quarta-feira, 25 de abril de 2007
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Para ti, M.
domingo, 22 de abril de 2007
Diário de um Escândalo

sábado, 21 de abril de 2007
Imbecilidades
sexta-feira, 20 de abril de 2007
Tesourinho caseiro-deprimente
Passagens
quinta-feira, 19 de abril de 2007
Coisas de gajas
quarta-feira, 18 de abril de 2007
Constatações XX
Empatia
s. f.,
capacidade psicológica para se identificar com o eu de outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas.
É, porventura, um dos conceitos mais interessantes, se a ele nos quisermos dedicar. Presumo que um psicólogo possa explicá-lo com mais facilidade do que os demais. Eu não. Não sei explicá-lo mas, raras vezes, vivencio-o. Refiro-me à empatia imediata: Conhecemos alguém e sentimos uma qualquer afinidade incompreendida com ela. Há um click, uma química natural que surge não sei porquê.
Há tempos conheci uma pessoa com a qual empatizei imediatamente. E foi recíproco. Porque é que entre duas pessoas, que nunca se viram, surge este sentimento de proximidade cerebral tão de repente? Como é que surge?
A sua beleza resida talvez neste mistério, nesta incompreensão, neste quase nunca... que às vezes se torna real.
domingo, 15 de abril de 2007
Apontamento(s) televisivos(s)
Passagens
Não me parece que a maioria das pessoas partilhe deste tipo de angústias. As pessoas aproveitam todas as oportunidades para falarem de si mesmas com uma sinceridade espantosa. Dizem coisas do género: «Sou de tal maneira franco e honesto que até parece mal», ou então: «Sou demasiado vulnerável e tenho problemas no relacionamento com os outros», ou ainda: «Tenho muito jeito para compreender os sentimentos dos outros.» Contudo, houve muitas vezes em que vi pessoas que se diziam «vulneráveis» magoarem outras sem motivo aparente. Vi pessoas com um perfil «franco e honesto» usarem desculpas esfarrapadas para obterem o que desejavam a qualquer preço. Quanto àqueles que têm um jeito especial para compreender os verdadeiros sentimentos dos outros, vi-os deixarem-se enganar pela forma mais grosseira de lisonja. Tudo isto me leva a fazer a seguinte pergunta: que sabemos, na realidade, de nós mesmos?"



