quinta-feira, 22 de março de 2007

Delírios

Imaginas-te poeta.

Pessoa?

Não. Animal.
Ele: Vens?
Ela: Talvez...
Ele: Isso significa que?
Ela: O que quer significar.
Ele: Que é?
Ela: Não sei muito bem.

Concedo-te, então, o que resta de ti para descobrires.
Saíu. E não voltou.

Passagens

"Quando Jay chegou ao Spy já eram dez horas e a festa ia já avançada. Mais um dos lançamentos literários de Kerry, pensou arrependido. Jornalistas chatos e champanhe barato e coisinhas jovens e sôfregas saracoteando-se muito atenciosas para coisas mais velhas e blasé como ele próprio.
(...) O Spy era como muitos outros clubes de Londres. Os nomes mudam, a decoração muda, mas os lugares permanecem iguais: elegantes e ruidosos mas sem alma. Por volta da meia-noite a maioria dos candidatos já teria abandonado qualquer pretensão a intelectualismos, optando antes por se entregarem à tarefa bem mais séria de se embriagarem, de se seduzirem uns aos outros ou insultarem os seus rivais."

Joanne Harris in "Vinho Mágico"

quarta-feira, 21 de março de 2007

Hoje estou num daqueles dias em que...

... me apetece devorar...

Isto...



Isto...








E isto...

segunda-feira, 19 de março de 2007

Nulidades

Depois de quase ter destruído o meu blog na tentativa (frustradíssima) de alterar o template, sou obrigada a reconhecer que não percebo nada de informática. Assim, aceitam-se lições por correspondência... Pleaseeee...

Constatações XVIII

Se pudesse, matava uns quantos taxistas.

sábado, 17 de março de 2007

Voar...



Tens dúvidas no início. Medo até. Questionas-te ininterruptamente se conseguirás. És forte, certo. E corajosa e determinada e (virtude ou defeito?) independente. Muito independente. Talvez demasiado, não sei. Mas ainda assim te é difícil saber se conseguirás. É-te difícil dar o primeiro passo (e não é sempre o mais difícil?). É-te difícil sobretudo pelo medo da rejeição. A sua visão é assustadora e sabes que não vais conseguir lidar com ela, se te acontecer. Mas tens que correr o risco. Porque queres. E não foi sempre assim? Quando na tua cabeça te surge sempre a frase sofre por viver, nunca por não teres vivido...


Arriscas. Uma vez mais...


E uma vez mais compreendes que foi bom teres arriscado...


Começas a ganhar confiança e a noção de que podes começar a voar...


Só.





quinta-feira, 15 de março de 2007

Baahhh

De acordo com o Diário Digital de hoje, Tony Blair pediu, na quarta-feira passada, perdão pelo papel histórico que o Reino Unido teve no tráfico de escravos negros de África.
Não acho que Tony Blair deva pedir desculpas por um passado histórico que o mesmo não escolheu, nem provocou.
Devia, talvez, desculpar-se antes por algo mais concreto, mais actual. A invasão ao Iraque, por exemplo.

Constatações XVII

Vou-me apercebendo que tenho uma tendência natural para seguir os caminhos difíceis.
E vou constatando que esses são os mais deliciosos...
Estranho-te. Sem conseguir compreender. Será que a ficção em que vives constantemente te faz viver uma realidade que não é a tua? Ou será que eu é que desisti de fazer parte dessa ficção de que não gosto? Por ser mentirosa, ilusória, uma fingida escapatória...
Estranho-te. Será que as palavras te custam caro e preferes guardá-las para mais tarde? Talvez tarde demais? Ou serei eu que me cansei de proferi-las para o vazio?
Estranho-te. Estarás cansada de ti? Ou serei eu que me cansei? Das tuas dores que são exageradas, vazias, falsas na tua verdade?
Estranho-te. Na tua pressa de correr para não sei o quê. Eu chamar-lhe-ia fugir. Para ti talvez seja encontrar.
Estranho-te nas letras, por vezes aleatoriamente desconstruídas, nos sorrisos (vãos), nas cores do teu batom. No que escreves. Na tua solidão (incompreendida?), por ti criada, por ti mantida.
Estranho-te.

Hoje este blog movimenta-se ao som de...


JAMES

segunda-feira, 12 de março de 2007

A 1ª vez - Trinta e nove testemunhos

Magda Bandera
Notícias Editorial

"De Lucía e dessas emoções únicas ficou-me muito. Agora, que já estou bem, dou conta de que vivo como ela gostava de viver. Tento desfrutar todas as coisas não como num torvelinho de medo de que se acabe o tempo, mas de maneira consciente. Tento fixar-me em tudo, como se fosse um turista, e vou olhando os edifícios, as pessoas, os pormenores. Quero ficar com as coisas em mim, quero vivê-las todas."

Comprei este livro por duas razões: por um lado, o seu preço de saldo; por outro, o seu tema - trinta e nove homens e mulheres descrevem como foi a sua primeira vez; no fundo, comprei-o para satisfazer o lado voyeur que acredito existir em cada um de nós.

Embora o tenha lido até ao fim, até porque é de leitura muito fácil e rápida, não o aconselho a ninguém. O livro é mau, muito mau. Incoerente na sucessão de ideias, não sei se porque a autora pretendeu manter o discurso tal como lhe foi transmitido, ou porque não foi capaz de mais, a uma única ideia corrente ao longo do livro é que a primeira vez não é boa para ninguém. Muito à custa de idealização que se tem da primeira entrega física.

A citação que aqui transcrevo é a mais bela frase desta primeira vez (primeira e última porque não volto a ler nada desta autora, a não ser coagida).
Tenho dito!

Constatações XVI

(Era para escrever sobre o monte de lama que é o novo reality show da TVI, a "Bela e o Mestre". Não o vou fazer porque já vi o assunto debatido na blogosfera, pelo que não vale a pena estar a repeti-lo. As opiniões são consensuais. No entanto...)

Sinto-me traída pelo Rui Zink.

(Então não é que este senhor é comentador, ou jurado, ou o que quer que seja, no monte de lama acima citado???)

Sobre os Oscares (III) - Último

Os Oscares para Helen Mirren por "A Rainha", e para Forest Whitaker por "O último rei da Escócia" foram justíssimos. Não concordo com o Oscar entregue a Alan Arkin por "Little Miss Sunshine". Embora me tenha feito rir muito, acho que quem o merecia era Djimon Hounsou, em "Diamante de Sangue".
Finalmente, embora tenha gostado do "Entre inimigos" e ache que o Martin Scorsese já merecia um Oscarzito, o melhor filme é "Little Miss Sunshine". Pena é que não seja uma grande produção e não tenha custado muitos milhões de dólares. Talvez aí tivesse ganho.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Porque hoje é 6ª feira












Hhhhuuuummmm...

Portugalidades

Se isto continuar assim, o Governo poderia pensar na atribuição de medalhas de mérito aos titulares de altos cargos públicos que nunca foram constituídos arguidos.

Expressões que não deveriam existir

Há dias fui a um supermercado pretendendo comprar, entre outras coisas mais, o chamado gel íntimo (esta expressão também é boa, mas não a objecto deste texto). Como não encontrava, dirigi-me a uma empregada a perguntar se não havia. Diz-me ela com ar pensativo: Gel íntimo? Ah, senhora, não estou a ver o que seja! E eu a pensar que não me dava muito jeito ter de fazer um desenho, até porque nunca fui muito boa nessa área. Quando tentava descobrir como é que lhe ia explicar o pretendido diz-me a colaboradora: Aaaahhhh, o que a senhora quer é gel de lavar por baixo. É isso, não é? Pois... é! O que eu queria era gel de lavar por baixo!!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Notícia de última hora:

O Capitão América morreu.

(E eu que já nem me lembrava que ele existia...)

Porque é que? *

(* Ou: Dúvidas sobre e-mails)

- Me enviam mails que eu própria enviei?

- Me enviam repetidamente o mesmo mail?

- Me enviam mails sobre como agir em casos de enfarte do miocárdio ou outros ataques idênticos? Será que é por acharem que, face a uma situação dessas, me vou recordar dos vários passos? Ou melhor ainda, acham que tenho disponibilidade mental para os ler?

- Me enviam mails para reenviar a não sei quantas pessoas, dependendo do seu número a rapidez da concretização de um desejo. Acham mesmo que o faço?

- Me enviam mails sobre uma série de situações idênticas que me ocupam o espaço e me despoletam irritação?

Caros amigos que me enviam mails: Eu gosto de receber as vossas mensagens electrónicas. Aquelas que me informam; que me fazem rir. Mas limitem-se ao essencial ok?
Desde já agradeço.

Regresso ao passado

Gostei muito da Gala dos 50 anos da RTP. Principalmente pelas imagens que fizeram parte da minha infância e que não pensei voltar a ver. Adorei rever as publicidades (quem se lembra do BIC, BIC, BIC, BIC, BIC, BIC. BIC laranja tralalá, BIC azul tralalá). As séries (por exemplo, o famoso Duarte & Companhia). Os desenhos animados (que saudades do D'Artacão, da Abelha Maia, do Bana e Flapi, do Tom Sayer, entre outros). O aspecto que tínhamos durante os anos 80 (cada susto!!). As músicas que mandavam as crianças dormir (porque é que acabaram com isso?). Só não gostei mesmo de ter de levar com os vários planos e bocas estúpidas do (supostamente humorista) Fernando Mendes. Não tenho paciência para o homem. Definitivamente.