Podia definir a vida como a soma de coisas e coisas e mais coisas. Porque elas estão sempre a suceder-se (sucessivamente) e preenchem os vazios deixados por nós.
Podia definir a vida como a soma de coisas e coisas e mais coisas. Porque elas estão sempre a suceder-se (sucessivamente) e preenchem os vazios deixados por nós.
. A falta de respeito
Como dizia o Miguel Esteves Cardoso (e aqui, adapto à - minha - realidade profissional), o trabalho é fodido.
“60 é o número mágico de David Bowie
O mestre da reinvenção já foi Ziggy Stardust, Aladdin Sane ou Thin White Duke. A partir de hoje, David Bowie é um respeitável senhor de 60 anos de idade.
Mas não se pense que a data o intimida. Cada vez mais o rock é coisa de gente adulta e David Robert Jones, de seu verdadeiro nome, nascido a 8 de Janeiro de 1947, em Brixton, Inglaterra, sabe-o muito bem. Sabe-o tão bem que é possível dizer-se que nunca gerou tanto capital como nos últimos anos. Estima-se que o cantor valha na actualidade quase 180 milhões de euros e que a sua última digressão, a Reality Tour, tenha gerado mais de 40 milhões. Hoje, Bowie não tem planos para festejar a data. Limitou-se a dizer à imprensa que ficará em casa com a família. Mas os fãs é que não estão pelos ajustes e preparam-se para uma noite de arromba. Em cidades como Londres, Milão, Berlim, Roma ou Tóquio está prevista uma série de concertos que assinalam o aniversário, e todos contarão com a presença de uma série de bandas de homenagem. Nos próximos meses, o cantor prepara-se para mais desafios, depois de em 2004 ter abrandado com as lides discográficas e suspendido mesmo uma série de concertos devido a complicações cardíacas. "O último ano foi fantástico - andar a pé de manhã, ver filmes à tarde e à noite ouvir novas bandas foi a minha cura", disse recentemente. Mas foi um descanso activo, porque não deixou de apadrinhar bandas que estavam no início, como aconteceu com os canadianos Arcade Fire ou com os americanos Clap Your Hands and Say Yeah, que se viriam a revelar fenómenos de sucesso. O seu próximo projecto é a curadoria do festival High Line, que se realiza já em Maio, em Nova Iorque, e que culminará com um grande concerto ao ar livre da sua autoria. Apesar de ter feito, nos últimos anos, algumas aparições em concertos como convidado (Arcade Fire e David Gilmour), será o seu primeiro concerto dos últimos três anos. O evento incluirá música, mas também performance, artes visuais, cinema e acções nocturnas, numa mistura de novos talentos e consagrados. Apesar de ainda não ser oficial, tudo indica que o criador de êxitos que atravessam gerações como Heroes, Space Oddity, Ashes to Ashes ou Let"s Dance deverá lançar também um novo álbum lá para o final do ano, seguindo-se uma digressão. O que é mesmo certo é a reedição de cerca de 17 álbuns de uma longa carreira iniciada em 1967 com um homónimo longa-duração. Ao contrário de outras estrelas da sua geração, como Paul McCartney ou Elton John, Bowie nunca investiu em propriedades pelo mundo fora. Segundo o jornal The Independent, possuirá apenas terrenos na zona de Nova Iorque, onde tenciona construir uma nova casa, e um apartamento, em Manhattan, que partilha com a sua mulher, a ex-modelo Iman, e a sua filha mais nova, Alexandria, mais conhecida por Lexi. Hoje há festa lá em casa.”
In Público on line
Contra-ataque
Entre Aspas
do Lat. inquietatione
Manel Cruz
Ricardo Araújo Pereira
Jorge Palma
Vítor Baía
José Fidalgo
José Mourinho
Hard Candy, de David Slade, é forte... muito forte... E labiríntico... "A personagem central deste filme de suspense é Hayley (Ellen Page), uma rapariga de 14 anos, inteligente, mas que comete um erro que pode ser fatal. Marca um encontro num café com um homem mais velho que conheceu na internet. Jeff (Patrick Wilson) tem 30 anos, é fotógrafo de moda, elegante, perspicaz e sedutor, mas Hayley não deveria ter-lhe sugerido que fossem para o apartamento dele...Uma vez lá chegada, a adolescente encontra uma garrafa de vodka e começa a fazer misturas. Pelo meio, sugere-lhe que faça uma sessão fotográfica e despe-se. Para Jeff tudo parece correr às mil maravilhas até ao momento em que começa a ficar com visão turva, sente as pálpebras a fecharem-se e adormece...Quando acorda está amarrado e completamente imóvel, com Hayley a querer que confesse os seus pecados. E é bom que o faça depressa, porque ela aprendeu muita coisa na internet e tem um plano... Dois actores confinados ao espaço de uma casa guiam (ou desorientam?) o espectador durante os 100 minutos que dura esta aventura. Afinal quem é a vítima aqui (se é que existe uma)?"
Breakfast on Pluto, de Neil Jordan, é um filme que podia ser canção. Porque é melodioso, livre. Perfeito nos compassos. Em que até os passarinhos falam. Não se pense, no entanto, que por isso é fantasioso ou superficial... Conta-nos a história de Kitten, uma mulher que nasceu homem, filha de um pai que é padre e uma mãe que a abandonou... E esta descrição já bastaria para deixar antever um drama complexo e choramingas... Nada disso... Este filme é muito mais do que isso... Uma lição de verdade e liberdade... E de coragem... E de beleza... E de vida... Obrigatório.

Cientistas espanhóis desenvolveram um novo tomate geneticamente modificado, azul, que tem uma série de proteínas que não podem ser encontradas no tomate comum. A sua cor tem por objectivo permitir a distinção de um tomate normal. "Muse no Campo Pequeno : Grupo novo rock
Os Muse provaram no Campo Pequeno porque razões conseguem ser uma das forças catalisadoras de adrenalina dentro do «rock’n’roll». Com discos melhores ou piores, é em palco que Matthew Bellamy e companhia mostram o seu virtuosismo.
A passagem dos Muse por Portugal é sempre mais do que um simples regresso para apresentar um novo disco. «Black Holes and Revelations» é porventura o disco menos inspirado da sua carreira o que em momento algum se reflectiu no espectáculo.
Mas não por acaso, o concerto do Campo Pequeno foi mais uma antologia em que couberam confortavelmente «New Born», «Plug in Baby» ou «Time is Running Out» do que uma amostra do último álbum.
A renovada Praça de Touros deu lugar a um palco de dimensões avultadas onde os três músicos nunca se perderam no meio de arranjos tecnológicos e pirotecnia de conta bancária cheia. Um complemento perfeito entre som e imagem, sem nunca cair no exagero.
Se dúvidas tivessem sido levantadas por uma inversão «disco» no percurso dos Muse, a actuação que apresentaram devolveu a banda ao território que lhe pertenceu, o do rock. Com direito a psicadelismos, extravagâncias mas acima de tudo, grandes canções plenas de músculo e pujança. Um dos concertos de 2006."
Davide Pinheiro in Diário Digital
A mãe chamava-a mas ela não ouvia. Adorava brincar às mulheres. Vestia e despia as saias, os tops, os vestidos de Verão da tia. Calçava sandálias de tiras. Punha lenços na cabeça. Tirava-os. Piscava o olho entre uma muda de óculos de sol. Imaginava-se numa passerelle. O espelho aplaudia. Sorria. Fazia poses de estrela. Dançava ao sabor da imaginação. Adorava a profusão de cores das roupas espalhadas pelo quarto. Em cima da cama. No chão. Queria crescer. Dava voltas por entre tiques de sedução. Passava tardes inteiras assim. Colocava brincos e anéis e pulseiras. Os lábios de um vermelho muito vivo e desalinhado. Os olhos de verde e roxo e esperança. Punha, tirava, apertava. Passava tardes inteiras assim...
"Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugira das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente.”
A conversa com um amigo, que me falava das saudades que tinha da sua anterior casa, onde viveu por três anos, levou-me a pensar na relação que tenho com a minha casa. Nunca pensamos nisso, não é? As nossas casas são-nos tão nossas que nem pensamos nisso.
Hoje pensei na minha. Que é acolhedora. Pequena. Serena. De onde ouço passarinhos ao acordar. E depois é cúmplice... Quem nos conhecerá melhor do que a nossa casa? Ouve-nos os risos, os choros, os gemidos de prazer. Ouve-nos os passos. E ninguém melhor que ela nos conhece os humores, as mágoas, as alegrias.
Gosto da minha casa... tenho-a como uma amiga silente que me é cúmplice. Companheira...
* P.S.: A minha casa não é como a da fotografia... Mas um dia chego lá!
Beautiful dawn - lights up the shore for me
Beautiful dawn - melt with the stars again
Will you be my shoulder when I'm grey and older?
James Blunt