quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Entraste-me na vida sem pedir. Inundaste-a de serenidade e de alegria e saudade. E de amor. Encheste-me de amor. E de dúvidas sobre como, quando, porquê.
O tempo passou, com os seus dias escorridos, rápidos, idos. Com momentos lindos, só meus e teus e nossos. Com altos e baixos. Com discussões e lágrimas também. Com tudo aquilo que faz uma determinada relação ser especial. E fizeste (continuas a fazer) sentir-me especial. Levaste-me, puxada pela tua mão, a acreditar no sempre, aquele das narrativas de encantar, que por vezes pensamos só existir nos livros. Velhos e gastos, de tantas vezes por tanta gente lidos na esperança do acontecer.
Lembras-te das nossas conversas sobre o futuro? Das viagens, da ternura de quem já quase tudo viveu, dos filmes, músicas e livros partilhados? Dos passeios a olhar o mar? Dos abraços que nos tornam apenas em um? Do doce enlaçar dos corpos na nossa cumplicidade tão facilmente construída?
Lembras-te, eu sei. Sente-lo tal como eu.
E o tempo que passou parece não ter passado. Olho-te e vejo-te como na primeira vez.
E podia dizer agora que te amo, como nunca pensei possível ou real. Mas não o direi. Porque há palavras desnecessárias quando sentes o meu olhar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Perguntinha após pequena divagação

O Messenger é uma excelente forma de comunicação. Desde logo porque é gratuito. Permite-nos "falar" com pessoas com as quais, de outra forma, não o faríamos, pelo menos tão amiúde. Em certas situações pode substituir o telemóvel (embora se perca autenticidade). Então, porque raio é que existem pessoas que teimam em utilizar o Messenger para enviar, a meio de cada frase, ou mesmo palavra, bonecos completamente despropositados? Será uma espécie de zoo particular?

Hoje sinto-me assim...

EM LIBERTAÇÃO

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Correcção à última constatação:

Detesto quase toda a gente que está a ir de férias.

Vá lá, desculpem-me o exagero.

Tributo

Lembro-me de certa vez em que uma colega de liceu me disse, do alto dos seus 16 anos: "Se a vida já é uma seca com música, imagina-a sem ela!".
Ultrapassando o pretenciosismo da frase, pela falsa vivência que lhe permitisse discorrer sobre a seca da vida, aquilo ficou-me. E às vezes lembro-me desse momento e dessa frase.
Transmite-nos paz ou energia ou extâse, ou vontade de dançar e cantar e pular.
Sem música não existiriam concertos. Não existiriam momentos mágicos que só acontecem assim. Não existiriam canções que sinto como feitas para mim.
Por isso, este é um tributo, meu e sentido, à música. De todos os géneros. Porque sem ela a vida seria uma grande, grande seca!

Constatações XXXIV

Detesto toda a gente que está a ir de férias.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Eu quero ir ver




Mas o que é que se passa?

Será que o Simão Sabrosa ganhou um Nobel

e eu não soube de nada?

terça-feira, 24 de julho de 2007

Coisas da Profissão

Estou a trabalhar em conjunto com uma colega, numa tarefa urgente, que me está sempre a dizer que não sabe se conseguimos terminar a horas.
Pensei em perguntar-lhe se ela já experimentou executar o trabalho, de forma contínua, durante 5 minutos sem falar. Mas isso era tema de conversa para, sensivelmente, 3 horas.
Acabei por desistir.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Hoje este blog...



... encontra-se neste estado...

Enfim...

De acordo com o Diário Digital de hoje, o INEM recebeu, no ano passado, 24 mil chamadas falsas, o que motivou a saída de 9 mil ambulâncias.
Ora, dividindo as 24 mil chamadas por 365 dias chega-se a uma média aproximada de 66 chamadas por dia.
Fiquei chocada. E envergonhada. Como é possível que existam tantas pessoas com um concentrado tão grande de estupidez no cérebro?
Um conselho: que tal tornar a brincadeira um pouco mais realista? Um corte nos pulsos ou um tiro na cabeça era suficiente.

Constatações XXXIII

Esta foi uma semana de novidades, reencontros, festejos, viagens, conversas, vinho fresco à beira-mar, trabalho, risos, confissões, surpresas, desgaste, abraços...
Tudo isso explica o cansaço sentido no corpo.
Preciso de dormir.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Banda sonora da semana




A(mar)

Caminhei sobre as pedras da calçada, já tantas vezes pisadas pelo tempo, pelas gentes, pela chuva e pelo sol.
E estava sol, naquele final de tarde em que pensava, melancólica, na vida, vivida e minha.
Escolhi uma esplanada em frente ao mar. Porque o mar tem sempre esta capacidade de me amenizar os sentidos, acalmar ondas turbulentas que, por vezes, me rebentam, espumosas.
E deixei-me assim ficar durante muito tempo. A deixar o azul profundo invadir-me, hipnotizar-me com o seu poder, com o seu ir e vir, ir e vir, ir e vir...
Largos minutos depois (ou terão sido horas?) sentia-me calma, apaziguada.
Voltei para casa pelas mesmas pedras da calçada, pisadas pelo tempo, pelas gentes, pela chuva e pelo sol. O céu escurecia em tons laranja e rosa. Podia voltar. À minha doce vida, vivida e minha.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

"Só quando tiver 70 anos

é que vou tocar e cantar em casinos e hotéis."

Jorge Palma in Diário de Notícias

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Constatações XXXII

Parece que começou, oficialmente, a época de fogos deste Verão.

Hoje sinto-me assim...


Aaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh*

(* Será que posso tirar uma semana de férias da vida adulta?)

A Vela

Este fim de semana, enquanto passeava, vi uma situação que me levou a recordar tempos já antigos. Num muro à beira-mar, estava sentado um jovem casal de namorados, ora aos beijos, ora aos abraços, ora em carinhos e carícias, ora em sussurros ao ouvido seguidos de risinhos contidos e tímidos. Até aqui, tudo normal. Mas, ao lado do casal de enamorados, lá estava esta ilustre figura de que já não tinha memória: a chamada "vela". Neste caso, um rapaz, talvez amigo do elemento masculino do casal, que olhava para o mar, para as pessoas que passavam, para o céu e, por vezes, espreitava pelo canto do olho para ver os beijos, enquanto rezava, digo eu, para que o casalinho se despachasse ou, então, lhe arranjasse uma moça para igual relacionamento.
Não consegui conter um sorriso, de memórias quase esquecidas, de quem já passou pelo mesmo. Nas duas variações.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

- O que esperas?

- Que Deus me devolva a minha vida.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Constatações XXXI

Pior do que ter de aturar o meu mau humor matinal
é ter de aguentar o mau humor matinal dos outros.