sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Lindo...


ARQUEÓLOGOS DESCOBRIRAM EM ITÁLIA

OS ESQUELETOS DE UM CASAL

QUE FOI ENTERRADO ABRAÇADO.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Agenda


Passeio Marítimo de Algés

8 de Junho: Pearl Jam
9 de Junho: Smashing Pumpkins
10 de Junho: Da Weasel e Beastie Boys

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Ainda sobre o futebol

Primeira página do jornal Record de hoje: "E até Scolari comemorou os golos ao Brasil". Heellloooooooo!!!! Estar-se-ia à espera de que atitude, afinal?

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Conversas de café

Diz um português para um brasileiro, após o 1º golo de Portugal no jogo entre Portugal-Brasil (ou terá sido Brasil-Portugal? hoje não estou com muitas certezas, já se vê!!): «Oh, oh, isto é que é saber jogar!! Quem levou o futebol para o Brasil foi o Pedro Álvares Cabral.» Ah pois é!!

Que...

... os chineses fotografam tudo o que lhes aparece à frente durante as suas excursões não é novidade (ou serão os japoneses? isso agora não interessa que a mim parecem-me todos iguais). Agora, o que pude constatar hoje, enquanto tomava o pequeno-almoço, pelas oito da manhã, numa sala cheia deles (e digo-o sem qualquer sentido depreciativo) é que eles começam logo aí!! Elas são fotografias com a companheira a segurar a chávena, a comer um pedaço de bolo, a limpar a boca, elas são fotografias com a criança aos berros, elas são fotografias com o homem a sentar-se, a levantar-se, a ir buscar café... Enfim, a vida deles é um álbum... repleto.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Hoje sinto-me assim...


E assim...


O mar inundou-me com a sua espuma fria branca.
Ainda que não fosse eu.
Perdi-me naquele entardecer alaranjado, com raios de rosa flor.
E tu estavas lá.
Nas ondas, na areia, no arfar dos cães que na praia corriam.
Nos gritos dos donos que os chamavam de volta.
Estavas lá... No infinito... No céu...
Na minha cabeça.
Os passos empurraram-me para onde queria ir.
Não sabia se devia. Molhei os pés.
E quis, nesse momento, nesse preciso momento,
atirar-me, despida, nua de tudo e de nada.
E deixar-me levar...

Passagens

"Abri o ferrolho depois de ter espreitado pelo buraco de vigia. Estava pendurada nas meias de nylon. Estava já roxa, os olhos revirados. Arranquei-lhe as meias à dentada. Estavam tão apertadas que os meus dedos não conseguiam desatar aquela coisa. Teve de ser à dentada. Salvou-se. Começou aí uma relação, eu não digo de amizade, porque eu sou guarda, mas percebe? Bom, ela começou a dar-me cartas para pôr no correio, para o companheiro. Depois deixava cartas na minha mesa e eu percebi eram as respostas. Ela simulava o correio que ia receber. E eu sei que não devia ter entrado no jogo, mas o que é que quer? Fez-me pena. Uma mulher que com a mão direita escreve cartas a um homem que não existe e com a mão esquerda, numa letra diferente, escreve as cartas de resposta para si própria. É de tristeza infinita, não é?"

Patrícia Reis in "Morder-te o coração"
Dom Quixote, 2007

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Se te sinto tanto assim é porque o desejo.

Porque me deixas desejá-lo.

Porque me levo a ti.

Em ti.

Porque me carregas sem dor.

Porque é assim.

E é assim que deve ser.

Se o desejamos.

E nós desejamo-lo.

A ver *


(*Não aconselhado a pessoas facilmente impressionáveis.

Nem a quem continua a não querer ver

a realidade como ela é.)

Constatações XIII

Queria tanto escrever sobre algo que acabei por esquecê-lo.

Facto

O grau de estupidez de algumas afirmações sobre o aborto é inversamente proporcional ao tempo que falta para a realização do referendo sobre a sua despenalização.

Exemplificando:

"Os cristãos que vão votar «sim» no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras ecesiásticas." - Tarcísio Alves, padre de Castelo de Vide in Diário de Notícias

"Se o «sim» vencer, o aborto vai tornar-se uma coisa normal, é como ter um telemóvel." - João César das Neves in Público

E um pouco de bom senso, não?

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

E porque hoje me apetece... (recordar)

My name is Luka
I live on the second floor
I live upstairs from you
Yes I think you've seen me before

If you hear something late at night

Some kind of trouble. some kind of fight
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was
Just don't ask me what it was

I think it's because I'm clumsy

I try not to talk too loud
Maybe it's because I'm crazy
I try not to act too proud

They only hit until you cry
And after that you don't ask why
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore
You just don't argue anymore

Yes I think I'm okay
I walked into the door again
Well, if you ask that's what I'll say
And it's not your business anyway
I guess I'd like to be alone
With nothing broken, nothing thrown

Just don't ask me how I am
Just don't ask me how I am

Suzanne Vega

segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

Só uma coisinha


(Para ti, K.)


de Alejandro González Iñárritu

Se Babel fosse um livro, era-o de contos. De vidas distanciadas. Pelo espaço e pela forma. O filme não tem um fim. Nem uma moral. Percorre apenas momentos cruciais de existências. Que, sem se tocarem, se tocam. É também sobre consequências: até que ponto um acto praticado por alguém pode condicionar a vida de outro. Sem que qualquer um deles tenha disso noção. Uma visão, quanto a mim, deliciosamente crua de realidades.

(Nota: Até de bigode Gael García Bernal fica bem! Tinha de o dizer...)

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Hoje sinto-me assim...


A noite

A noite não é tão escura assim. Nem tão fria quanto possa parecer.
É quente, convidativa. Suave, aconchegante. A noite não é noite. É dia que escureceu.
Há sons ao meu redor. Constantes. Já não os ouço.
A escuridão respira-me ao ouvido. Grita! Sussurra-me uma melodia de embalar. Sonha e acorda. Sente medo porque se sabe incompreendida. Porque se mostra assustadora quando, no entanto, é luz em mim. É carícia ausente, é um choro... risonho... de amor.
É mil toques diferentes: áspera, suave, sedosa, dura, rugosa. É o que eu quiser que seja.
A imaginação é escura. Porque fechas os olhos e vais onde as tuas pernas imaginam que te levam.
O amor é escuridão. Porque te transporta ao mais fundo de ti, onde a luz não entra, e te faz descobrir. Vasculhar.
A escuridão é suave. Mantém os olhos fechados e deixa que ela te invada como uma doença terminal. Já está escuro? Perde o medo então (se deixares, o medo come-te). Vê como é bela. Sente-a gotejar. Molhar-te. A mover-se dentro de ti.
E volta a despertar... abre os olhos devagar, profundos, serenos de luz...
Boa noite.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

Genialidade

"No fundo, um escritor é um bocado um ladrão, um gatuno de sentimentos, de emoções, de rostos, de citações. Um livro é sempre feito de pequenos roubos com a vantagem de não sermos condenados (...)."


"(...) penso no absurdo de escrever. De estar a escrever quando podia estar com os amigos, ir ao cinema, ir dançar que é uma coisa de que gosto... mas não, um tipo está ali e é um bocado esquizofrénico. (...) Há sempre uma parte subterrânea nas obras de arte impossível de explicar. Como no amor. Esse mistério é, talvez seja, a própria essência do acto criador. (...) Quando criamos é como se provocássemos uma espécie de loucura, quando nos fechamos sozinhos para escrever é como se nos tornássemos doentes. A nossa superfície de contacto com a realidade diminui, ali estamos encarcerados numa espécie de ovo... só que tem de haver uma parte racional em nós que ordene a desordem provocada. A escrita é um delírio organizado."


"No fundo o que é enlouquecer? É sair de uma determinada norma, não é? É preciso muita coragem para se ser realmente louco."


António Lobo Antunes

Divagações bloguísticas


Um blogue pode ser equiparado a uma relação de amor. No sentido de que o outro da relação tem de ser acarinhado, sentir-se amado, para que a mesma saia fortalecida a cada passo. Assim, como sujeito activo desta relação blog - autora, hoje cultivo-o com muita dedicação.

Constatações XII

Estou irritadamente cansada de ouvir falar em aborto, em Bush, em Saddam...

P.S.: Porque é que terei eu feito (de uma forma absolutamente inconsciente, claro!!) esta associação?

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Coisas

Podia definir a vida como a soma de coisas e coisas e mais coisas. Porque elas estão sempre a suceder-se (sucessivamente) e preenchem os vazios deixados por nós.
Sinto que tudo o que me acontece (sejam ou não coisas) surge com um determinado fim. Um propósito. Ainda mesmo que não me seja deixado qualquer arbítrio. Ainda mesmo que não tenha concluído o processo de reflexão que me permite olhar para as coisas com a distância e clareza necessárias a uma análise. Ou resultado. Ou conclusão.
Se as coisas acontecem sei que amanhã (ou depois, ou mesmo depois) vou saber porque é que elas aconteceram. Vai justificar-se a sua existência. E vou concluir, já o sei, que se as coisas aconteceram daquele modo era porque esse era o caminho mais certo de entre os possíveis. Porque é o que acabo sempre por concluir, embora às vezes não com tanta facilidade. Ainda que agora sejam apenas fragmentos (de coisas). Inacabados. Incertos.
São simplesmente coisas.

"Se uma voz nos diz que é viver em vão
P’ra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanha
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São coisas
São só coisas
São coisas"

Ornatos Violeta

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

E porque hoje me apetece...

... expandir a minha alegria sem que a expanda demasiado...

YES

YES

YES

YES!!!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

Aditamento ao post anterior

Lembrei-me agora que também pode ter acontecido o seguinte: algum assessor do presidente (danado para a brincadeira, como se vê) entregou-lhe este discurso e ele, que não percebe muito de inglês, limitou-se a ler arcaicamente o seu conteúdo. É uma hipótese...

Notícias da Índia

Na Índia, o presidente de todos os portugueses afirmou hoje (em inglês, sublinhe-se) que o «Portugal do Século XXI» é «um país empreendedor, confiante em si próprio» e que é capaz de «se afirmar como país de oportunidades». E eu pergunto: Senhor presidente, tem andado com a cabeça onde? Marte? E poderá relevar-nos onde estão escondidas tais oportunidades? É que o povão tem-se fartado de procurar e não encontra nada!!
E ainda acrescentou (em inglês, sublinhe-se novamente) que «Fazendo parte do grupo de países fundadores da zona euro, Portugal beneficia de fortes padrões de disciplina e estabilidade financeiras e de um clima macroeconómico e regulamentar favorável ao investimento estrangeiro». Das duas uma: ou o nosso presidente está a ficar louco (uma tendência, essa sim, com um clima macroeconómico muito favorável) ou, como a Índia é muito longe, pensou que não faria mal inventar umas mentirazitas a ver se cola.

Constatações XI

Detesto:

. A falta de respeito
. A incompetência
. Tentarem dar-me a volta quando sei que tenho razão

Como dizia o Miguel Esteves Cardoso (e aqui, adapto à - minha - realidade profissional), o trabalho é fodido.


"O amor é um egoísmo a dois."

Madame de Stael

quinta-feira, 11 de janeiro de 2007

Saudade

Faz-me falta o Verão. Azul.

Tenho saudades dos dias passados à beira-mar. De mergulhar e chapinhar na água, sentindo-me não mais do que com cinco anos. De comer melancia e melão.
Tenho saudades do calor intenso. E de dizer com ar de enfado Ai que calor quando, na realidade, adoro senti-lo!! E dos risos condicionados pela estação. E das minhas havaianas...
Sinto falta das noites quentes e das esplanadas cheias. Da brisa suave que quase nada arrefece mas que me faz sentir bem. De beber uma cerveja a olhar para o ocaso.
Que saudades dos churrascos, de me deitar na relva, dos passeios de bicicleta, das mangueiradas...
E continuava... sem conseguir terminar...

Faz-me falta o Verão. Azul.

Imperdível é...

...o "Vai tudo abaixo", com o fantástico Jel.

"Wanderley é o brasileiro que vem fazer um documentário sobre Portugal mas detesta o nosso país, o black-skin percorre as ruas numa cruzada xenófoba estranha- dada a sua origem africana – e com a câmara escondida a registar, o Carlinhos é o machista-gay, Miguel Martins apresenta as ideias mais hilariantes e irracionais para o país, os «homens da luta» pararam no tempo e manifestam-se contra o grande capital como se vivessem o PREC, o Ruce desce baixo, mesmo baixo - às vezes fica de joelhos -, para manter o vício do «cavalo», o Ludgero, de etnia cigana, vende armas, droga e ouro a incautos transeuntes - de novo a câmara escondida -, José Manso vende caixões e tira as medidas a possíveis clientes em plena rua, o tarado sexual faz amor com os objectos mais inesperados, de marcos do correio a cabines telefónicas e até elevadores, o crítico de cinema é cego e pede a opinião dos espectadores à porta das salas de cinema para depois poder escrever as suas críticas... "

Horário:
4ªs. feiras pelas 23h00 (com repetição aos Domingos - às 00h00 - e 3ªs. - à 01h00) na SIC Radical

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Anorexia

MAIS UMA




Constatações X

Não gosto da palavra "camilha". Mesmo nada. Aliás, quando a pronuncio tenho dificuldades em aceitá-la como palavra.

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Mais música*


* (não necessariamente boa para os meus ouvidos)

Segundo o Diário Digital de hoje, a BBC confirmou que se encontra em conversações com Morrissey para que o cantor represente a Inglaterra no Festival da Eurovisão.
Acrescenta-se ainda que, em 2006, o músico disse não ter ficado surpreendido com a má prestação do seu país, lamentando não ter sido convidado.
Parece que foi desta que lhe fizeram a vontade...
Morrissey, Morrissey, desiste, filho, e volta, que estás perdoado...

Muitos parabéns Sr. Bowie

60 é o número mágico de David Bowie

O mestre da reinvenção já foi Ziggy Stardust, Aladdin Sane ou Thin White Duke. A partir de hoje, David Bowie é um respeitável senhor de 60 anos de idade.
Mas não se pense que a data o intimida. Cada vez mais o rock é coisa de gente adulta e David Robert Jones, de seu verdadeiro nome, nascido a 8 de Janeiro de 1947, em Brixton, Inglaterra, sabe-o muito bem. Sabe-o tão bem que é possível dizer-se que nunca gerou tanto capital como nos últimos anos. Estima-se que o cantor valha na actualidade quase 180 milhões de euros e que a sua última digressão, a Reality Tour, tenha gerado mais de 40 milhões. Hoje, Bowie não tem planos para festejar a data. Limitou-se a dizer à imprensa que ficará em casa com a família. Mas os fãs é que não estão pelos ajustes e preparam-se para uma noite de arromba. Em cidades como Londres, Milão, Berlim, Roma ou Tóquio está prevista uma série de concertos que assinalam o aniversário, e todos contarão com a presença de uma série de bandas de homenagem. Nos próximos meses, o cantor prepara-se para mais desafios, depois de em 2004 ter abrandado com as lides discográficas e suspendido mesmo uma série de concertos devido a complicações cardíacas. "O último ano foi fantástico - andar a pé de manhã, ver filmes à tarde e à noite ouvir novas bandas foi a minha cura", disse recentemente. Mas foi um descanso activo, porque não deixou de apadrinhar bandas que estavam no início, como aconteceu com os canadianos Arcade Fire ou com os americanos Clap Your Hands and Say Yeah, que se viriam a revelar fenómenos de sucesso. O seu próximo projecto é a curadoria do festival High Line, que se realiza já em Maio, em Nova Iorque, e que culminará com um grande concerto ao ar livre da sua autoria. Apesar de ter feito, nos últimos anos, algumas aparições em concertos como convidado (Arcade Fire e David Gilmour), será o seu primeiro concerto dos últimos três anos. O evento incluirá música, mas também performance, artes visuais, cinema e acções nocturnas, numa mistura de novos talentos e consagrados. Apesar de ainda não ser oficial, tudo indica que o criador de êxitos que atravessam gerações como Heroes, Space Oddity, Ashes to Ashes ou Let"s Dance deverá lançar também um novo álbum lá para o final do ano, seguindo-se uma digressão. O que é mesmo certo é a reedição de cerca de 17 álbuns de uma longa carreira iniciada em 1967 com um homónimo longa-duração. Ao contrário de outras estrelas da sua geração, como Paul McCartney ou Elton John, Bowie nunca investiu em propriedades pelo mundo fora. Segundo o jornal The Independent, possuirá apenas terrenos na zona de Nova Iorque, onde tenciona construir uma nova casa, e um apartamento, em Manhattan, que partilha com a sua mulher, a ex-modelo Iman, e a sua filha mais nova, Alexandria, mais conhecida por Lexi. Hoje há festa lá em casa.”

In Público on line


segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Apontamentos televisivos

1. Tento, durante o fim de semana, concentrar-me em alguns programas informativos ou sobre actualidade. Não consigo fazê-lo por mais de 5 minutos: explosões, feridos, palavras de revolta, mortes, casas e cidades destruídas, ódio, fome e o rol de sinónimos já nossos conhecidos que nunca vão acabar.

2. A RTP 1 (canal que prezo pela sua qualidade em relação aos canais privados nacionais) descobriu uma nova forma de audiências fáceis, pelo que pude constatar no Telejornal de ontem: agora, mais importante que os feitos dos participantes do Dakar é a coragem e a audácia dos espectadores que ajudam os concorrentes a salvar-se de uma grande alhada (um atolamento, um problema de mecânica, enfim que por isto só passa quem por lá anda)!! E era ver os heróis nacionais tão orgulhosos... Não os critico a eles, mas aos jornalistas que deviam ter mais com o que se preocupar... Enfim, mais um grande acontecimento para a série "Portugal no seu melhor"...

Sem título

E de repente a porta fecha-se.
Na minha cara.
Agredindo quase duramente como só uma porta a fechar-se sabe bater.
Mas sem me concretizar a agressão.
Abre.
Fecha.
Abre.
Fecha.
Já me tinha esquecido que as portas se abrem e fecham.
Ou o contrário.
Já me tinha esquecido de que, por vezes, as portas se encontram apenas entreabertas.
Ou fechadas esperando que uma boa alma as abra.
Já me tinha esquecido qual a função das portas.
Não meros objectos decorativos.
Elas abrem e fecham.
Fecham e abrem.
Fecham e abrem.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2007

"O vinho é o melhor lugar

para se encontrar com os amigos."

Carlos Arruda

Hoje sinto-me assim...

(O caminho está delineado, traçado com linhas transparentes e garatujas indefinidas. Apresenta-se perante mim mas não é certo nem sabido. Aguardo pelas respostas que só o futuro me poderá dar. De bandeja. Espero, de braços abertos e coração esperançado, a concretização do que me foi dado a provar. Espero saboreando o incerto sabor do triunfo.)

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Genialidade

"(...) o que penso ou escrevo hoje é do eu de hoje; o de amanhã é livre de, a partir de hoje, ter sua trajectória própria e sua meta particular. Mas, se quiserem pôr-me assinatura que notário reconheça, dirão que tenho a coerência do incoerente e a originalidade de não me importar nada com isso."

Agostinho da Silva in «Agostinho da Silva - Uma antologia»

(Paulo Borges, 2006)

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

A retroescavadora (e o seu efeito íman)

Descobri uma coisa muito interessante. Tudo começou assim:
O parque de estacionamento do meu local de trabalho está em obras. Retiram-se raízes de árvores por debaixo do chão, colocam-se umas luzes todas bonitas e modernas, mantém-se a (maldita) calçada à portuguesa! Ora, isso requer muitos trolhas, martelos e outros aparelhos da profissão que desconheço (ah, santa ignorância!). E requer também uma retroescavadora.
Assim, pude concluir que um local em obras com retroescavadora é um local de encontros. Ora se juntam os miúdos a verem a máquina em acção, ora são grupos de homens que, junto à mesma, mantêm amenas cavaqueiras. Durante todo o dia!! Dá a sensação de, durante este período, trocarem os bancos de jardim e as cartas pelo local da retroescavadora. Aí é que está a emoção!!
Nunca me passaria o tal pela cabeça mas, após uma semana de contínua repetição, dou este facto como quase cientificamente comprovado!
Está-se sempre a aprender...

quarta-feira, 20 de dezembro de 2006

Post natalício*




* Ou: O único post natalício deste blog

Actualidades

Ataque

"A Associação Sindical de Juízes considera que não pode haver crime de violência doméstica quando um casal é composto por duas pessoas do mesmo sexo.
Pedro Albergaria, um dos autores do parecer, citado hoje pelo "Diário de Notícias", considera que, não estando previsto no Código Civil o casamento de pessoas do mesmo sexo, não se pode estabelecer no Código Penal que a violência entre casais homossexuais constitua um crime específico dos relacionamentos conjugais ou paraconjugais. De acordo com este juiz, também "não está minimamente demonstrado que estas situações [de violência] existem", sendo que o legislador deve legislar sobre o que geralmente acontece e não sobre o que pode acontecer." (...)

Contra-ataque

"O coordenador da Unidade de Missão para a Reforma do Código Penal, Rui Pereira, discorda do parecer da Associação Sindical de Juízes e lembra que "há pessoas do mesmo sexo a viver em união de facto", uma situação que a lei já prevê, algo que Pedro Albergaria confessa não ter levado em conta no seu parecer." Se há violência nessa relação, a tutela jurídica não pode fechar os olhos", afirma Rui Pereira. "Além disso, o crime em causa envolve violência física e psíquica, e não é necessariamente o mais forte fisicamente que maltrata o outro. Aliás, por esse ponto de vista nenhum homem poderia apresentar queixa por levar pancada de outro homem em qualquer circunstância, ou uma mulher por ser agredida por outra mulher", esclarece ainda Rui Pereira."

In Público on line

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Quero ver os peixes a bailar

"Esta noite quero cantar
Dançar e voar
E, quero ver luzes muitas
Quero ser um pássaro.
Quero ver os peixes a bailar
E as ideias a gritar
Quero voar, voar até ver.
O mar pegar o fogo
O tempo incendiar até à luz
A luz me cegar e eu voltar para o meu lugar..."


Entre Aspas

Se...

Se Cavaco Silva admite que existe um "certo atraso" no julgamento do processo Casa Pia, será que podemos defender que uma mulher prestes a dar à luz sofreu um "certo atraso" no período?

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

Inquietação

do Lat. inquietatione


s. f.,
estado de inquieto;
apoquentação;
excitação;
nervosismo;
preocupação;
sobressalto.

Círculos. Círculos. Círculos.
Tudo o que vejo são círculos.
Quadrados, rectangulares,
redondos também.
Ir e vir. Nascer e morrer.
Adormecer e acordar.
Partir e voltar.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Alguém me compreende...

Teresa Paiva, neurologista e especialista em medicina do sono, veio defender que se deve acordar depois das seis da manhã, considerando que quem acorda muito cedo tem mais probabilidade em ter um acidente de viação ou várias doenças. Diz a mesma que «O problema não é só o número de horas que se dorme, mas também as horas a que se acorda».

Finalmente!! Alguém que é entendido na matéria vem defender o que eu defendo desde sempre!!

quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

As 7 maravilhas de Portugal

Está a decorrer a votação para se apurar quais são as 7 maravilhas de Portugal.


Aqui vai a minha lista:

Manel Cruz



Ricardo Araújo Pereira


Joaquim



Jorge Palma


Vítor Baía

José Fidalgo


José Mourinho





terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Adeus

Encontraram-se ao final da tarde. Era a hora do dia de que mais gostava. Quando o dia ainda não é noite e a noite já começou.
Entrou no café quase vazio àquela hora. Apenas um casal de idosos a beber chá e um homem, trinta e cinco anos talvez, a ler.
Viu-o na mesa do canto com vista sobre a rua. Engraçado, pensou, aquela seria a mesa que teria escolhido. Nunca gostava de se sentar no centro, onde fosse difícil não ser notada. Gostava de se sentar em mesas discretas, escondidas até.
Aproximou-se devagar, como se isso adiasse aquele momento. Pelo menos gostaria que assim pudesse ser.
- Estás bem? - perguntou-lhe, quando a notou.
- Preferia não estar aqui.
Sorriram um triste sorriso cúmplice.
Falaram de saudades que ainda não existiam mas que eram sentidas já. De momentos perfeitos que só ocorrem quando as pessoas se querem muito. Falaram das birras e amuos. Riam-se agora: como coisas tão graves ou importantes no passado são apenas brisa que corre lá fora. Tentaram suspender aquele momento. Deixá-lo ali, quieto, parado, presente. As horas passaram em minutos.
Quando ela sentiu que não ia durar muito mais olhou-o, bem no fundo dos olhos, e perguntou:
- Tens mesmo de ir?
Ele respondeu que sim. Não precisou falar. Baixou os olhos na mesa e acenou.
- Nunca vamos perder isto, pois não?
- Claro que não! Daqui a uns dias já cá estou - respondeu ele, com uma falsa certeza na voz.
Levantaram-se. Abraçaram-se. Forte. Tão forte...
E ele saíu. Sem olhar para trás.
E ela ficou a observá-lo pelo embaciado da emoção das despedidas. Sabia que nunca mais iria voltar a vê-lo.
O tempo deu-lhe razão...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Hoje sinto-me assim...


Deixo-me cair bem fundo... Ou talvez só até ao fim de mim mesma...
Descubro-me o silêncio, apaziguado por lágrimas de libertação...
Fortes, incontidas, necessárias...
A tristeza parece-me o único sentimento existente no mundo... no meu mundo...
Enche-o de cinzento e de vazio e de solidão... De vontade de não ter vontade...
De nada querer... de nada esperar...
As horas passam como se não passassem... Como se o relógio me levasse para trás...
Mas depois... ainda que lentamente... depois de não ter o que mais chorar...
começo a levantar-me devagar... bem devagar... e sei que são estes momentos que me dão força para continuar a ser quem sou... De me levar eternamente a ser quem sou...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Batem leve, levemente,

como quem chama por mim...

Será chuva? Será gente?

Gente não é certamente...

E a chuva não bate assim...

Fui ver...

Era a porra da falta de inspiração!

Eu vou ser uma estrela de cinema

O realizador Lars Von Trier prometeu uma recompensa de 4.000 €, e um papel como figurante no seu próximo filme, a quem decifrar o enigma incluído em «Direktoeren for det hele» ("Director para tudo"), a sua última película.
Portanto, se no próximo filme do senhor virem uma mulher portuguesa, maravilhosa, qual Bjork saltitando de nenúfar em nenúfer... é porque sou eu!!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Constatações IX

Quando era mais nova imaginava que os velhos praticamente não cometiam erros. Porque tinham muita experiência... Hoje concluo que todos os velhos continuam crianças também: nas inseguranças, nos erros, nas dúvidas e ansiedades... E aí nunca o deixamos de ser, pois não?

"Jogo de Espelhos"...

... é o nome de uma reportagem de Margarida Metello, que a RTP transmitiu na 6ª feira passada (obrigada RTP; afinal ainda existem programas telivisivos de verdadeiro serviço público). A citada reportagem versava sobre a morte de Gisberta, atirada a um poço depois de ter sido espancada, no dia 22 de Fevereiro. Por um grupo de 13 menores.

Fiquei a saber um pouco mais sobre a vida de Gisberta, desde o tempo em que saíu do Brasil até ao seu auge, na década de 80. E, a partir daí, a sua dura decadência.

Fiquei a saber um pouco mais do B.I. destes jovens: pais alcoólicos, mães prostitutas e/ou toxicodependentes, maus tratos, falta de amor, etc., etc.

Compreendi porque é que aqueles jovens se comportaram assim, segundo os entendidos: eles fizeram aquilo que com eles, as pessoas que mais os deveriam ter respeitado (os pais) fizeram: maltraram-nos, desrespeitaram-nos, magoaram-nos. E fizeram aquilo a quem podiam ter feito: a alguém mais frágil do que eles, a alguém que deveria ser banido da sociedade, tal como eles. No fundo, a eles próprios. Daí o nome da reportagem...

Triste, não é?

Olhar-te nos olhos...

(sabes que nos teus olhos vejo o mar?)

Beijar-te com os olhos...

(sabes que é possível trocar beijos deliciosos só com o olhar?)
Aproveitei o fim de semana longo para ver filmes que há muito me pediam para ser vistos.

Hard Candy, de David Slade, é forte... muito forte... E labiríntico... "A personagem central deste filme de suspense é Hayley (Ellen Page), uma rapariga de 14 anos, inteligente, mas que comete um erro que pode ser fatal. Marca um encontro num café com um homem mais velho que conheceu na internet. Jeff (Patrick Wilson) tem 30 anos, é fotógrafo de moda, elegante, perspicaz e sedutor, mas Hayley não deveria ter-lhe sugerido que fossem para o apartamento dele...Uma vez lá chegada, a adolescente encontra uma garrafa de vodka e começa a fazer misturas. Pelo meio, sugere-lhe que faça uma sessão fotográfica e despe-se. Para Jeff tudo parece correr às mil maravilhas até ao momento em que começa a ficar com visão turva, sente as pálpebras a fecharem-se e adormece...Quando acorda está amarrado e completamente imóvel, com Hayley a querer que confesse os seus pecados. E é bom que o faça depressa, porque ela aprendeu muita coisa na internet e tem um plano... Dois actores confinados ao espaço de uma casa guiam (ou desorientam?) o espectador durante os 100 minutos que dura esta aventura. Afinal quem é a vítima aqui (se é que existe uma)?"



Breakfast on Pluto, de Neil Jordan, é um filme que podia ser canção. Porque é melodioso, livre. Perfeito nos compassos. Em que até os passarinhos falam. Não se pense, no entanto, que por isso é fantasioso ou superficial... Conta-nos a história de Kitten, uma mulher que nasceu homem, filha de um pai que é padre e uma mãe que a abandonou... E esta descrição já bastaria para deixar antever um drama complexo e choramingas... Nada disso... Este filme é muito mais do que isso... Uma lição de verdade e liberdade... E de coragem... E de beleza... E de vida... Obrigatório.



terça-feira, 28 de novembro de 2006

Hoje sinto-me assim... *



* Ou: o Natal está quase aí...

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Bombástico!!

Esta foi a frase maravilhosa que ouvi, enquanto tomava um café, saída da boca de um senhor num avançado estado alcoólico: "Quem inventou a cerveja foi Jesus Cristo."
Ok, resta saber de qual marca, acrescento eu.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Conceito:

BIOGRAFIA

"Mas a quem pertence o direito de resumir a nossa vida a um pedaço de texto? Quem pode afinal escrever meia dúzia de linhas sobre o que fomos, como vivemos, o que vivemos?"



Autor desconhecido

(pelo menos para mim)

Constatações VIII

Os sketches d' "A Revolta dos Pastéis de Nata" são hilariantes!!

terça-feira, 21 de novembro de 2006

(Sobre)vivência

Tenho conhecido pessoas que têm um qualquer problema com a vida. Ou com elas próprias. Porque estabelecem padrões tão altos de vivência que depois acabam por nada viver. Porque nunca nada está bem. Porque têm aquela ideia de que as coisas só acontecem aos outros ou só acontecem aonde os outros estão. E este espírito de auto-comiseração cansa-me!! Este ai que eu sou tão coitadinho arrelia-me para além dos limites da minha paciência (e eu já tive muita... vai-se esfumando com o tempo...).
Já tentei ajudar pessoas assim. Tentei mostrar-lhes que não nos acontecem coisas boas se andarmos sempre a procurá-las, insistentemente, ferozmente, como numa corrida em que queremos ultrapassar em primeiro lugar a meta. Já tentei explicar que a felicidade ou, de uma forma mais comedida, o bem-estar, parte de nós, não nos aparece qual fada dos dentes num sonho de criança. Já insisti no facto de que quem nada procura mais facilmente acaba por encontrar.
Desisti!! Porque cheguei à conclusão de que este tipo de pessoas não quer, verdadeiramente, ter uma vivência serena e tranquila. Alimentam-nos os filmes de depressão...
Desisto!! Sejam muito infelizes então!!

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Constatações VII

Tal como me irritam as pessoas elitistas, irritam-me também os bloggers elitistas!

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Hoje sinto-me assim...

Como é que é possível?!?

"A


MAIORIA


DOS


PORTUGUESES


NÃO



UM


LIVRO


POR


ANO."


in Diário Digital

Bom dia

Sair da cama e ouvir Don't get me wrong, dos The Pretenders, só pode ser um prenúncio de um belo dia. Porque é rara a ocasião em que o meu humor matinal me deixa cantar e dançar tão cedo...

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Um ano depois...

Hoje recebi um mail que tinha por título "De ti para ti". Estranhei, mas como não tinha vírus decidi abrir. Continha o seguinte texto: "Olá linda!!É só para te dizer que espero que estejas a calcar o teu caminho, aquele com que vinhas sonhando...É para te dizer também que espero que não tenhas mudado muito, pelo menos ao nível dos sonhos, honestidade, vontade. PS.: Independentemente de como estejas, amo-te muito!! :)". Fiquei a olhar para o texto, a tentar compreender quem me teria escrito. Depois, procurando nos detalhes do remetente é que me consegui lembrar. Este texto foi escrito por mim, há exactamente um ano, para mim, através de uma proposta que me enviaram por mail. O intuito era exactamente este!! Escrever qualquer coisa para mim e receber o texto um ano depois.
A sensação é boa e engraçada ao mesmo tempo. E o que mais me agrada é que continuo a calcar o meu caminho, embora por vezes tenha pisado trilhos que não conhecia ou não esperaria, e penso que continuo fiel aos meus sonhos, honestidade e vontade...
Uma boa forma de me colocar um sorriso genuíno, grato, na face.

Finalmente alguém faz alguma coisa!

“Um colectivo internacional de advogados apresentou hoje, na Alemanha, uma queixa contra o antigo Secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, por ter justificado o uso da tortura contra prisioneiros de guerra no Iraque e em Guantanamo.”

In Diário Digital

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Favores em Cadeia


Ontem tive a oportunidade (e o privilégio) de rever este filme, de Mimi Leder, na RTP 1. A fazer-me lembrar que Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment são grandes actores. A fazer-me chorar baba e ranho, especialmente no final. A fazer-me acreditar que estas coisas podem mesmo acontecer, se nos esforçarmos minimamente. Que pessoas podem mudar o rumo de outras. A fazer-me acreditar que o mundo pode ser um sítio melhor. Porque o mundo não tem de ser uma merda...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

É o que se consegue arranjar!!!

Um dos convocados de Scolari para o jogo de 4ª feira frente ao Cazaquistão chama-se Tonel (diz-se Tónel!!). Como é que pode uma selecção ir longe com jogadores com estes nomes??
O jogador afirmou, surpreendido, que "não estava à espera de ser chamado." Pois... Eu também não esperava que ele se chamasse assim...


Que a dependência é uma besta

Que dá cabo do desejo

E a liberdade é uma maluca

Que sabe quanto vale um beijo…”



“A gente vai continuar” – Jorge Palma

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"Quais são as tuas palavras essenciais?

As que restam depois de toda a tua agitação

e projectos e realizações.

As que esperam que tudo em si se cale

para elas se ouvirem.

As que talvez ignores

por nunca as teres pensado.

As que podem sobreviver quando o

grande silêncio se avizinha."

Vergílio Ferreira

Constatações VI

Não consigo ter uma relação de verdadeira entrega com a Internet! Chamem-me antiquada...

Curiosidades

Cientistas espanhóis desenvolveram um novo tomate geneticamente modificado, azul, que tem uma série de proteínas que não podem ser encontradas no tomate comum. A sua cor tem por objectivo permitir a distinção de um tomate normal.
Ora aqui está uma excelente ideia para dar um toque original às nossas saladas!!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Vivo. Tão plenamente que por vezes me assusto... Porque viver plenamente é como andar de montanha russa: impróprio para quem tem um sopro no coração. Felizmente que o meu parece bater forte e preparado para as batidas deste caminho...
Não consigo reconhecer-me que não assim. Porque já não seria eu, mas outra qualquer. E gosto tanto desta dureza, que me ajuda a encontrar-me todos os dias...
E é tão boa a sensação de me saber quem sou. De me ter nas mãos e de me levar aonde quero ir.
Acaba por ser tão simples: sinto que só tenho de ir até onde me quero levar...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

"A tristeza é um livro sábio que se tem no coração
e que nos diz centenas de coisas -
impede-nos de apodrecer
como um cogumelo debaixo de uma árvore;
pouco a pouco vai fabricando
uma provisão de ensinamentos para a vida."

Juliusz Slowacki



Hoje sinto-me assim...

Acordo mas quero continuar a dormir. Levanto-me mas gostaria de me deixar cair. Só. Dura. Inerte. Sentir-me no aconchego da queda. Procurar-me. Para me voltar a perder. Mas em mim. Só em mim.
Alimentar-me de ar e de saudade. E querer. E esquecer.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Constatações V

Passo-me com aquelas pessoas que, estando fartas de saber quem eu sou, só se decidem a cumprimentar-me quando, por uma qualquer causa, estão mascaradas.
Nessas alturas só me apetece dizer: "PALHAAAÇOOO!!!"

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Ontem, pelos vistos, foi assim...

"Muse no Campo Pequeno : Grupo novo rock
Os Muse provaram no Campo Pequeno porque razões conseguem ser uma das forças catalisadoras de adrenalina dentro do «rock’n’roll». Com discos melhores ou piores, é em palco que Matthew Bellamy e companhia mostram o seu virtuosismo.



A passagem dos Muse por Portugal é sempre mais do que um simples regresso para apresentar um novo disco. «Black Holes and Revelations» é porventura o disco menos inspirado da sua carreira o que em momento algum se reflectiu no espectáculo.
Mas não por acaso, o concerto do Campo Pequeno foi mais uma antologia em que couberam confortavelmente «New Born», «Plug in Baby» ou «Time is Running Out» do que uma amostra do último álbum.
A renovada Praça de Touros deu lugar a um palco de dimensões avultadas onde os três músicos nunca se perderam no meio de arranjos tecnológicos e pirotecnia de conta bancária cheia. Um complemento perfeito entre som e imagem, sem nunca cair no exagero.
Se dúvidas tivessem sido levantadas por uma inversão «disco» no percurso dos Muse, a actuação que apresentaram devolveu a banda ao território que lhe pertenceu, o do rock. Com direito a psicadelismos, extravagâncias mas acima de tudo, grandes canções plenas de músculo e pujança. Um dos concertos de 2006."


Davide Pinheiro in Diário Digital

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Menina-mulher

A mãe chamava-a mas ela não ouvia. Adorava brincar às mulheres. Vestia e despia as saias, os tops, os vestidos de Verão da tia. Calçava sandálias de tiras. Punha lenços na cabeça. Tirava-os. Piscava o olho entre uma muda de óculos de sol. Imaginava-se numa passerelle. O espelho aplaudia. Sorria. Fazia poses de estrela. Dançava ao sabor da imaginação. Adorava a profusão de cores das roupas espalhadas pelo quarto. Em cima da cama. No chão. Queria crescer. Dava voltas por entre tiques de sedução. Passava tardes inteiras assim. Colocava brincos e anéis e pulseiras. Os lábios de um vermelho muito vivo e desalinhado. Os olhos de verde e roxo e esperança. Punha, tirava, apertava. Passava tardes inteiras assim...

Aborto

A questão do aborto ou, melhor dizendo, da sua liberalização, volta a estar na boca da opinião pública. Novo referendo, do qual se espera resultar a maioria do sim.
Sou a favor da sua liberalização. E irritam-me um pouco os argumentos defensados por aqueles que não concordam. A sua frase fétiche - "Nós somos pelo sim à vida" (ou algo parecido) - enerva-me profundamente. Porque eu também sou pelo sim à vida. E não, não sou a favor do aborto, mas sim da sua liberalização, o que não é bem a mesma coisa.
O que mais me chateia, no meio de tudo isto é o cinismo. A hipocrisia. Porque ao liberalizarmos o aborto não estamos a incentivar a sua prática. Apenas a permitir que as mulheres o façam em segurança.
Os defensores da moralidade e dos bons costumes são pelo sim à vida. E em relação às mulheres que morrem devido à prática de abortos clandestinos, já não o são? E em relação às mulheres que ficam com mazelas para o resto da vida que não lhes permitirá voltar a ter filhos? Já não se coloca a questão do sim à vida?
Peço desculpa pela frontalidade mas O ABORTO EXISTE! Quer seja ou não aprovada a sua liberalização.
Não será melhor, então, pararmos de enfiar a cabeça na areia?

Constatações IV

DETESTO DENTISTAS!!!

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Susto

Antes do almoço, estava a actualizar a leitura das notícias na Internet, quando leio uma notícia que me dá uma enorme vontade de chorar. Gritar. Partir objectos.
No entanto, recorri àquele velho exercício de contar até 10. Respirei fundo e decidi ir almoçar mais cedo.
Agora, que já um tempo passou, que já me sinto mais calma, decido partilhá-lo. No entanto, aviso, leiam devagar (caso contrário podem ter um colapso nervoso). Respirem fundo. Contem até 10, mesmo antes de ler. E depois de o fazerem, voltem a respirar fundo e, aconselho, contem até 20. Ou 30. Ou até onde precisarem.
Aqui vai: Os Delfins, essa maravilhosa banda portuguesa que desvirtua completamente a "essência" dos animais com o mesmo nome, encontra-se a gravar um novo álbum. O primeiro em 5 anos. E mais: a obra prima que daí resultar sairá para o mercado no início do próximo ano. Ai, que tenho medo...
Meu Deus, que terei eu feito de tão mau?
O que terá a humanidade feito de tão mau para ser castigada assim?

Reflexões

"Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugira das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente.”


Séneca in “Cartas a Lucílio”



quarta-feira, 18 de outubro de 2006

A ouvir



Carioca - Chico Buarque

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Futebolices

Jorge Costa, rapaz da bola de quem sempre gostei muito (parece-me ter cara de bom rapaz, embora no campo fosse - só às vezes - um pouco duro), despediu-se hoje oficialmente dos relvados, afirmando que gostaria de vir a ser presidente do FCP (claro!!), tendo a seu lado Vítor Baía.
Gostava de ver...

E-Mail

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Prontinho para receber opiniões, sugestões, curiosidades, banalidades e tudo o mais que tenham a dizer. Até já.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Constatações III

Por vezes somos confrontados com situações
de que nem o diabo se lembraria!!!