quinta-feira, 22 de março de 2007

Pergunta do dia: Será o primeiro-ministro engenhéééiiro?

Sobre o assunto, veja-se este texto da autoria de Fernando Sobral, publicado no Jornal de Negócios de 7 de Março de 2006 (não, não me enganei na data!!):

"José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, primeiro-ministro desta República, tem um bacharelato em Engenharia Civil pelo ISEC (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra), informação que não é contestada. Porém, na sua biografia oficial é dito que Sócrates Pinto de Sousa é “Licenciado em Engenharia Civil”. No perfil que foi publicado no Diário de Notícias, por Filipe Santos Costa, é dito que “…quando voltou à Covilhã, em 1981, Sócrates já tinha complementado o bacharelato com a licenciatura, em Lisboa”. Mas a licenciatura que existia em Lisboa nessa altura (1979-81) era no Instituto Superior Técnico, onde Sócrates não consta como aluno.Por isso, em 1981 Sócrates não estaria licenciado por Lisboa. Onde foi que se licenciou? Teria sido no ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) do Instituto Politécnico de Lisboa? É que aí a Licenciatura Bi-Etápica em Engenharia Civil só começou em 1998/99… No ISEC onde fez o bacharelato? Mas a licenciatura bietápica em Engenharia Civil no ISEC também só começou em 1998/99. Também não frequentou a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, nem o Instituto Superior Técnico, nem consta que tenha frequentado a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Portanto, não seria licenciado em 1981. NaOrdem dos Engenheiros também não está inscrito. O bacharelato em Engenharia Civil do ISEC tinha quatro anos (8 semestres) - só passou a três anos na reestruturação de 1988 (Decreto-Lei nº389/88, de 25 de Outubro) empreendida por Roberto Carneiro. Onde fez Sócrates a dezena e meia de cadeiras (veja-se o plano do 5.º ano da licenciatura no ISEL) que precisava com o bacharelato do ISEC para obter a licenciatura? Os Cursos de Estudos Superiores Especializados (4 semestres) só começaram no ISEC em 1991 e no ISEL em 1988 (Direcção, Gestão e Execução de Obras - 4 semestres) e 1990 (Transportes e Vias de Comunicação – 4 semestres). Além disso, um CESE não é uma licenciatura. Por isso, esta hipótese não parece plausível. Não é.Não consta que Sócrates tenha frequentado a licenciatura bi-etápica do ISEL ou do ISEC. Mas Sócrates afirma ainda que “concluiu depois uma pós-graduação em Engenharia Sanitária pela Escola Nacional de Saúde Pública” (ENSP). Todavia, o curso de Engenharia Sanitária é leccionado desde 1975 na Universidade Nova de Lisboa, pertencendo, desde a criação das faculdades da Nova, à sua Faculdade de Ciências e Tecnologia, primeiro sob a forma de curso de especialização e a partir de 1983 como mestrado. Exige a licenciatura como condição de admissão. Nunca pertenceu à Escola Nacional de Saúde Pública (que em Abril de 1994 foi integrada na Universidade Nova de Lisboa). Mas Sócrates não foi aluno desse curso de Engenharia Sanitária daFaculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (que foi criado em 1975) - nem ele o diz, pois refere expressamente que a sua “pós-graduação” foi na ENSP. Então, que curso de Engenharia Sanitária fez? Chamar-se-ia mesmo “pós-graduação”? Ou seria um curso de curta duração na ENSP? E em que ano decorreu? Sócrates já seria licenciado quando frequentou essa “pós-graduação”? O que parece verdadeiro é que José Sócrates Pinto de Sousa terá obtido em 1996 uma licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente !!!!! Que equivalências lhe foram atribuídas e quantas cadeiras teve de frequentar e concluir ??? Se compararmos os planos dos dois cursos - o bacharelato do Politécnico de Coimbra e a licenciatura daUniversidade Independente -, e as respectivas disciplinas, chegamos à conclusão de que um candidato com o bacharelato do ISEC precisa de fazer 10 cadeiras (existem algumas disciplinas do curso na Universidade Independente que não têm correspondência no curso de Coimbra) e mais uma de Projecto para se licenciar naUniversidade Independente de Lisboa. Não deve ter sido fácil, tendo em conta que Sócrates teria concluído o bacharelato em 1979. A Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente foi criada pela Portaria n.º 496/95 de 24 de Maio de 1995, embora o diploma tenha, retroactivamente, autorizado o funcionamento do curso desde o ano lectivo de 1994/95. Ora, o primeiro governo de António Guterres (o 13.ºGoverno Constitucional) toma posse em 28 de Outubro de 1995 e José Sócrates é ministro-adjunto do primeiro-ministro. Nessa desgastante função, José Sócrates parece ter encontrado tempo e concentração, na mesma altura em que prepara e participa na campanha eleitoral durante o ano de 1995 e, já no Governo, adjuva o primeiro-ministro e coordena as secretarias de Estado da Comunicação Social, Desporto e Juventude, para, quinze anos depois do seu bacharelato, realizar as 11 cadeiras que, em princípio, teve de efectuar para obter o título de licenciado em Engenharia Civil em 1996. Deve ter sido muito difícil, um esforço quase sobre-humano.Não há motivo algum para que Sócrates tenha escondido do povo português a sua epopeia académica, a não ser por modéstia, o que, neste caso, não se justifica. É um motivo de grande orgulho próprio e um exemplo de sucesso para jovens e adultos. Enfim, não é de admirar a surpresa do engenheiro sanitário Pinto de Sousa perante a realidade técnica dos finlandeses.

Bonito, acrescento eu...

Constatações XIX

Sinto-me viver um constante dejá vu.

Delírios

Imaginas-te poeta.

Pessoa?

Não. Animal.
Ele: Vens?
Ela: Talvez...
Ele: Isso significa que?
Ela: O que quer significar.
Ele: Que é?
Ela: Não sei muito bem.

Concedo-te, então, o que resta de ti para descobrires.
Saíu. E não voltou.

Passagens

"Quando Jay chegou ao Spy já eram dez horas e a festa ia já avançada. Mais um dos lançamentos literários de Kerry, pensou arrependido. Jornalistas chatos e champanhe barato e coisinhas jovens e sôfregas saracoteando-se muito atenciosas para coisas mais velhas e blasé como ele próprio.
(...) O Spy era como muitos outros clubes de Londres. Os nomes mudam, a decoração muda, mas os lugares permanecem iguais: elegantes e ruidosos mas sem alma. Por volta da meia-noite a maioria dos candidatos já teria abandonado qualquer pretensão a intelectualismos, optando antes por se entregarem à tarefa bem mais séria de se embriagarem, de se seduzirem uns aos outros ou insultarem os seus rivais."

Joanne Harris in "Vinho Mágico"

quarta-feira, 21 de março de 2007

Hoje estou num daqueles dias em que...

... me apetece devorar...

Isto...



Isto...








E isto...

segunda-feira, 19 de março de 2007

Nulidades

Depois de quase ter destruído o meu blog na tentativa (frustradíssima) de alterar o template, sou obrigada a reconhecer que não percebo nada de informática. Assim, aceitam-se lições por correspondência... Pleaseeee...

Constatações XVIII

Se pudesse, matava uns quantos taxistas.

sábado, 17 de março de 2007

Voar...



Tens dúvidas no início. Medo até. Questionas-te ininterruptamente se conseguirás. És forte, certo. E corajosa e determinada e (virtude ou defeito?) independente. Muito independente. Talvez demasiado, não sei. Mas ainda assim te é difícil saber se conseguirás. É-te difícil dar o primeiro passo (e não é sempre o mais difícil?). É-te difícil sobretudo pelo medo da rejeição. A sua visão é assustadora e sabes que não vais conseguir lidar com ela, se te acontecer. Mas tens que correr o risco. Porque queres. E não foi sempre assim? Quando na tua cabeça te surge sempre a frase sofre por viver, nunca por não teres vivido...


Arriscas. Uma vez mais...


E uma vez mais compreendes que foi bom teres arriscado...


Começas a ganhar confiança e a noção de que podes começar a voar...


Só.





quinta-feira, 15 de março de 2007

Baahhh

De acordo com o Diário Digital de hoje, Tony Blair pediu, na quarta-feira passada, perdão pelo papel histórico que o Reino Unido teve no tráfico de escravos negros de África.
Não acho que Tony Blair deva pedir desculpas por um passado histórico que o mesmo não escolheu, nem provocou.
Devia, talvez, desculpar-se antes por algo mais concreto, mais actual. A invasão ao Iraque, por exemplo.

Constatações XVII

Vou-me apercebendo que tenho uma tendência natural para seguir os caminhos difíceis.
E vou constatando que esses são os mais deliciosos...
Estranho-te. Sem conseguir compreender. Será que a ficção em que vives constantemente te faz viver uma realidade que não é a tua? Ou será que eu é que desisti de fazer parte dessa ficção de que não gosto? Por ser mentirosa, ilusória, uma fingida escapatória...
Estranho-te. Será que as palavras te custam caro e preferes guardá-las para mais tarde? Talvez tarde demais? Ou serei eu que me cansei de proferi-las para o vazio?
Estranho-te. Estarás cansada de ti? Ou serei eu que me cansei? Das tuas dores que são exageradas, vazias, falsas na tua verdade?
Estranho-te. Na tua pressa de correr para não sei o quê. Eu chamar-lhe-ia fugir. Para ti talvez seja encontrar.
Estranho-te nas letras, por vezes aleatoriamente desconstruídas, nos sorrisos (vãos), nas cores do teu batom. No que escreves. Na tua solidão (incompreendida?), por ti criada, por ti mantida.
Estranho-te.

Hoje este blog movimenta-se ao som de...


JAMES

segunda-feira, 12 de março de 2007

A 1ª vez - Trinta e nove testemunhos

Magda Bandera
Notícias Editorial

"De Lucía e dessas emoções únicas ficou-me muito. Agora, que já estou bem, dou conta de que vivo como ela gostava de viver. Tento desfrutar todas as coisas não como num torvelinho de medo de que se acabe o tempo, mas de maneira consciente. Tento fixar-me em tudo, como se fosse um turista, e vou olhando os edifícios, as pessoas, os pormenores. Quero ficar com as coisas em mim, quero vivê-las todas."

Comprei este livro por duas razões: por um lado, o seu preço de saldo; por outro, o seu tema - trinta e nove homens e mulheres descrevem como foi a sua primeira vez; no fundo, comprei-o para satisfazer o lado voyeur que acredito existir em cada um de nós.

Embora o tenha lido até ao fim, até porque é de leitura muito fácil e rápida, não o aconselho a ninguém. O livro é mau, muito mau. Incoerente na sucessão de ideias, não sei se porque a autora pretendeu manter o discurso tal como lhe foi transmitido, ou porque não foi capaz de mais, a uma única ideia corrente ao longo do livro é que a primeira vez não é boa para ninguém. Muito à custa de idealização que se tem da primeira entrega física.

A citação que aqui transcrevo é a mais bela frase desta primeira vez (primeira e última porque não volto a ler nada desta autora, a não ser coagida).
Tenho dito!

Constatações XVI

(Era para escrever sobre o monte de lama que é o novo reality show da TVI, a "Bela e o Mestre". Não o vou fazer porque já vi o assunto debatido na blogosfera, pelo que não vale a pena estar a repeti-lo. As opiniões são consensuais. No entanto...)

Sinto-me traída pelo Rui Zink.

(Então não é que este senhor é comentador, ou jurado, ou o que quer que seja, no monte de lama acima citado???)

Sobre os Oscares (III) - Último

Os Oscares para Helen Mirren por "A Rainha", e para Forest Whitaker por "O último rei da Escócia" foram justíssimos. Não concordo com o Oscar entregue a Alan Arkin por "Little Miss Sunshine". Embora me tenha feito rir muito, acho que quem o merecia era Djimon Hounsou, em "Diamante de Sangue".
Finalmente, embora tenha gostado do "Entre inimigos" e ache que o Martin Scorsese já merecia um Oscarzito, o melhor filme é "Little Miss Sunshine". Pena é que não seja uma grande produção e não tenha custado muitos milhões de dólares. Talvez aí tivesse ganho.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Porque hoje é 6ª feira












Hhhhuuuummmm...

Portugalidades

Se isto continuar assim, o Governo poderia pensar na atribuição de medalhas de mérito aos titulares de altos cargos públicos que nunca foram constituídos arguidos.

Expressões que não deveriam existir

Há dias fui a um supermercado pretendendo comprar, entre outras coisas mais, o chamado gel íntimo (esta expressão também é boa, mas não a objecto deste texto). Como não encontrava, dirigi-me a uma empregada a perguntar se não havia. Diz-me ela com ar pensativo: Gel íntimo? Ah, senhora, não estou a ver o que seja! E eu a pensar que não me dava muito jeito ter de fazer um desenho, até porque nunca fui muito boa nessa área. Quando tentava descobrir como é que lhe ia explicar o pretendido diz-me a colaboradora: Aaaahhhh, o que a senhora quer é gel de lavar por baixo. É isso, não é? Pois... é! O que eu queria era gel de lavar por baixo!!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Notícia de última hora:

O Capitão América morreu.

(E eu que já nem me lembrava que ele existia...)

Porque é que? *

(* Ou: Dúvidas sobre e-mails)

- Me enviam mails que eu própria enviei?

- Me enviam repetidamente o mesmo mail?

- Me enviam mails sobre como agir em casos de enfarte do miocárdio ou outros ataques idênticos? Será que é por acharem que, face a uma situação dessas, me vou recordar dos vários passos? Ou melhor ainda, acham que tenho disponibilidade mental para os ler?

- Me enviam mails para reenviar a não sei quantas pessoas, dependendo do seu número a rapidez da concretização de um desejo. Acham mesmo que o faço?

- Me enviam mails sobre uma série de situações idênticas que me ocupam o espaço e me despoletam irritação?

Caros amigos que me enviam mails: Eu gosto de receber as vossas mensagens electrónicas. Aquelas que me informam; que me fazem rir. Mas limitem-se ao essencial ok?
Desde já agradeço.

Regresso ao passado

Gostei muito da Gala dos 50 anos da RTP. Principalmente pelas imagens que fizeram parte da minha infância e que não pensei voltar a ver. Adorei rever as publicidades (quem se lembra do BIC, BIC, BIC, BIC, BIC, BIC. BIC laranja tralalá, BIC azul tralalá). As séries (por exemplo, o famoso Duarte & Companhia). Os desenhos animados (que saudades do D'Artacão, da Abelha Maia, do Bana e Flapi, do Tom Sayer, entre outros). O aspecto que tínhamos durante os anos 80 (cada susto!!). As músicas que mandavam as crianças dormir (porque é que acabaram com isso?). Só não gostei mesmo de ter de levar com os vários planos e bocas estúpidas do (supostamente humorista) Fernando Mendes. Não tenho paciência para o homem. Definitivamente.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Sobre o amor...


Entreguei-te o meu coração.

E todos os dias agradeço

tê-lo feito.

Constatações XV

Por vezes sinto que nunca ultrapassei a idade dos porquês.

(Partindo do pressuposto - ou será preconceito? - de que tem de existir uma idade para tal.)
Da janela que corre, ora lenta, ora fugazmente, vejo os dias a passar. Verdes, muito verdes, pontuados por casinhas de aldeia no centro da confusão. Amarelos, cor de terra, ou azuis cor do céu. Sinto-os a passar devagar, ao ritmo de folhas de árvore que teimam em não cair, ainda que a natureza lhes ordene que sim. Parados. Como se assim se pudessem encontrar todas as pessoas do mundo que querem, de facto, se (re)encontrar. Um porto. De chegada ou de partida. Não é assim que os dias que passam, por vezes parados, são?

segunda-feira, 5 de março de 2007

Queria escrever

mas...

... NÃO TENHO

TEMPOOO!!!

Momentos perfeitos são...

... Abraçar uma grande amiga enquanto cantamos What a wonderful world, de Louis Armstrong, e soletramos I love you...

...Falar com uma pessoa que está longe, mas senti-la bem junto de mim...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Sobre os Oscares (II)

O melhor filme estrangeiro é obrigatório de se ver. "A vida dos outros", filme alemão realizado por Florian Henckel Donnersmarck, sobre as actividades da STASI (a polícia secreta da ex-Alemanha oriental), é um daqueles filmes que me fez ficar na cadeira do cinema para além do filme acabar. A olhar para o ecrã mas sem o ver. Simplesmente a digeri-lo. A degustá-lo.

Sobre os Oscares (I)

Adormeci às três da manhã. Antes de que qualquer coisa de verdadeiramente interessante tivesse acontecido.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Hoje este blog movimenta-se ao som de...


BLASTED MECHANISM

...

As palavras seguintes constam de um texto escrito por um jovem de 26 anos:

1. Prontes
2. Esperção
3. Sedutoura
4. Xatiada
5. Degote
6. Jentil
7. Possas
8. Avia
9. Ó não
10. Perçebi
11. Menssajem
12. Fumu
13. Ódepois
14. Trajos
15. Xoras

Tradução:

1. Pronto
2. Expressão
3. Sedutora
4. Chateada
5. Decote
6. Gentil
7. Poças
8. Havia
9. Ou não
10. Percebi
11. Mensagem
12. Fumo
13. Depois
14. Trajes
15. Choras

Prontes!! E assim se vai falando e escrevendo em português.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Hoje sinto-me assim...


Relatividade

s. f.,

qualidade ou estado do que é relativo;

contingência;

condicionalidade;

É um conceito com o qual me tenho deparado variadíssimas vezes. Porventura um dos mais presentes na vida. Porque tudo é tão relativo... O que é de determinada forma hoje será diferente amanhã. E já havia sido diferente antes. O que já foi preto é branco. Ou de outra cor qualquer.
Impressiona-me a relatividade da mente humana. Das sensações. Do tempo. Das formas de se ser e querer ser. Das emoções. Do espaço. Dos conceitos.
Impressiona-me, sobretudo, a relatividade da própria relatividade. Que, para mim (lá está a relatividade novamente) é difícil de explicar. Ou talvez não...



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

E se as lágrimas me fogem assim é porque nelas encontro

o conforto de te sentir sempre comigo...

Apontamentos televisivos

1. Ontem vi pela primeira vez (parte) do Hora H, do volta-que-estás-semi-perdoado-Herman. E gostei. A fazer-me lembrar um pouco o Tal Canal. A voltar a fazer-me rir. Como não me ria desde o Herman Enciclopédia. Aguardo novos episódios para confirmar. Um senão: a falta do Monchique.

2. Nunca pensei ouvir o André Sardet a cantar "A minha sogra é um boi", dos Mata-Ratos, na televisão. Mas ele fê-lo (no Diz que é uma espécie de magazine), com a letra alterada para qualquer coisa como "A progenitora da minha esposa é um bovino". Admirei-lhe a ousadia e fiquei a simpatizar mais com o moço.

3. Um outro programa a ver com frequência é Um prazer dos diabos (na SIC Mulher, às 4ªas., pelas 22h30m, com várias repetições), mais ou menos definível como de crítica humorística sócio-política. Gosto especialmente da Inês Meneses: tem o tipo de humor sarcástico e irónico do qual sou fã.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Quando voltaste questionei-te porquê. Se por cansaço ou por dever. Se por desejo ou, simplesmente, porque já não tinhas nada a dar. Fugiste-me à questão. Fugiste-me ao olhar. Desculpaste-te por entre frases feitas nas quais não acreditei. Mais tarde, bastante mais tarde, confessaste-me que voltaste por cobardia. E que era a cobardia que te impedia de voltar a partir.
"As coisas mais belas

são ditadas pela loucura

e escritas pela razão."


André Gide

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Constatações XIV

Trabalhar ao som de música clássica sabe muito bem.

Irritações do quotidiano*

(* Subtítulo: Ou deixa de ir comprar frango)

Há atitudes nas pessoas que, por vezes, conseguem irritar-me verdadeiramente. Ontem dirigi-me a um hiper para comprar um frango no churrasco. Chego, tiro a senha da praxe e ando para lá, do género ver montras, enquanto espero que saia a nova fornada (uma seca, portanto!). Quando faltam cerca de três números para chegar a minha vez aproximo-me do emaranhado de gente que está praticamente em cima do balcão. Finalmente chega a minha vez e lá vou eu a furar dizendo com licença, com licença. Conclusão: todas aquelas pessoas esperando ansiosamente coladas ao balcão estavam depois de mim. GGggrrrr, nervos! Será que pensam que serão servidos mais rapidamente por estarem mais próximos dos frangos? Mais à frente? Enfim...

Outra sensação parecida (ou seja, de grande irritação), ocorre-me quando estou numa fila à espera de algo. Porque é que as pessoas se colam a nós? É para andarmos mais rápido? Ou para nos pressionarem a colar-mo-nos ao próximo numa atitude de intimidação? GGGrrrr, nervos! Muitos nervos...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Este blog encontra-se em expansão internacional


Sim, sim!! Com visitas do Brasil, EUA, China, Perú, Suécia,

Luxemburgo, Irlanda, Costa Rica e Roménia!!

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Hoje acordei...

e senti que o meu país

é mais verdadeiro.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Fresquíssima

Abriu ontem, em Aveiro, a primeira smart shop da Europa (para além da Holanda, claro), que se chama de Cogumelo Mágico e vende drogas legais.
Por lá podem encontrar "erva sálvia, pronta para ser fumada ou vendida em extractos para fazer chá, kits para cultivo de cogumelos «mágicos», cápsulas de produtos naturais com princípios alucinogénicos (designadas happy-caps), cactos que contêm mescalina (uma substância alucinogénica), e chá de erva ayahuasca, «que junta duas plantas que são dos alucinogénicos mais potentes no mundo»".
Peço desculpa perante a desilusão de muitos mas não, não sei a morada. Vão ter mesmo de procurar!!

Sinto-me elogiada quando me dizem:

"Foste a única pessoa que te dignaste a ouvir a outra versão."

Lindo...


ARQUEÓLOGOS DESCOBRIRAM EM ITÁLIA

OS ESQUELETOS DE UM CASAL

QUE FOI ENTERRADO ABRAÇADO.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Agenda


Passeio Marítimo de Algés

8 de Junho: Pearl Jam
9 de Junho: Smashing Pumpkins
10 de Junho: Da Weasel e Beastie Boys

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Ainda sobre o futebol

Primeira página do jornal Record de hoje: "E até Scolari comemorou os golos ao Brasil". Heellloooooooo!!!! Estar-se-ia à espera de que atitude, afinal?

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Conversas de café

Diz um português para um brasileiro, após o 1º golo de Portugal no jogo entre Portugal-Brasil (ou terá sido Brasil-Portugal? hoje não estou com muitas certezas, já se vê!!): «Oh, oh, isto é que é saber jogar!! Quem levou o futebol para o Brasil foi o Pedro Álvares Cabral.» Ah pois é!!

Que...

... os chineses fotografam tudo o que lhes aparece à frente durante as suas excursões não é novidade (ou serão os japoneses? isso agora não interessa que a mim parecem-me todos iguais). Agora, o que pude constatar hoje, enquanto tomava o pequeno-almoço, pelas oito da manhã, numa sala cheia deles (e digo-o sem qualquer sentido depreciativo) é que eles começam logo aí!! Elas são fotografias com a companheira a segurar a chávena, a comer um pedaço de bolo, a limpar a boca, elas são fotografias com a criança aos berros, elas são fotografias com o homem a sentar-se, a levantar-se, a ir buscar café... Enfim, a vida deles é um álbum... repleto.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Hoje sinto-me assim...


E assim...


O mar inundou-me com a sua espuma fria branca.
Ainda que não fosse eu.
Perdi-me naquele entardecer alaranjado, com raios de rosa flor.
E tu estavas lá.
Nas ondas, na areia, no arfar dos cães que na praia corriam.
Nos gritos dos donos que os chamavam de volta.
Estavas lá... No infinito... No céu...
Na minha cabeça.
Os passos empurraram-me para onde queria ir.
Não sabia se devia. Molhei os pés.
E quis, nesse momento, nesse preciso momento,
atirar-me, despida, nua de tudo e de nada.
E deixar-me levar...

Passagens

"Abri o ferrolho depois de ter espreitado pelo buraco de vigia. Estava pendurada nas meias de nylon. Estava já roxa, os olhos revirados. Arranquei-lhe as meias à dentada. Estavam tão apertadas que os meus dedos não conseguiam desatar aquela coisa. Teve de ser à dentada. Salvou-se. Começou aí uma relação, eu não digo de amizade, porque eu sou guarda, mas percebe? Bom, ela começou a dar-me cartas para pôr no correio, para o companheiro. Depois deixava cartas na minha mesa e eu percebi eram as respostas. Ela simulava o correio que ia receber. E eu sei que não devia ter entrado no jogo, mas o que é que quer? Fez-me pena. Uma mulher que com a mão direita escreve cartas a um homem que não existe e com a mão esquerda, numa letra diferente, escreve as cartas de resposta para si própria. É de tristeza infinita, não é?"

Patrícia Reis in "Morder-te o coração"
Dom Quixote, 2007

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Se te sinto tanto assim é porque o desejo.

Porque me deixas desejá-lo.

Porque me levo a ti.

Em ti.

Porque me carregas sem dor.

Porque é assim.

E é assim que deve ser.

Se o desejamos.

E nós desejamo-lo.

A ver *


(*Não aconselhado a pessoas facilmente impressionáveis.

Nem a quem continua a não querer ver

a realidade como ela é.)

Constatações XIII

Queria tanto escrever sobre algo que acabei por esquecê-lo.

Facto

O grau de estupidez de algumas afirmações sobre o aborto é inversamente proporcional ao tempo que falta para a realização do referendo sobre a sua despenalização.

Exemplificando:

"Os cristãos que vão votar «sim» no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras ecesiásticas." - Tarcísio Alves, padre de Castelo de Vide in Diário de Notícias

"Se o «sim» vencer, o aborto vai tornar-se uma coisa normal, é como ter um telemóvel." - João César das Neves in Público

E um pouco de bom senso, não?

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

E porque hoje me apetece... (recordar)

My name is Luka
I live on the second floor
I live upstairs from you
Yes I think you've seen me before

If you hear something late at night

Some kind of trouble. some kind of fight
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was

I think it's because I'm clumsy

I try not to talk too loud
Maybe it's because I'm crazy
I try not to act too proud

They only hit until you cry
And after that you don't ask why
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore

Yes I think I'm okay
I walked into the door again
Well, if you ask that's what I'll say
And it's not your business anyway
I guess I'd like to be alone
With nothing broken, nothing thrown

Just don't ask me how I am
Just don't ask me how I am

Suzanne Vega

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Só uma coisinha


(Para ti, K.)


de Alejandro González Iñárritu

Se Babel fosse um livro, era-o de contos. De vidas distanciadas. Pelo espaço e pela forma. O filme não tem um fim. Nem uma moral. Percorre apenas momentos cruciais de existências. Que, sem se tocarem, se tocam. É também sobre consequências: até que ponto um acto praticado por alguém pode condicionar a vida de outro. Sem que qualquer um deles tenha disso noção. Uma visão, quanto a mim, deliciosamente crua de realidades.

(Nota: Até de bigode Gael García Bernal fica bem! Tinha de o dizer...)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Hoje sinto-me assim...


A noite

A noite não é tão escura assim. Nem tão fria quanto possa parecer.
É quente, convidativa. Suave, aconchegante. A noite não é noite. É dia que escureceu.
Há sons ao meu redor. Constantes. Já não os ouço.
A escuridão respira-me ao ouvido. Grita! Sussurra-me uma melodia de embalar. Sonha e acorda. Sente medo porque se sabe incompreendida. Porque se mostra assustadora quando, no entanto, é luz em mim. É carícia ausente, é um choro... risonho... de amor.
É mil toques diferentes: áspera, suave, sedosa, dura, rugosa. É o que eu quiser que seja.
A imaginação é escura. Porque fechas os olhos e vais onde as tuas pernas imaginam que te levam.
O amor é escuridão. Porque te transporta ao mais fundo de ti, onde a luz não entra, e te faz descobrir. Vasculhar.
A escuridão é suave. Mantém os olhos fechados e deixa que ela te invada como uma doença terminal. Já está escuro? Perde o medo então (se deixares, o medo come-te). Vê como é bela. Sente-a gotejar. Molhar-te. A mover-se dentro de ti.
E volta a despertar... abre os olhos devagar, profundos, serenos de luz...
Boa noite.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Genialidade

"No fundo, um escritor é um bocado um ladrão, um gatuno de sentimentos, de emoções, de rostos, de citações. Um livro é sempre feito de pequenos roubos com a vantagem de não sermos condenados (...)."


"(...) penso no absurdo de escrever. De estar a escrever quando podia estar com os amigos, ir ao cinema, ir dançar que é uma coisa de que gosto... mas não, um tipo está ali e é um bocado esquizofrénico. (...) Há sempre uma parte subterrânea nas obras de arte impossível de explicar. Como no amor. Esse mistério é, talvez seja, a própria essência do acto criador. (...) Quando criamos é como se provocássemos uma espécie de loucura, quando nos fechamos sozinhos para escrever é como se nos tornássemos doentes. A nossa superfície de contacto com a realidade diminui, ali estamos encarcerados numa espécie de ovo... só que tem de haver uma parte racional em nós que ordene a desordem provocada. A escrita é um delírio organizado."


"No fundo o que é enlouquecer? É sair de uma determinada norma, não é? É preciso muita coragem para se ser realmente louco."


António Lobo Antunes

Divagações bloguísticas


Um blogue pode ser equiparado a uma relação de amor. No sentido de que o outro da relação tem de ser acarinhado, sentir-se amado, para que a mesma saia fortalecida a cada passo. Assim, como sujeito activo desta relação blog - autora, hoje cultivo-o com muita dedicação.

Constatações XII

Estou irritadamente cansada de ouvir falar em aborto, em Bush, em Saddam...

P.S.: Porque é que terei eu feito (de uma forma absolutamente inconsciente, claro!!) esta associação?

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Coisas

Podia definir a vida como a soma de coisas e coisas e mais coisas. Porque elas estão sempre a suceder-se (sucessivamente) e preenchem os vazios deixados por nós.
Sinto que tudo o que me acontece (sejam ou não coisas) surge com um determinado fim. Um propósito. Ainda mesmo que não me seja deixado qualquer arbítrio. Ainda mesmo que não tenha concluído o processo de reflexão que me permite olhar para as coisas com a distância e clareza necessárias a uma análise. Ou resultado. Ou conclusão.
Se as coisas acontecem sei que amanhã (ou depois, ou mesmo depois) vou saber porque é que elas aconteceram. Vai justificar-se a sua existência. E vou concluir, já o sei, que se as coisas aconteceram daquele modo era porque esse era o caminho mais certo de entre os possíveis. Porque é o que acabo sempre por concluir, embora às vezes não com tanta facilidade. Ainda que agora sejam apenas fragmentos (de coisas). Inacabados. Incertos.
São simplesmente coisas.

"Se uma voz nos diz que é viver em vão
P’ra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanha
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São coisas
São só coisas
São coisas"

Ornatos Violeta

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

E porque hoje me apetece...

... expandir a minha alegria sem que a expanda demasiado...

YES

YES

YES

YES!!!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Aditamento ao post anterior

Lembrei-me agora que também pode ter acontecido o seguinte: algum assessor do presidente (danado para a brincadeira, como se vê) entregou-lhe este discurso e ele, que não percebe muito de inglês, limitou-se a ler arcaicamente o seu conteúdo. É uma hipótese...

Notícias da Índia

Na Índia, o presidente de todos os portugueses afirmou hoje (em inglês, sublinhe-se) que o «Portugal do Século XXI» é «um país empreendedor, confiante em si próprio» e que é capaz de «se afirmar como país de oportunidades». E eu pergunto: Senhor presidente, tem andado com a cabeça onde? Marte? E poderá relevar-nos onde estão escondidas tais oportunidades? É que o povão tem-se fartado de procurar e não encontra nada!!
E ainda acrescentou (em inglês, sublinhe-se novamente) que «Fazendo parte do grupo de países fundadores da zona euro, Portugal beneficia de fortes padrões de disciplina e estabilidade financeiras e de um clima macroeconómico e regulamentar favorável ao investimento estrangeiro». Das duas uma: ou o nosso presidente está a ficar louco (uma tendência, essa sim, com um clima macroeconómico muito favorável) ou, como a Índia é muito longe, pensou que não faria mal inventar umas mentirazitas a ver se cola.

Constatações XI

Detesto:

. A falta de respeito
. A incompetência
. Tentarem dar-me a volta quando sei que tenho razão

Como dizia o Miguel Esteves Cardoso (e aqui, adapto à - minha - realidade profissional), o trabalho é fodido.


"O amor é um egoísmo a dois."

Madame de Stael

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Saudade

Faz-me falta o Verão. Azul.

Tenho saudades dos dias passados à beira-mar. De mergulhar e chapinhar na água, sentindo-me não mais do que com cinco anos. De comer melancia e melão.
Tenho saudades do calor intenso. E de dizer com ar de enfado Ai que calor quando, na realidade, adoro senti-lo!! E dos risos condicionados pela estação. E das minhas havaianas...
Sinto falta das noites quentes e das esplanadas cheias. Da brisa suave que quase nada arrefece mas que me faz sentir bem. De beber uma cerveja a olhar para o ocaso.
Que saudades dos churrascos, de me deitar na relva, dos passeios de bicicleta, das mangueiradas...
E continuava... sem conseguir terminar...

Faz-me falta o Verão. Azul.

Imperdível é...

...o "Vai tudo abaixo", com o fantástico Jel.

"Wanderley é o brasileiro que vem fazer um documentário sobre Portugal mas detesta o nosso país, o black-skin percorre as ruas numa cruzada xenófoba estranha- dada a sua origem africana – e com a câmara escondida a registar, o Carlinhos é o machista-gay, Miguel Martins apresenta as ideias mais hilariantes e irracionais para o país, os «homens da luta» pararam no tempo e manifestam-se contra o grande capital como se vivessem o PREC, o Ruce desce baixo, mesmo baixo - às vezes fica de joelhos -, para manter o vício do «cavalo», o Ludgero, de etnia cigana, vende armas, droga e ouro a incautos transeuntes - de novo a câmara escondida -, José Manso vende caixões e tira as medidas a possíveis clientes em plena rua, o tarado sexual faz amor com os objectos mais inesperados, de marcos do correio a cabines telefónicas e até elevadores, o crítico de cinema é cego e pede a opinião dos espectadores à porta das salas de cinema para depois poder escrever as suas críticas... "

Horário:
4ªs. feiras pelas 23h00 (com repetição aos Domingos - às 00h00 - e 3ªs. - à 01h00) na SIC Radical

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Anorexia

MAIS UMA




Constatações X

Não gosto da palavra "camilha". Mesmo nada. Aliás, quando a pronuncio tenho dificuldades em aceitá-la como palavra.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Mais música*


* (não necessariamente boa para os meus ouvidos)

Segundo o Diário Digital de hoje, a BBC confirmou que se encontra em conversações com Morrissey para que o cantor represente a Inglaterra no Festival da Eurovisão.
Acrescenta-se ainda que, em 2006, o músico disse não ter ficado surpreendido com a má prestação do seu país, lamentando não ter sido convidado.
Parece que foi desta que lhe fizeram a vontade...
Morrissey, Morrissey, desiste, filho, e volta, que estás perdoado...

Muitos parabéns Sr. Bowie

60 é o número mágico de David Bowie

O mestre da reinvenção já foi Ziggy Stardust, Aladdin Sane ou Thin White Duke. A partir de hoje, David Bowie é um respeitável senhor de 60 anos de idade.
Mas não se pense que a data o intimida. Cada vez mais o rock é coisa de gente adulta e David Robert Jones, de seu verdadeiro nome, nascido a 8 de Janeiro de 1947, em Brixton, Inglaterra, sabe-o muito bem. Sabe-o tão bem que é possível dizer-se que nunca gerou tanto capital como nos últimos anos. Estima-se que o cantor valha na actualidade quase 180 milhões de euros e que a sua última digressão, a Reality Tour, tenha gerado mais de 40 milhões. Hoje, Bowie não tem planos para festejar a data. Limitou-se a dizer à imprensa que ficará em casa com a família. Mas os fãs é que não estão pelos ajustes e preparam-se para uma noite de arromba. Em cidades como Londres, Milão, Berlim, Roma ou Tóquio está prevista uma série de concertos que assinalam o aniversário, e todos contarão com a presença de uma série de bandas de homenagem. Nos próximos meses, o cantor prepara-se para mais desafios, depois de em 2004 ter abrandado com as lides discográficas e suspendido mesmo uma série de concertos devido a complicações cardíacas. "O último ano foi fantástico - andar a pé de manhã, ver filmes à tarde e à noite ouvir novas bandas foi a minha cura", disse recentemente. Mas foi um descanso activo, porque não deixou de apadrinhar bandas que estavam no início, como aconteceu com os canadianos Arcade Fire ou com os americanos Clap Your Hands and Say Yeah, que se viriam a revelar fenómenos de sucesso. O seu próximo projecto é a curadoria do festival High Line, que se realiza já em Maio, em Nova Iorque, e que culminará com um grande concerto ao ar livre da sua autoria. Apesar de ter feito, nos últimos anos, algumas aparições em concertos como convidado (Arcade Fire e David Gilmour), será o seu primeiro concerto dos últimos três anos. O evento incluirá música, mas também performance, artes visuais, cinema e acções nocturnas, numa mistura de novos talentos e consagrados. Apesar de ainda não ser oficial, tudo indica que o criador de êxitos que atravessam gerações como Heroes, Space Oddity, Ashes to Ashes ou Let"s Dance deverá lançar também um novo álbum lá para o final do ano, seguindo-se uma digressão. O que é mesmo certo é a reedição de cerca de 17 álbuns de uma longa carreira iniciada em 1967 com um homónimo longa-duração. Ao contrário de outras estrelas da sua geração, como Paul McCartney ou Elton John, Bowie nunca investiu em propriedades pelo mundo fora. Segundo o jornal The Independent, possuirá apenas terrenos na zona de Nova Iorque, onde tenciona construir uma nova casa, e um apartamento, em Manhattan, que partilha com a sua mulher, a ex-modelo Iman, e a sua filha mais nova, Alexandria, mais conhecida por Lexi. Hoje há festa lá em casa.”

In Público on line


segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Apontamentos televisivos

1. Tento, durante o fim de semana, concentrar-me em alguns programas informativos ou sobre actualidade. Não consigo fazê-lo por mais de 5 minutos: explosões, feridos, palavras de revolta, mortes, casas e cidades destruídas, ódio, fome e o rol de sinónimos já nossos conhecidos que nunca vão acabar.

2. A RTP 1 (canal que prezo pela sua qualidade em relação aos canais privados nacionais) descobriu uma nova forma de audiências fáceis, pelo que pude constatar no Telejornal de ontem: agora, mais importante que os feitos dos participantes do Dakar é a coragem e a audácia dos espectadores que ajudam os concorrentes a salvar-se de uma grande alhada (um atolamento, um problema de mecânica, enfim que por isto só passa quem por lá anda)!! E era ver os heróis nacionais tão orgulhosos... Não os critico a eles, mas aos jornalistas que deviam ter mais com o que se preocupar... Enfim, mais um grande acontecimento para a série "Portugal no seu melhor"...

Sem título

E de repente a porta fecha-se.
Na minha cara.
Agredindo quase duramente como só uma porta a fechar-se sabe bater.
Mas sem me concretizar a agressão.
Abre.
Fecha.
Abre.
Fecha.
Já me tinha esquecido que as portas se abrem e fecham.
Ou o contrário.
Já me tinha esquecido de que, por vezes, as portas se encontram apenas entreabertas.
Ou fechadas esperando que uma boa alma as abra.
Já me tinha esquecido qual a função das portas.
Não meros objectos decorativos.
Elas abrem e fecham.
Fecham e abrem.
Fecham e abrem.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

"O vinho é o melhor lugar

para se encontrar com os amigos."

Carlos Arruda

Hoje sinto-me assim...

(O caminho está delineado, traçado com linhas transparentes e garatujas indefinidas. Apresenta-se perante mim mas não é certo nem sabido. Aguardo pelas respostas que só o futuro me poderá dar. De bandeja. Espero, de braços abertos e coração esperançado, a concretização do que me foi dado a provar. Espero saboreando o incerto sabor do triunfo.)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Genialidade

"(...) o que penso ou escrevo hoje é do eu de hoje; o de amanhã é livre de, a partir de hoje, ter sua trajectória própria e sua meta particular. Mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso."

Agostinho da Silva in «Agostinho da Silva - Uma antologia»

(Paulo Borges, 2006)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A retroescavadora (e o seu efeito íman)

Descobri uma coisa muito interessante. Tudo começou assim:
O parque de estacionamento do meu local de trabalho está em obras. Retiram-se raízes de árvores por debaixo do chão, colocam-se umas luzes todas bonitas e modernas, mantém-se a (maldita) calçada à portuguesa! Ora, isso requer muitos trolhas, martelos e outros aparelhos da profissão que desconheço (ah, santa ignorância!). E requer também uma retroescavadora.
Assim, pude concluir que um local em obras com retroescavadora é um local de encontros. Ora se juntam os miúdos a verem a máquina em acção, ora são grupos de homens que, junto à mesma, mantêm amenas cavaqueiras. Durante todo o dia!! Dá a sensação de, durante este período, trocarem os bancos de jardim e as cartas pelo local da retroescavadora. Aí é que está a emoção!!
Nunca me passaria o tal pela cabeça mas, após uma semana de contínua repetição, dou este facto como quase cientificamente comprovado!
Está-se sempre a aprender...

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Post natalício*




* Ou: O único post natalício deste blog

Actualidades

Ataque

"A Associação Sindical de Juízes considera que não pode haver crime de violência doméstica quando um casal é composto por duas pessoas do mesmo sexo.
Pedro Albergaria, um dos autores do parecer, citado hoje pelo "Diário de Notícias", considera que, não estando previsto no Código Civil o casamento de pessoas do mesmo sexo, não se pode estabelecer no Código Penal que a violência entre casais homossexuais constitua um crime específico dos relacionamentos conjugais ou paraconjugais. De acordo com este juiz, também "não está minimamente demonstrado que estas situações [de violência] existem", sendo que o legislador deve legislar sobre o que geralmente acontece e não sobre o que pode acontecer." (...)

Contra-ataque

"O coordenador da Unidade de Missão para a Reforma do Código Penal, Rui Pereira, discorda do parecer da Associação Sindical de Juízes e lembra que "há pessoas do mesmo sexo a viver em união de facto", uma situação que a lei já prevê, algo que Pedro Albergaria confessa não ter levado em conta no seu parecer." Se há violência nessa relação, a tutela jurídica não pode fechar os olhos", afirma Rui Pereira. "Além disso, o crime em causa envolve violência física e psíquica, e não é necessariamente o mais forte fisicamente que maltrata o outro. Aliás, por esse ponto de vista nenhum homem poderia apresentar queixa por levar pancada de outro homem em qualquer circunstância, ou uma mulher por ser agredida por outra mulher", esclarece ainda Rui Pereira."

In Público on line

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Quero ver os peixes a bailar

"Esta noite quero cantar
Dançar e voar
E, quero ver luzes muitas
Quero ser um pássaro.
Quero ver os peixes a bailar
E as ideias a gritar
Quero voar, voar até ver.
O mar pegar o fogo
O tempo incendiar até à luz
A luz me cegar e eu voltar para o meu lugar..."


Entre Aspas

Se...

Se Cavaco Silva admite que existe um "certo atraso" no julgamento do processo Casa Pia, será que podemos defender que uma mulher prestes a dar à luz sofreu um "certo atraso" no período?

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Inquietação

do Lat. inquietatione


s. f.,
estado de inquieto;
apoquentação;
excitação;
nervosismo;
preocupação;
sobressalto.

Círculos. Círculos. Círculos.
Tudo o que vejo são círculos.
Quadrados, rectangulares,
redondos também.
Ir e vir. Nascer e morrer.
Adormecer e acordar.
Partir e voltar.