
Gostava de concluir este post de forma pomposa mas... faltam-me as palavras.
Cada vez sou menos preconceituosa. Por exemplo, tenho como amigos pessoas que, talvez há uns anos atrás, não quisesse sequer conhecer. Simplesmente pela sua forma de vestir ou de falar. Ou por características da sua personalidade que considerava graves defeitos. Hoje tento aceitá-los como são, tendo aprendido que ninguém é perfeito e que uma pessoa com "graves defeitos" pode ter também enormes encantos. Esta é a minha regra. Uma excepção: pessoas que calçam as sapatilhas da foto. Não consigo levá-las a sério, não percebo como é que alguém com uma mente equilibradamente sã consegue usá-las. Talvez um dia...
(Às sextas, pelas 23 h, na Sic Mulher)
Este anúncio, colocado pelo governo regional da Toscana em jornais e outdoors, e cujo slogan é "A orientação sexual não é uma opção", levou a oposição conservadora a exigir a demissão dos seus responsáveis. «Para comemorar as aparições de Fátima e a construção da quarta maior igreja católica do mundo, monsenhor Luciano Guerra resolveu esclarecer o País sobre o que pensa de divórcio, mulheres, violência doméstica e islamismo.
Com toda a serenidade, numa entrevista à NS, o reitor do santuário de Fátima começa por dar uma lição de tolerância: “Veja-se o caso da burka nos países islamitas. É evidente que algumas mulheres (…) se sentem constrangidas, mas haverá muitas que se sentem muito bem por estarem protegidas, por ter sido sempre assim desde crianças.”
Perante a passividade do jornalista, passa para a lição seguinte – a da prova de amor: “Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos. (…) Eu, pelo menos, ser estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amasse verdadeiramente no resto do tempo, achava que [as agressões pontuais não justificam o divórcio.]”
Perante conclusões como esta, é difícil perceber porque é que cada vez mais católicos se afastam da Igreja. Mas também aí o monsenhor tem uma resposta: “Muito por culpa própria, porque se afastaram para caminhos, enfim… para os caminhos do divórcio, da infidelidade, da corrupção …” Tudo, evidentemente, ao mesmo nível.”»
In Editorial da Sábado
Não gosto de me sentir observada, de cima a baixo, para que o que visto, o que calço, a cor que uso nas unhas, os meus ornamentos possam ser perscrutados ao pormenor.
Não gosto de pessoas que saem sempre à procura de algo mais, o que as impede de se divertirem.
Não gosto de conversas de chacha nem de quem não tem nada de jeito para dizer.
Também não gosto daqueles que opinam sobre tudo, mesmo que isso implique não saber do que se fala.
Não gosto de gente que não é genuína.
Pois é. Mais uma novidade do mundo SONAE. Agora já é possível utilizar o Cartão Cliente do Modelo e Continente como um cartão de pagamento. Além da adesão ser gratuita, as compras efectuadas podem ser pagas em três vezes, sem juros. E com isto, a maioria das famílias portuguesas vai enterrar-se ainda mais no palavrão chamado endividamento.
Este é o nome da série portuguesa que retrata a vida de uma família lisboeta - a família Lopes -, de classe média baixa, oriunda da província, no final dos anos sessenta.
Para além da história da família, "acontecimentos marcantes na vida política, social e desportiva em Portugal e no mundo podem ser aqui descobertos, enquadrados com a trama de cada de episódio. Curiosidades, publicidades, programas de rádio e televisão, locutores e apresentadores e as imagens de Portugal em 1968 marcam também presença para serem conhecidos pelos mais jovens e recordados pelos menos novos.
Apresentam-se na história a evolução da moda, da roupa aos cabelos, as inovações tecnológicas, novos produtos, publicações periódicas, carros e motas... as coisas de um tempo em que telemóveis com máquina fotográfica não seriam mais do que simples alucinação futurista e em que os jovens pensavam no Festival da Canção em vez de em coloridas séries juvenis.
Conta-me como foi retrata, acima de tudo, o modo de viver e pensar de uma sociedade ainda fechada sobre si, os papéis e as ambições sociais de homem e mulher, de jovens e idosos, os tabus de uma época e a gradual e desconfiada abertura a novas mentalidades."
Quando for grande (ou humanamente superior) quero ser como a Alexandra Solnado. Apenas para poder escrever um livro a mãos meias com Deus.
