
quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Eu
Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. Porque vivo rodeada de natureza e pássaros e essa é das formas mais deliciosas de acordar. Porque às vezes canto aos berros e danço aos saltos pela casa, porque me rio muito (sem me importar com o que possam dizer), porque adormeço e acordo contigo, porque me perco a olhar o céu tentando decifrar formas nas nuvens. Porque uma cerveja ao final do dia, em frente ao mar, é um dos melhores prazeres que sinto poder sentir. Porque me demoro nos jantares, saboreando-os, porque ver um filme ou ler um livro deitada no sofá me parecem momentos perfeitos, tal como quando posso andar de vestidinho e havaianas a passear à beira-mar. Porque me sinto muito livre.
Se te dissesse que não preciso de mais para viver irias compreender-me. Ao contrário de quase toda a gente. E irias sentir, tal como eu, que isso é um raro privilégio.
Dia Europeu do Mar
Embora não seja grande apoiante dos dias mundiais ou europeus, não podia deixar passar este em branco. Porque o mar é uma grande, desmesurada paixão.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Feeling
Leio-o com sofreguidão na pressa de saber o que virá depois.
E sinto um orgulho imenso, misturado com vontade de chorar e de rir e de te apertar num querer apertado e de te dizer que tudo vai correr bem.
Porque só pode correr bem.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Revolutionary Road
Notas sobre os Globos de Ouro
2. Merecidíssimo o globo para Nuno Lopes (na categoria de melhor actor), que considero o melhor actor português da actualidade.
3. É um erro usar-se, neste tipo de ocasião, a cor da moda (que, por sinal, este ano é o azul): montes de cromos repetidos foi o que se viu.
4. Os irmãos Guedes são rapazes muito bonitos até abrirem a boca. Não posso com gente que quer ser engraçada sem ter piada nenhuma.
5. António Feio protagonizou um dos grandes momentos da noite ao agradecer ao seu pâncreas (para quem não sabe, ele tem um cancro no pâncreas) o facto de receber convites para tudo e mais alguma coisa, nomeadamente, nas suas palavras, para participar nos Globos de Ouro.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Saudades

quinta-feira, 14 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Perguntinha
Da série: Os filmes da minha vida

Reino Unido/França/1992
Realizador: Roman Polanski
Elenco: Emmanuelle Seigner, Hugh Grant,
segunda-feira, 27 de abril de 2009
“O que a vida apresenta de pior não é a violenta catástrofe, mas a monotonia dos momentos semelhantes; numa ou se morre ou se vence, na outra verás que o maior número nem venceu nem morreu: flutua sem norte, sem esperança. Não te deixes derrubar pela insignificância dos pequenos movimentos e serás homem para os grandes; se jamais te faltar a coragem para afrontar os dias em que nada se passa, poderás sem receio esperar os tempos em que o mundo se vira”.
Agostinho da Silva in “Ir à Índia sem abandonar Portugal”
Achados (1)
domingo, 26 de abril de 2009
Genialidades

Questiono-me quem é que terá sido a mente iluminada que teve a ideia genial de criar um sinal assim, o que denota, desde logo, um total desconhecimento sobre o que vai na cabeça dos portugueses, esses mestres do desenrascanço.
Estou mesmo a ver um cidadão a passar numa rua identificada com este sinal e, havendo um lugar vago dizer: Ah, não, não vou estacionar para deixar o lugar para um residente!! Deixo o carro mais lá à frente que caminhar faz bem! (sendo que, logo de seguida, apareceria um outro não-residente e pumba, lá se foi o lugar).
Mais irritante ainda é alguém (iluminado também) ter concretizado a ideia. Estamos rodeados de génios e não lhes damos o merecido valor!
sábado, 25 de abril de 2009
"Conquista"
Livre não sou, que nem a própria vida
mo consente.
Mas a minha aguerrida
teimosia
é quebrar dia a dia
um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a LIBERDADE.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
que se afogou e flutua
entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'



