segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ditos

"O caso Freeport é grave. O caso Maddie é gravíssimo. O caso Casa Pia é gravíssimo e ainda mais. Fala-se demais, não existe segredo de justiça. Acho tudo isso uma vergonha, choca-me. E choco-me, sobretudo, por perceber que já não nos chocamos com isso."

Bernardo Sasseti in Diário de Notícias

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Da série: Os filmes da minha vida

Drama
EUA / 1996
Realizador: Barry Levinson
Elenco: Brad Pitt, Brad Renfro, Bruno Kirby,
Dustin Hoffman, Minnie Driver, Robert De Niro, Kevin Bacon
Acordei com vontade de escrever sobre nada mas logo a seguir me apercebi que já há demasiadas pessoas a fazê-lo.
Não escrevi.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Constatações LXV

O nosso Primeiro-Ministro, coitadinho, tão vítima da sociedade, tão injustiçado (oh! triste fado), sente-se insultado com as acusações (?) que lhe fazem.
Peço desculpa Sr. Primeiro-Ministro, mas eu é que me sinto insultada. E continuarei a sentir enquanto insistir em tratar-nos a todos como burros de carga.

E na sequência do post anterior...

Será que algum dia conseguiremos ser verdadeiramente livres?

E se defendessem as criancinhas de África?

Já me irrita ligeiramente todo este sururu à volta dos casamentos gay, ou entre homossexuais ou, como alguns entrevistados dizem na televisão, homemsexuais, que é uma expressão que muito me apraz; e ainda não estamos na fase dos acesos debates - que não vou ver -no Prós e Contras, na fase das análises sociológicas profundas, do quem somos, para onde vamos, será que há vida em Marte?
Irrita-me sobretudo a defesa de valores e princípios bacocos, desconstruíveis em menos de nada, assentes na debilidade do que supostamente é normal.
Não quero com isto dizer que sou uma acérrima defensora dos casamentos entre gays. Penso apenas que não tenho nada a ver com isso. Aliás, ninguém tem nada a ver com isso! Logo, se há gays que querem casar, deixem-nos casar, que isso não diz respeito a ninguém se não aos próprios. Por mim, até pode ser de véu e grinalda.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Banda sonora da semana





WIM

MERTENS

Podias ter ligado em qualquer outro minuto,
em qualquer outro dia,
mas não,
ligaste ali.
Poderia ter sido outra pessoa qualquer,
mas não,
foste tu.
E isso,
naquele instante,
fez toda a diferença.
Obrigada.

A ver

Ensaio sobre a cegueira, de Fernando Meirelles, é obrigatório. Porque é um murro no estômago. Porque faz pensar que podemos perder o que temos por adquirido. Porque é muito bonito. E porque se baseou na obra homónima de Saramago que, apesar de muito contestado, é um génio literário. Porque só um génio escreve histórias assim.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Definições


VAZIA

do Lat. vacivuadj.,


que não contém nada ou só contém ar;
esvaziada;
despejada;
desocupada;
despovoada;
desprovida;
destituída.

Hoje apetecia-me não existir. Ou, existindo, existiria sózinha; no máximo, existiria longe de todos. Porque todos me cansam com os seus dias pontuados de mentiras e subterfúgios e pequenezes tão desnecessárias quanto nojentas.
Hoje partia para nunca mais voltar. À procura de gentes genuínas e correctas. No fundo, gentes pelas quais valesse a pena existir.
Hoje mandava para o caralho todos aqueles que o merecem ouvir (mas, pensando bem, iria passar por ventura o dia a mandar pessoas para o caralho e isso poder-me-ia cansar também).
Não posso. Por isso fecho-me no meu mundo, solitário mas meu, pequenino mas verdadeiro, real nesta nuvem em que pareço viver.
Hoje a porta está fechada. Acho que tão cedo não a volto a abrir.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Constatações LXIV

Leio na "Última Hora" de um jornal on line que a Jennifer Aniston (a eterna ex do Brad Pitt) encontrou um cabelo branco no meio dos seus milhares de cabelos.
É por isso que nunca hei-de deixar de ler jornais. Mantêm-nos informados acerca do que é verdadeiramente importante.

Da série: Os filmes da minha vida


Drama
Brasil, 2002
Realizador: Fernando Meirelles
Elenco: Matheus Nachtergaele, Seu Jorge,
Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora
George: Porque é que fazem embalagens de preservativos tão difíceis de abrir?
Jerry: Para que as mulheres tenham uma última oportunidade para se arrependerem.

In "Seinfeld"

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Hoje sinto-me assim


Shiva Ohm

Numa das últimas aulas de Yoga a instrutora decidiu iniciar com aquilo que designou de Mantra (devo avisar que sou desconhecedora dos termos e conceitos associados ao Swasthya Yoga, sabendo apenas que, segundo se diz, foi Shiva quem o criou; devo avisar também que o pratico não mais do que pelas sensações de serenidade, bem-estar e, claro, pelo exercício físico; aliás, já executo posições que não lembram ao Diabo e, se fui bem ensinada, já respiro como todos devíamos aspirar).
Dizia eu, iniciamos com o Mantra: a instrutora repetiu umas palavras (algo como Shiva Ohm) para que as percebessemos, depois começou a cantá-las
Shiva Ohm
Shiva Ohm
Shiva Ohm (mais alto)
Shiva Ohm (ainda mais alto)
e, finalmente, incitou-nos a imitá-la, sendo rapidamente acompanhada por um coro de Shiva Ohms, o que me obrigou a conter o riso. Muito. Mas como rir destas práticas é ir contra a filosofia, o que não se coaduna com a sua prática, esforcei-me por me calar. No entanto (tenho de me lembrar de melhorar a concentração!!!) não consegui impedir-me de imaginar que participava num culto de uma seita maluca qualquer.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais simples do que parece

Anda uma mulher bem-disposta, a fazer a sua vida, e de repente ocorrem-lhe variações súbitas e incompreensíveis de humor, vindas não se sabe muito bem de onde ou porquê.
Depois descobre-se que, afinal, é só o período.

"Cansa sentir quando se pensa"

Cansa sentir quando se pensa.
No ar da noite a madrugar
Há uma solidão imensa
Que tem por corpo o frio do ar.

Neste momento insone e triste
Em que não sei quem hei de ser,
Pesa-me o informe real que existe
Na noite antes de amanhecer.

Tudo isto me parece tudo.
E é uma noite a ter um fim
Um negro astral silêncio surdo
E não poder viver assim.

(Tudo isto me parece tudo.
Mas noite, frio, negror sem fim,
Mundo mudo, silêncio mudo -
Ah, nada é isto, nada é assim!)

Fernando Pessoa in "Cancioneiro"

Porque é que...

... quando tenho necessidade urgente de escrever, porque os (demasiados) pensamentos que me invadem - sim, cheguei à conclusão de que penso demais -, as ideias e imagens e viagens que não me deixam concentrar e me fazem sentir perdida, porque é que quando mais preciso de exorcizá-los, aos pensamentos, o que só consigo fazer com a escrita, mais eles se mantêm em mim?

sábado, 31 de janeiro de 2009

Ditos

"Será mais um português a quem o Presidente americano dará ordens e ensinará a rebolar. Nisso, o cão não se distinguirá especialmente de Durão Barroso."

Ricardo Araújo Pereira sobre o cão de água português
que Barack Obama poderá oferecer às filhas in Visão