terça-feira, 14 de novembro de 2006

Finalmente alguém faz alguma coisa!

“Um colectivo internacional de advogados apresentou hoje, na Alemanha, uma queixa contra o antigo Secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, por ter justificado o uso da tortura contra prisioneiros de guerra no Iraque e em Guantanamo.”

In Diário Digital

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Favores em Cadeia


Ontem tive a oportunidade (e o privilégio) de rever este filme, de Mimi Leder, na RTP 1. A fazer-me lembrar que Kevin Spacey, Helen Hunt e Haley Joel Osment são grandes actores. A fazer-me chorar baba e ranho, especialmente no final. A fazer-me acreditar que estas coisas podem mesmo acontecer, se nos esforçarmos minimamente. Que pessoas podem mudar o rumo de outras. A fazer-me acreditar que o mundo pode ser um sítio melhor. Porque o mundo não tem de ser uma merda...

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

É o que se consegue arranjar!!!

Um dos convocados de Scolari para o jogo de 4ª feira frente ao Cazaquistão chama-se Tonel (diz-se Tónel!!). Como é que pode uma selecção ir longe com jogadores com estes nomes??
O jogador afirmou, surpreendido, que "não estava à espera de ser chamado." Pois... Eu também não esperava que ele se chamasse assim...


Que a dependência é uma besta

Que dá cabo do desejo

E a liberdade é uma maluca

Que sabe quanto vale um beijo…”



“A gente vai continuar” – Jorge Palma

quinta-feira, 9 de novembro de 2006

"Quais são as tuas palavras essenciais?

As que restam depois de toda a tua agitação

e projectos e realizações.

As que esperam que tudo em si se cale

para elas se ouvirem.

As que talvez ignores

por nunca as teres pensado.

As que podem sobreviver quando o

grande silêncio se avizinha."

Vergílio Ferreira

Constatações VI

Não consigo ter uma relação de verdadeira entrega com a Internet! Chamem-me antiquada...

Curiosidades

Cientistas espanhóis desenvolveram um novo tomate geneticamente modificado, azul, que tem uma série de proteínas que não podem ser encontradas no tomate comum. A sua cor tem por objectivo permitir a distinção de um tomate normal.
Ora aqui está uma excelente ideia para dar um toque original às nossas saladas!!

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Vivo. Tão plenamente que por vezes me assusto... Porque viver plenamente é como andar de montanha russa: impróprio para quem tem um sopro no coração. Felizmente que o meu parece bater forte e preparado para as batidas deste caminho...
Não consigo reconhecer-me que não assim. Porque já não seria eu, mas outra qualquer. E gosto tanto desta dureza, que me ajuda a encontrar-me todos os dias...
E é tão boa a sensação de me saber quem sou. De me ter nas mãos e de me levar aonde quero ir.
Acaba por ser tão simples: sinto que só tenho de ir até onde me quero levar...

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

"A tristeza é um livro sábio que se tem no coração
e que nos diz centenas de coisas -
impede-nos de apodrecer
como um cogumelo debaixo de uma árvore;
pouco a pouco vai fabricando
uma provisão de ensinamentos para a vida."

Juliusz Slowacki



Hoje sinto-me assim...

Acordo mas quero continuar a dormir. Levanto-me mas gostaria de me deixar cair. Só. Dura. Inerte. Sentir-me no aconchego da queda. Procurar-me. Para me voltar a perder. Mas em mim. Só em mim.
Alimentar-me de ar e de saudade. E querer. E esquecer.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Constatações V

Passo-me com aquelas pessoas que, estando fartas de saber quem eu sou, só se decidem a cumprimentar-me quando, por uma qualquer causa, estão mascaradas.
Nessas alturas só me apetece dizer: "PALHAAAÇOOO!!!"

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Ontem, pelos vistos, foi assim...

"Muse no Campo Pequeno : Grupo novo rock
Os Muse provaram no Campo Pequeno porque razões conseguem ser uma das forças catalisadoras de adrenalina dentro do «rock’n’roll». Com discos melhores ou piores, é em palco que Matthew Bellamy e companhia mostram o seu virtuosismo.



A passagem dos Muse por Portugal é sempre mais do que um simples regresso para apresentar um novo disco. «Black Holes and Revelations» é porventura o disco menos inspirado da sua carreira o que em momento algum se reflectiu no espectáculo.
Mas não por acaso, o concerto do Campo Pequeno foi mais uma antologia em que couberam confortavelmente «New Born», «Plug in Baby» ou «Time is Running Out» do que uma amostra do último álbum.
A renovada Praça de Touros deu lugar a um palco de dimensões avultadas onde os três músicos nunca se perderam no meio de arranjos tecnológicos e pirotecnia de conta bancária cheia. Um complemento perfeito entre som e imagem, sem nunca cair no exagero.
Se dúvidas tivessem sido levantadas por uma inversão «disco» no percurso dos Muse, a actuação que apresentaram devolveu a banda ao território que lhe pertenceu, o do rock. Com direito a psicadelismos, extravagâncias mas acima de tudo, grandes canções plenas de músculo e pujança. Um dos concertos de 2006."


Davide Pinheiro in Diário Digital

terça-feira, 24 de outubro de 2006

Menina-mulher

A mãe chamava-a mas ela não ouvia. Adorava brincar às mulheres. Vestia e despia as saias, os tops, os vestidos de Verão da tia. Calçava sandálias de tiras. Punha lenços na cabeça. Tirava-os. Piscava o olho entre uma muda de óculos de sol. Imaginava-se numa passerelle. O espelho aplaudia. Sorria. Fazia poses de estrela. Dançava ao sabor da imaginação. Adorava a profusão de cores das roupas espalhadas pelo quarto. Em cima da cama. No chão. Queria crescer. Dava voltas por entre tiques de sedução. Passava tardes inteiras assim. Colocava brincos e anéis e pulseiras. Os lábios de um vermelho muito vivo e desalinhado. Os olhos de verde e roxo e esperança. Punha, tirava, apertava. Passava tardes inteiras assim...

Aborto

A questão do aborto ou, melhor dizendo, da sua liberalização, volta a estar na boca da opinião pública. Novo referendo, do qual se espera resultar a maioria do sim.
Sou a favor da sua liberalização. E irritam-me um pouco os argumentos defensados por aqueles que não concordam. A sua frase fétiche - "Nós somos pelo sim à vida" (ou algo parecido) - enerva-me profundamente. Porque eu também sou pelo sim à vida. E não, não sou a favor do aborto, mas sim da sua liberalização, o que não é bem a mesma coisa.
O que mais me chateia, no meio de tudo isto é o cinismo. A hipocrisia. Porque ao liberalizarmos o aborto não estamos a incentivar a sua prática. Apenas a permitir que as mulheres o façam em segurança.
Os defensores da moralidade e dos bons costumes são pelo sim à vida. E em relação às mulheres que morrem devido à prática de abortos clandestinos, já não o são? E em relação às mulheres que ficam com mazelas para o resto da vida que não lhes permitirá voltar a ter filhos? Já não se coloca a questão do sim à vida?
Peço desculpa pela frontalidade mas O ABORTO EXISTE! Quer seja ou não aprovada a sua liberalização.
Não será melhor, então, pararmos de enfiar a cabeça na areia?

Constatações IV

DETESTO DENTISTAS!!!

quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Susto

Antes do almoço, estava a actualizar a leitura das notícias na Internet, quando leio uma notícia que me dá uma enorme vontade de chorar. Gritar. Partir objectos.
No entanto, recorri àquele velho exercício de contar até 10. Respirei fundo e decidi ir almoçar mais cedo.
Agora, que já um tempo passou, que já me sinto mais calma, decido partilhá-lo. No entanto, aviso, leiam devagar (caso contrário podem ter um colapso nervoso). Respirem fundo. Contem até 10, mesmo antes de ler. E depois de o fazerem, voltem a respirar fundo e, aconselho, contem até 20. Ou 30. Ou até onde precisarem.
Aqui vai: Os Delfins, essa maravilhosa banda portuguesa que desvirtua completamente a "essência" dos animais com o mesmo nome, encontra-se a gravar um novo álbum. O primeiro em 5 anos. E mais: a obra prima que daí resultar sairá para o mercado no início do próximo ano. Ai, que tenho medo...
Meu Deus, que terei eu feito de tão mau?
O que terá a humanidade feito de tão mau para ser castigada assim?

Reflexões

"Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugira das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente.”


Séneca in “Cartas a Lucílio”



quarta-feira, 18 de outubro de 2006

A ouvir



Carioca - Chico Buarque

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Futebolices

Jorge Costa, rapaz da bola de quem sempre gostei muito (parece-me ter cara de bom rapaz, embora no campo fosse - só às vezes - um pouco duro), despediu-se hoje oficialmente dos relvados, afirmando que gostaria de vir a ser presidente do FCP (claro!!), tendo a seu lado Vítor Baía.
Gostava de ver...