O prémio "Blogue com Grelos", destina-se a distinguir a escrita no feminino, em toda a net lusófona. Não serão permitidas nomeações de blogues de escrita no masculino ou com participação masculina."quinta-feira, 28 de junho de 2007
Hoje este blog acordou com grelos
O prémio "Blogue com Grelos", destina-se a distinguir a escrita no feminino, em toda a net lusófona. Não serão permitidas nomeações de blogues de escrita no masculino ou com participação masculina."quarta-feira, 27 de junho de 2007
A Terra Prometida

"Poder dormir
Poder morar
Poder sair
Poder chegar
Poder viver
Bem devagar
E depois de partir poder voltar
E dizer: este aqui é o meu lugar
E poder assistir ao entardecer
E saber que vai ver o sol raiar
E ter amor e dar amor
E receber amor até não poder mais
E sem querer nenhum poder
Poder viver feliz p’ra se morrer em paz"
Vinicius de Moraes
terça-feira, 26 de junho de 2007
Constatações XXIX
quarta-feira, 20 de junho de 2007
terça-feira, 19 de junho de 2007
Ditos
Dúvidas existenciais
sexta-feira, 15 de junho de 2007
"Quando Nietzsche chorou"
Josef Breuer, médico vienense e, nomedamente, mentor de Freud, é levado a conhecer Nietzsche. É daqui que nasce uma grande amizade, pontuada por excessos, omissões, confissões, pequenas mentiras e grandes verdades, ilusões, entregas. quinta-feira, 14 de junho de 2007
Constatações XXVIII
A voltar
quinta-feira, 31 de maio de 2007
terça-feira, 29 de maio de 2007
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Diário de Maria
Confissões
E acontece-te.
Pela 1ª vez.
Mas um dia, antes, já tinhas pressentido que iria acontecer.
Pensavas nisso como mais um obstáculo que tivesses de ultrapassar para estar ainda mais perto do que chamas maioridade.
Tomas uma atitude.
Com a qual não concordas.
Tens consciência, plena, de que é errada.
Acha-la moralmente criticável.
Mas toma-la.
Porque sim, porque é a única coisa que podes fazer.
Para pagar uma dívida que se chama gratidão.
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Edital
domingo, 20 de maio de 2007
Futebolices
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Fait-divers

P.S.: Não tem nada que agradecer.
E porque...
quinta-feira, 17 de maio de 2007
Politiquices
Pérolazinha
quarta-feira, 16 de maio de 2007
Delírios infantis
terça-feira, 15 de maio de 2007
O Estado das Coisas
(Des)confiança
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Venus
Intérpretes: Peter O`Toole, Jodie Whittaker,
Leslie Phillips, Richard Griffiths,
Vanessa Redgrave
Grã-Bretanha, 2006
A velhice vista de uma forma satírica, irónica, crua. Verdadeira.
A redescoberta do desejo.
O querer sexual e a impossibilidade de o concretizar.
Um quase regresso à infância.
Os devaneios de um velho.
Sábio e louco e delicioso...
Os arrufos. As mágoas.
O saber-se tão pouco depois de se ter vivido tanto.
As loucuras de quem já nada tem a provar.
A morte.
quinta-feira, 10 de maio de 2007
Constatações XXVI
quarta-feira, 9 de maio de 2007
Passagens
terça-feira, 8 de maio de 2007
Realizador: Mennan YapoShow(zinho)
segunda-feira, 7 de maio de 2007
Constatações XXIV
sexta-feira, 4 de maio de 2007
Amanhã
quinta-feira, 3 de maio de 2007
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Constatações XXIII
+
Estrela da Manhã
Numa qualquer manhã, um qualquer ser,
vindo de qualquer pai,
acorda e vai.
Vai.
Como se cumprisse um dever.
Nas incógnitas mãos transporta os nossos gestos;
nas inquietas pupilas fermenta o nosso olhar.
E em seu impessoal desejo latejam todos os restos
de quantos desejos ficaram antes por desejar.
Abre os olhos e vai.
Vai descobrir as velas dos moinhos
e as rodas que os eixos movem,
o tear que tece o linho,
a espuma roxa dos vinhos,
incêndio na face jovem.
Cego, vê, de olhos abertos.
Sozinho, a multidão vai com ele.
Bagas de instintos despertos
ressuma-lhe à flor da pele.
Vai, belo monstro.
Arranca
as florestas com os teus dentes.
Imprime na areia branca
teus voluntariosos pés incandescentes.
Vai
Segue o teu meridiano, esse,
o que divide ao meio teus hemisférios cerebrais;
o plano de barro que nunca endurece,
onde a memória da espécie
grava os sonos imortais.
Vai
Lábios húmidos do amor da manhã,
polpas de cereja.
Desdobra-te e beija
em ti mesmo a carne sã.
Vai
À tua cega passagem
a convulsão da folhagem
diz aos ecos
«tem que ser».
O mar que rola e se agita,
toda a música infinita,
tudo grita
«tem que ser».
Cerra os dentes, alma aflita.
Tudo grita
«Tem que ser».
António Gedeão
terça-feira, 1 de maio de 2007
Bom dia!
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Perguntinha
Modas?
sábado, 28 de abril de 2007
Constatações XXII
sexta-feira, 27 de abril de 2007
(Mini) conversa
Pai: Então tu entras para a estrada sem olhares para trás, para ver se vem algum carro?
Filha: Ó paaiiii, já ouviste falar de espelhos retrovisores??!? Eles não servem só para as mulheres pintarem os lábios!!!
Moral:
Nunca deixem que os vossos pais vos acompanhem enquanto conduzem
(pelo menos se for como o meu).
Divagações
quarta-feira, 25 de abril de 2007
E porque hoje é 25 de Abril (2)
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Para ti, M.
domingo, 22 de abril de 2007
Diário de um Escândalo

sábado, 21 de abril de 2007
Imbecilidades
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Tesourinho caseiro-deprimente
Passagens
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Coisas de gajas
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Constatações XX
Empatia
s. f.,
capacidade psicológica para se identificar com o eu de outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas.
É, porventura, um dos conceitos mais interessantes, se a ele nos quisermos dedicar. Presumo que um psicólogo possa explicá-lo com mais facilidade do que os demais. Eu não. Não sei explicá-lo mas, raras vezes, vivencio-o. Refiro-me à empatia imediata: Conhecemos alguém e sentimos uma qualquer afinidade incompreendida com ela. Há um click, uma química natural que surge não sei porquê.
Há tempos conheci uma pessoa com a qual empatizei imediatamente. E foi recíproco. Porque é que entre duas pessoas, que nunca se viram, surge este sentimento de proximidade cerebral tão de repente? Como é que surge?
A sua beleza resida talvez neste mistério, nesta incompreensão, neste quase nunca... que às vezes se torna real.
domingo, 15 de abril de 2007
Apontamento(s) televisivos(s)
Passagens
Não me parece que a maioria das pessoas partilhe deste tipo de angústias. As pessoas aproveitam todas as oportunidades para falarem de si mesmas com uma sinceridade espantosa. Dizem coisas do género: «Sou de tal maneira franco e honesto que até parece mal», ou então: «Sou demasiado vulnerável e tenho problemas no relacionamento com os outros», ou ainda: «Tenho muito jeito para compreender os sentimentos dos outros.» Contudo, houve muitas vezes em que vi pessoas que se diziam «vulneráveis» magoarem outras sem motivo aparente. Vi pessoas com um perfil «franco e honesto» usarem desculpas esfarrapadas para obterem o que desejavam a qualquer preço. Quanto àqueles que têm um jeito especial para compreender os verdadeiros sentimentos dos outros, vi-os deixarem-se enganar pela forma mais grosseira de lisonja. Tudo isto me leva a fazer a seguinte pergunta: que sabemos, na realidade, de nós mesmos?"
quarta-feira, 11 de abril de 2007
segunda-feira, 9 de abril de 2007
sábado, 31 de março de 2007
Diálogos (ou: Consequências de uma vida moderna)
Sobre os Ornatos
Sexta-feira à noite. Vinte e duas horas e treze minutos. Estou em casa, sozinha, em frente ao computador, a trabalhar (se me dissessem, há algum tempo atrás, que um dia poderia ficar nesta noite, em casa, a fazê-lo, diria à pessoa que ela estaria maluca e, eventualmente, rir-me-ia da afirmação; mas às vezes tem mesmo de ser e, neste momento, faço-o com agrado – talvez consequência de gostar daquilo que faço; no fundo até me sabe bem, pelo facto de este trabalho só poder ser feito por mim: dá-me a sensação, falsa é certo, mas ainda assim agradável, de imprescindibilidade). As velas, acesas, romantizam a sala. Escolhi por companhia um copo de um bom tinto (*) e Wim Mertens. Parece que as palavras me saem ao ritmo das suas mãos no piano. Fortes na sua imensa serenidade. Poderosas. Belas… tão belas que por vezes parecem sobrenaturais. Tal como a sua linguagem inventada… Que me elevam, que me transcendem. Que, sobretudo, me dão muita paz. E nesta paz permaneço. E nesta paz procuro continuar.
* Tal como já o tinha afirmado, especialmente ao Funes :)
sexta-feira, 30 de março de 2007
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Perguntinha
quinta-feira, 29 de março de 2007
(Ainda) sobre a relatividade
"A mente é um lugar muito próprio
e em si mesma pode fazer do inferno um paraíso,
e do paraíso um inferno."
John Milton




























