segunda-feira, 5 de novembro de 2007

E por falar em sonhos...

Tenho sonhado com desencontros, telemóveis, diálogos completamente desconexos, hotéis, encontros com pessoas que já não vejo há anos, tudo isto a uma velocidade e com uma alternância desconcertante, pelo que só posso concluir que, no meu subconsciente, anda uma grande salgalhada.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Constatações XL

Depois de uma noitada muito longa e divertida, não encontro melhor forma de passar a tarde do que completamente aterrada no sofá, a ver aqueles filmes básicos, com algum humor, e que têm sempre um final feliz.

Hoje sinto-me assim...


Porque é bom sonhar...

Percorro, com normalidade, o dia a dia quando, de repente, as ideias surgem tão claras na minha cabeça que o momento se torna assustadoramente bom. Há pessoas, há situações que me levam a esbarrar com o óbvio; se calhar nem tanto... se calhar é este o momento em que deveria esbarrar com esse óbvio... que andou a fermentar, a crescer, a evoluir. Mas parece-me que o óbvio chegou.
Inicio um processo lento, duro, de entrega e disciplina, amargurado por vezes e, sei-o, enriquecedor. E só por isso valerá a pena.
Começa agora, oficialmente, o meu caminho na conquista de um sonho.
Não tenho escrito muito no blog.


Tenho andado por aí, ocupada...

a viver.

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Ir.
Voltar.
Abraçar.
Querer.
Descobrir.
Amar.
Pensar.
Repensar.
Partir.
Viajar.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Hoje sinto-me assim...


Momentos

O sol estava quente, muito quente para um Outono qualquer. Reflectido na água, desenhava linhas de prata sobre o escuro do azul. Lá à frente as casas, graciosas na sua eterna quietude, estavam como que a despertar de uma manhã morna e sombria.
Conversávamos sobre tudo e nada. Depois ficámos calados a deixar aquele belo início de tarde entrar-nos no corpo, expandir-se e ficar.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Sem comentários

«Para comemorar as aparições de Fátima e a construção da quarta maior igreja católica do mundo, monsenhor Luciano Guerra resolveu esclarecer o País sobre o que pensa de divórcio, mulheres, violência doméstica e islamismo.
Com toda a serenidade, numa entrevista à NS, o reitor do santuário de Fátima começa por dar uma lição de tolerância: “Veja-se o caso da burka nos países islamitas. É evidente que algumas mulheres (…) se sentem constrangidas, mas haverá muitas que se sentem muito bem por estarem protegidas, por ter sido sempre assim desde crianças.”
Perante a passividade do jornalista, passa para a lição seguinte – a da prova de amor: “Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos. (…) Eu, pelo menos, ser estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amasse verdadeiramente no resto do tempo, achava que [as agressões pontuais não justificam o divórcio.]”
Perante conclusões como esta, é difícil perceber porque é que cada vez mais católicos se afastam da Igreja. Mas também aí o monsenhor tem uma resposta: “Muito por culpa própria, porque se afastaram para caminhos, enfim… para os caminhos do divórcio, da infidelidade, da corrupção …” Tudo, evidentemente, ao mesmo nível.”»


In Editorial da Sábado

Este blog está...



... em fase de encantamento com este cd.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Factos

Num período em que, mais do que nunca, se fala de colesterol elevado, L-Casei Imunitas, produtos light, diabetes, alimentação saudável, aspartame, obesidade infantil, Bifidus activos, calorias, etc., etc., os Lucros da McDonald`s sobem 27%, só neste trimestre do ano.
E de repente chega uma notícia muito bonita... uma

notícia de luz, de paz, de

que pode acontecer, de acreditar.

Choro - compulsivamente - de alegria... é estranho...

normalmente manifesto

alegria a rir...

Sinto o coração lavado.

E tenho um sorriso no olhar.

Constatações XXXIX

Luís Filipe Menezes também constata.

Passagens

"O facto que acabámos de referir é de todo irrelevante para o decurso da trabalhosa história que vimos narrando e dele não voltaremos a falar, mas, ainda assim, não quisemos deixá-lo entregue à escuridão do tinteiro."


José Saramago in

"As Intermitências da Morte"

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Achados

Este é um objecto que serve para massajar a cabeça.

E só aviso que, depois de se experimentar,

é impossível parar de usar.

Genial.

Gostos

Aproveitando a sugestão da
  • Dona-Redonda
  • :

    Gosto de pessoas que aproveitam a vida, sabendo viver.

    Gosto daqueles que sabem rir-se de si próprios.

    Gosto de conversas acesas sobre convicções com quem defende as suas, mas sem cair no radicalismo de pensar que a sua verdade é única e absoluta.

    Gosto de gente (positivamente) louca.

    Gosto daqueles que conseguem dar, sem estar sempre à espera de algo em troca.

    Gosto de gente genuína.

    terça-feira, 16 de outubro de 2007

    Hoje sinto-me assim...


    Isolou-se de todos os que o conseguiriam compreender. E ajudar, se ao menos ele reconhecesse que necessitava de ajuda. Mas não o reconheceu. Talvez devido aos muitos anos de independência (várias vezes sentida como imposta); aos muitos anos a entrar e a sair de casa, da sua casa, silente, morta e fria. Achara sempre que, mais dia menos dia, alguém iria encher aquela casa de luz. Isso não aconteceu.

    Começou a declinar os convites dos amigos: para jantar, para ir ao cinema, para dançar. Desculpava-se com um ligeiro estado gripal, o cansaço do trabalho, a visita que ia receber. Deitava-se, ao invés, no sofá, olhava para a televisão. Desligava a televisão. Ia até ao computador. Saía do computador. Pousava o livro após a leitura de um parágrafo só. Dirigia-se ao armário dos medicamentos. Um Prozac. Não, um só não. Um whisky. Regressava ao sofá e olhava o tecto. Finalmente alguma coisa que lhe agradava observar. O tecto, branco e liso e com sombras. Voava até à infância e criava objectos com as sombras, como gostava de fazer com as nuvens do céu. E assim se deixava ficar. Deixava-se sempre adormecer (naquele torpor).

    Deixou de atender os telefonemas dos amigos. Eram chatos, não gostava de estar com eles, as suas conversas eram fastidiosas. Não queria saber. Passava os dias a sonhar com a noite. A noite, para ele tão quente e aconchegante. De manhã era horrível ter de se levantar. Começou a tomar um Prozac. Era-lhe tão mais fácil...
    As pessoas começaram a notar. A apatia, os olhos vazios esbugalhados, à procura nunca ninguém soube muito bem do quê. Nunca ficaram a saber.

    Uma noite, já perdida a conta aos comprimidos e ao álcool, decidiu que queria ver o mar. E foi, aos tropeções nos seus pensamentos. Admirou-o, belo, com recortes de luar. Huumm, como lhe iria saber bem sentir a água contra a sua pele, gélida e tranquila. Mergulhou.
    Não voltou.

    segunda-feira, 15 de outubro de 2007

    (Anti-) Gostos

    Não gosto de pessoas que passam a vida a falar dos outros porque não querem falar de si.

    Não gosto de me sentir observada, de cima a baixo, para que o que visto, o que calço, a cor que uso nas unhas, os meus ornamentos possam ser perscrutados ao pormenor.

    Não gosto de pessoas que saem sempre à procura de algo mais, o que as impede de se divertirem.

    Não gosto de conversas de chacha nem de quem não tem nada de jeito para dizer.

    Também não gosto daqueles que opinam sobre tudo, mesmo que isso implique não saber do que se fala.

    Não gosto de gente que não é genuína.

    Pois é. Mais uma novidade do mundo SONAE. Agora já é possível utilizar o Cartão Cliente do Modelo e Continente como um cartão de pagamento. Além da adesão ser gratuita, as compras efectuadas podem ser pagas em três vezes, sem juros. E com isto, a maioria das famílias portuguesas vai enterrar-se ainda mais no palavrão chamado endividamento.