quinta-feira, 25 de junho de 2009


O rapaz do pijama às riscas

"Um rapaz de oito anos, Bruno (Asa Butterfield) é o protegido filho de um agente nazi (David Thewlis) cuja promoção leva a família a sair da sua confortável casa em Berlim para uma despovoada região onde o solitário jovem não encontra nada para fazer nem ninguém com quem brincar. Esmagado pelo aborrecimento e traído pela curiosidade, Bruno ignora os constantes avisos da mãe (Vera Farmiga) para não explorar o jardim, por detrás da casa, e dirige-se à quinta que viu ali perto. Nesse local, Bruno conhece Shmuel (Jack Scanlon), um rapaz da sua idade que vive numa realidade paralela, do outro lado da vedação de arame farpado. O encontro de Bruno com este rapaz de pijama às riscas vai arrancá-lo da sua inocência e resultar no despontar da sua consciência sobre o mundo adulto que o rodeia. Os repetidos e secretos encontros com Shmuel desaguam numa amizade com consequências inesperadas e devastadoras."

Realizado por Mark Herman, em 2008, é um filme que, não sendo brilhante, nos fica na memória. O final é duríssimo (sem ser lamechas), fazendo-me chorar baba e ranho.

Estes têm sido dias cheios. De euforia, danças e risos. De maluquices e lágrimas. De entregas e descoberta (dias que passam a correr sem me deixar tempo para as rotinas).

Estes têm sido dias grandes. De mimos e músicas e alegria. De madrugadas e de ver o sol nascer.

Estes têm sido dias de noites pouco dormidas.

Estes têm sido dias felizes.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Dinamarca / Suécia / França/Noruega/
Holanda / Finlândia / Alemanha / Itália/
Japão / Estados Unidos / Inglaterra/ 2003
Realizador: Lars Von Trier
Elenco: Harriet Andersson, Lauren Bacall,
Nicole Kidman, Paul Bettany




Constatações LXXIII

Adoro receber o subsídio de férias.
Detesto não resistir a todas as roupinhas e sandálias e brincos e óculos e cremes e carteiras e livros e coisas lindas e maravilhosas que se vendem por aí e que nos gritam, quando lhes passamos ao lado, compra-me, compra-me!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Hoje sinto-me assim...




Há surpresas más, boas e assim-assim.
E há surpresas maravilhosas.
Obrigada.

Constatações LXXII

Na entrevista de ontem, José Sócrates quase que me fez chorar com aquele tom sussurado e aquela voz melada polvilhada com canela. Só raramente saíu daquele registo (quando se esquecia), mas muito rapidamente voltava ao novo estilo.
Será que Sócrates pensa que esta mudança falsa e supersónica convencerá os portugueses a votarem nele no final do ano ou os portugueses serão estúpidos ao ponto de se deixarem convencer?

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Santos impopulares

Para mim a noite de Santo António foi o mesmo que correr uma maratona. Tudo porque há sempre um esperto que convence a manada de que Alfama é já ali.

sábado, 30 de maio de 2009

Surpresas


Para ouvir e voltar a ouvir e voltar a ouvir

e voltar a ouvir e voltar a ouvir e voltar a ouvir.

Citações

"(...) Mas é bom quando fazemos as coisas à nossa maneira e acreditamos que o cinema tem de ser uma arte e não um entretenimento para as pessoas apagarem o cérebro durante duas horas".

João Salaviza, sobre a Palma de Ouro que conquistou em Cannes
com a curta-metragem Arena

Constatações LXXI

Vê-se que o Verão está mesmo a chegar quando a grande parte da publicidade das revistas é sobre adelgaçantes, exfoliantes, hidratantes, reafirmantes, dietas e chás milagrosos, tratamentos não-evasivos, cápsulas, anti-celulíticos, anti-estrias e anti-gorduras localizadas, protectores solares para corpos e cabelos brilhantes, auto-bronzeadores, cremes depilatórios e mixelâneas mirabolantes.

sexta-feira, 29 de maio de 2009




Estados

Esta semana foi de tanto trabalho e tão, mas tão cansativa, que estava a ver que não conseguia postar nadita por aqui. Aliás, só há 5 minutos atrás é que consegui ver o famoso duelo "Marinho Pinto vs Manuela Moura Guedes", o que me retirou a sensação de incontinência televiso-cultural.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Untitled

Há momentos, como este, em que parece que no mundo só existimos eu e tu.
Em que não importaria, sequer, se não existisse mais ninguém.
E esta ideia tem tanto de egoísta como de momentânea também. Porque não gostaria que fosse sempre assim.
Mas, se calhar, é por isso que há momentos (momentâneos e egoístas) tão intensos assim.

Da série: Os filmes da minha vida



Comédia
EUA/1972
Realizador: Woody Allen
Elenco: Anthony Quayle, John Carradine,
Louise Lasser, Woody Allen

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Dahhaaahh

Ontem ouvi um cromo na televisão a dizer qualquer coisa do género: não devem ser distribuídos preservativos nas escolas porque elas não são locais para se fazer sexo.
Por vezes, quando penso que já nada me surpreende, pumba!, lá aparece alguém a provar-me que é sempre possível descer mais baixo.

Perguntinha

Porque é o Primeiro-Ministro teima em repetir, nos seus discursos, palavras como transparência, verdade, honestidade, confiança, se estas não lhe assentam nada bem?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Eu

Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. Porque não sou rica, nem famosa, não faço compras ou massagens com a frequência que gostaria, porque nem sempre bebo o melhor vinho, porque não tenho um topo de gama estacionado à porta de casa porque, nem sequer tenho um sistema surround nem, como é possível?, um plasma. Não vou ao cabeleireiro todas as semanas e quem pinta as minhas unhas sou eu. Não passo férias em Bora Bora nem em Nova Iorque.
Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. Porque vivo rodeada de natureza e pássaros e essa é das formas mais deliciosas de acordar. Porque às vezes canto aos berros e danço aos saltos pela casa, porque me rio muito (sem me importar com o que possam dizer), porque adormeço e acordo contigo, porque me perco a olhar o céu tentando decifrar formas nas nuvens. Porque uma cerveja ao final do dia, em frente ao mar, é um dos melhores prazeres que sinto poder sentir. Porque me demoro nos jantares, saboreando-os, porque ver um filme ou ler um livro deitada no sofá me parecem momentos perfeitos, tal como quando posso andar de vestidinho e havaianas a passear à beira-mar. Porque me sinto muito livre.
Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. E irias sentir, tal como eu, que isso é um raro privilégio.

Dia Europeu do Mar


Embora não seja grande apoiante dos dias mundiais ou europeus, não podia deixar passar este em branco. Porque o mar é uma grande, desmesurada paixão.