jogador, com muito bota abaixismo. E são também escritos por homens, o que me leva a concluir que há muita invejazinha por aí. Aliás, parece-me que o Ronaldo personifica o que quem escreve esses textos sonhava que ia ser, quando fosse grande. É assim a vida meus caros, não calha a todos! Mas bom bom seria, em vez de destilarem fel, resolverem essas frustrações reprimidas. Iriam sentir-se muito melhor.

Da série: Os filmes da minha vida

Drama

Austrália/1996

Realizador: Scott Hicks

Elenco: Chris Haywood , Geoffrey Rush,

Justin Braine, Sonia Todd

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Constatações LXXVII

Faltam 15 (longooossss) dias para ir de férias.

A ver

"O casamento de Rachel" (de Jonathan Demme, 2008), com uma Anne Hathaway que me convenceu ser actriz quando se deixa de filmes de merda.

Hoje sinto-me assim...

quarta-feira, 15 de julho de 2009

I love Obama

"O presidente dos Estados Unidos (...) avisou o Congresso que suspenderá, entre 1 de Agosto deste ano e 1 de Fevereiro de 2010, a aplicação da Lei Helms-Burton, que em 1996 estabeleceu duras sanções a Cuba, anunciou hoje a Casa Branca."

In Diário Digital

O monstro

"Meneia o monstro a cauda, sedutor.
Seu rosto podia até estar em flor.

Meneia o monstro a cauda como um gato.
Seus olhos suplicam: quer regaço.

O monstro é bom, o monstro realiza
que em família é outra coisa a vida!

Que é da ferocidade anunciada?
Que é do salto? Que é da garra disparada?

O monstro já me pede para ir à escola,
«como os outros meninos». Esta agora!

O monstro vai à escola, apanha boas notas
e volta, alvoroçado, nas suas oito botas.

O monstro aculturado já se deixa montar,
mas ainda não moro naquele seu olhar.

Naquele seu olhar, que é tão meigo, eu já via
algo assim como uma vaga nostalgia.

Que deseja o monstro que não possa ter,
o monstro que eu mostro a quem o quiser ver?

O monstro protesta sua eterna amizade,
diz-se muito feliz, «se é que há felicidade!».

Mas a mim não me engana. Dou com ele a chorar.
«Que tens tu, ó, Castorim, que não queres confessar?»

«A bem dizer, padrinho, eu não tenho nada.
Sei agora que sou uma besta humanizada.

Mas que hei-de fazer com este meu aspecto?
Como hei-de viver com este mau aspecto?

Ó meu bom padrinho, eu só queria voltar
ao pedregal donde me foi tirar!».

Abraçados, chorámos, e eu, complacente,
deixo o monstro ir embora e para sempre!

Vossa boa atenção não quero fatigar.
Com a moral costumeira vou aqui terminar.

Nunca façam de um monstro a vossa criação,
que tarde ou cedo vai dar complicação."

Alexandre O'Neill (1973)

Frases (bem) feitas


Constatações LXXVI

Preocupa-me a despreocupação de despreocupados com assuntos preocupantes. O melhor é despreocupar-me também.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Delicious

«Tropfest», o maior festival de curtas metragens do mundo, começou há 17 anos em Sydney, e teve a sua 1ª. edição no ano passado em Nova York.
O vencedor de 2008 foi este filme (www.youtube.com/watch?v=ZrDxe9gK8Gk) totalmente filmado com um telemóvel em Sidney e NY por Jason van Genderen.
O seu orçamento foi de 40 dólares.


Da série: Os filmes da minha vida

Drama


Espanha/2004


Realizador: Alejandro Aménabar


Elenco: Belén Rueda, Celso Bugallo,

Javier Bardem, Lola Dueñas, Mabel Rivera

Este será um fim-de-semana de amigos. De conversas e cervejas e risos. E de serenidade, banhos de banheira e petiscos. Neste fim-de-semana usarei a minha cor preferida. E só isso é um óptimo presságio.

Afinidades

Conheço (ainda) apenas estes dois álbuns, de 1999 e 2000. Zeca Baleiro é o nome artístico de José Ribamar Coelho Santos (nascido em Arari, em 11 de Abril de 1966), cujo apelido advém do facto de estar sempre a comer rebuçados (em brasileiro, balas).
A sua música (tem melodias lindas) é uma mistura de ritmos tradicionais brasileiros (samba, pagode baião), rock pop e electrónica. As letras são simples, poéticas, directas, cruas.
Zeca Baleiro escreve muito, muito bem e canta ainda melhor. Um mimo.





(Vale a pena passar no site - http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/ -seleccionar a Juke Box e espreitar os álbuns)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Constatações LXXV

Diz-se por aí que o fantasma de Michael Jackson anda a passear por Neverland.
Eu digo que está tudo louco.

Hoje sinto-me assim...


MONICA BELLUCCI

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Perguntinha

Então agora abro o link "Criar" do meu blog para escrever e, na janela da publicidade, aparece-me uma máquina de fazer peidos?
E a seguir, será uma máquina de fazer matéria fecal?

Apetece-me pegar-te na mão e levar-nos para o nosso jardim muito verde. Estendermo-nos nas toalhas rodeados de livros e bebidas fresquinhas. Alternar entre os banhos de sol e as chuveiradas frias. Apetece-me beijar-te e queixar-me de forma enganosa ai que calor. Dormir por debaixo do chapéu. Ouvir os muitos pássaros nos seus cantos intermináveis. Apetece-me tanto o Verão…

Impaciências

Não gosto de pessoas que:

. Estão sempre a maldizer o sucesso dos outros (porra!, que povo invejoso o nosso);

. Se acham moralmente superiores;

. Não compreendem que, maior parte das vezes, não é o que se diz, mas a forma como se diz que é realmente relevante;

. Demoram horas num Multibanco a tentar pagar uma conta e não percebem que não o conseguem fazer porque estão a ordenar o pagamento de 2,5 cêntimos quando o valor a pagar é de 25 €.

(P.S.: Não gosto de muitas outras coisas mas isso fica para outro post).

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Perguntinha

Hoje tive de ir a casa propositadamente para trocar as sandálias por botas. Em que mês é que estamos mesmo?

Hoje sinto-me assim...


Constatações LXXIV

Se fosse actriz queria ser a Beatriz Batarda.
Poderosíssima.

Coração acordeão

"Não o amor não tem asas


se tem asas são as mãos


que se enlaçam para a festa


maravilhosa do corpo


e entre elas o coração


coração acordeão"

Alexandre O'Neill

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Perguntinha

Não existirá nenhuma alminha caridosa que ofereça um curso de Inglês ao David Fonseca?

Da série: Os filmes da minha vida



Drama/Comédia

EUA/1999

Realizador: Sam Mendes

Elenco: Annette Bening, Chris Cooper,

Kevin Spacey, Mena Suvari, Thora Birch

Michael Jackson


(1958-2009)


Vi-o em Alvalade no já distante ano de 92, no único concerto que deu em Portugal.
Tinha 17 anos e fui quase arrastada (consequência de uma desistência de última hora de uma amiga da amiga) porque, na altura, não me ficava nada bem ir ver Michael Jackson (eu cá gostava era de rock e aquele concerto podia manchar a minha reputação).
Mas fui. Fui e fiquei deslumbrada com o espectáculo, a voz e a forma primorosa como aquele homem dançava. Lembro-me, sobretudo, do fim do espectáculo, em que ele saiu do palco a voar numa cadeira, algo a que assisti de olhos esbugalhados porque nunca tinha visto nada assim (nem tão pouco voltei a ver).
Independentemente da merda de pessoa que pudesse ser, era um gigante da música e da dança, quer se goste ou não. E era também daquelas pessoas com quem crescemos que imaginamos imortais. Afinal não era.

quinta-feira, 25 de junho de 2009


O rapaz do pijama às riscas

"Um rapaz de oito anos, Bruno (Asa Butterfield) é o protegido filho de um agente nazi (David Thewlis) cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde o solitário jovem não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe (Vera Farmiga) para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel (Jack Scanlon), um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras."

Realizado por Mark Herman, em 2008, é um filme que, não sendo brilhante, nos fica na memória. O final é duríssimo (sem ser lamechas), fazendo-me chorar baba e ranho.

Estes têm sido dias cheios. De euforia, danças e risos. De maluquices e lágrimas. De entregas e descoberta (dias que passam a correr sem me deixar tempo para as rotinas).

Estes têm sido dias grandes. De mimos e músicas e alegria. De madrugadas e de ver o sol nascer.

Estes têm sido dias de noites pouco dormidas.

Estes têm sido dias felizes.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Dinamarca / Suécia / França/Noruega/
Holanda / Finlândia / Alemanha / Itália/
Japão / Estados Unidos / Inglaterra/ 2003
Realizador: Lars Von Trier
Elenco: Harriet Andersson, Lauren Bacall,
Nicole Kidman, Paul Bettany




Constatações LXXIII

Adoro receber o subsídio de férias.
Detesto não resistir a todas as roupinhas e sandálias e brincos e óculos e cremes e carteiras e livros e coisas lindas e maravilhosas que se vendem por aí e que nos gritam, quando lhes passamos ao lado, compra-me, compra-me!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Hoje sinto-me assim...




Há surpresas más, boas e assim-assim.
E há surpresas maravilhosas.
Obrigada.

Constatações LXXII

Na entrevista de ontem, José Sócrates quase que me fez chorar com aquele tom sussurado e aquela voz melada polvilhada com canela. Só raramente saíu daquele registo (quando se esquecia), mas muito rapidamente voltava ao novo estilo.
Será que Sócrates pensa que esta mudança falsa e supersónica convencerá os portugueses a votarem nele no final do ano ou os portugueses serão estúpidos ao ponto de se deixarem convencer?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Santos impopulares

Para mim a noite de Santo António foi o mesmo que correr uma maratona. Tudo porque há sempre um esperto que convence a manada de que Alfama é já ali.

sábado, 30 de maio de 2009

Surpresas


Para ouvir e voltar a ouvir e voltar a ouvir

e voltar a ouvir e voltar a ouvir e voltar a ouvir.

Citações

"(...) Mas é bom quando fazemos as coisas à nossa maneira e acreditamos que o cinema tem de ser uma arte e não um entretenimento para as pessoas apagarem o cérebro durante duas horas".

João Salaviza, sobre a Palma de Ouro que conquistou em Cannes
com a curta-metragem Arena

Constatações LXXI

Vê-se que o Verão está mesmo a chegar quando a grande parte da publicidade das revistas é sobre adelgaçantes, exfoliantes, hidratantes, reafirmantes, dietas e chás milagrosos, tratamentos não-evasivos, cápsulas, anti-celulíticos, anti-estrias e anti-gorduras localizadas, protectores solares para corpos e cabelos brilhantes, auto-bronzeadores, cremes depilatórios e mixelâneas mirabolantes.

sexta-feira, 29 de maio de 2009




Estados

Esta semana foi de tanto trabalho e tão, mas tão cansativa, que estava a ver que não conseguia postar nadita por aqui. Aliás, só há 5 minutos atrás é que consegui ver o famoso duelo "Marinho Pinto vs Manuela Moura Guedes", o que me retirou a sensação de incontinência televiso-cultural.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Untitled

Há momentos, como este, em que parece que no mundo só existimos eu e tu.
Em que não importaria, sequer, se não existisse mais ninguém.
E esta ideia tem tanto de egoísta como de momentânea também. Porque não gostaria que fosse sempre assim.
Mas, se calhar, é por isso que há momentos (momentâneos e egoístas) tão intensos assim.

Da série: Os filmes da minha vida



Comédia
EUA/1972
Realizador: Woody Allen
Elenco: Anthony Quayle, John Carradine,
Louise Lasser, Woody Allen

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dahhaaahh

Ontem ouvi um cromo na televisão a dizer qualquer coisa do género: não devem ser distribuídos preservativos nas escolas porque elas não são locais para se fazer sexo.
Por vezes, quando penso que já nada me surpreende, pumba!, lá aparece alguém a provar-me que é sempre possível descer mais baixo.

Perguntinha

Porque é o Primeiro-Ministro teima em repetir, nos seus discursos, palavras como transparência, verdade, honestidade, confiança, se estas não lhe assentam nada bem?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eu

Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. Porque não sou rica, nem famosa, não faço compras ou massagens com a frequência que gostaria, porque nem sempre bebo o melhor vinho, porque não tenho um topo de gama estacionado à porta de casa porque, nem sequer tenho um sistema surround nem, como é possível?, um plasma. Não vou ao cabeleireiro todas as semanas e quem pinta as minhas unhas sou eu. Não passo férias em Bora Bora nem em Nova Iorque.
Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. Porque vivo rodeada de natureza e pássaros e essa é das formas mais deliciosas de acordar. Porque às vezes canto aos berros e danço aos saltos pela casa, porque me rio muito (sem me importar com o que possam dizer), porque adormeço e acordo contigo, porque me perco a olhar o céu tentando decifrar formas nas nuvens. Porque uma cerveja ao final do dia, em frente ao mar, é um dos melhores prazeres que sinto poder sentir. Porque me demoro nos jantares, saboreando-os, porque ver um filme ou ler um livro deitada no sofá me parecem momentos perfeitos, tal como quando posso andar de vestidinho e havaianas a passear à beira-mar. Porque me sinto muito livre.
Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. E irias sentir, tal como eu, que isso é um raro privilégio.

Dia Europeu do Mar


Embora não seja grande apoiante dos dias mundiais ou europeus, não podia deixar passar este em branco. Porque o mar é uma grande, desmesurada paixão.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Feeling

E o que me dás a ler é tão bonito, tão imensamente bonito, intenso e tão teu, que me revezo entre o riso não rido (o que se traduz apenas num sorriso) e o choro contido (que se traduz apenas num olhar marejado).
Leio-o com sofreguidão na pressa de saber o que virá depois.
E sinto um orgulho imenso, misturado com vontade de chorar e de rir e de te apertar num querer apertado e de te dizer que tudo vai correr bem.
Porque só pode correr bem.