quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Constatações VII

Tal como me irritam as pessoas elitistas, irritam-me também os bloggers elitistas!

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Hoje sinto-me assim...

Como é que é possível?!?

"A


MAIORIA


DOS


PORTUGUESES


NÃO



UM


LIVRO


POR


ANO."


in Diário Digital

Bom dia

Sair da cama e ouvir Don't get me wrong, dos The Pretenders, só pode ser um prenúncio de um belo dia. Porque é rara a ocasião em que o meu humor matinal me deixa cantar e dançar tão cedo...

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Um ano depois...

Hoje recebi um mail que tinha por título "De ti para ti". Estranhei, mas como não tinha vírus decidi abrir. Continha o seguinte texto: "Olá linda!!É só para te dizer que espero que estejas a calcar o teu caminho, aquele com que vinhas sonhando...É para te dizer também que espero que não tenhas mudado muito, pelo menos ao nível dos sonhos, honestidade, vontade. PS.: Independentemente de como estejas, amo-te muito!! :)". Fiquei a olhar para o texto, a tentar compreender quem me teria escrito. Depois, procurando nos detalhes do remetente é que me consegui lembrar. Este texto foi escrito por mim, há exactamente um ano, para mim, através de uma proposta que me enviaram por mail. O intuito era exactamente este!! Escrever qualquer coisa para mim e receber o texto um ano depois.
A sensação é boa e engraçada ao mesmo tempo. E o que mais me agrada é que continuo a calcar o meu caminho, embora por vezes tenha pisado trilhos que não conhecia ou não esperaria, e penso que continuo fiel aos meus sonhos, honestidade e vontade...
Uma boa forma de me colocar um sorriso genuíno, grato, na face.

Finalmente alguém faz alguma coisa!

“Um colectivo internacional de advogados apresentou hoje, na Alemanha, uma queixa contra o antigo Secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, por ter justificado o uso da tortura contra prisioneiros de guerra no Iraque e em Guantanamo.”

In Diário Digital

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Favores em Cadeia


Ontem tive a oportunidade (e o privilégio) de rever este filme, de Mimi Leder, na RTP 1. A fazer-me lembrar que Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment são grandes actores. A fazer-me chorar baba e ranho, especialmente no final. A fazer-me acreditar que estas coisas podem mesmo acontecer, se nos esforçarmos minimamente. Que pessoas podem mudar o rumo de outras. A fazer-me acreditar que o mundo pode ser um sítio melhor. Porque o mundo não tem de ser uma merda...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

É o que se consegue arranjar!!!

Um dos convocados de Scolari para o jogo de 4ª feira frente ao Cazaquistão chama-se Tonel (diz-se Tónel!!). Como é que pode uma selecção ir longe com jogadores com estes nomes??
O jogador afirmou, surpreendido, que "não estava à espera de ser chamado." Pois... Eu também não esperava que ele se chamasse assim...


Que a dependência é uma besta

Que dá cabo do desejo

E a liberdade é uma maluca

Que sabe quanto vale um beijo…”



“A gente vai continuar” – Jorge Palma

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"Quais são as tuas palavras essenciais?

As que restam depois de toda a tua agitação

e projectos e realizações.

As que esperam que tudo em si se cale

para elas se ouvirem.

As que talvez ignores

por nunca as teres pensado.

As que podem sobreviver quando o

grande silêncio se avizinha."

Vergílio Ferreira

Constatações VI

Não consigo ter uma relação de verdadeira entrega com a Internet! Chamem-me antiquada...

Curiosidades

Cientistas espanhóis desenvolveram um novo tomate geneticamente modificado, azul, que tem uma série de proteínas que não podem ser encontradas no tomate comum. A sua cor tem por objectivo permitir a distinção de um tomate normal.
Ora aqui está uma excelente ideia para dar um toque original às nossas saladas!!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Vivo. Tão plenamente que por vezes me assusto... Porque viver plenamente é como andar de montanha russa: impróprio para quem tem um sopro no coração. Felizmente que o meu parece bater forte e preparado para as batidas deste caminho...
Não consigo reconhecer-me que não assim. Porque já não seria eu, mas outra qualquer. E gosto tanto desta dureza, que me ajuda a encontrar-me todos os dias...
E é tão boa a sensação de me saber quem sou. De me ter nas mãos e de me levar aonde quero ir.
Acaba por ser tão simples: sinto que só tenho de ir até onde me quero levar...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

"A tristeza é um livro sábio que se tem no coração
e que nos diz centenas de coisas -
impede-nos de apodrecer
como um cogumelo debaixo de uma árvore;
pouco a pouco vai fabricando
uma provisão de ensinamentos para a vida."

Juliusz Slowacki



Hoje sinto-me assim...

Acordo mas quero continuar a dormir. Levanto-me mas gostaria de me deixar cair. Só. Dura. Inerte. Sentir-me no aconchego da queda. Procurar-me. Para me voltar a perder. Mas em mim. Só em mim.
Alimentar-me de ar e de saudade. E querer. E esquecer.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Constatações V

Passo-me com aquelas pessoas que, estando fartas de saber quem eu sou, só se decidem a cumprimentar-me quando, por uma qualquer causa, estão mascaradas.
Nessas alturas só me apetece dizer: "PALHAAAÇOOO!!!"

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Ontem, pelos vistos, foi assim...

"Muse no Campo Pequeno : Grupo novo rock
Os Muse provaram no Campo Pequeno porque razões conseguem ser uma das forças catalisadoras de adrenalina dentro do «rock’n’roll». Com discos melhores ou piores, é em palco que Matthew Bellamy e companhia mostram o seu virtuosismo.



A passagem dos Muse por Portugal é sempre mais do que um simples regresso para apresentar um novo disco. «Black Holes and Revelations» é porventura o disco menos inspirado da sua carreira o que em momento algum se reflectiu no espectáculo.
Mas não por acaso, o concerto do Campo Pequeno foi mais uma antologia em que couberam confortavelmente «New Born», «Plug in Baby» ou «Time is Running Out» do que uma amostra do último álbum.
A renovada Praça de Touros deu lugar a um palco de dimensões avultadas onde os três músicos nunca se perderam no meio de arranjos tecnológicos e pirotecnia de conta bancária cheia. Um complemento perfeito entre som e imagem, sem nunca cair no exagero.
Se dúvidas tivessem sido levantadas por uma inversão «disco» no percurso dos Muse, a actuação que apresentaram devolveu a banda ao território que lhe pertenceu, o do rock. Com direito a psicadelismos, extravagâncias mas acima de tudo, grandes canções plenas de músculo e pujança. Um dos concertos de 2006."


Davide Pinheiro in Diário Digital

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Menina-mulher

A mãe chamava-a mas ela não ouvia. Adorava brincar às mulheres. Vestia e despia as saias, os tops, os vestidos de Verão da tia. Calçava sandálias de tiras. Punha lenços na cabeça. Tirava-os. Piscava o olho entre uma muda de óculos de sol. Imaginava-se numa passerelle. O espelho aplaudia. Sorria. Fazia poses de estrela. Dançava ao sabor da imaginação. Adorava a profusão de cores das roupas espalhadas pelo quarto. Em cima da cama. No chão. Queria crescer. Dava voltas por entre tiques de sedução. Passava tardes inteiras assim. Colocava brincos e anéis e pulseiras. Os lábios de um vermelho muito vivo e desalinhado. Os olhos de verde e roxo e esperança. Punha, tirava, apertava. Passava tardes inteiras assim...

Aborto

A questão do aborto ou, melhor dizendo, da sua liberalização, volta a estar na boca da opinião pública. Novo referendo, do qual se espera resultar a maioria do sim.
Sou a favor da sua liberalização. E irritam-me um pouco os argumentos defensados por aqueles que não concordam. A sua frase fétiche - "Nós somos pelo sim à vida" (ou algo parecido) - enerva-me profundamente. Porque eu também sou pelo sim à vida. E não, não sou a favor do aborto, mas sim da sua liberalização, o que não é bem a mesma coisa.
O que mais me chateia, no meio de tudo isto é o cinismo. A hipocrisia. Porque ao liberalizarmos o aborto não estamos a incentivar a sua prática. Apenas a permitir que as mulheres o façam em segurança.
Os defensores da moralidade e dos bons costumes são pelo sim à vida. E em relação às mulheres que morrem devido à prática de abortos clandestinos, já não o são? E em relação às mulheres que ficam com mazelas para o resto da vida que não lhes permitirá voltar a ter filhos? Já não se coloca a questão do sim à vida?
Peço desculpa pela frontalidade mas O ABORTO EXISTE! Quer seja ou não aprovada a sua liberalização.
Não será melhor, então, pararmos de enfiar a cabeça na areia?