quinta-feira, 15 de maio de 2008

Será apenas impressão minha?

- Ou a palavra mais vezes proferida na Gala dos Globos de Ouro foi pronto?
- Ou o primeiro-ministro é ainda mais mentiroso do que julgávamos?
- Ou a Primavera anda a brincar ao Outono?

terça-feira, 29 de abril de 2008

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Desalfabetizar

ZOAR AMAR MORDER CHORAR SER DORMIR OCULTAR PERDER ESPERAR XINGAR QUERER UIVAR FUMAR JOGAR GOZAR IR HIPNOTIZAR RIR LER TENTAR NEGAR BEBER VIVER

O escafandro e a borboleta

Realizador: Julian Schnabel


Intérpretes: Mathieu Amalric,
Emmanuelle Seigner,
Marie-Josée Croze



França, EUA
2007



Em Dezembro de 1995, Jean-Dominique Bauby, 43 anos, jornalista, editor da revista Elle, sofre um AVC que lhe deixa o corpo morto e a mente viva. A única forma através da qual consegue comunicar é com um piscar do olho esquerdo, para o sim, dois piscares para o não. E é desta forma que escreve um livro, que deu origem a esta adaptação para o grande ecrã.
Começamos por vivenciar o filme na perspectiva do jornalista, quase nos sentindo reclusos de um corpo que prende o que a liberdade da mente dá. Aos poucos, porém, vamos sendo contextualizados, existindo uma abertura no espaço e no tempo.
Um filme cru, forte, que nos faz pensar na fragilidade do ser humano. Um bocadinho ao jeito de Mar Adentro...
A ver, absolutamente.

Constatações XLIV

Admiro a capacidade que certas pessoas têm de falarem tanto, logo de manhãzinha. E constato a minha falta de paciência para ouvi-las. É de uma violência...

terça-feira, 22 de abril de 2008

22 de Abril

DIA


MUNDIAL





DA TERRA


segunda-feira, 21 de abril de 2008

Há coisas fantásticas

Recebi um e-mail cujo remetente é o Ministério Público Federal e cujo título é "Intimação para comparecimento em audiência" relativa ao procedimento investigatório n.º 324/2008.
O pior é que há quem acredite.

Passagens

"Mas a beleza, a verdadeira beleza, termina onde começa a expressão intelectual. A inteligência é em si um modo um modo de exagero e destrói a harmonia do rosto. Quando uma pessoa se senta para pensar, torna-se toda nariz, ou toda testa, ou alguma coisa horrenda. Veja os homens a quem o êxito sorriu em qualquer das profissões intelectuais. Que hediondos são! Exceptuam-se, já se vê, os da Igreja. Mas é que na Igreja não se pensa. Um bispo continua a dizer aos oitenta anos o que lhe ensinaram a dizer aos dezoito; e, por isso, como consequência natural, é que ele conserva sempre uma aparência absolutamente deliciosa."

Oscar Wilde in "O retrato de Dorian Gray"

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Do amor e sentimentos afins

Somos educados (ainda) para casar. Levam-nos a acreditar que um dia aparecerá o tal, com o qual viveremos para sempre.
Porquê? Porque é que nos tentam convencer com uma mentira tão romântica?
Podem, de facto, existir relações eternas, mas não sentimentos eternos ou, dito melhor, sentimentos imutáveis. Pode manter-se uma relação até a morte que começou por ser amor, alterou-se para amizade, companheirismo, dependência até, mas será que ainda existirá o amor? Aquele que nos fazia rir de coisas que nada tinham de engraçado, as caras aparvalhadas, olhos de carneiro mal morto, as palpitações, o nó no peito? Acredito que não.
Então porque é que parece andar meio mundo atrás de uma coisa que não existe?
Não acredito em amores eternos. Acredito que, como já alguém inteligentemente disse, o amor é eterno enquanto durar.

Blogolândia


terça-feira, 15 de abril de 2008

Constatações XLIII

É p'raí o terceiro taxista que me diz que no tempo de Salazar é que era porque havia respeito, blá blá blá, blá blá blá. Na próxima vez bato. Ai juro que bato.

Post irónico (2)

Precisava de uma casa, disse-me ela. Não perguntei porquê mas ela disse-me na mesma: que o marido lhe havia dito que já não podia vê-la.
Estranhei a confissão. Não tínhamos confiança para isso. Mas ela disse-me na mesma. E disse mais: já não aguentava aquela relação, lágrimas a conterem-se nos olhos, sentia-se cansada, os punhos cerrados, sem força e vontade de continuar.
Não mais voltamos a tocar no assunto.
Engravidou entretanto.
Está quase a ser mãe.

Post irónico (1)

Tomou posse como ministra da Defesa, na vizinha Espanha, Carme Chacón, licenciada em Direito, 37 anos, grávida de 7 meses.
Foi em Espanha, poderia ter sido em Portugal.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Porque a beleza não necessita de palavras

Ditos

«Devia existir um registo oficial e diário do que Menezes anda por aí a dizer. Já começa a ser difícil seguir o delírio político».

Vasco Pulido Valente

segunda-feira, 31 de março de 2008

La Vie en Rose

La Môme, no original, realizado por Olivier Dahan, e contando entre outros, com as interpretações de Emmanuelle Seigner, Gérard Depardieu e Marion Cotillard, este filme, ganhador de dois Óscares (melhor actriz e caracterização) deixou-me de lágrimas nos olhos e um nó no coração (ou na alma ou na garganta, ou em todos, não sei bem).
Edith Piaf era uma miúda de rua, que cresceu entre abandonos, sendo "salva" de uma existência ainda mais dura quando lhe descobrem o dom que tem na voz. Isso não a afastou, no entanto, da dependência do alcool e da morfina.
Pequena, dócil mas determinada, insegura mas também desvairada, foi uma mulher que viveu.
Marion Cotillard está magistral na pele da cantora. A ver e rever.

Jornalista - Que conseill pour la vie donnez vous a une femme?
Edith Piaf - Aimez.
Jornalista - Et a une jeune fille?
Edith Piaf - Aimez.
Jornalista - Et a un enfant?
Edith Piaf - Aimez.
- Arranja-me um cigarro? (Acompanhado de gesto de levar um cigarro à boca)
- Hum, hum. (Acompanhado de aceno afirmativo com a cabeça)
- É inglesa?
- Não.
Entrego o cigarro.
- Thank you.

domingo, 30 de março de 2008

E ainda sobre Portishead

Como é possível que, de um corpo tão franzino, saia uma voz tão colossal?

Poderoso, perfeito, Portishead



Casa cheia. Odor a erva. Expectativas ansiosas. Fazem-nos esperar e o nervosinho miúdo cresce dentro de mim. Quero-os no palco. O restante público também, o que se comprova pelas palmas, gritos, pelo burburinho que se sente entre aquelas paredes. E eis que, finalmente, eles estão lá. Uma banda que me acompanha desde há muito, embora nem sempre. Porque, se por vezes as músicas me trazem paz, outras há em que me deixam melancólica, soturna.Dependendo sempre do meu estado de espírito.
Todo o concerto é para mim uma viagem. Deixo-me levar pelas luzes, pelo embalar dos corpos que se movimentam no mesmo ritmo do meu. A voz encarrega-se do resto. Beth Gibbons de seu nome. Fecho muitas vezes os olhos e sinto-me a sorrir. Por vezes expresso-o, outras guardo-o egoisticamente em mim. Porque representam momentos só meus.
Foi lindo, a levar-me a pensar que eu tinha de lá estar. E estive. E adorei.

Constatações XLII

Sinto-me crescida quando, chegando a casa pelas seis e meia da manhã (hora nova), consigo desmaquilhar-me.