quarta-feira, 4 de julho de 2007

Genialidade

















AMEDEO CLEMENTE MODIGLIANI

(1884-1920)

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Portugal (continua) no seu melhor

Acabei de ouvir a seguinte notícia: a Directora da Sub-Região de Saúde de Castelo Branco emitiu uma comunicação interna segundo a qual a correspondência enderaçada aos funcionários será aberta, "desde que oriunda de qualquer serviço público ou outro".


1. Não acho ética a recepção de correspondência no local de trabalho. No entanto, tal nunca pode desculpabilizar a prática de um crime: a violação de correspondência. Talvez mais valesse a proibição da recepção de correspondência particular no serviço, não?


2. Gostava de saber o que é "oriunda de qualquer serviço público ou outro"; abrangerá as cartas vindas de serviços privados? Por exemplo, de bancos, do videoclube ou da cabeleireira?

Constatações XXX

Começo a detestar mecânicos quase tanto como taxistas. Com a pequena diferença de que, neste caso, os mecânicos não têm culpa nenhuma.
Achou que ele a tocava de forma especial. Talvez não tocasse assim as outras mulheres. Talvez que a quisesse a ela, tanto como ela o começava a desejar. Os convites sucederam-se ao ritmo da vontade de estar. Não o convidava apenas a ele, não, era muito arriscado. Convidava um grupo restrito de amigos. Para tomarem um copo, para conversarem e rirem. E ele nunca se recusou.
Imaginou como seria acordar com ele na sua cama, sempre tão grande e abandonada. Imaginou o toque, as mãos entrelaçadas em fôlegos de prazer, as palavras que ele lhe diria ao ouvido. Imaginou os jantares a sós, à luz das velas e ao som de música clássica, o sexo, quente e rápido.
Começou a construir uma cumplicidade inventada.
Até que chegou a noite. Aquela que ela havia imaginado como perfeita. Saíram, divertiram-se, dançaram até de madrugada. Riram, conversaram. Quando, já o sol despontava lá ao fundo no horizonte, e a cidade começava a acordar, ele disse-lhe que ia para casa. Tal como ela tinha esperado e ansiado e imaginado vezes sem conta. Chegara o momento. O momento em que ela lhe diria: Não vás. Fica na minha. E ele ficaria. E seguiriam a passos juntos, a roupa caída pelos degraus da escada, os corpos abandonados à nudez e ao desejo.
Disse-lhe: Não vás. Fica na minha casa.
Mas ele foi. E com ele partiram todos os sonhos inventados e desejados que lhe passaram vezes e vezes pelo olhar. Seguiu a passos sós para a sua casa só.
Quando chegou, deitou-se na cama sem se despir. E chorou, uma vez mais, a sua solidão.

domingo, 1 de julho de 2007

Hoje sinto-me assim...


Coisas de gajas

É conversar no Messenger com uma amiga que está longe e, quando nos despedimos, dizermos lamechices típicas do sexo feminino (de que eu gosto) e enviarmos um coração!

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Hoje este blog acordou com grelos

O prémio "Blogue com Grelos", destina-se a distinguir a escrita no feminino, em toda a net lusófona. Não serão permitidas nomeações de blogues de escrita no masculino ou com participação masculina."

Este é o pressuposto. A Poca, cantora em ascensão e blogger nos tempos livres, achou que este era um blog com grelos e, por isso, concedeu-me este award, moda muito em voga na blogosfera.
Supostamente, deveria nomear cinco blogs femininos que considere terem grelos. Não o vou fazer. Porque sou contra o feminismo ou o machismo, ou qualquer outro estereótipo que divida homens/mulheres.

De qualquer forma, não é todos os dias que o nosso blog é tido como tendo grelos (signifique isso o que queira significar). Obrigada.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

A Terra Prometida


"Poder dormir
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz p’ra se morrer em paz"


Vinicius de Moraes

terça-feira, 26 de junho de 2007

"Nem um soberbo grau de inteligência,

nem a imaginação, nem os dois juntos

servem para fazer um génio.

Amor,

amor,

amor,

é essa a alma do génio."

Wolfgang Amadeus Mozart
Se eu fosse escritora ou poeta as palavras sair-me-iam brandas e leves. Ou talvez não. Talvez que me tivesse de embriagar de vida e de álcool ou de outra coisa qualquer. Talvez que tivesse de passar noites em branco ansiando pela dádiva tão independente chamada inspiração.

Se eu fosse escritora ou poeta talvez as palavras me soassem a estrelas e deslizassem no caderno. Como água numa cascata, rápida e certa. Talvez que tivesse de viver permanentemente uma dor não correspondida, um amor de uma metade só.

Se eu fosse escritora ou poeta talvez enchesse cadernos de palavras só por mim entendidas, só para mim escritas. Talvez que todos os males me parecessem dramas, pequenos vulcões em erupção.

Mas eu não sou escritora ou poeta. As palavras não me saem, ficam aprisionadas em véus que eu própria criei. Ao invés, caem-me as lágrimas, que no fundo não são mais do que palavras gritadas em silêncio, que me fazem voltar ao mundo real.

Constatações XXIX

Joe Berardo, além de investidor e grande coleccionador de arte contemporânea, parece ser o mais recente analista político-cultural-desportivo-financeiro-e-com-opinião-sobre-mais-qualquer-coisa-que-lhe-venha-a-ser-perguntado.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Hoje continuo a sentir-me assim...















À espera de notícias muito importantes... (Parte II)

terça-feira, 19 de junho de 2007

Ditos

Segundo a última edição da revista Sábado, José Sócrates, na entrevista que deu a semana passada à Reuteurs, pronunciou de forma errada várias palavras e cometeu alguns erros gramaticais. No seu Inglês Técnico. Gostei particularmente desta: Sócrates deveria ter falado em "djoint cooperation" e, ao invés, disse "joint cooperation", que é o mesmo que falar da cooperação do charro.
Ó Sr. Primeiro-Ministro, e não nos dizia nada? E quem é que vão ser os parceiros?

Hoje sinto-me assim...












À espera de notícias muito importantes...

Dúvidas existenciais

Não gosto de intromissões. Não gosto de perguntas indiscretas sobre mim, ou sobre a minha vida, tal como as não faço. Não gosto de mexericos, de boatos. Não gosto de espreitar a janela das casas dos outros. Não gosto que o façam na minha. Esta é a minha regra. Agora a excepção, que me anda a moer em forma de dúvida: Conheço alguém (a quem, se não posso chamar de amiga na plenitude do termo, posso designá-la de algo como companheira de viagens) que está com um problema, que eu afirmaria ser grave. Penso que é. Essa pessoa não pensa nisso sequer. Porque para ela, não há nada em que pensar. Digamos que age como um alcoólico na fase da negação. Não sei se deveria falar com ela. Aqui está a questão da intromissão. Nem sei, aliás, se surtiria grande efeito se o decidisse fazer. Não sei o que fazer. Ponto.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

"Quando Nietzsche chorou"

Josef Breuer, médico vienense e, nomedamente, mentor de Freud, é levado a conhecer Nietzsche. É daqui que nasce uma grande amizade, pontuada por excessos, omissões, confissões, pequenas mentiras e grandes verdades, ilusões, entregas.
Irvin D. Yalom, o autor, demonstra conhecer profundamente o pensamento de Nietzsche, criando ficção a partir de personagens verdadeiras. Um livro muito bem estruturado, que se foca no suposto início da psicanálise (embora, na realidade, ela só tenha surgido anos depois).
Durante a sua leitura, em que várias vezes me demorei em parágrafos a tentar descontruí-los, dissecá-los, (re)lembrei-me de que muitas vezes associamos características às pessoas quando, na realidade, elas simplesmente materializam os significados que lhes atribuímos.


quinta-feira, 14 de junho de 2007

Hoje este blog acordou assim...


Constatações XXVIII

Mais chato do que ler um texto cheio de nada, é constatar que o mesmo está pejado de erros ortográficos.

Allgarve

Está bem escolhido, sim senhor.
É que, ultimamente, é por lá que acontece tudo.

A voltar

Depois de uns tempos desligada volto à normalidade dos dias. Fala-se de corrupção, de denúncias, de esquemas, de diz que disse. Está quase a estrear o novo filme do Michael Moore. Assunto: Guantanamo. O aeroporto. Ota. Não-Ota. Quase-Ota. Os Gato Fedorento têm nova publicidade. Os jornalistas fazem perguntas cujas respostas são completamente previsíveis. Dizem-se piadas sobre desertos e atentados em pontes. A administração pública continua a esbanjar dinheiro sem que ninguém se lembre de que, legalmente, há a obrigação de repôr. Fazem-se queixinhas. Maddie. Ou está muito calor ou prevêem-se inundações. A pedofilia continua em alta. As televisões mostram reportagens de fazer chorar as pedras da calçada.
Tudo tão diferente, tudo tão igual.