quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Constatações XXXVIII

Estou com o corpo completamente dorido, consequência de duas horas de ginástica intensa, após ter estado parada uns meses. E sabe tão beeemmm...

Padrão Burberry

Vi uma mulher com as unhas
pintadas assim.
Medo, muito medo!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Passagens

"Poder-se-ia pensar que, após tantas e tão vergonhosas cedências como haviam sido as do governo durante o sobe-e-desce das transacções com a máphia, indo ao extremo de consentir que humildes e honestos funcionários públicos passassem a trabalhar a tempo inteiro para a organização criminosa, poder-se-ia pensar, dizíamos, que já não seriam possíveis maiores baixezas morais. Infelizmente, quando se avança às cegas pelos pantanosos terrenos da realpolitik, quando o pragmatismo toma conta da batuta e dirige o concerto sem atender ao que está escrito na pauta, o mais certo é que a lógica imperativa do aviltamento venha a demonstrar, afinal, que ainda havia uns quantos degraus para descer."

José Saramago in

"As Intermitências da Morte"
Quando nos conhecemos, escolhi-te para mim, imediatamente, inconsequentemente, subconscientemente. Mas não o sabia. Soube-o depois, quando mo contaste. Quando me segredaste esse teu segredo que passou a ser meu também. Porque já era meu e não o sabia.
A partir daí fomos cultivando segredos. Só nossos. Pequenos tesouros escondidos dos outros. Não por malícia. Não por pudor. Apenas porque há facetas nossas que só mostramos às outras metades de nós.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Por que é que?

Quando estou a terminar de comer o último de 5 quadrados de chocolate é que me apercebo do quão delicioso ele é - o que me obriga a ir buscar mais 5?

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Virtualidades

Conheceram-se pela Internet, num qualquer chat de conversação. Descreveram-se fisicamente, acrescentando-se centímetros e retirando-se gramas, fantasiando sobre a cor dos olhos ou o tom do cabelo.
Gradualmente, os encontros tornaram-se mais frequentes, as palavras trocadas mais íntimas e, dali a nada, estavam apaixonados.
Mais umas semanas nisto e decidiram conhecer-se. Marcaram encontro num café.
Ela pintou o cabelo, ele foi para o ginásio uma manhã inteira. Ela colocou unhas postiças, ele lentes de contacto. E foi naquele café que trocaram o primeiro beijo.
Começaram a namorar. Estavam juntos às vezes, quando o trabalho o permitia e a relativa distância que os separava se encurtava. No resto do tempo namoravam por Messenger, mail, trocavam fotos e juras de amor.
Quando fizeram um ano de namoro ele enviou-lhe um ramo de flores virtual.
Nunca mais a viu.

"Conta-me como foi"

Este é o nome da série portuguesa que retrata a vida de uma família lisboeta - a família Lopes -, de classe média baixa, oriunda da província, no final dos anos sessenta.

Para além da história da família, "acontecimentos marcantes na vida política, social e desportiva em Portugal e no mundo podem ser aqui descobertos, enquadrados com a trama de cada de episódio. Curiosidades, publicidades, programas de rádio e televisão, locutores e apresentadores e as imagens de Portugal em 1968 marcam também presença para serem conhecidos pelos mais jovens e recordados pelos menos novos.
Apresentam-se na história a evolução da moda, da roupa aos cabelos, as inovações tecnológicas, novos produtos, publicações periódicas, carros e motas... as coisas de um tempo em que telemóveis com máquina fotográfica não seriam mais do que simples alucinação futurista e em que os jovens pensavam no Festival da Canção em vez de em coloridas séries juvenis.
Conta-me como foi retrata, acima de tudo, o modo de viver e pensar de uma sociedade ainda fechada sobre si, os papéis e as ambições sociais de homem e mulher, de jovens e idosos, os tabus de uma época e a gradual e desconfiada abertura a novas mentalidades."


Com excelentes actores portugueses, onde destaco Miguel Guilherme e Rita Blanco, a série é imperdível. Aos Domingos à noite, na RTP 1.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Este fim de semana este blog estará assim...



(Por isso, é favor fazer pouco barulho.)


quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Será isto o raciocínio lógico-dedutivo?

1. Ontem, Manuel Pinho, face à questão que lhe foi colocada por jornalistas, relativa à decisão do Supremo Tribunal Administrativo (que mandou desligar a linha de muito alta tensão entre Trajouce e Fanhões, no concelho de Sintra), ignorou-os, dirigindo-se de seguida para um qualquer gabinete.

2. A revista Sábado desta semana, na reportagem sobre o ministro, refere que "Manuel Pinho é espontâneo, mas a espontaneidade em política é quase sempre um risco. O ministro da Economia tornou-se conhecido pelas gafes, por decretar cedo demais o fim da crise ou anunciar novos postos de trabalho que afinal não eram novos."

Conclusão: Manuel Pinho é leitor da Sábado.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Pergunta difícil

O que é que é pior: um sítio com boa música e um péssimo ambiente ou um outro com música intragável mas um ambiente aceitável?
Saía porque isso significava que não ficava em casa. E ficar em casa significava que tinha desistido. De procurar corpos que, como o seu, procuravam corpos. De procurar olhares, insinuações, palavras sussurradas entre dentes que o fizessem sentir-se querido. Atraente. Vivo. De procurar o toque, dissimulado, entre duas bebidas pedidas no bar.
Saía porque se recusava a (querer) acreditar que a noite já pouco lhe dava. E arrastava-se na ânsia de memórias há muito vividas, há muito perdidas.
Saía porque o que lhe restava era ficar em casa. Na sua casa, que tão sua a sentia. Mas isso parecia-lhe uma forma de desistir. De se acomodar ao que os dias lhe davam (?). Às noites sós. Lentamente saboreadas, mas sós.
Saía porque sim. Porque gostava de ser visto, falado, observado. Gostava do cheiro da noite, dos à-vontades inventados por copos e charros.
De repente, como que apanhado numa bola de neve de nada, deixou de sair.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Sapiência(s)

«O primeiro grande perigo que ameaça África é o seu isolamento, a sua marginalização, a falta de atenção por parte da comunidade internacional aos dramas e problemas com que ela se debate

Boutros Boutros-Ghali

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Este blog anda a descobrir...








"É preciso ousar ser o que se é,

manter-se assim firmemente, e,

chegado o momento,

é preciso saber ceder o lugar

aos novos deuses.

É preciso saber morrer."



Gabriel Matzneff

Etiqueta(s)

Sou uma rapariga de boas maneiras. A maior parte do tempo. Mas há certas regras de etiqueta que me escapam. Por exemplo, li uma vez que a verdadeira elite social não deseja bom apetite aos companheiros de refeição. Isso é que é chique. Socialmente correcto. Pois bem, transgrido deliberadamente. Não me importo se é ou não socialmente correcto, desejo sempre uma boa refeição a quem me acompanha. Diga o que disser a Srª. D. Paula Bobone, essa ave rara da sociedade portuguesa.
Outra imposição que me enerva um bocadinho é aquela de não poder pôr os cotovelos em cima da mesa. Está bem, não se deve comer com os braços abertos, a ocupar um monte de espaço. Mas a limitação não podia abranger só um cotovelo? Eu bem que tento, mas sempre que dou por mim estou com o dito apoiado na mesa. E, caso contrário, onde é que o coloco? Como é que consigo fumar convenientemente um cigarro após a refeição? Saboreá-la simplesmente?
Recuso-me. Não sou facilmente etiquetável...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Constatações XXXVI e XXXVII

Não nasci, definitivamente, para a bricolage.


Quando for grande (ou humanamente superior) quero ser como a Alexandra Solnado. Apenas para poder escrever um livro a mãos meias com Deus.

Viagens gastronómicas

"La Française" é um pequeno restaurante situado no n.º 15 - A da Praça Velha de Braga. Embora a ementa não seja grande ou variada, arriscamos jantar na esplanada, aconselhados por turistas ingleses que nos diziam ser maravilhoso. E é. Foi maravilhoso pelo prato de crepes recheados de queijo fresco, fiambre, presunto, salmão, acompanhado de uma excelente salada. Pelas deliciosas tartes de framboesas. Pelo excelente vinho tinto. Pela companhia, claro. E pela simpatia da dona, francesa, que, vivendo já há dez anos pelo Ribatejo, decidiu mudar-se para o norte do país. Quer ter um restaurante grande, um dia, mas agora contenta-se com uma amostra de cozinha, que a limita na criação, mas que lhe permite dar a conhecer aos outros refeições como aquelas "que fazia em casa".
Um mimo.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

"À prova de morte"
















Tenho lido e ouvido que esta é uma obra menor do Tarantino.
Não concordo.



Regresso ao trabalho

Estou atrasada. Já são 9h15m e encontro-me ainda no meio do tráfego da cidade. Finalmente consigo chegar ao meu atalho, que é de um sentido só. De um carro parado à minha frente saem as crianças para a escola. Ok. Eu espero! As crianças entram na escola e o carro continua por lá parado. Após uns segundos de espera buzino, até porque bastava encostar um pouquinho para eu poder passar. E o homem, o imbecil, começa a esbracejar e a dizer barbaridades, concerteza, que não o consegui ouvir. Ao que respondi com o meu esplêndido humor matinal propagado pelo atraso. Abstenho-me de dizer como.
Entretanto sai uma senhora da escola, dirigindo-se para o carro e, ao ver o outro esbracejar, começa a fazer o mesmo. Agora o ridículo da situação faz-me rir.
Mas na altura não foi isso que senti. Muito bem, pensei eu, começamos muuiittoo beemmm...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Interrupção

Interrompo as férias por uns minutos. Porque tenho saudades. De escrever. De ser lida. Sobre o que tenho vivido. E o que tenho vivido nem sempre é positivo, mas acaba por sê-lo, não é? Porque o que não mata engorda, dizia a minha avó quando eu era criança. E aprendi, vou aprendendo, vou conhecendo realidades novas e passando por experências novas que, quando regressar, hei-de contar. Partilhar. E, cada vez mais, sinto a partilha como uma das experiências mais bonitas da vida. Um dia escrevo um post sobre a partilha. Mas este não é o momento. Interrompo as férias por uns minutos. Já não. Até já.