quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O dia depois de hoje

Sem sabermos,
A cidade parou,
Uma noite,
Que afinal não chegou.
E tu como um livro,
No branco das páginas
E eu a ler-te nas lágrimas,
Que a manhã acordou.
Sem sabermos,
Inventámos a dor.
(...)
Sem saberes,
Escrevemos as ruas,
Uma sombra,
Desfazendo-se em duas.
E tu como um filme,
Na vertigem da morte
Eu aqui nesta sorte.

Pedro Abrunhosa in "Luz" (2007)

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Hoje sinto-me assim...


(Se pudesse pegava em toda a tua dor

e transferia-a para mim...)

Constatações LIII

As notícias muito más caem como se de bombas se tratassem deixando, à sua volta, um vazio cinzento e frio. Por muito que vivamos, em anos ou experiência, há coisas que jamais estamos preparados para ouvir.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

As mulheres e os sms

Li há dias, já não sei onde, que uma das coisas que distingue homens e mulheres vs telemóveis é a sua relação com os sms's. Diz-se que a maioria dos homens apaga os ditos após leitura e que a maioria das mulheres, ao contrário, os guarda para mais tarde reler.
Não pude deixar de sorrir ao ver a minha figura espelhada naquele pequeno parágrafo. Não sei se somos todas iguais mas arriscaria dizer que devemos ser muito parecidas, especialmente no que toca às sms's enviadas por namorados, apaixonados, amantes, flirts e afins. Então é assim:

1. As mulheres não se contentam em reler as mensagens uma vez. Relemo-las vezes sem conta, por vezes até à exaustão;

2. Quando temos um rol de sms's do mesmo remetente, lemo-las da primeira à última para tentar perceber em que estado vai a relação;

3. Quando nos respondem a um sms que escrevemos (um texto bonito, a merecer uma resposta à altura) ficamos sempre desiludidas com a resposta;

4. As mensagens mais bonitas ou românticas que recebemos passam sempre da Caixa de Entrada para as Mensagens Gravadas. Quando estamos deprimidas vamos espreitá-las para nos sentirmos um bocadinho melhor (normalmente antes de irmos dormir);

5. Tentámos dissecá-las ao pormenor;

6. Quando já temos muitos sms do mesmo remetente, a começar a ocupar espaço indevido, lêmo-los todos novamente para fazermos a triagem dos que podem ser apagados;

7. Se nos dá um ataque de raiva em relação ao autor, apagámos todas as mensagens por ele enviadas (normalmente arrependendo-nos logo de seguida e pensando que pelo menos podíamos ter deixado umazinha!!);

8. Caberia neste ponto outro comportamento-tipo que não me ocorre mas que existe, seguramente.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (X)



WENTWORTH

MILLER

Adrift in Manhattan

Integrando a selecção oficial do Sundance Film Festival 2007, este filme baseia-se na vida de três personagens, pessoas solitárias em grandes cidades, cujas vidas, por caminhos travessos, se ligam.
Alfredo De Villa, o realizador, proporcionou-me um dos mais bonitos filmes que vi nos últimos tempos, de uma simplicidade sabiamente maravilhosa, em que por vezes não resisti a fechar os olhos para me deter na lindíssima banda sonora.
Imperdível. Mesmo.

Porque é que...

Depois ir às compras ao hiper (ontem parecia o Dia das Famílias de Carrinho), munida com a minha preciosa lista para não me esquecer de nada, mal chego a casa apercebo-me de que me falta algo que não constava da lista?
E porque é que isto me acontece de todas as vezes que vou ao hiper, essa viagem tão maravilhosa ao mundo dos especimens consumistas?

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

E por falar em vida pessoal


AMANHÃ

É

NOITE

DE

DANÇAR

Aviso

Em virtude do volume descomunal de trabalho despejado na autora deste blog, tem-lhe sido impossível manter os respectivos serviços mínimos.
Por isso, voltará a mesma aos posts assim que as entidades competentes se aperceberem/lembrarem que é direito das pessoas terem vida pessoal.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Shine a light

Considerado por alguns como um filme-documentário, Shine a Light (2008) é, isso sim, um concerto-com-um-mini-mini-documentário-incluído sobre os Rolling Stones. Pareceu-me um devaneio/tributo de um grande fã que, acaso, se chama Martin Scorsese.
Embora seja um belo concerto (ao qual assistiu Bill Clinton e a sua generosa comitiva), nos moldes a que os avôs do rock (sempre a 100 à hora) nos habituaram, fiquei desiludida com a parte documental, que se resume basicamente a três ou quatro excertos de entrevistas bem antigas dadas por Mick Jagger. Soube-me a pouco, muito pouco.
Curiosidade: afirmava Jagger, numa dessas entrevistas, teria ele vinte e poucos anos, que se via como vocalista da banda aos 60. O que na altura poderia ser entendido como um delírio de uma nova rock star veio-se a confirmar como uma verdade inegável. Felizmente.
A ver apenas pelos grandes fãs que gostam de bons concertos no conforto do sofá.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (IX)




Guy Berryman

Para ti

Guardo as nossas conversas em caixinhas de cartão tentando, a todo o custo, que os dias não as apaguem.
Guardo a tua voz em cantinhos da memória, resquícios de momentos intemporais que, no entanto, já passaram.
Guardo as mensagens que me envias, triviais, como se de pequenos tesouros se tratassem.
Guardo o teu riso nos meus risos.
Guardo as nossas pequenas (grandes) entregas em lençóis imaginários que, juntos, criamos.
Guardo os abraços que me dás, fazendo-os perdurar à noite, (que se desvanecem com o nascer dos dias).
Guardo-te.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Limitações

Na sequência de uma nova função profissional que vou exercer estou obrigada a "respeitar hábitos de higiene e asseio pessoal", bem como proibida de "possuir, consumir, traficar e/ou facilitar o acesso a substâncias aditivas, nomeadamente (...) ilícitas e bebidas alcoólicas".
Jura???

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Hoje sinto-me assim...



(Não seremos todas nós, mulheres, uma junção baralhada
de Carries, Samanthas, Mirandas e Charlottes?)
Adoro estes dias de fim de Verão que passam por mim como se encantamentos fossem. Dias de paz, de bem estar, de convicção de ter feito a escolha acertada. Dias de risos e canções e alegria. Dias quase perfeitos.

Constatações LII

Chega a ser perturbante a facilidade com que algumas pessoas se esquecem quem foram, de onde vieram.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Perguntinha

Então o mundo pode acabar amanhã e ninguém me dizia nada?

Excerto

"Entrevistador: Mas o Vicente não é católico...
Vicente Jorge Silva: Não. Sou agnóstico. Respeito os valores religiosos e tenho um sentimento de que há transcendência. Tenho simpatia, por exemplo, pelo budismo, pela espiritualidade oriental, pela contemplação. Mas acreditar no Deus que me é ensinado pela Igreja Católica? Um Deus que não serve para nada, que deixa as desgraças todas acontecerem e só está lá em cima a observar? Isso não faz sentido. Não acredito.

Entrevistador: Em que é que acredita?
Vicente Jorge Silva: Acredito numa coisa que está muito desvalorizada e que pode parecer pueril, acredito na bondade (...)"

(Excerto de entrevista efectuada a Vicente Jorge Silva, jornalista, cronista e cineasta, publicada na Revista Sábado)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (VIII)




NELSON

ÉVORA

Curiosidades

Talvez há cerca de 1 ano encontrei, na casa de banho de uma discoteca que raramente frequento, uma miúda que trabalhou comigo há uns anos atrás.
Voltei ao mesmo local agora e volto a encontrá-la, de novo na casa de banho.
Há coisas fantásticas...