segunda-feira, 16 de outubro de 2006
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
quinta-feira, 12 de outubro de 2006
"A minha casinha"
A conversa com um amigo, que me falava das saudades que tinha da sua anterior casa, onde viveu por três anos, levou-me a pensar na relação que tenho com a minha casa. Nunca pensamos nisso, não é? As nossas casas são-nos tão nossas que nem pensamos nisso.
Hoje pensei na minha. Que é acolhedora. Pequena. Serena. De onde ouço passarinhos ao acordar. E depois é cúmplice... Quem nos conhecerá melhor do que a nossa casa? Ouve-nos os risos, os choros, os gemidos de prazer. Ouve-nos os passos. E ninguém melhor que ela nos conhece os humores, as mágoas, as alegrias.
Gosto da minha casa... tenho-a como uma amiga silente que me é cúmplice. Companheira...
* P.S.: A minha casa não é como a da fotografia... Mas um dia chego lá!
Constatações II
É impressionante como a maioria das melhores ideias
que possamos ter surgem mesmo antes do sono.
que possamos ter surgem mesmo antes do sono.
quarta-feira, 11 de outubro de 2006
terça-feira, 10 de outubro de 2006
Voltas
De novo a viajar. Despedidas momentâneas e reencontros passageiros.
Passeio por estradas outrora já percorridas. Continuo a sentir o sol a banhar-me o corpo, tal como na última vez que cá estive. No entanto, as pessoas parecem-me mais tristes. Melancólicas. Perdidas em pensamentos que se escapam pelo olhar. Deve ser por estarmos no Outono. Sente-se a época fria a chegar...
Conheço gente nova. Engraçada. Ingénua até... Surpreende-me como, em contextos de trabalho, existem ainda pessoas ingénuas. Faz-me uma certa confusão.
Passo esta pequena temporada em casa de amigos nascidos num outro sítio, numa outra procissão. E cá estamos novamente juntos. A vida é engraçada não é? Aproxima-nos, separa-nos, troca-nos as voltas só para nos voltar a surpreender. Só para que possamos dizer quem diria!!
Jogamos às cartas em serões de risos e união. E vou dormir. Para voltar a acordar.
E, sem dar por isso, para casa voltar.
sexta-feira, 6 de outubro de 2006
Folhas Soltas
Folheio-te vagamente. Percorro-te procurando memórias.
Vejo-te interrompido, riscado,sublinhado, rasgado.
Folheio-te na esperança de saber onde fiquei.
Naquela meia página?
Ou seria na folha manchada com uma borra de café?
Ou terei parado naquele bocado de papel amachucado
que jaz no caixote do lixo?
Folheio-te convencida de que me calas as dúvidas.
As que existem e as que virão.
Por isso te folheio.
Hoje sinto-me assim...
High
There is nothing else in the world
I'd rather wake up and see (with you)
Beautiful dawn - I'm just chasing time again
Thought I would die a lonely man, in endless night
But now I'm high; running wild among all the stars above
Sometimes it's hard to believe you remember me
Do you remember the day when my journey began?
Will you remember the end (of time)?
Beautiful dawn - You're just blowing my mind again
Thought I was born to endless night, until you shine
High; running wild among all the stars above
Sometimes it's hard to believe you remember me
Promise me tomorrow starts with you
Getting high; running wild among all the stars above
Sometimes it's hard to believe you remember me
Beautiful dawn - lights up the shore for me
There is nothing else in the world
I'd rather wake up and see (with you)
Beautiful dawn - I'm just chasing time again
Thought I would die a lonely man, in endless night
But now I'm high; running wild among all the stars above
Sometimes it's hard to believe you remember me
Beautiful dawn - melt with the stars again
Do you remember the day when my journey began?
Will you remember the end (of time)?
Beautiful dawn - You're just blowing my mind again
Thought I was born to endless night, until you shine
High; running wild among all the stars above
Sometimes it's hard to believe you remember me
Will you be my shoulder when I'm grey and older?
Promise me tomorrow starts with you
Getting high; running wild among all the stars above
Sometimes it's hard to believe you remember me
James Blunt
quarta-feira, 4 de outubro de 2006
Ditos
"Quem dera o aborto ter, entre nós, o estatuto que tem a corrupção. A prática da corrupção desportiva já foi despenalizada há muito (não me lembro do último dirigente condenado) - e não precisou de referendo, o que é sensato, porque poupa tempo e chatice."
Ricardo Araújo Pereira in Visão
"George W. Bush, não sendo o diabo, também não é nenhum anjo. Eu vejo-o como um gnomo brincalhão e vagamente iletrado, ao qual, por ironia cósmica, tivesse sido dado um mundo para brincar."
Fernando Marques in Jornal de Notícias
Desencontros
Quando a Cristina me ligou para tomarmos um café, não estranhei. Disse-me que queria falar de algo novo na sua vida. Algo a que não estava habituada. Apaixonada? - perguntei (é engraçada esta tendência de se pensar que sempre que há novidades há romance no ar). Não. E não foi um não com risinhos ou com um não sejas tonta, nem com emoção na voz. Foi um não firme. Percebi. Que não. Mas estás bem? Sim, estou óptima, só quero trocar impressões sobre um assunto que me faz confusão.
Tomamos café. Bebi uma água.
Fui com o Jorge jantar com o pessoal. Estavam a Cátia, a Raquel e o seu eterno namorado de berloques, o João, o Carlos e o Valentim.
Sim, e então?
Então que depois do jantar saímos. Fomos ao Clube 4. Tu sabes, beber um copo e dançar. E supostamente conversar.
Porquê supostamente? Não conversaram? Sim, sim, era exactamente sobre isso que te queria falar. Acho que não consigo voltar a sair com eles.
Bolas Cristina, porquê?
Sabes que me senti uma estranha durante toda a noite? A estranha diplomata. A que tentou conversar com este e aquela, a que disse piadas... Até meti conversa com o namorado da Raquel!!! E tu sabes que eu detesto gajos de berloques!!!
Mas porquê?
Porque se junta um grupo de supostos amigos, para uma suposta noite divertida, e o que encontro é um conjunto de pessoas separado por teias de protecçao invisíveis... Percebes o que te quero dizer? Cada um de pé atrás com o outro. A observar o outro. A desconfiar do outro. A pesar cada palavra, cada sorriso, cada passo de dança. Passei-me!!!
Passo uma semana a trabalhar, controlada por mim, pelos chefes, pelos colegas... e quando saio no fim de semana, para me divertir, supostamente com amigos, sinto-me exactamente assim??
É, Cristina, já o senti. É o que costumo chamar de pobres adultos pequenos! Começam a trabalhar e tudo é um eventual alvo. A evitar ou a abater.
Mas Susana!!! Porquê??
Não te sei responder. Só sei que acontece. Já o vi!!!
Mas não com todas as pessoas, espero...
Não, com todas não.
terça-feira, 3 de outubro de 2006
Amigos gays XI
Também há aspectos negativos numa relação de amizade com gays. Um deles é, por exemplo, estarem sempre a dizer-me que o meu irmão é fantástico!!! Huumm... desta parte já não gosto... :)
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Passagens
"Baixando os olhos, ele fez então um gesto a pedir-me que falasse mais baixo. Estava visivelmente preocupado, talvez não quisesse que as crianças acordassem. Eu, pelo contrário, sentia que tinha a cabeça a transbordar de todas as recriminações que calara, e muitas das palavras que me vinham aos lábios atropelavam-se já na fronteira para além da qual deixamos de saber escolher o que é ou não oportuno dizermos."
Elena Ferrante in "Os Dias do Abandono"
quarta-feira, 20 de setembro de 2006
terça-feira, 19 de setembro de 2006
Confissões
Levaste-me a lembrar que há situações que não acontecem só nos filmes. Sejam elas boas ou más. A que aconteceu contigo foi má. Só me perguntava como é possível. Como. Não encontrei resposta.
Levaste-me a lembrar que há situações que não acontecem só aos outros. Aconteceram comigo. Imaginaste como me deve ter sido difícil na altura. E foi. Mas não vivo presa a essas memórias. E foi isso que te expliquei. Porque foram estas situações (que ultrapassámos e com as quais crescemos e aprendemos) que nos fizeram ser quem somos. E eu gosto de quem sou. Só por isso, valeu a pena.
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