http://diario.iol.pt/internacional/big-brother-reality-show-turquia-tvi24/1088153-4073.html
*Mas não consigo.
França/ Espanha/EUA/1999
Realização: Roman Polanski
Elenco: Emmanuelle Seigner,
Frank Langella, Johnny Depp,
Lena Olin
Comédia
EUA/2006
Realização: Jonathan Dayton, Valeria Faris
Elenco: Abigail Breslin, Alan Arkin,
Greg Kinnear, Paul Dano, Steve Carell, Toni Collette
Por isso, este fim-de-semana vai ser de labuta intensa: toda eu serei pincéis, sprays, jornais, músculos (sim, que mudar móveis de sítio não é para todos), unhas encardidas, parafusos, qual picheleira de primeira (sempre sonhei utilizar a palavra picheleira num texto, confesso). Claro que dispenso a parte eléctrica, que uma mulher não é perfeita e quero continuar a ter um sítio onde viver.
O Querido caseiro deverá terminar no Domingo e, se isso acontecer, se tudo ficar como exigentemente planeado, reagirei como se estivesse no programa (lágrimas à mistura).
Desejem-me sorte, sim?
Depois vou andar por aí, a calcorrear cantinhos mimosos do nosso país.
Até já.

Difícil a tarefa. Obrigando-me a usar o gerúndio, essa forma verbal tão caída em desuso, essa forma verbal tão esquecida. Mas, e se calhar por causa do gerúndio, querem agora obrigar-nos a falar e a escrever um português abrasileirado. Esse é um fato, um ato sem escolha nem vontade.

Drama
"The unreal is more powerful than the real, because nothing is as perfect as you can imagine it. Because it’s only intangible ideas, concepts, beliefs, fantasies that last. Stone crumbles. Wood rots. People, well, they die. But things as fragile as a thought, a dream, a legend, they can go on and on."
Chuck Palahniuk
A minha preocupação vai aumentando, galopantemente, à medida que se aproximam os dias compridos de Verão. Não é que não goste dessa estação fresca e viçosa como só ela o é. O grande problema é que com o Verão chegam também esses especimens tão estranhos quanto familiares, os nossos maravilhosos emigrantes.
(Não tenho nada contra os emigrantes propriamente ditos, gente corajosa que se aventura à procura de uma vida melhor. Aliás, eu própria sou um projecto de emigrante, só não o sendo verdadeiramente porque não calhou. Tivesse-me sido dada a oportunidade e seria eu uma orgulhosa emigrante portuguesa, concerteza.)
O busílis da questão prende-se com os hábitos que os emigrantes adquirem no seu mais recente habitat (sim, porque quando eles partiram não podiam ser assim! Não, não eram assim). Há qualquer coisa nos novos ares que lhes entra pela mioleira, eles vão interiorizando aquilo e depois apresentam-se-nos (lá está, no Verão) em termos que não lembram a ninguém.
A mulher emigrante, tipicamente encorpada, fez uma permanente apertada no cabelo oxigenado, mas deixando sempre umas raízes escuras, talvez para não se esquecer de quem um dia foi. Pinta as unhas de rosa choque mas, tendo eventualmente necessidade de provar que é uma verdadeira emigrante, e não uma dondoca aburguesada, deixa o verniz descascar, mostrando assim lascas de unha por pintar. Usa roupas em tons amarelo, verde alface, laranja e, quando a ocasião o exige, um dourado discreto. Deu aos filhos o nome de Linda Vanessa e António José, mas trata-os carinhosamente por Vavá e Toni.
O homem emigrante, assim que chega à terra, vai pousar a sua barrigona na mesa da tasca do Ti João e, entre uns cachaços e uma salada de polvo, vai contando aos amigos peripécias e novidades do estrangeiro, trocando com eles as mais recentes piadas onde conseguem encaixar as mulheres.
As manchas de suor alastram na camisa branca riscada de vermelho (ah, o meu Benfica qualquer dia ainda me mata do coração!!) e os seus parcos cabelos foram milimetricamente penteados e enlacados, da esquerda para a direita, numa tentativa totalmente falhada de disfarçar a careca, coisa, alias, que só o próprio é que parece não perceber.
Multiplique-se agora esta amostra por dúzias de famílias que chegam atulhadas de malas e saudades e sotaques e novidades e compreenda-se este meu temor crescente.
Ai, o Verão está mesmo aí.
Adoro a vida assim.
Drama
Austrália/1996
Realizador: Scott Hicks
Elenco: Chris Haywood , Geoffrey Rush,
Justin Braine, Sonia Todd
Drama
Espanha/2004
Realizador: Alejandro Aménabar
Elenco: Belén Rueda, Celso Bugallo,
Javier Bardem, Lola Dueñas, Mabel Rivera
se tem asas são as mãos
que se enlaçam para a festa
maravilhosa do corpo
e entre elas o coração
coração acordeão"
Alexandre O'Neill
Não existirá nenhuma alminha caridosa que ofereça um curso de Inglês ao David Fonseca?
Drama/Comédia
EUA/1999
Realizador: Sam Mendes
Elenco: Annette Bening, Chris Cooper,
Kevin Spacey, Mena Suvari, Thora Birch
(1958-2009)
Vi-o em Alvalade no já distante ano de 92, no único concerto que deu em Portugal.
Tinha 17 anos e fui quase arrastada (consequência de uma desistência de última hora de uma amiga da amiga) porque, na altura, não me ficava nada bem ir ver Michael Jackson (eu cá gostava era de rock e aquele concerto podia manchar a minha reputação).
Mas fui. Fui e fiquei deslumbrada com o espectáculo, a voz e a forma primorosa como aquele homem dançava. Lembro-me, sobretudo, do fim do espectáculo, em que ele saiu do palco a voar numa cadeira, algo a que assisti de olhos esbugalhados porque nunca tinha visto nada assim (nem tão pouco voltei a ver).
Independentemente da merda de pessoa que pudesse ser, era um gigante da música e da dança, quer se goste ou não. E era também daquelas pessoas com quem crescemos que imaginamos imortais. Afinal não era.
Realizado por Mark Herman, em 2008, é um filme que, não sendo brilhante, nos fica na memória. O final é duríssimo (sem ser lamechas), fazendo-me chorar baba e ranho.
Embora não seja grande apoiante dos dias mundiais ou europeus, não podia deixar passar este em branco. Porque o mar é uma grande, desmesurada paixão.
2. Merecidíssimo o globo para Nuno Lopes (na categoria de melhor actor), que considero o melhor actor português da actualidade.
3. É um erro usar-se, neste tipo de ocasião, a cor da moda (que, por sinal, este ano é o azul): montes de cromos repetidos foi o que se viu.
4. Os irmãos Guedes são rapazes muito bonitos até abrirem a boca. Não posso com gente que quer ser engraçada sem ter piada nenhuma.
5. António Feio protagonizou um dos grandes momentos da noite ao agradecer ao seu pâncreas (para quem não sabe, ele tem um cancro no pâncreas) o facto de receber convites para tudo e mais alguma coisa, nomeadamente, nas suas palavras, para participar nos Globos de Ouro.


“O que a vida apresenta de pior não é a violenta catástrofe, mas a monotonia dos momentos semelhantes; numa ou se morre ou se vence, na outra verás que o maior número nem venceu nem morreu: flutua sem norte, sem esperança. Não te deixes derrubar pela insignificância dos pequenos movimentos e serás homem para os grandes; se jamais te faltar a coragem para afrontar os dias em que nada se passa, poderás sem receio esperar os tempos em que o mundo se vira”.
Agostinho da Silva in “Ir à Índia sem abandonar Portugal”