quinta-feira, 30 de abril de 2009

Perguntinha

É impressão minha ou começamos a olhar de lado para as pessoas próximas de nós que tossem ou espirram?

Da série: Os filmes da minha vida



Drama
Reino Unido/França/1992
Realizador: Roman Polanski
Elenco: Emmanuelle Seigner, Hugh Grant,
Kristin Scott-Thomas, Peter Coyote





Os minutos parecem horas, as horas dias.
Os cigarros amontoam-se no cinzeiro como insectos mortos.
O longe parece-me perto.
Inquietam-me as demasiadas coisas que tenho para fazer porque há momentos, e este é um deles, em que quero que tudo seja o mais próximo possível do que se possa chamar perfeito.
E, no entanto, escrevo.
Talvez porque goste da pressão do que tem de ser feito já, talvez porque assim tudo me pareça mais perto.
Ou ainda, se calhar, porque escrever me liberta.
Na cabeça batem-me contantemente as palavras está quase, está quase.
Estou quase a chegar.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Achados (2)

ESTE JÁ CÁ CANTA!

“O que a vida apresenta de pior não é a violenta catástrofe, mas a monotonia dos momentos semelhantes; numa ou se morre ou se vence, na outra verás que o maior número nem venceu nem morreu: flutua sem norte, sem esperança. Não te deixes derrubar pela insignificância dos pequenos movimentos e serás homem para os grandes; se jamais te faltar a coragem para afrontar os dias em que nada se passa, poderás sem receio esperar os tempos em que o mundo se vira”.


Agostinho da Silva in “Ir à Índia sem abandonar Portugal”

Achados (1)

Comprei na FNAC, a propósito do Dia Mundial do Livro, que foi a 23 deste mês, estes livros - todos das Edições Quasi - por 9,50 Euros:

A queda da casa de Usher de Edgar Allan Poe
Histórias Eróticas de Giovanni Boccaccio
A fera na selva de Henry James
A ciganita de Miguel de Cervantes
Um embuste perfeito de Italo Svevo
A minha mulher de Anton Tchekov
O rapaz perdido de Thomas Wolfe
O sonho dum homem ridículo de Fiódor Dostoiévski
Um coração simples de Gustave Flaubert
O ingénuo de Voltaire

(Portanto, não me digam que não compram livros por eles serem caros. Mais vale assumir que não gostam de ler.)

domingo, 26 de abril de 2009


Genialidades


Sou uma mulher de irritações - irritam-me especialmente as pessoas, atitudes e coisas estúpidas como esta aqui ao lado.
Questiono-me quem é que terá sido a mente iluminada que teve a ideia genial de criar um sinal assim, o que denota, desde logo, um total desconhecimento sobre o que vai na cabeça dos portugueses, esses mestres do desenrascanço.
Estou mesmo a ver um cidadão a passar numa rua identificada com este sinal e, havendo um lugar vago dizer: Ah, não, não vou estacionar para deixar o lugar para um residente!! Deixo o carro mais lá à frente que caminhar faz bem! (sendo que, logo de seguida, apareceria um outro não-residente e pumba, lá se foi o lugar).
Mais irritante ainda é alguém (iluminado também) ter concretizado a ideia. Estamos rodeados de génios e não lhes damos o merecido valor!

sábado, 25 de abril de 2009

"Conquista"


Livre não sou, que nem a própria vida
mo consente.
Mas a minha aguerrida
teimosia
é quebrar dia a dia
um grilhão da corrente.


Livre não sou, mas quero a LIBERDADE.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
que se afogou e flutua
entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!


Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Não, não se vão embora!!!



Este ainda é o Verão Azul!

Da série: Os filmes da minha vida




Drama
EUA/2001
Realizador: Jessie Nelson
Elenco: Dianne Wiest, Laura Dern,
Michelle Pfeiffer, Sean Penn

Passagens


"Uma da manhã, a alforreca morta de um preservativo usado flutua na sanita.
É assim que o Tyler conhece a Marla.
Levanto-me para mijar e ali, colada àquela espécie de pinturas das cavernas de porcaria nas paredes da retrete, está esta coisa.
Tens de perguntar a ti mesmo o que é que o esperma pensa.
Isto?
Isto é que é a cave vaginal?
O que é que se está a passar aqui?"


Chuck Palahniuk in "Clube de Combate"

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fait-divers




Novas


Contaram-me que os Delfins, essa mítica banda de Cascais, vai fazer a sua última digressão. Uma consulta na net comprova-mo: o primeiro concerto é já amanhã e o último será a 31 de Dezembro.
De imediato questionei-me como é que ainda os deixam tocar uma última vez (haverá ainda paciência para o soltem os prisioneiros ou sou como um riiiiio?) mas, logo de seguida, fui interrompida por um outro pensamento, este na forma de uma observação que alguém me fez segundo a qual o Miguel Ângelo parecia uma lontra mas, de imediato também um terceiro pensamento me interrompeu o segundo: quem é que vai comemorar uma Passagem de Ano a ver Delfins?
Como já estava a ficar deprimida, proibi-me de voltar a pensar no assunto.

quarta-feira, 22 de abril de 2009


Estes são dias de sol, reencontros e saudade; são dias em que caminho por entre as tábuas pisadas do chão (os jardins parecem-me mais verdes e os dias mais azuis); são dias longos que me remetem para o Verão, para praias e cervejas e chinelos e biquinis e água fresca; dias em que não estás, na tua constante presença.

Estes são dias de espera, mas não uma espera desesperada, dolorosa; é antes serena, apaziguadora até. Simplesmente porque sei que são dias. E a um dia sucede-se outro, e outro, e outro. E os nossos dias estão quase a chegar.

Citações


"O mundo nunca foi mudado ou transformado pelos políticos ou cientistas. São as mães deste mundo que detêm a chave..."

Deepack Chopra

terça-feira, 21 de abril de 2009

Passagens


"Compras mobília. Dizes a ti próprio, este é o último sofá de que vou precisar para o resto da minha vida. Compras o sofá e depois, durante um par de anos, sentes-te satisfeito porque, aconteça o que acontecer de errado, pelo menos, conseguiste resolver a problemática do sofá. Depois é o serviço de pratos certo. Depois a cama perfeita. Os cortinados. A carpete.
Depois ficas encurralado dentro do teu lindo ninho e as coisas que dantes possuías, agora possuem-te a ti."

Chuck Palahniunk in "Clube de Combate"

Pedido


Uns dias de férias permitem-me devorar (finalmente, que já não era sem tempo!) a 4ª série de Lost. Para ficar actualizada só me falta a 5ª pelo que, se algum leitor deste blog a tiver, bem que me podia enviar os ficheiros para o endereço aqui ao lado.
Pleeaaaseeee!!

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Constatações LXIX


O medo (abstracto) de que algo de mau possa acontecer ocupa-me o corpo como uma mancha de tinta acabada de cair.
Mas aí, começo a deixar-me ouvir aquela voz interior insistente que me sussura vai tudo correr bem.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Argentina/2001
Realizador: Juan José Campanella
Elenco: Hector Alterio, Norma Aleandro,
Ricardo Darin

quarta-feira, 8 de abril de 2009

What???


«Eles têm tudo o que precisam. Têm apoio médico, comida quente. Claro que o local onde estão é temporário, mas deviam encarar a situação como um fim-de-semana de campismo».

(Sílvio Berlusconi num comentário às condições das vítimas de Áquila)

terça-feira, 7 de abril de 2009

Magia


Um jantar. Regado a Lambrusco tinto. Conversas soltas. Uma bela companhia (obrigada S., pela hospitalidade e a ti, claro, que te sinto como um complemento de mim). O pôr-do-sol frente ao mar. Risos. Que nos fizeram esquecer os dias (atribulados) que haviam acabado de passar. Uma sobremesa deliciosa preparada pelo brasileiro eternamente escondido (do qual já não me lembro do nome). Afinidades e mimos. O cheiro fresco a hortelã colado nos meus dedos. E nos teus. Música e dança. Sonhos e confissões. Maluquices e matrecos à mistura. Dormir quase na hora de acordar. Todas as noites deveriam ser assim.

Hoje sinto-me assim...




sexta-feira, 3 de abril de 2009

Pleonasmar

Enviaram-me uma mensagem, via e-mail, onde às tantas se lê “Bom fim-de-semana a todos em geral”. Ora eu, que sempre gostei muitos de pleonasmos, especialmente o “entra para dentro”, voltei a ficar fascinada com este. Qual terá sido o intuito do remetente? Que ninguém se sentisse excluído? Que ficássemos com a certeza que ele quer MESMO que todos nós tenhamos um bom fim-de-semana?
Por oposição, porque não se lembrou de desejar um “bom fim-de-semana a todos em particular”? Assim, sentir-nos-íamos como que se aquela mensagem nos tivesse sido individualmente dirigida, do tipo envio para todos mas também concretamente para ti.
Adoro pleonasmos mas a minha vida não é isto! E assim desejo a todos vós (aqui está, eu avisei que gostava!) em geral, genericamente, de modo indeterminado, em particular, especificamente ou mesmo em especial, como quiserem, que cada um é livre de escolher, um óptimo fim-de-semana.

Citações


"The only second chance that I know
is the chance to make the same mistake twice."


In "State and Main"

sexta-feira, 20 de março de 2009

Da série: Os filmes da minha vida




Drama
EUA/ 1989
Realizador: Peter Weir
Elenco: Ethan Hawke, Robert Sean,

Robin Williams

Constatações LXVIII

Ouvi um homem dizer ao telefone que estava um sol medonho. Embora perceba o sentido que lhe quis dar (medonho: pop.: grande, enorme;”), há conjugações de palavras que não deveriam ser permitidas. Tal como medonho. E sol.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Hoje sinto-nos assim...


De repente tudo muda.
Ou muda tudo.
Muda o que não era suposto mudar e o que já havia mudado.
Mudanças, mudanças, mudanças.
Sinto-me a mudar nesta espiral de mudanças.

Nós por cá

"Com o país mergulhado na miséria e 94% da população sem emprego e a viver da ajuda internacional, os partidários de Mugabe do partido ZANU PF, organizaram no Sábado, dia 28, a festa oficial para celebrar os 85 anos de Robert Mugabe, completados no dia 21.
A cerimónia custou 200 mil euros e contou com um banquete que incluiu 80 vacas, 70 cabras e 12 porcos, 2 mil garrafas de champanhe, 500 de whisky, 8 mil lagostas, 4 mil porções de caviar, 3 mil patos, 16 mil ovos, 3 mil bolos de chocolate, 8 mil caixas de bombons e 1 bolo gigante com 85 quilos
.”


In "Sábado"

segunda-feira, 16 de março de 2009

E é tão boa esta sensação

de me perder e me achar no teu olhar...

domingo, 15 de março de 2009

Achado



Esta fotografia foi tirada na casa de banho de um bar frequentado por adultos, ao contrário do que possa parecer. E eu a achar que estes mimos de sabedoria popular se tinham extinguido no século passado! Santa ingenuidade...

sexta-feira, 13 de março de 2009

Excerto

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida.
E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer.
'Quem?', perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo?
A própria música: 'Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além...' era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora.
O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual...
E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul.
Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
(…) “

Nuno Markl

Da série: Os filmes da minha vida


Comédia

França/2001

Realizador: Jean-Pierre Jeunet

Elenco: Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus

Flowers

Recebi o meu primeiro (lindo) vaso com flores de interior (excluindo uma planta que já tenho mas que apenas tem de ser regada semanalmente, com uma quantidade exacta de água, pelo que o grau de dificuldade para conservá-la é nulo). O meu grande objectivo é mantê-la viva e, se possível, fazê-la crescer bonita e saudável.
Uma pesquisa rápida do Google deu-me as dicas básicas: deve ser regada mais ou menos de dois em dois dias durante o Inverno, e dia sim dia não no Verão (sendo que se deve tocar na terra para aferir da necessidade de água); a rega deve ser feita com um regador para que seja homogénea; deve ser colocada, pelo menos, uma manhã por semana, na rua, ao sol. Quanto ao resto o Google nada diz mas, defende quem tem plantas, deve falar-se com elas, postura que vou adoptar.
Agora, nesta nova fase de responsabilidade para com um ser vivo, espero conseguir ser uma boa "mãe". E tratá-la, pelo menos, com o mesmo carinho que teve a pessoa que me ofereceu.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Citações

"(...) Mas também já sei que vem aí um Lebowski pequenino. É assim que a maldita comédia humana se continua a perpetuar ao longo das gerações."

In "O grande Lebowski"

quarta-feira, 11 de março de 2009

Ai se eu pudesse...





(MANOLO BLAHNIK)


Um dia perfeito começa...

... com um verdadeiro acordar.

De regresso (espero!)

Tenho andado tão ocupada, tão distraída, tão enamorada (por tudo e por nada) que, além da falta de tempo para blogar, me falta também e sobretudo inspiração. Porque as (tantas) emoções andam misturadas cá dentro e não me apetece partilhar. E embora me preencha este sentimento egoísta já necessito escrever. Espero estar de regresso.

terça-feira, 10 de março de 2009

Estado deste blog:

QUASE A VOLTAR

terça-feira, 3 de março de 2009

Hoje sinto-me assim...


(Sim, a culpa é toda tua!)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Citações

"Ontem é história.
Amanhã é mistério e Hoje é uma dádiva.
Por isso se chama Presente."

Autor desconhecido

Da série: Os filmes da minha vida



Drama
EUA/1999
Realizador: David Fincher
Elenco: Brad Pitt, Edward Norton, Helena Borham Carter,
Jared Leto, Meat Loaf, Richmond Arquette, Zach Grenier

Actualidades

Anda meio mundo histérico com o cão de água português que acabou por ser a escolha do casal Obama para oferecer às filhas. No entanto, Obama seleccionou um lusodescendente (filho de um açoriano e de uma alentejana, David Simas de seu nome) para seu assessor e, não tivesse lido a notícia, nunca de tal teria ouvido falar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Oooohhhhh

Acabei de ouvir a notícia segundo a qual os livros apreendidos vão voltar para a livraria de Braga. Só para acabarem (aposto!) com o prazer de demasiados bloggers: é que nunca se viu tanto concentrado de vaginas na blogosfera portuguesa!

Pronto, está feito!

Será que me vão fechar o blog?

My Way

"And now, the end is near, and so I face, the final curtain.
My friend, I'll say it clear, I'll state my case, of which I'm certain.
I've lived, a life that's full, I've traveled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.


Regrets, I've had a few, but then again, too few to mention.
I did, what I had to do, and saw it through, without exemption.
I planned, each charted course, each careful step, along the byway,
and more, much more than this,
I did it my way.


Yes, there were times, I'm sure you knew,
When I bit off, more than I could chew.
But through it all, when there was doubt,
I ate it up, and spit it out.
I faced it all, and I stood tall,
and did it my way.


I've loved, I've laughed and cried,
I've had my fill; my share of losing.
And now, as tears subside, I find it all so amusing.
To think, I did all that, and may I say --- not in a shy way,
"Oh no, oh no not me,
I did it my way".


For what is a man, what has he got?
If not himself, then he has naught.
To say the things, he truly feels,
And not the words, of one who kneels.
The record shows, I took the blows ---
And did it my way!

I did it my way."


Frank Sinatra

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Constatações LXVII

Há conversas que nos lavam a alma.

And the Oscar goes to...

(Mr. Sean-O-Actor-Penn)

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Passagens

"O supervisor tinha aquele penteado em que a progressão da calvície lhe deixou apenas um tufo de cabelo redondo e isolado no cimo da testa. Avaliando por fotografias que um dia tirou da carteira, há pelo menos dez anos que o tufo continua lá. Seria um sinal de bom senso rogar a um deus abstracto que, por misericórdia, lhe levasse aquele tufo ridículo de cabelos. Mas não sei se o supervisor tinha esse sentido prático do mundo, nem sei se esse deus existia. Se não existia, não existia. O que é uma certeza é que o tufo de cabelos continuava lá, como se implorasse: rapem-me, rapem-me, rapem-me."

José Luís Peixoto in :-) e :-( - Hoje não

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Hoje sinto-me assim...



CARNAVALESCA!

Apontamentos

"O Leitor", realizado por Stephen Daldry, e concorrente ao Óscar de melhor filme foi uma desilusão. Falta-lhe movimento e rapidez. Falta-lhe originalidade.
Embora a história seja muito bonita e, logo, matéria suficiente para algo surpreendente, várias vezes antecipei o que ia acontecer, o que me irritou solenemente.
Um filme a ser visto mas, espero, a não ganhar O Óscar.

(Nota: Kate Winslet está suprema e David Kross, muito pouco conhecido, vai dar que falar)

Pedido a S. Pedro

Será demasiado cedo para pedir que chegue o Verão?

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Ditos

"A fé pressupõe que há caminhos que não conhecemos e que há grande mérito em acreditar sem perguntar porquê. Mas é difícil chegar à fé pela inteligência."

Nuno Lobo Antunes, num mimo de entrevista que este concedeu à revista Sábado

Da série: Os filmes da minha vida


Comédia
França/2002
Realizador: Cédric Klapisch
Elenco: Audrey Tautou, Cécile De France,
Judith Godrèche, Kelly Reilly, Romain Duris,
Xavier De Guillebon

Mini-entrevista de rua...

... feita a uma transeunte com mais de 70 anos:
- O que é o sexo anal?
- É algo que não me entra! Pronto... há coisas que não me entram...

(In "Vai Tudo Abaixo")

Constatações LXVI

Recebi um presente perfeito! Não por ser mais uma coisa a acrescentar à minha lista (quase interminável) de coisas, mas por ser algo pela qual sou completamente apaixonada. E porque foi inesperado e querido e procurado à minha medida. (Imagino-te o prazer na busca, a ansiedade, boa, de me quereres agradar.)
No fundo, adorei este presente porque foi outra forma que encontraste, tão bonita, tão simples, de dizeres que me amas.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ah pois foi!


Jennifer Hudson, na 51ª cerimónia dos Grammys, que aconteceu a 8 deste mês, decidiu antecipar o Carnaval e mascarou-se de Ferrero Rocher - versão prateada.

Prazeres

Nunca li livros cujo início não tivesse gostado. Porque existem tantos livros, tantos bons livros, que não vale a pena perder tempo a ler aqueles com os quais não me identifico, independentemente das críticas ou de opiniões que me dizem ser determinado livro imperdível.
O problema é que, quando se lê muito (como é o caso), vamo-nos tornando muito exigentes (demasiado exigentes?), o que dificulta a tarefa maravilhosa que é ler.
Só assim se explica que o livro que agora leio seja aquele, depois de quatro tentativas consecutivas falhadas, que faço intenções de terminar.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

SINTO-ME A VIVER

UMA VIDA QUE NÃO É A MINHA.

(QUE NÃO QUERO QUE SEJA.)

Ditos

"O caso Freeport é grave. O caso Maddie é gravíssimo. O caso Casa Pia é gravíssimo e ainda mais. Fala-se demais, não existe segredo de justiça. Acho tudo isso uma vergonha, choca-me. E choco-me, sobretudo, por perceber que já não nos chocamos com isso."

Bernardo Sasseti in Diário de Notícias

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Da série: Os filmes da minha vida

Drama
EUA / 1996
Realizador: Barry Levinson
Elenco: Brad Pitt, Brad Renfro, Bruno Kirby,
Dustin Hoffman, Minnie Driver, Robert De Niro, Kevin Bacon
Acordei com vontade de escrever sobre nada mas logo a seguir me apercebi que já há demasiadas pessoas a fazê-lo.
Não escrevi.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Constatações LXV

O nosso Primeiro-Ministro, coitadinho, tão vítima da sociedade, tão injustiçado (oh! triste fado), sente-se insultado com as acusações (?) que lhe fazem.
Peço desculpa Sr. Primeiro-Ministro, mas eu é que me sinto insultada. E continuarei a sentir enquanto insistir em tratar-nos a todos como burros de carga.

E na sequência do post anterior...

Será que algum dia conseguiremos ser verdadeiramente livres?

E se defendessem as criancinhas de África?

Já me irrita ligeiramente todo este sururu à volta dos casamentos gay, ou entre homossexuais ou, como alguns entrevistados dizem na televisão, homemsexuais, que é uma expressão que muito me apraz; e ainda não estamos na fase dos acesos debates - que não vou ver -no Prós e Contras, na fase das análises sociológicas profundas, do quem somos, para onde vamos, será que há vida em Marte?
Irrita-me sobretudo a defesa de valores e princípios bacocos, desconstruíveis em menos de nada, assentes na debilidade do que supostamente é normal.
Não quero com isto dizer que sou uma acérrima defensora dos casamentos entre gays. Penso apenas que não tenho nada a ver com isso. Aliás, ninguém tem nada a ver com isso! Logo, se há gays que querem casar, deixem-nos casar, que isso não diz respeito a ninguém se não aos próprios. Por mim, até pode ser de véu e grinalda.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Banda sonora da semana





WIM

MERTENS

Podias ter ligado em qualquer outro minuto,
em qualquer outro dia,
mas não,
ligaste ali.
Poderia ter sido outra pessoa qualquer,
mas não,
foste tu.
E isso,
naquele instante,
fez toda a diferença.
Obrigada.

A ver

Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles, é obrigatório. Porque é um murro no estômago. Porque faz pensar que podemos perder o que temos por adquirido. Porque é muito bonito. E porque se baseou na obra homónima de Saramago que, apesar de muito contestado, é um génio literário. Porque só um génio escreve histórias assim.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Definições


VAZIA

do Lat. vacivuadj.,


que não contém nada ou só contém ar;
esvaziada;
despejada;
desocupada;
despovoada;
desprovida;
destituída.

Hoje apetecia-me não existir. Ou, existindo, existiria sózinha; no máximo, existiria longe de todos. Porque todos me cansam com os seus dias pontuados de mentiras e subterfúgios e pequenezes tão desnecessárias quanto nojentas.
Hoje partia para nunca mais voltar. À procura de gentes genuínas e correctas. No fundo, gentes pelas quais valesse a pena existir.
Hoje mandava para o caralho todos aqueles que o merecem ouvir (mas, pensando bem, iria passar por ventura o dia a mandar pessoas para o caralho e isso poder-me-ia cansar também).
Não posso. Por isso fecho-me no meu mundo, solitário mas meu, pequenino mas verdadeiro, real nesta nuvem em que pareço viver.
Hoje a porta está fechada. Acho que tão cedo não a volto a abrir.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Constatações LXIV

Leio na "Última Hora" de um jornal on line que a Jennifer Aniston (a eterna ex do Brad Pitt) encontrou um cabelo branco no meio dos seus milhares de cabelos.
É por isso que nunca hei-de deixar de ler jornais. Mantêm-nos informados acerca do que é verdadeiramente importante.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Brasil, 2002
Realizador: Fernando Meirelles
Elenco: Matheus Nachtergaele, Seu Jorge,
Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora
George: Porque é que fazem embalagens de preservativos tão difíceis de abrir?
Jerry: Para que as mulheres tenham uma última oportunidade para se arrependerem.

In "Seinfeld"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Hoje sinto-me assim


Shiva Ohm

Numa das últimas aulas de Yoga a instrutora decidiu iniciar com aquilo que designou de Mantra (devo avisar que sou desconhecedora dos termos e conceitos associados ao Swasthya Yoga, sabendo apenas que, segundo se diz, foi Shiva quem o criou; devo avisar também que o pratico não mais do que pelas sensações de serenidade, bem-estar e, claro, pelo exercício físico; aliás, já executo posições que não lembram ao Diabo e, se fui bem ensinada, já respiro como todos devíamos aspirar).
Dizia eu, iniciamos com o Mantra: a instrutora repetiu umas palavras (algo como Shiva Ohm) para que as percebessemos, depois começou a cantá-las
Shiva Ohm
Shiva Ohm
Shiva Ohm (mais alto)
Shiva Ohm (ainda mais alto)
e, finalmente, incitou-nos a imitá-la, sendo rapidamente acompanhada por um coro de Shiva Ohms, o que me obrigou a conter o riso. Muito. Mas como rir destas práticas é ir contra a filosofia, o que não se coaduna com a sua prática, esforcei-me por me calar. No entanto (tenho de me lembrar de melhorar a concentração!!!) não consegui impedir-me de imaginar que participava num culto de uma seita maluca qualquer.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais simples do que parece

Anda uma mulher bem-disposta, a fazer a sua vida, e de repente ocorrem-lhe variações súbitas e incompreensíveis de humor, vindas não se sabe muito bem de onde ou porquê.
Depois descobre-se que, afinal, é só o período.

"Cansa sentir quando se pensa"

Cansa sentir quando se pensa.
No ar da noite a madrugar
Há uma solidão imensa
Que tem por corpo o frio do ar.

Neste momento insone e triste
Em que não sei quem hei de ser,
Pesa-me o informe real que existe
Na noite antes de amanhecer.

Tudo isto me parece tudo.
E é uma noite a ter um fim
Um negro astral silêncio surdo
E não poder viver assim.

(Tudo isto me parece tudo.
Mas noite, frio, negror sem fim,
Mundo mudo, silêncio mudo -
Ah, nada é isto, nada é assim!)

Fernando Pessoa in "Cancioneiro"

Porque é que...

... quando tenho necessidade urgente de escrever, porque os (demasiados) pensamentos que me invadem - sim, cheguei à conclusão de que penso demais -, as ideias e imagens e viagens que não me deixam concentrar e me fazem sentir perdida, porque é que quando mais preciso de exorcizá-los, aos pensamentos, o que só consigo fazer com a escrita, mais eles se mantêm em mim?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Ditos

"Será mais um português a quem o Presidente americano dará ordens e ensinará a rebolar. Nisso, o cão não se distinguirá especialmente de Durão Barroso."

Ricardo Araújo Pereira sobre o cão de água português
que Barack Obama poderá oferecer às filhas in Visão

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Da série: Os filmes da minha vida


Comédia
EUA, 1999
Realizador: Spike Jonze
Elenco: Brad Pitt, Cameron Diaz, Catherine Keener, Charlie Sheen, Jonh Cusack, John Malkovich, Sean Penn

E porque hoje é 6ª feira

E porque o fim-de-semana é óptimo para ver filmes (como noutro momento qualquer), inicio aqui uma nova rubrica (gosto desta palavra).
Segue já a seguir.
- Lê-me.
- Como - replicou - se não és feito de palavras?
- Experimenta em Braille.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Este blog anda a ouvir


Como?

Desconfio de pessoas que têm como autores preferidos Nicolas Sparks ou Paulo Coelho.

Se eu pudesse...

Erradicava os homenzinhos de fato gasto, gravata às riscas e sapatinhos com berloques, que acham que a idade lhes atribui um posto, que ocupam altos cargos sem que ninguém perceba muito bem como lá chegaram, que dizem piadas (sem piada) das quais os outros se riem por subserviência, que respondem a perguntas concretas com frases filosóficas que não respondem a nada, que nunca estão nas (raras) ocasiões que são precisos, que se acham o máximo quando, na verdade, são ridicularizados, e que me irritam profundamente!
Ai, se eu pudesse...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Constatações LXIII

Detesto Repartições de Finanças.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hoje sinto-me assim...


(LONGE)

Piadinha

"O tempo não é de politiquices."

Manuel Pinho, ministro da Economia, in "Prós e Contras"

Considerações sobre a morte

Morremos. Há quem o aceite relativamente bem, há quem fuja desta evidência com todas as forças.
A questão é: e quando sabemos que, a curto prazo, vamos morrer?
(O que imaginaríamos - quereríamos? - que acontecesse bem lá longe, se apresenta como um facto palpavelmente real e imediato. Exageradamente imediato.)
E, pior ainda, quando a morte vem acompanhada de dor?
Será que nós, os que não sabem quando vão morrer, têm legitimidade para censurar quem queira antecipar o momento? Poderemos ser egoístas a esse ponto? Ou poderemos defender teorias (vazias) segundo as quais não podemos, em circunstância alguma, acabar com a nossa vida?
Não sei o que faria se soubesse que ia morrer. De forma estúpida e injusta e dolorosa.
Não sei se quereria antecipar-me ao destino.
Mas compreendo quem o queira.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Constatações LXII

Quando a cabeça não tem juízo o corpo é que paga.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Hoje sinto-me assim...


De repente, surpreendes-me com um gesto que não esperava. Um gesto querido, pretendido, sonhado em pensamentos difusos, que me colocou um sorriso permanente no olhar. A vida é um jogo maravilhoso...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Desabafo

Ao ler uns posts antigos, vi o teu comentário ao texto que, sabes, foi escrito para ti. Fiquei surpreendida. Porquê? Porque é que me escreves quando não tens coragem de me olhar nos olhos? Não é o teu comentário que me vai fazer esquecer a forma (cobarde) como decidiste resolver as coisas. E que muito me magoou. Por isso não me escrevas. Um dia, se me conseguires enfrentar, em vez de fugires, talvez ouça as tuas razões irrazoáveis. Até lá ignoro a tristeza que possas sentir. Porque eu senti-a muito mais.
(...) A cidade está deserta
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura
Ora amarga! Ora doce
Para nos lembrar que o amor é uma doença
Quando nele julgamos ver a nossa cura.



Ornatos Violeta in "Ouvi dizer"

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Este blog tem-se sentido assim


Enfim...

Não sei com que raio de cara ando visto que, nos últimos dias, vários colegas de trabalho me vêm contar triquices sobre outros colegas que eu não quero saber. Além de que, não trabalhando directamente com os visados, não é difícil aperceber-me de que não importa aos cuscos quem os ouça, importa simplesmente destilar... E este tipo de comportamento faz-me muita, muita confusão. Porquê eu? Porquê?
Nesses momentos limito-me a dizer enfim, e a tentar esconder a vontade que tenho de lhes bater violentamente à paulada.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Rectificação à Constatação LX

Retiro o que disse. Um homem perguntou-me a idade sem a frase introdutória. Assim, a frio.


A vida muda-nos num momento. É uma afirmação conhecida, usada e abusada que estou habituada a ouvir. Mas só por vezes, como agora, sinto-a absurdamente verdadeira. De repente, tão de repente que o presente me escorre das mãos já passado, todos os planos deixam de acontecer e deixam de fazer sentido. A vida muda-se-nos num momento. O que era já não é e o que é, daqui a nada, pode deixar de o ser.


Constatações LXI

Os Abba são o Mika dos anos 70.