quinta-feira, 14 de junho de 2007

Hoje este blog acordou assim...


Constatações XXVIII

Mais chato do que ler um texto cheio de nada, é constatar que o mesmo está pejado de erros ortográficos.

Allgarve

Está bem escolhido, sim senhor.
É que, ultimamente, é por lá que acontece tudo.

A voltar

Depois de uns tempos desligada volto à normalidade dos dias. Fala-se de corrupção, de denúncias, de esquemas, de diz que disse. Está quase a estrear o novo filme do Michael Moore. Assunto: Guantanamo. O aeroporto. Ota. Não-Ota. Quase-Ota. Os Gato Fedorento têm nova publicidade. Os jornalistas fazem perguntas cujas respostas são completamente previsíveis. Dizem-se piadas sobre desertos e atentados em pontes. A administração pública continua a esbanjar dinheiro sem que ninguém se lembre de que, legalmente, há a obrigação de repôr. Fazem-se queixinhas. Maddie. Ou está muito calor ou prevêem-se inundações. A pedofilia continua em alta. As televisões mostram reportagens de fazer chorar as pedras da calçada.
Tudo tão diferente, tudo tão igual.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Constatações XXVII

Como é boa a sensação de que o nosso caminho se vai cumprindo...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Realizador: Steven Zaillian


Retrata o caminho de um homem, de origem humilde e intenções nobres, na espiral do poder político. Que acaba por se perder, definitivamente, no emaranhado da corrupção. Sean Penn está (uma vez mais) brilhante.
Este filme veio corroborar a tese que defendo desde sempre: que o poder, especialmente o político, acaba obrigatoriamente por corromper aqueles que se movem nesses meandros. Gostaria que, pelo menos uma vez, a realidade me provasse o contrário.

Amigos gays XII

Os gays que conheço adoram a Madonna. E têm um fraquinho pela Beyoncé.

“Deveríamos considerar perdidos todos os dias

em que não tivermos dançado

pelo menos uma vez.

E deveríamos chamar falsas

a todas as verdades

que não sejam acompanhadas de

pelo menos uma gargalhada.”

Friedrich Nietzche
A janela, com as suas portadas abertas de par em par, deixa-me ver o céu, por detrás dos prédios altos e solitários. Azul e laranja. Já passa das nove. Escrevo em cima das pernas, nuas, neste quarto, impessoal, de hotel. Na televisão há pessoas que falam mas não as ouço. Está apenas ligada para que me passe esta sensação. Para que pareça que não estou só. Porque hoje, ao contrário de outras vezes, em que a procuro, a provoco, não quero estar só. O céu está a ficar esverdeado. Muito belo. Demasiadamente belo. Tanto, que por momentos páro de escrever só para o poder fotografar.
Regresso agora, depois de guardar um pedaço que já se escapou. Lá em baixo passam os carros, velozes. Sente-se o burburinho da cidade. O chamamento da cidade. Saem para a rua as putas. Os bêbados que por estas estradas se perdem tentando encontrar-se (na sua embriaguez). Os loucos. Os sábios que só aqui encontram a sua paz. Saem à rua todos os seres que fingimos não ver. Os que dormem no chão. Que roubam os seus iguais. Que fingimos não existir. Preferíamos assim. Porque nos lembram sempre que também somos culpados.
A janela, com as suas portadas abertas de par em par, deixa-me ver o céu, por detrás dos prédios altos e solitários. Cinzento e verde. Já não. Escureceu.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Diário de Maria

Querida Maria:

Há dias disse uma graçola aos colegas de trabalho sobre o chefe. Entretanto, comecei a pensar que, se calhar, devia tê-la guardado para mim, porque acho que agi sem pensar.
Agora ando a dormir mal por causa de uma dúvida que me atormenta: será que algum dos meus colegas pode acusar-me? E se sou despedida?
O que é que acha?
Por favor, ajude-me urgentemente, que estou a ficar desesperada.

S. - Vila Franca de Xira

Hoje regressou a Portugal...

Provavelmente





o pirata mais bonito de todos os tempos.

Confissões


E acontece-te.
Pela 1ª vez.
Mas um dia, antes, já tinhas pressentido que iria acontecer.
Pensavas nisso como mais um obstáculo que tivesses de ultrapassar para estar ainda mais perto do que chamas maioridade.
Tomas uma atitude.
Com a qual não concordas.
Tens consciência, plena, de que é errada.
Acha-la moralmente criticável.
Mas toma-la.
Porque sim, porque é a única coisa que podes fazer.
Para pagar uma dívida que se chama gratidão.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Edital

Informa-se os caros leitores de que este blog está momentaneamente sem actualizações devido a factores terceiros à mentora (que é o mesmo que dizer que, durante esta semana, o trabalho ainda me vai matar).

Voltarei logo que me for possível (que é o mesmo que dizer quando me deixarem).

Atenciosamente,

Sol

domingo, 20 de maio de 2007

(Ainda sobre) Futebolices

Estava difícil mas...

O campeonato

é NOSSO.

Futebolices

Que se resolva rapidamente o Campeonato.
Antes que cerca de três milhões e meio de portugueses entupam as urgências dos hospitais.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Fait-divers

(A pedido de um leitor deste blog - Exmº. Sr. Ivan Aka Bandinho):


P.S.: Não tem nada que agradecer.

Hoje sinto-me assim... *





(* A precisar de férias...)

E porque...

... já há um considerável período de tempo não éramos brindados com nenhuma aberração da América, aqui vai a mais recente: as autoridades do estado norte-americano do Illinois concederam uma licença de porte de arma a Howard David Ludwig, criança com 10 meses de idade. O documento mostra a sua fotografia e, no lugar da assinatura, uma garatuja infantil. A requisição foi preenchida pelo pai do bebé (que deve ter um assombro de QI), através da Internet, tendo de pagar 5 dólares. No entanto, não se pense que esse mesmo pai vai autorizar o filho a pegar numa arma mal ele tenha força para premir o gatilho. Não, nada disso: "Não vou aprovar uma caçada sem supervisão." - afirmou.
Aaahhhh, assim ficamos muito mais descansados.
Quando se encontraram, cumprimentaram-se efusivamente; afinal, havia muito tempo desde a última vez que se viram. Dessa última vez, recordava-se Ana, tinha-lhe ficado a sensação de uma pessoa muito insegura, imatura (uma imaturidade emocional, digamos assim), à procura de si próprio mas muito longe desse porto. Mas tentando desesperadamente encontrar-se, se não para provar algo a si mesmo, que o provasse aos outros. A voz dele chamou-a de volta para o presente. Respondeu-lhe que sim, que estava tudo bem, contextualizando-o muito resumidamente sobre os acontecimentos desde há três anos atrás.
- E tu, como estás?
- Estou óptimo, muito feliz comigo mesmo. Porque mesmo sentindo-me, por vezes sozinho, sinto-me sempre muito acompanhado... pelos meus amigos, pessoas que me amam como sou e pelo que sou. Que estão sempre presentes no meu coração e na minha vida. E que sempre farão parte dela.
Interrompeu-o com outra pergunta:
- E o trabalho? Continuas no mesmo sítio?
- Sim, sim. Não é aquilo que quero fazer para sempre mas estou bastante bem. Tenho conhecido pessoas extraordinárias que me têm dado grandes ensinamentos. Pessoas interessantes com as quais gosto de estar... Muito ricas interiormente...
- Óptimo! Fico contente por saber que estás bem!
- Estou muito bem de facto. Rodeado por aqueles que me fazem sentir bem comigo próprio, por pessoas extraordinárias. Sabes? Pessoas que me gostam de mim por aquilo que sou.
Foram interrompidos pelo toque do telemóvel, que Ana procurou na carteira. A urgência de atender aquela chamada fez com que se despedissem. E ficou a olhá-lo enquanto este se afastava, pensando que muito pouco tinha mudado; continuava a não saber quem é, tentando desesperadamente encontrar-se, se não para provar algo a si mesmo, tentando prová-lo a alguém.

Genialidade














SALVADOR DALÍ

(1904-1989)