terça-feira, 9 de setembro de 2008

Excerto

"Entrevistador: Mas o Vicente não é católico...
Vicente Jorge Silva: Não. Sou agnóstico. Respeito os valores religiosos e tenho um sentimento de que há transcendência. Tenho simpatia, por exemplo, pelo budismo, pela espiritualidade oriental, pela contemplação. Mas acreditar no Deus que me é ensinado pela Igreja Católica? Um Deus que não serve para nada, que deixa as desgraças todas acontecerem e só está lá em cima a observar? Isso não faz sentido. Não acredito.

Entrevistador: Em que é que acredita?
Vicente Jorge Silva: Acredito numa coisa que está muito desvalorizada e que pode parecer pueril, acredito na bondade (...)"

(Excerto de entrevista efectuada a Vicente Jorge Silva, jornalista, cronista e cineasta, publicada na Revista Sábado)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (VIII)




NELSON

ÉVORA

Curiosidades

Talvez há cerca de 1 ano encontrei, na casa de banho de uma discoteca que raramente frequento, uma miúda que trabalhou comigo há uns anos atrás.
Voltei ao mesmo local agora e volto a encontrá-la, de novo na casa de banho.
Há coisas fantásticas...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Porque é que...

...há famílias que, para se verem, fazem piqueniques anuais, e na minha, encontramo-nos nos funerais?

Constatações LI

Deve ser maravilhoso ter um filho. Uma experiência única, que nos muda a forma de olhar o futuro, de olhar os outros, de olhar para nós. Dizem que deixamos de viver em função do eu, e eu acredito.
Mas o que os recém-pais têm de perceber é que nós, mortais sem filhos, não conseguimos atingir semelhante estado superior e, consequentemente, não temos paciência para ver 74 fotos da criança (que nos parecem mais ou menos todas iguais) e, ao final do quinto vídeo (acompanhado das devidas e minuciosas explicações) já só queremos fugir dali. Questinando-nos, a medo, se algum dia ficaremos assim.

Hoje este blog sente-se assim...



(Há sentimentos que não precisam de ser explicados, não devem ser explicados, porque qualquer tentativa de exteriorização será - sempre - insuficiente para demonstrar esta profunda gratidão)


terça-feira, 26 de agosto de 2008

Escrevo

Escrevo porque me falham as palavras. Escrevo porque não te consigo chegar, não me deixas chegar-te... não sei se porque não queres ou porque o temes. E assim exorcizo as dúvidas que me assolam. Não porque com as palavras que escrevo elas se esclareçam, apagadas da minha mente num ápice (fosse assim e não pararia de escrever) mas, pelo menos, desenrosca-se um pouquinho este nó que sempre me surge quando não consigo compreender.
Escrevo porque me falham as palavras. Escrevo porque receio as respostas.
Escrevo porque me magoa esta frieza repentina sem explicação. Este silêncio que me faz ensurdecer.
Talvez escrevas também...

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Este bog já está a salivar...



Só por saber que isto vai ser o jantar.

Violência doméstica

Segundo dados do Observatório de Mulheres morreram este ano, até ao presente mês, 31 pessoas vítimas de violência doméstica, tendo-se registado 35 tentativas de homicídio relacionadas com esse mesmo tipo de violência.
Este observatório estabelece ainda relação entre a crise económica e os homicídios ocorridos porque muitas das vítimas e respectivos agressores estavam desempregados aquando da prática do crime.
É tão fácil seguir o caminho estupidamente mais fácil.

Constatações L

Nunca a expressão "a minha vida dava um filme" fez tanto sentido.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (VII)





GAEL GARCIA BERNAL

Azul

Juntamente com os primeiros ares da manhã entra o mar pela minha janela. Lá ao fundo a igreja renovada, de novo pintada, para fingir que o tempo não passou. Olho para o infinito e todo ele é muito azul.
Tenho-me perdido muitas vezes nesse azul, que me acalma e me serena, que me faz nele querer mergulhar. Abandono-me muitas vezes ao sabor do meu pensamento que, invariavelmente, vai cair em ti.
E deixo-me cair em ti sem medo ou insegurança ou outra dúvida qualquer. Entrego-me de braços abertos, sem ontem ou amanhã (porque o amanhã pode já não existir), entrego-me com toda a força que existe em mim. Atiro-me sem rede através da minha janela.
Se fosses uma cor serias azul.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Descobri que, contra todas as minhas certezas e procuras de motivos, sorris.
Devias sorrir mais.
O sorriso fica-te bem.

Hoje este blog sente-se assim...


A lutar desenfreadamente com o relógio...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Extreme Ironing

Ao ler a Sábado desta semana descubro um novo desporto radical do qual nunca tinha ouvido falar. O Extreme Ironing consiste em passar a ferro uma peça de roupa enquanto se pratica um desporto radical. Assim, há quem passe a ferro enquanto escala uma montanha, enquanto mergulha, conduz, etc., etc., que as possibilidades são ilimitadas.
Ora, acho que se devia generalizar o conceito. Porque não lavar uma peça de roupa aquando da prática de uma actividade radical? Engraçado seria lavar a peça de roupa num daqueles tanques pequenos, de cimento: a tarefa aí seria herculeamente radical. Outra hipótese seria, por exemplo, fazer uma cama de lavado de num qualquer local longínquo e de muito difícil acesso. Era bonito... É o tipo de actividade que faltava para engrandecer o ser humano...
Agora a sério, já estou como o Nuno Lopes aí em baixo: Façam alguma coisa de útil, vocês querem é aparecer. Vão mas é trabalhar!!!

Tão bom que não resisto a partilhar

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Achados


DVD + CD =

2 €

Passagens

«No planeta seguinte vivia um bêbado. Foi uma visita muito curta, mas que mergulhou o principezinho numa grande melancolia.
- O que é que estás a fazer? - perguntou ele ao bêbado que foi encontrar muito calado, diante de uma colecção de garrafas vazias e uma colecção de garrafas cheias.
- Estou a beber - respondeu o bêbado, com um ar lúgubre.
- E porque é que estás a beber? - perguntou o principezinho.
- Para me esquecer - respondeu o bêbado.
- Para te esqueceres de quê? - perguntou o principezinho, que já começava a ter pena dele.
- Para me esquecer de que tenho vergonha - confessou o bêbado, baixando a cabeça.
- Vergonha de quê? - tentou informar-se o principezinho, cheio de vontade de o ajudar.
- Vergonha de beber! - concluiu o bêbado, fechando-se definitivamente no seu silêncio.
E o principezinho foi-se embora, perplexo. "Não há dúvida de que as pessoas grandes são mesmo muito esquisitas", foi o que ele foi a pensar, durante a viagem

Antoine de Saint-Exupéry in "O Principezinho"

sábado, 9 de agosto de 2008

Constatações XLIX

Não tenho paciência para pessoas burras. Ou melhor, básicas, daquelas-muito-básicas-mais-básico-não-há. Tento ser tolerante, mas essa tolerância esvai-se eternamente quando, ao final de seis piadas, em que a dificuldade de compreensão vai caindo vertiginosamente, qual penhasco à frente dos pés, o meu interlocutor não consegue atingir nada, nadinha!
Coitadito...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Da série: Não me canso de homens bonitos (VI)


ADRIEN BRODY

(P.S.: Este não é daqueles bonitos, bonitos,

mas tem um quelque chose enorme que o torna maravilhoso)