Há pessoas que, na noite, parecem faróis. O espaço à sua volta é minuciosamente perscrutado.
sábado, 28 de abril de 2007
sexta-feira, 27 de abril de 2007
(Mini) conversa
(Entre a filha, que está incumbida de conduzir, e o pai, que a acompanha)
Pai: Então tu entras para a estrada sem olhares para trás, para ver se vem algum carro?
Filha: Ó paaiiii, já ouviste falar de espelhos retrovisores??!? Eles não servem só para as mulheres pintarem os lábios!!!
(Fim de conversa)
Moral:
Nunca deixem que os vossos pais vos acompanhem enquanto conduzem
(pelo menos se for como o meu).
Divagações
As horas caíam mortas no chão. As beatas mortas no cinzeiro. Tudo o que me rodeava parecia morto. Pelo silêncio, pela penumbra. O candeeiro, com a sua lâmpada quase apagada, parecia estar a morrer. O sofá, já jazia desde há muito tempo atrás. A televisão parecia ter ressuscitado. Mas não muito. A flor solitária no vaso, não sei se estaria a querer morrer se a nascer.
E depois chegaste, e trouxeste no bolso o sol e o aroma a maresia. O sofá saíu daquele estado de letargia. O candeeiro iluminou-se. A televisão apagou-se. A flor desabrochou, lenta mas teimosamente. Entregaram-se àquela doce orgia.
quarta-feira, 25 de abril de 2007
E porque hoje é 25 de Abril (2)
"Não ser e não ter dão uma imensurável
LIBERDADE".
Janwillemvan de Wetering
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Para ti, M.
Batemos com a porta sem sequer nos despedirmos. Porque a raiva que sentíamos, naquele momento, não nos iria deixar dizer nada de bom. Afastamo-nos fisicamente. Afectivamente, acho que nunca o conseguimos fazer. Deixamos a vida continuar com o seu rumo. Incerto, porque sem ti, faltava-me algo. Ainda não to disse mas não é preciso. Tu sabe-lo, como eu sei que contigo também foi exactamente assim.
Abandonamo-nos ao decorrer do tempo, ao libertar de sentimentos incoerentes, negativos, de dúvida e opressão.
E um dia... um dia conseguimos, finalmente, conversar. Com a alma aberta. Timidamente, no início, como que a procurar se o outro continua lá. Rapidamente descobrimos que sim. Continuamos quem somos no vazio por nós deixado.
Não esquecemos o que aconteceu. Porque não é um bom princípio. Esquecer significaria fingir. E sempre fomos demasiado sinceros para isso.
Amanhã vamos estar juntos. Finalmente vamos estar juntos... Senti tanto a tua falta...
Quando chegares, vou simplesmente abraçar-te, forte, e nesse abraço vais sentir tudo o que te quero dizer.
domingo, 22 de abril de 2007
Diário de um Escândalo

Duas mulheres. A primeira comete o erro de se envolver com um aluno de 15 anos. A segunda, apaixonada pela primeira, utiliza este segredo para se aproximar. E manipular. E dar azo aos seus delírios.
Um drama fabuloso, cheio de nebulosidades, profundas e sarcásticas, com Judi Dench a dar uma grande lição na arte de bem representar.
sábado, 21 de abril de 2007
Imbecilidades
Quem me conhece, ou me lê aqui no blog, sabe que não simpatizo com a nação americana, muito menos com o seu presidente. Quando achava que pior era impossível, ouço a notícia de que existe um "Fim de semana da metralhadora", acompanhada por umas sugestivas imagens, em que um pai dá indicações ao filho que tem ao colo (que não terá mais de 5 anos), de como bem disparar a dita. E ouço ainda um representante do movimento pró-armas a defender que, se os alunos e professores da faculdade onde ocorreu o massacre da semana passada andassem com armas, tal situação não teria ocorrido. Como é que não tínhamos ainda pensado nesta brilhante ideia? Já estou a imaginar: Não, não tenho moedinha para te dar. Então toma lá com um tiro! Não me deixas ultrapassar-te? Toma lá com um tiro!! Ia ser tão divertido...
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Tesourinho caseiro-deprimente
A minha net anda com ligeiros problemas. Enquanto espero que se abra a janela de um blog para que possa comentar, tenho tempo para ir beber água, à casa de banho fazer um xixi, fazer um zappingzinho pelos canais de televisão, fumar um cigarro e tomar um duche (demorado).
Passagens
"Porque será que estamos condenados a ser assim tão solitários? Qual a razão de tudo isto? Há tanta, tanta gente neste mundo, todos à espera de qualquer coisa uns dos outros e, contudo, todos irremediavelmente afastados. Porquê? Continuará a Terra a girar unicamente para alimentar a solidão dos homens?"
Haruki Murakami in "Sputnik, meu amor"
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Coisas de gajas
Há dias, enquanto folheava uma revista de cusquices com duas amigas, cheguei a algumas conclusões interessantes:
1. Todas nós observamos as "celebridades" ao pormenor. Não escapa nada.
2. O Simão Sabrosa é uma pessoa de que a maioria não gosta. Aquele ar de menino enjoado da mamã não agrada.
3. Simpatizamos com as mulheres lindas e maravilhosas, desde que tenham classe (do género, Nicole Kidman, Michelle Pfeiffer, Charlize Theron).
4. No entanto, desdenhamos as sem sal (de quem, talvez, Victoria Beckham seja a melhor representante).
5. Apetece-nos esmurrar as que são vulgares, sem ponta por onde se lhes pegue: Christina Aguilera, Beyoncé, Pamela Anderson... No fundo, acho que por acharmos que elas não têm nível para estarem onde estão. Nós faríamos muito melhor figura!
6. Detemo-nos muito mais com mulheres do que com homens (defeito de fabrico).
7. Simpatizamos com o príncipe Harry, porque sabemos qual a sensação de apanhar bebedeiras que envergonhariam Baco. Só temos a sorte de não sermos famosas, nem termos sido fotografadas nesses momentos.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Constatações XX
O dia da semana de que mais gosto é aquele
em que a empregada o passa na minha casa.
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