quarta-feira, 28 de março de 2007

Este blog já esteve mais longe de...



MANDAR (OS KGS) DE TRABALHO

QUE TENHO PARA FAZER

ÀS URTIGAS!!!

segunda-feira, 26 de março de 2007

Eles eram tão VIP's, mas tão VIP's, que quando ela chegou começaram a olhá-la que nem porcos.

E um buraquinho para nos escondermos, não?

Eu já imaginava que era Salazar que ia ganhar o "Grandes Portugueses" (ah? como? expliquem-me bem que não entendo). Mas, até ao final, tive uma esperançazinha de que assim não fosse. Quando se confirmou, senti-me pequenina, carregando em mim a vergonha de um país inteiro. Concordo com as opiniões que dão esta vitória como um voto de protesto. Mas não compreendo como, por muito descontentes que estejam com o país de merda que temos, as pessoas possam ter votado neste anormal.

Post clubístico


sexta-feira, 23 de março de 2007

A voltar...

Um jantar com pessoas que nos querem bem ajuda a levantar a moral. Um jantar regado a recordações, a encontros e a intimidades. Um jantar em que viajei por tempos muito idos, entre Fernando Tordo, Carlos Paião, Amália, Manuela Bravo, Doce, Manuel Gedeão... A Pedra Filosofal é algo de muito especial... E, por fim, saindo do registo, Cássia Eller. Ah, mulher...
Acho que o vinho, branco, fresquinho, também ajudou um pouco a este subir de astral... E ajudou, também, a escrever este texto, rápido, corrido, saído ao sabor da vontade de o escrever... sem tempo nem desejos de pensar...

Hoje...

Só uma criança (como tu)

foi capaz de me colocar

um sorriso (sincero) na face.
Porque é que tudo o que me é vital está tão longe?

Porque é que me apetece fechar os olhos e deixar-me dormir?

Porque é que as tuas palavras não me confortam, apesar de gostar de ouvi-las?

Porque é que me sinto tão vazia?

Porque é, por vezes, a vida me parece tão simples,

e agora me é tão difícil compreendê-la?

Porque é que me sinto tão ?

Porque é que é tudo tão igual?

Porque é que as palavras não me saem?

Porque é que esta ansiedade me consome?

Porque é que a realidade não se altera

abruptamente como nos filmes?

Porque é que não consigo explicar

nem perceber os comportamentos humanos?

Porque é que me sinto tão diferente?

Porque é que sinto necessidade de chorar

mas as lágrimas não me caem?

Agenda


CRAZY HORSE


A partir de 3 de Abril no Auditório dos Oceanos

- Casino de Lisboa


quinta-feira, 22 de março de 2007

Pergunta do dia: Será o primeiro-ministro engenhéééiiro?

Sobre o assunto, veja-se este texto da autoria de Fernando Sobral, publicado no Jornal de Negócios de 7 de Março de 2006 (não, não me enganei na data!!):

"José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, primeiro-ministro desta República, tem um bacharelato em Engenharia Civil pelo ISEC (Instituto Superior de Engenharia de Coimbra), informação que não é contestada. Porém, na sua biografia oficial é dito que Sócrates Pinto de Sousa é “Licenciado em Engenharia Civil”. No perfil que foi publicado no Diário de Notícias, por Filipe Santos Costa, é dito que “…quando voltou à Covilhã, em 1981, Sócrates já tinha complementado o bacharelato com a licenciatura, em Lisboa”. Mas a licenciatura que existia em Lisboa nessa altura (1979-81) era no Instituto Superior Técnico, onde Sócrates não consta como aluno.Por isso, em 1981 Sócrates não estaria licenciado por Lisboa. Onde foi que se licenciou? Teria sido no ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa) do Instituto Politécnico de Lisboa? É que aí a Licenciatura Bi-Etápica em Engenharia Civil só começou em 1998/99… No ISEC onde fez o bacharelato? Mas a licenciatura bietápica em Engenharia Civil no ISEC também só começou em 1998/99. Também não frequentou a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, nem o Instituto Superior Técnico, nem consta que tenha frequentado a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Portanto, não seria licenciado em 1981. NaOrdem dos Engenheiros também não está inscrito. O bacharelato em Engenharia Civil do ISEC tinha quatro anos (8 semestres) - só passou a três anos na reestruturação de 1988 (Decreto-Lei nº389/88, de 25 de Outubro) empreendida por Roberto Carneiro. Onde fez Sócrates a dezena e meia de cadeiras (veja-se o plano do 5.º ano da licenciatura no ISEL) que precisava com o bacharelato do ISEC para obter a licenciatura? Os Cursos de Estudos Superiores Especializados (4 semestres) só começaram no ISEC em 1991 e no ISEL em 1988 (Direcção, Gestão e Execução de Obras - 4 semestres) e 1990 (Transportes e Vias de Comunicação – 4 semestres). Além disso, um CESE não é uma licenciatura. Por isso, esta hipótese não parece plausível. Não é.Não consta que Sócrates tenha frequentado a licenciatura bi-etápica do ISEL ou do ISEC. Mas Sócrates afirma ainda que “concluiu depois uma pós-graduação em Engenharia Sanitária pela Escola Nacional de Saúde Pública” (ENSP). Todavia, o curso de Engenharia Sanitária é leccionado desde 1975 na Universidade Nova de Lisboa, pertencendo, desde a criação das faculdades da Nova, à sua Faculdade de Ciências e Tecnologia, primeiro sob a forma de curso de especialização e a partir de 1983 como mestrado. Exige a licenciatura como condição de admissão. Nunca pertenceu à Escola Nacional de Saúde Pública (que em Abril de 1994 foi integrada na Universidade Nova de Lisboa). Mas Sócrates não foi aluno desse curso de Engenharia Sanitária daFaculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (que foi criado em 1975) - nem ele o diz, pois refere expressamente que a sua “pós-graduação” foi na ENSP. Então, que curso de Engenharia Sanitária fez? Chamar-se-ia mesmo “pós-graduação”? Ou seria um curso de curta duração na ENSP? E em que ano decorreu? Sócrates já seria licenciado quando frequentou essa “pós-graduação”? O que parece verdadeiro é que José Sócrates Pinto de Sousa terá obtido em 1996 uma licenciatura em Engenharia Civil pela Universidade Independente !!!!! Que equivalências lhe foram atribuídas e quantas cadeiras teve de frequentar e concluir ??? Se compararmos os planos dos dois cursos - o bacharelato do Politécnico de Coimbra e a licenciatura daUniversidade Independente -, e as respectivas disciplinas, chegamos à conclusão de que um candidato com o bacharelato do ISEC precisa de fazer 10 cadeiras (existem algumas disciplinas do curso na Universidade Independente que não têm correspondência no curso de Coimbra) e mais uma de Projecto para se licenciar naUniversidade Independente de Lisboa. Não deve ter sido fácil, tendo em conta que Sócrates teria concluído o bacharelato em 1979. A Licenciatura em Engenharia Civil na Universidade Independente foi criada pela Portaria n.º 496/95 de 24 de Maio de 1995, embora o diploma tenha, retroactivamente, autorizado o funcionamento do curso desde o ano lectivo de 1994/95. Ora, o primeiro governo de António Guterres (o 13.ºGoverno Constitucional) toma posse em 28 de Outubro de 1995 e José Sócrates é ministro-adjunto do primeiro-ministro. Nessa desgastante função, José Sócrates parece ter encontrado tempo e concentração, na mesma altura em que prepara e participa na campanha eleitoral durante o ano de 1995 e, já no Governo, adjuva o primeiro-ministro e coordena as secretarias de Estado da Comunicação Social, Desporto e Juventude, para, quinze anos depois do seu bacharelato, realizar as 11 cadeiras que, em princípio, teve de efectuar para obter o título de licenciado em Engenharia Civil em 1996. Deve ter sido muito difícil, um esforço quase sobre-humano.Não há motivo algum para que Sócrates tenha escondido do povo português a sua epopeia académica, a não ser por modéstia, o que, neste caso, não se justifica. É um motivo de grande orgulho próprio e um exemplo de sucesso para jovens e adultos. Enfim, não é de admirar a surpresa do engenheiro sanitário Pinto de Sousa perante a realidade técnica dos finlandeses.

Bonito, acrescento eu...

Constatações XIX

Sinto-me viver um constante dejá vu.

Delírios

Imaginas-te poeta.

Pessoa?

Não. Animal.
Ele: Vens?
Ela: Talvez...
Ele: Isso significa que?
Ela: O que quer significar.
Ele: Que é?
Ela: Não sei muito bem.

Concedo-te, então, o que resta de ti para descobrires.
Saíu. E não voltou.

Passagens

"Quando Jay chegou ao Spy já eram dez horas e a festa ia já avançada. Mais um dos lançamentos literários de Kerry, pensou arrependido. Jornalistas chatos e champanhe barato e coisinhas jovens e sôfregas saracoteando-se muito atenciosas para coisas mais velhas e blasé como ele próprio.
(...) O Spy era como muitos outros clubes de Londres. Os nomes mudam, a decoração muda, mas os lugares permanecem iguais: elegantes e ruidosos mas sem alma. Por volta da meia-noite a maioria dos candidatos já teria abandonado qualquer pretensão a intelectualismos, optando antes por se entregarem à tarefa bem mais séria de se embriagarem, de se seduzirem uns aos outros ou insultarem os seus rivais."

Joanne Harris in "Vinho Mágico"

quarta-feira, 21 de março de 2007

Hoje estou num daqueles dias em que...

... me apetece devorar...

Isto...



Isto...








E isto...

segunda-feira, 19 de março de 2007

Nulidades

Depois de quase ter destruído o meu blog na tentativa (frustradíssima) de alterar o template, sou obrigada a reconhecer que não percebo nada de informática. Assim, aceitam-se lições por correspondência... Pleaseeee...

Constatações XVIII

Se pudesse, matava uns quantos taxistas.

sábado, 17 de março de 2007

Voar...



Tens dúvidas no início. Medo até. Questionas-te ininterruptamente se conseguirás. És forte, certo. E corajosa e determinada e (virtude ou defeito?) independente. Muito independente. Talvez demasiado, não sei. Mas ainda assim te é difícil saber se conseguirás. É-te difícil dar o primeiro passo (e não é sempre o mais difícil?). É-te difícil sobretudo pelo medo da rejeição. A sua visão é assustadora e sabes que não vais conseguir lidar com ela, se te acontecer. Mas tens que correr o risco. Porque queres. E não foi sempre assim? Quando na tua cabeça te surge sempre a frase sofre por viver, nunca por não teres vivido...


Arriscas. Uma vez mais...


E uma vez mais compreendes que foi bom teres arriscado...


Começas a ganhar confiança e a noção de que podes começar a voar...


Só.





quinta-feira, 15 de março de 2007

Baahhh

De acordo com o Diário Digital de hoje, Tony Blair pediu, na quarta-feira passada, perdão pelo papel histórico que o Reino Unido teve no tráfico de escravos negros de África.
Não acho que Tony Blair deva pedir desculpas por um passado histórico que o mesmo não escolheu, nem provocou.
Devia, talvez, desculpar-se antes por algo mais concreto, mais actual. A invasão ao Iraque, por exemplo.

Constatações XVII

Vou-me apercebendo que tenho uma tendência natural para seguir os caminhos difíceis.
E vou constatando que esses são os mais deliciosos...
Estranho-te. Sem conseguir compreender. Será que a ficção em que vives constantemente te faz viver uma realidade que não é a tua? Ou será que eu é que desisti de fazer parte dessa ficção de que não gosto? Por ser mentirosa, ilusória, uma fingida escapatória...
Estranho-te. Será que as palavras te custam caro e preferes guardá-las para mais tarde? Talvez tarde demais? Ou serei eu que me cansei de proferi-las para o vazio?
Estranho-te. Estarás cansada de ti? Ou serei eu que me cansei? Das tuas dores que são exageradas, vazias, falsas na tua verdade?
Estranho-te. Na tua pressa de correr para não sei o quê. Eu chamar-lhe-ia fugir. Para ti talvez seja encontrar.
Estranho-te nas letras, por vezes aleatoriamente desconstruídas, nos sorrisos (vãos), nas cores do teu batom. No que escreves. Na tua solidão (incompreendida?), por ti criada, por ti mantida.
Estranho-te.