sábado, 31 de março de 2007

Diálogos (ou: Consequências de uma vida moderna)

Diz o M para o N: Este não é o E?
Responde o N: Sim. - e prepara-se para apresentar o E ao M - Este é o...
É interrompido pelo E: O M, certo?
O N, olhando para os dois: Mas como é que vocês se conhecem?
O M e o E: Adivinha!!
O N, depois de pensar um pouco: Nãããooo... Hi5???
O M e o E: Siiimmm...
O N: Aaaahhhh... Adoro o Hi5!

Sobre os Ornatos

Porque é que, por muita música que ouça, por muitas bandas que conheça, venho sempre parar cá? Porque, no fundo, penso todos nós gostamos de regressar a casa, à nossa casa.

Sexta-feira à noite. Vinte e duas horas e treze minutos. Estou em casa, sozinha, em frente ao computador, a trabalhar (se me dissessem, há algum tempo atrás, que um dia poderia ficar nesta noite, em casa, a fazê-lo, diria à pessoa que ela estaria maluca e, eventualmente, rir-me-ia da afirmação; mas às vezes tem mesmo de ser e, neste momento, faço-o com agrado – talvez consequência de gostar daquilo que faço; no fundo até me sabe bem, pelo facto de este trabalho só poder ser feito por mim: dá-me a sensação, falsa é certo, mas ainda assim agradável, de imprescindibilidade). As velas, acesas, romantizam a sala. Escolhi por companhia um copo de um bom tinto (*) e Wim Mertens. Parece que as palavras me saem ao ritmo das suas mãos no piano. Fortes na sua imensa serenidade. Poderosas. Belas… tão belas que por vezes parecem sobrenaturais. Tal como a sua linguagem inventada… Que me elevam, que me transcendem. Que, sobretudo, me dão muita paz. E nesta paz permaneço. E nesta paz procuro continuar.


* Tal como já o tinha afirmado, especialmente ao Funes :)

sexta-feira, 30 de março de 2007

Hoje é um óptimo dia para...

IR DE FÉRIAS

PUB

Tenho ouvido uma publicidade na rádio, da Netcabo, em que a Teresinha, jovem a sair da era do acne, enquanto tecla no Messenger, vai discorrendo sobre as várias identidades que assume. Às vezes é homem. Barrigudo, com ou sem bigode, atleta ou não. Outras vezes é médica, cabeleireira. Linda de morrer ou feia disfarçada. E a moça vai dizendo isto com uma alegria contagiante. Do género podes ser quem quiseres.
E eu pergunto-me se não deveria existir uma entidade qualquer, tipo Alta Autoridade para a Publicidade, que efectuasse um controlo prévio sobre estas questões. Como não é difícil de perceber, o público-alvo deste spot é a camada jovem. Jovens esses que passam a vida na net a privar, ora com amigos, ora com desconhecidos, que isto da ingenuidade da idade toca a todos. Portanto, a cereja em cima do bolo é termos uma publicidade que incita esses mesmos jovens a assumirem identidades que não a sua! E a estabelecerem contactos com desconhecidos porque só com esses é possível dar azo à imaginação!!
O que é que virá a seguir?

Perguntinha

Alguém me sabe informar de quem é e como se chama a música das publicidades da Optimus que têm passado na tv?
Adoro-a!!!

quinta-feira, 29 de março de 2007

Já agora*

(*Ou: O meu espaço anda muito mal frequentado)

Também colocava naquele saco de que falei há 3 posts os invejosos, os ignorantes mentais e aqueles que não respeitam ninguém (incluindo a si próprios).
Ela passava quase sempre pela mesma hora. E ele, escondido por detrás do portão, verde velho e enferrujado, observava-a deliciado... Naquele momento parava tudo. As brincadeiras solitárias, os berlindes, as correrias, os jogos enlameados de futebol. Ela passava com o seu caminhar apressado e seguro e olhar cabisbaixo. Morena, olhos negros profundos, assustados, altivos na sua solidão. Ele perguntava-se, dia após dia, porque é que ela tentava esconder tanta graciosidade. E sonhava... que um dia iria crescer e poderia falar-lhe timidamente. Talvez até tocar-lhe suavemente num braço, ou nos cabelos lisos e escorridos. E quem sabe, dar-lhe um beijo fugidio...
À noite, deitado na sua cama, branca velha e enferrujada, perdia-se nela. Quem seria. Porque passava sempre ali e não falava a ninguém. Porque tinha aquele olhar vazio e longínquo. E sonhava que um dia iria resgatá-la da sua tristeza.

(Ainda) sobre a relatividade


"A mente é um lugar muito próprio

e em si mesma pode fazer do inferno um paraíso,

e do paraíso um inferno."

John Milton

quarta-feira, 28 de março de 2007

Ainda assim há tempo...

... (porque tenho necessidade de exteriorizar sentimentos que me causam grande irritação, sob pena de começar a partir tudo à minha volta - exagero propositado), de me revoltar contra pessoas interesseiras.
Não será legítimo querer metê-las todas num saco e mandá-las para uma qualquer ilha paradisíaca, isolada e ainda por descobrir, via mar????

Este blog já esteve mais longe de...



MANDAR (OS KGS) DE TRABALHO

QUE TENHO PARA FAZER

ÀS URTIGAS!!!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Eles eram tão VIP's, mas tão VIP's, que quando ela chegou começaram a olhá-la que nem porcos.

E um buraquinho para nos escondermos, não?

Eu já imaginava que era Salazar que ia ganhar o "Grandes Portugueses" (ah? como? expliquem-me bem que não entendo). Mas, até ao final, tive uma esperançazinha de que assim não fosse. Quando se confirmou, senti-me pequenina, carregando em mim a vergonha de um país inteiro. Concordo com as opiniões que dão esta vitória como um voto de protesto. Mas não compreendo como, por muito descontentes que estejam com o país de merda que temos, as pessoas possam ter votado neste anormal.

Post clubístico


sexta-feira, 23 de março de 2007

A voltar...

Um jantar com pessoas que nos querem bem ajuda a levantar a moral. Um jantar regado a recordações, a encontros e a intimidades. Um jantar em que viajei por tempos muito idos, entre Fernando Tordo, Carlos Paião, Amália, Manuela Bravo, Doce, Manuel Gedeão... A Pedra Filosofal é algo de muito especial... E, por fim, saindo do registo, Cássia Eller. Ah, mulher...
Acho que o vinho, branco, fresquinho, também ajudou um pouco a este subir de astral... E ajudou, também, a escrever este texto, rápido, corrido, saído ao sabor da vontade de o escrever... sem tempo nem desejos de pensar...

Hoje...

Só uma criança (como tu)

foi capaz de me colocar

um sorriso (sincero) na face.
Porque é que tudo o que me é vital está tão longe?

Porque é que me apetece fechar os olhos e deixar-me dormir?

Porque é que as tuas palavras não me confortam, apesar de gostar de ouvi-las?

Porque é que me sinto tão vazia?

Porque é, por vezes, a vida me parece tão simples,

e agora me é tão difícil compreendê-la?

Porque é que me sinto tão ?

Porque é que é tudo tão igual?

Porque é que as palavras não me saem?

Porque é que esta ansiedade me consome?

Porque é que a realidade não se altera

abruptamente como nos filmes?

Porque é que não consigo explicar

nem perceber os comportamentos humanos?

Porque é que me sinto tão diferente?

Porque é que sinto necessidade de chorar

mas as lágrimas não me caem?

Agenda


CRAZY HORSE


A partir de 3 de Abril no Auditório dos Oceanos

- Casino de Lisboa


quinta-feira, 22 de março de 2007

Pergunta do dia: Será o primeiro-ministro engenhéééiiro?

Sobre o assunto, veja-se este texto da autoria de Fernando Sobral, publicado no Jornal de Negócios de 7 de Março de 2006 (não, não me enganei na data!!):

"José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, primeiro-ministro desta República, tem um bacharelato em Engenharia Civil pelo ISEC (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra), informação que não é contestada. Porém, na sua biografia oficial é dito que Sócrates Pinto de Sousa é “Licenciado em Engenharia Civil”. No perfil que foi publicado no Diário de Notícias, por Filipe Santos Costa, é dito que “…quando voltou à Covilhã, em 1981, Sócrates já tinha complementado o bacharelato com a licenciatura, em Lisboa”. Mas a licenciatura que existia em Lisboa nessa altura (1979-81) era no Instituto Superior Técnico, onde Sócrates não consta como aluno.Por isso, em 1981 Sócrates não estaria licenciado por Lisboa. Onde foi que se licenciou? Teria sido no ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) do Instituto Politécnico de Lisboa? É que aí a Licenciatura Bi-Etápica em Engenharia Civil só começou em 1998/99… No ISEC onde fez o bacharelato? Mas a licenciatura bietápica em Engenharia Civil no ISEC também só começou em 1998/99. Também não frequentou a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, nem o Instituto Superior Técnico, nem consta que tenha frequentado a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Portanto, não seria licenciado em 1981. NaOrdem dos Engenheiros também não está inscrito. O bacharelato em Engenharia Civil do ISEC tinha quatro anos (8 semestres) - só passou a três anos na reestruturação de 1988 (Decreto-Lei nº389/88, de 25 de Outubro) empreendida por Roberto Carneiro. Onde fez Sócrates a dezena e meia de cadeiras (veja-se o plano do 5.º ano da licenciatura no ISEL) que precisava com o bacharelato do ISEC para obter a licenciatura? Os Cursos de Estudos Superiores Especializados (4 semestres) só começaram no ISEC em 1991 e no ISEL em 1988 (Direcção, Gestão e Execução de Obras - 4 semestres) e 1990 (Transportes e Vias de Comunicação – 4 semestres). Além disso, um CESE não é uma licenciatura. Por isso, esta hipótese não parece plausível. Não é.Não consta que Sócrates tenha frequentado a licenciatura bi-etápica do ISEL ou do ISEC. Mas Sócrates afirma ainda que “concluiu depois uma pós-graduação em Engenharia Sanitária pela Escola Nacional de Saúde Pública” (ENSP). Todavia, o curso de Engenharia Sanitária é leccionado desde 1975 na Universidade Nova de Lisboa, pertencendo, desde a criação das faculdades da Nova, à sua Faculdade de Ciências e Tecnologia, primeiro sob a forma de curso de especialização e a partir de 1983 como mestrado. Exige a licenciatura como condição de admissão. Nunca pertenceu à Escola Nacional de Saúde Pública (que em Abril de 1994 foi integrada na Universidade Nova de Lisboa). Mas Sócrates não foi aluno desse curso de Engenharia Sanitária daFaculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (que foi criado em 1975) - nem ele o diz, pois refere expressamente que a sua “pós-graduação” foi na ENSP. Então, que curso de Engenharia Sanitária fez? Chamar-se-ia mesmo “pós-graduação”? Ou seria um curso de curta duração na ENSP? E em que ano decorreu? Sócrates já seria licenciado quando frequentou essa “pós-graduação”? O que parece verdadeiro é que José Sócrates Pinto de Sousa terá obtido em 1996 uma licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente !!!!! Que equivalências lhe foram atribuídas e quantas cadeiras teve de frequentar e concluir ??? Se compararmos os planos dos dois cursos - o bacharelato do Politécnico de Coimbra e a licenciatura daUniversidade Independente -, e as respectivas disciplinas, chegamos à conclusão de que um candidato com o bacharelato do ISEC precisa de fazer 10 cadeiras (existem algumas disciplinas do curso na Universidade Independente que não têm correspondência no curso de Coimbra) e mais uma de Projecto para se licenciar naUniversidade Independente de Lisboa. Não deve ter sido fácil, tendo em conta que Sócrates teria concluído o bacharelato em 1979. A Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente foi criada pela Portaria n.º 496/95 de 24 de Maio de 1995, embora o diploma tenha, retroactivamente, autorizado o funcionamento do curso desde o ano lectivo de 1994/95. Ora, o primeiro governo de António Guterres (o 13.ºGoverno Constitucional) toma posse em 28 de Outubro de 1995 e José Sócrates é ministro-adjunto do primeiro-ministro. Nessa desgastante função, José Sócrates parece ter encontrado tempo e concentração, na mesma altura em que prepara e participa na campanha eleitoral durante o ano de 1995 e, já no Governo, adjuva o primeiro-ministro e coordena as secretarias de Estado da Comunicação Social, Desporto e Juventude, para, quinze anos depois do seu bacharelato, realizar as 11 cadeiras que, em princípio, teve de efectuar para obter o título de licenciado em Engenharia Civil em 1996. Deve ter sido muito difícil, um esforço quase sobre-humano.Não há motivo algum para que Sócrates tenha escondido do povo português a sua epopeia académica, a não ser por modéstia, o que, neste caso, não se justifica. É um motivo de grande orgulho próprio e um exemplo de sucesso para jovens e adultos. Enfim, não é de admirar a surpresa do engenheiro sanitário Pinto de Sousa perante a realidade técnica dos finlandeses.

Bonito, acrescento eu...

Constatações XIX

Sinto-me viver um constante dejá vu.