quarta-feira, 31 de maio de 2006

Pensamento do dia *

“Se fores chata, as tuas amigas perdoam.

Se fores agressiva, as tuas amigas perdoam.

Se fores egoísta, as tuas amigas perdoam.

Agora, experimenta ser magra e linda...”

* Recebido por e-mail

Factos

"(...) Postas as coisas nos termos certos podemos avançar para as acusações de Carrilho.
Pela minha parte, agradeço-lhe desde já a intervenção. (...) Estes períodos de debate, de crítica severa, de acusações trocadas com vivacidade são óptimos para a cidadania. Tendencialmente promovem a reflexão, esclarecem dúvidas, podem mesmo servir como purgante. As redacções não gostam, alguns líderes procedem em conformidade corporativa, mas, ao invés, a sociedade agradece.
Veja-se a experiência da discussão imediatamente anterior à guerra do Iraque, sobre a existência de armas de destruição massiva nas mãos de Saddam Hussein. Hoje percebemos, com maior ou menor clareza, que fomos colocados perante uma mistificação organizada com o objectivo de justificar a guerra. Esse é o melhor dos modernos exemplos da crescente importância da mensagem do mundo globalizado - e também daquilo que os homens estão disponíveis para fazer de maneira a ganhar a batalha da opinião pública. (...)"

João Marcelino in "Sábado"

terça-feira, 30 de maio de 2006

Ping-pong

A D. Ana ter-me-ia dito: É assim a vida...
Ao que teria respondido: Só para quem se deixar conformar com ela.

A D. Ana ter-me-ia dito: Tens que te habituar. As pessoas não são puras.
Ao que teria respondido: Nunca me habituarei. Recuso-me a fazê-lo porque se o fizesse, estar-me-ia a comportar como elas...

A D. Ana ter-me-ia dito: Deixa lá, filha, que Deus escreve direito por linhas tortas.
Ao que teria respondido: Então já começa a estar na altura de Deus comprar uma caneta de melhor qualidade...

Não consigo viver sem...


Calças de ganga: à pirata, à boca de sino, justas...


Rotas, coçadas ou não...


Claras, escuras...

segunda-feira, 29 de maio de 2006

E se algo de muito bom acontece...




... é porque isso é Impulse!!

(Isto faz-me lembrar uma publicidade qualquer...)

Amanhã


Porque não ouvia esta música há muito e porque me deu um prazer imenso redescobri-la. Porque há músicas que, em nós, não têm TEMPO nem espaço.

Onde estiveres, eu estou,
Onde tu fores, eu vou,
Se tu quiseres, assim,
Meu corpo é o teu mundo
Um beijo e um segundo
E és parte de mim

Para onde olhares, eu corro,
Se me faltares, eu morro,
Quando vieres, distante,
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti como dantes

Agarra-me esta noite,
Sente o tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanha não estou aqui...

Pedro Abrunhosa e os Bandemónio

sábado, 27 de maio de 2006

E naquele momento senti-te uma amizade muito grande.
Queria proteger-te dessas lágrimas (que te fizeram bem, eu sei!!) que choraste como uma criança.
Queria poder ajudar-te. Mais.
Queria que não tivesses de estar assim.
Mas não vais ter sempre de estar assim...

23.37 pm

A música que ouço lembra-me um tango lamentado,
longo, de uma beleza recôndita.
À minha frente, nesta casa perdida entre tantas outras,
vejo a cidade.
As luzes. As da rua e as reflectidas no mar.
E as chamas das velas reflectidas no vidro.
As luzes apagadas.
Navego neste ambiente turvo de luzes.
Deixo-me descobrir, abrir, querer.
Deixo-me voar...

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Dr. House


Ele é médico. Irónico. Sarcástico. Egoísta. Genial. Com um humor muito especial...

Ele é o Dr. Greg House.

Uma série na qual estou viciada, muito por culpa de Hugh Laurie, este senhor da foto.

Simplesmente imperdível.

Às quintas à noite na TVI.
Várias vezes por semana na Fox.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Há dias assim. Gostava de poder estar só. Fisicamente. Fechar-me em mim. Estar com os meus fantasmas e pensamentos. Não ouvir nem ter que falar a ninguém. Não ver ninguém nem ter que sorrir. Não me apetece sorrir. Não quero sorrir. Quero genuinidade. Honestidade. E fundamentalmente justiça. Porque não gosto dos antónimos. Por isso, não quero sorrir para me manter genuína.
Apetece-me deitar e dormir. Muito. Para ver se esta angústia se apaga. Embora saiba que quando acordar ela continua lá. Talvez não tão forte. Talvez não tão intensa. Mas continuará lá.
Só quero estar só.

Há dias assim...

Hoje é o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Por muito respeito que tenha às crianças desaparecidas, como, de resto, tenho às crianças em geral, começo a ficar cansada dos Dias Internacionais para tudo e mais alguma coisa.
Para quando um Dia Internacional dos Deprimidos, ou dos Alcoólicos, ou dos Resistentes aos Festivais da Canção?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Excertos *

I'm free to do what I want any old time

I'm free to sing my song knowing it's out of trend

I'm free to choose who I see any old time

I'm free to bring who I choose any old time





Keith Richards / Mick Jagger



* Cantado na versão Clã

Momento perfeito...

... ocorre quando, estando num bar com os amigos, extremamente bem disposta, passa a Minha Casinha dos eternos Xutos.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Não consigo viver sem...


Uma fresquinha,

sorvida frente ao mar,

no final de um dia de calor.

Variações teatrais

São dez da noite. Entrámos na igreja. Sente-se o cheiro forte do incenso e a penumbra do interior é cortada pela luminosidade das velas. Muitas velas em castiçais altos e gastos. Notas de Mozart ecoam. Nas paredes, projecções de labaredas. Sentamo-nos nos bancos seculares. Duros e frios.
Sinto-me maravilhada, quase no interior do Eyes Wide Shut, do Kubrick.
Entram em cena os actores. Dois. Que começam um monólogo alternado.
Quinze minutos depois começo a ver os primeiros bocejos. As primeiras distracções. Eu própria sinto dificuldades em manter-me atenta mais de três minutos seguidos. Começo a observar os outros. Tentando, com isso, comer o tempo avidamente.
O velhinho que vai fechando os olhos constantemente, sempre resistindo. Até que não aguenta mais. Desconfio que dormitou até ao final da peça. A criança que brinca com as mãos, os pés, os cabelos. Deita-se sobre o colo da mãe e assim fica. A mulher que finge, com a mão sobre a testa, que está a pensar profundamente. O meu amigo que olha para mim com ar de enfado ao que respondo com risos abafados pela enormidade do recinto.
E assim me mantenho. Até ao final que, finalmente chega. Sinto ainda o alívio colectivo. Parcas palmas. Acho que de agradecimento pelo términus da peça.
Saímos e estamos rodeados de labaredas. Estas agora verdadeiras. Belas e grandiosas.
Sinto o cheiro puro e fresco da noite.
Iniciei uma viagem misteriosa e bela, caminhei arduamente sem encontrar o caminho (e que grande caminho) e, merecidamente, respiro o ar da liberdade.

sexta-feira, 19 de maio de 2006

A Casa (Vem fazer de conta)


(...)
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior
Bem-vindo a casa dizia quando saía de dentro dela
O bonito paradoxo inventado por uma dama bela
Em dias que o tempo parou, gravou, dançou,
não ‘tou capaz de ir atrás, mas vou
porque sou trapalhão, perdi a chave e já nem sei bem o caminho
nestes dias difusos em que ando sozinho e definho
à procura de uma casa nova do caixão até a cova
o percurso é duro em toda a linha, sempre à prova
o calor é um alimento que eu preciso
o amor é apenas um constante aviso
se sabes que eu não vivo dessa forma
tu sabes que eu não sinto dessa forma

Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido
de desculpas
de socorro
de abrigo
não consigo
ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lar
da minha casa, doce casa, já ouviram falar?

É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar
Com o simples e unico propósito de me abrigar
Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá fora
Faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora…

Da Weasel/ Manuel Cruz

Onde está o Wally ? (Versão Portuguesa)


Na madrugada de ontem desapareceu uma vaca que se encontrava

no Campo Pequeno, em Lisboa, no âmbito da CowParade.

É caso para se perguntar:

Onde está a Vaca?

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Dúvidas existenciais IX

Porque é que o que verdades inquestionáveis se transformam em grandes mentiras?

Dúvidas existenciais VIII

Porque é que há pessoas cujo nascimento parece ter o propósito de complicar um pouco mais a nossa vida? É para que haja mais adrenalina? Emoções fortes? Ou será simplesmente por puro prazer?

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Tento que as palavras me saiam bebâdas.
Apressadas, aos tropeções, sem nexo ou sequência.
Mas há algo que me coíbe.
Talvez a mágoa que ainda me come como um cancro.
O não esquecimento.
Por muito que tente esquecer.
Limita-me a liberdade de expressão.
Porque quero dizer-te que és cobarde.
Incapaz de lidar com os teus problemas
quando supostamente resolves os dos outros.
Incapaz de resolver a raiva que sinto quando és a sua causa.
Mas não consigo.
Por muito que tente dizer-te que, se calhar, já não vale a pena.
Apesar de tudo.

Não consigo viver sem...


HaVaiAnAs

(de todas as cores)

Passagens

"E a noite era uma criança. Dali, iriam tomar um calmo whisky num bar muito calmo... João Carlos protestou, invocou o trabalho que o esperava, o comentário analítico, peça de responsabilidade. Alexandre não admitia recusas - a noite era sua até às duas horas da madrugada. Então, o papá gato borralheiro poderia correr para os braços do computador e do Audiowriter. E joão Carlos cedeu, com íntimo prazer - o gosto de submeter-se à vontade de um filho crescido, de deixar mimar-se por ele. O que significava, talvez, o mais seguro sintoma de velhice. Que importava, afinal?"

João Aguiar in "O jardim das delícias"

terça-feira, 16 de maio de 2006

Diz-se por aí que...

"Tirando o sol e pouco mais, Portugal não dá nada aos portugueses e os portugueses não esperam nada de Portugal. É um país de Segurança Social falida, da Saúde em desordem e do Ensino para o desemprego. Um país de partidos corruptos, de clientelas, de promessas vãs. Um país que não sabe o que é, nem o que quer, nem para onde vai. Quem se interessa por este país?"

Vasco Pulido Valente in Público
Uma das razões pelas quais te amo tanto
é que me dizes sempre o que preciso de ouvir
sem que tenha de to pedir.

segunda-feira, 15 de maio de 2006

"O melhor creme de beleza (...)

(...) é

uma

consciência

limpa."

Arletty

Por vezes, em virtude da constatação
de comportamentos estranhíssimos,
pergunto-me se eu é que estou maluca
e o (quase) resto do mundo correcto.

(No fundo, acho que não...)

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Recordações

Cheguei tímida pela distância dos anos. É estranha essa sensação de se não saber se as coisas e as pessoas são como eram. Porque os anos nos alteram. A vida muda-nos. O nosso interior transmuta-se.
O início do jantar foi calmo. O vinho ajudou a descontrair.
E depois... Ah, depois começamos a relembrar os nossos velhos tempos. As loucuras (tão grandes que foram...). A rebeldia própria de quem pretende mudar o mundo. A doce irresponsabilidade pelos nossos actos (que sabia bem naquele tempo). As bebedeiras. As brincadeiras.
E foi tão bom descobrir que um bonito laço de cumplicidade nos continua a unir...
Os meus amigos...
Que me acompanharam nessa idade de tresloucada e inconsequente descoberta... que comigo participaram no tudo querer, no tudo experenciar...
Senti algum saudosismo também... De alguém que preferia manter-se no passado.
Não consigo pensar assim. Gosto muito desta maturidade construída à força da experiência.

E parecia que todos tínhamos 15 anos outra vez. E que não tinham passado outros quinze. Cantámos músicas relembradas. Dissemos piadas gastas mas que para nós continuam a ser engraçadas.

Depois fomos dançar. Brindámos à amizade. À felicidade de quem nunca se esquece.
E uma vez mais senti que o hoje era ontem.

Dormi feliz.

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Risos.
Muitos risos.
Espelhados em nossos corpos suados de prazer.
Vivido.
Sentido.
Adiado na eterna eminência do acontecer.
Que no entanto aconteceu...

Lágrimas.
Caídas quando não o deveriam ser.
E a tua presença, tão forte, a ajudar-me a ultrapassar...
Obrigada.

Abraços.
Fortes.
Quase asfixiantes.
Ainda bem.

Saudades.
Que voam como eu e tu.
Ondulantes ao nosso sabor.
Como o nosso sabor.


A minha vida...

... tem andado a 150 kms/ hora...

Sim, e eu sei que tal é ilegal.

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Plenitude


do Lat. plenitudine


s. f.,


estado do que é pleno;
estado completo;
preenchimento;
inteireza;
perfeição.

As Facas

Quatro letras nos matam quatro facas
que no corpo me gravam o teu nome
Quatro facas amor com que me matas
sem que eu mate esta sede e esta fome.

Este amor é de guerra. (De arma branca)
Amando ataco amando contra-atacas
este amor é de sangue que não estanca
Quatro letras nos matam quatro facas.

Armado estou de amor. E desarmado.
Morro assaltando morro se me assaltas
e em cada assalto sou assassinado.

Quatro letras amor com que me matas.
E as facas ferem mais quando me faltas.
Quatro letras nos matam quatro facas.
Manuel Alegre

quarta-feira, 3 de maio de 2006

Dúvidas existenciais VII

Porque é que a maioria dos adultos não consegue manter certas características de infância, tal como dizer o que realmente pensa?

Passagens *

"Ao que chegámos, rosnou João Carlos, retirando do pequeno elevador da cozinha o jantar encomendado ao restaurante do décimo quinto andar. Ao que chegámos. Jantar com alguém em presença remota. Estamos, de facto, no paraíso terrestre. Pousou a bandeja na mesa do videofone central e esperou que a ligação pré-programada se fizesse automaticamente. Então, o ecrã mostrou-lhe um recanto da sala com duas peças de artesanato africano e a mesa diante da qual se sentava Orlando, um negro de cinquenta e bastantes anos, de cara redonda e olhar plácido.
- Isto do vídeo jantar é uma merda - atirou-lhe João Carlos em jeito de saudação. - É uma coisa contranatura.
Orlando não se perturbou.
- Boa noite também para ti, meu filho, e bom apetite. Já discutimos este assunto. Mas esta invenção tem, pelo menos, uma virtude: podemos beber o vinho que nos apetecer, já pensaste nisso? Depois, cada um arrasta-se para a respectiva cama e não há desastres rodoviários. É ou não uma vantagem? Além disso, há quanto tempo é que nós não nos vemos? Quatro, cinco meses?
João Carlos ergueu o seu copo.
- À tua. Diz-me uma coisa, Orlando: porque é que tu aguentas isto? Porque é que não voltas para Angola? Dizem-me que, por lá, as pessoas ainda se encontram, ainda se visitam. Por enquanto."

João Aguiar in "O jardim das delícias"

* Ou: Será que este futuro estará tão longe assim?

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Há coisas...

que só o SILÊNCIO

pode dizer...

SSSSHHHHHH...

sexta-feira, 28 de abril de 2006

Sensação boa, embora não fácil, confesso,

é aquela que advém de fazer aquilo que quero,

sem me perder em considerações

com o que os outros possam pensar.

É, no fundo,

estar mais perto

do que é realmente importante.

Coisas que já não suporto II *

As mulheres que trabalham na noite e que só me atendem após terem servido sete ou oito homens! Sempre em nome da estúpido-eterna pseudo-rivalidade que possa existir!

* Ou: Enfim...

Coisas que já não suporto I *

Aqueles gajos (com os quais nos temos de cruzar na noite) que vestem camisas horríveis e usam cintos de pele de (banha da) cobra, muitas vezes a condizer com os sapatinhos horrendos, com os seus cabelos espetados e, claro, os óculos de sol. E ainda por cima a pavonearem-se tipo eu é que sou bom. Ao que respondo: boa merda!!

* Ou: Já não há paciência!!

quarta-feira, 19 de abril de 2006

"O amor não é a distante

melodia de um violino.

É o triunfante chiar das

molas de um colchão."

S. J. Perelman

terça-feira, 18 de abril de 2006

Adeus

Francisca, onde é que ela está?
Não me respondeu. Mas segui o seu olhar vazio de tudo e percebi que estavas no jardim. Corri para ti com muita força, a acreditar que se chegasse muito rápido desistirias de partir.
Estavas ao lado das tuas eternas rosas. A olhar não sei bem o quê. Mas devia ser algo muito importante! Senão porque é que o fazias com tanta determinação?
Porque é que são sempre as rosas as flores preferidas das mulheres da minha vida? Porque não as gardénias, os cravos ou as margaridas?
Cheguei-me ao pé de ti num desassossego tão grande que me mandaste acalmar com as tuas mãos enrugadas de mel. Foi-me difícil não chorar. Mas consegui escondê-la, essa vontade crua, de ti.
Ajoelhei-me e coloquei a cabeça no teu colo. A sentir o afago doce de quem nos quer bem. Olhei-te nos olhos, finalmente (quando a coragem mo permitiu) e segredei-te: Sabes que te amo, não sabes?
Não me respondeste porque, acho, te faltavam as forças. Mas também não foi preciso avó, porque os teus olhos repetiram-me o que tantas e tantas vezes ouvi de ti: Amo-te tanto, minha linda... És o meu sorriso...
Sentei-me ao teu lado. Procurei a tua mão enrugada de mel. E assim ficamos, as duas, a olhar o que só tu vias com tanta determinação...
Não sei quanto tempo passou... até teres fechado os teus olhos.
Estava uma bela tarde de sol...

Dúvidas existenciais VI

Porque é que tenho tantas dúvidas existenciais?

Dúvidas existenciais V

Porque é que digo A e o destinatário percebe B?

segunda-feira, 17 de abril de 2006

Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis

Passagens

"«Repetimos agora a notícia com que iniciámos este jornal: pelas quatro horas da manhã, deflagrou em Lisboa um engenho explosivo de média potência. Estava colocado num automóvel estacionado junto do Ministério da Coesão...»
João Carlos sentou-se na cama.
«... A explosão feriu gravemente o soldado do Corpo Regional de Vigilância, além de quebrar as vidraças de várias janelas...»
Vinha depois o costumado rosário de «depoimentos» inúteis sobre o acontecimento: a velhinha a informar que acordara com o estrondo e dissera à filha: ó Idalina isto é o fim do mundo; o senhor que ia a passar de carro, a quinhentos metros do local e sentira a deslocação do ar e o coração a modos que na boca; outras coisas com o mesmo palpitante interesse. Nenhuma declaração oficial. E a seguir, inevitavelmente, desporto."

João Aguiar in "O jardim das delícias"
Tenho lido as notícias a correr.

Para ver se ainda me resta escapatória possível.

quarta-feira, 12 de abril de 2006


Porque hoje estou

especialmente sonhadora...

Ai ai (suspiro profundo
e muito dramático)

A 2ª notícia do dia

A Associação Portuguesa de Deficientes quer anular a decisão do Supremo Tribunal de Justiça (constante do post A notícia do dia) recorrendo, para tal, ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.



Aguardam-se desenvolvimentos…

Dúvidas existenciais IV

Sempre que ouço a música do D'Artacão (essa série fantástica que me deliciava na infância) sinto-me como se tivesse 5 anos. Um sorriso gigante na cara e uma emoção tremenda na voz enquanto trauteio a letra com laivos de extrema felicidade.

Para resolver isto acham que basta um ligeiro tratamento com um profissional da área (um bom psicólogo ou mesmo psiquiatra, que a medicação deve ajudar), ou será imprescindível o internamento?

A notícia do dia

O Supremo Tribunal de Justiça considerou «lícitas» e «aceitáveis» as palmadas e estaladas aplicadas por uma responsável de um lar de Setúbal a crianças com deficiências mentais.
A mulher havia sido indiciada por maus tratos, nomeadamente por dar palmadas e estaladas às crianças e por fechá-las em quartos escuros quando estas se recusavam a comer.
O Supremo Tribunal de Justiça veio dizer que fechar crianças em quartos é um castigo normal de «um bom pai de família» e que as estaladas e as palmadas, se não forem dadas, até podem configurar «negligência educacional».

Embora defendendo que algumas palmadas, nos momentos certos, podem fazer muito pela (boa) educação de uma criança, não consigo entender esta decisão do Supremo. Negligência educacional para a falta de estaladas e palmadas? Por um/a terceiro/a que não os pais?
Já se está a ver os educadores deste país a distribuirem porrada a torto e a direito. Afinal, foi o Supremo Tribunal de Justiça que os "aconselhou"...

terça-feira, 11 de abril de 2006


Ingredientes:

- Três jovens de 15 anos:
a ingénua, a intermédia e a que sabe demais
- Um professor acusado de assédio sexual

Modo de preparação:

Juntam-se todos os
ingredientes suavemente, um a um

Para o molho:

- Ambição
- Inteligência
- Religião
- Sexo
- Perversão
- Manipulação

Coloca-se tudo num tacho e deixa-se ferver lentamente. Junte-se ainda humor (um pouquinho mórbido), actualidade, e presunção.

O resultado?

Agri-doce.

Amigos gays VIII

Há dias conversava com um amigo (hetero) sobre as diferenças de relacionamento que se estabelecem entre gays e não-gays e as suas amigas.
Dizia eu que é muito diferente. Que, por exemplo, um amigo gay me mima muito mais do que um hetero. Que me prepara lanches... Que é muito mais delicado. Que me faz sentir uma princesa! O meu amigo ripostava, e bem, sobre algo que até aí nunca me havia apercebido. Dizia ele: Supõe que era um teu amigo hetero que te preparava lanches, ou que era extremamente delicado. O que é que ias pensar? Que ele queria algo mais ou que se estava descaradamente a fazer a ti!!
E nesse momento apercebi-me de que ele tinha completa razão. As diferenças de relacionamentos entre gays e não-gays e as suas amigas são estruturais, derivam da própria natureza do ser gay.

Outro facto para o qual o meu amigo hetero me chamou a atenção, no decorrer desta conversa, foi que os gays (ou a maioria deles, para não se quebrar a regra de que mesmo a excepção confirma a regra) são pessoas que estão bem na vida. Tem boas profissões, estão bem socialmente, etc., etc.
E mais uma vez lhe dei razão. Eu nunca vi um gay desempregado, ou fechado em casa por não conhecer pessoas para sair (aliás difícil é, quando se sai com um gay, ter paciência para os mil e quinhentos olás, os duzentos mini-diálogos de ocasião que ele tem com conhecidos...).
E fiquei a remoer naquilo. Porquê? Após ter vindo a maturar a dúvida, em banho-maria, acho que é porque como são pessoas que em crianças achavam que pecavam relativamente aos ditos normais (porque o termo e a relativa aceitação da homossexualidade são muito recentes), tinham de mostrar que eram capazes, e mesmo melhores do que os outros, relativamente a tudo o resto. Tem lógica, não tem? Mas é difícil ter uma certeza absoluta do que quer que seja; nestes domínios, e é-me difícil colocar-me num papel que não é o meu...

Já agora, sabiam que os gays têm a percepção de que o são desde muito cedo? Não é uma descoberta que se revele com a puberdade. Alguns dizem que o descobriram com 2, 3, 4 anos. Outros, que o souberam desde sempre.

quinta-feira, 6 de abril de 2006

Blogo-mania IV

Para o Miak

Tinha de acontecer um dia. O mentor de um blog que acompanhas diz adeus. Ou até sempre. Ou até já. E - algum dia me passaria o tal pela cabeça - sinto que uma pessoa que me é próxima (não interessa o nível ou a forma de ligação) vai partir, ou viajar ou, simplesmente se ausentar.
Senti um friozinho no coração. Pode parecer ridículo mas é o que sinto. E não o sinto como ridículo.
Até sempre.
E obrigada.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

E poesia também é...

CANTAR CANÇÕES ESQUECIDAS

NA INFÂNCIA DO TEMPO

E SENTI-LAS COMO SE AS OUVISSE HOJE

PELA PRIMEIRA VEZ.

Poesia é...

ACORDAR COM O MAR A BATER-ME À PORTA...

E EU ABRI-LA... PARA DEIXÁ-LO ENTRAR.

Frontalidade

Quando estou bem, verdadeiramente bem, não sinto inspiração para escrever. Talvez porque estou centrada em ti... e porque gosto de me poder centrar em ti... sorver todos os pedacinhos de tempo que passam a navegar por entre ondas de entrega... Talvez porque a necessidade de me esvaziar seja menor... porque estou preenchida de coisas boas que só contigo necessito partilhar... Talvez porque sei que vou ter momentos em que essa inspiração me vai surgir tal como uma bofetada, dura, dolorosa, que sei que vou levar... E como sabes, tão bem que o sabes, que não vivo dores ou alegrias, medos ou anseios antes de com eles me confrontar realmente, agradeço esta falta de inspiração. E quase que gostaria que ela fosse eterna. Mas só quase...

sexta-feira, 31 de março de 2006

ESTOU

TÃO

PERTO

DO

CÉU...

OU DO INFERNO...


(Depende da perspectiva!)

Vambora

Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
P'ra mudar a minha vida
Vem vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz

Ainda tem o seu perfume pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas

Adriana Calcanhoto

As coisas que se dizem/ouvem por aí!

Estava eu ontem ao balcão de uma pastelaria a lanchar, quando ouço este diálogo delicioso entre uma senhora que estava ao meu lado e o empregado:
- Ó António, de que são feitas estas sandes?
- De carne assada.
- Mas está moída?
- Não, senhora, está fatiada.
(E o rapaz pega numa sande para comprovar o que disse).
- Huumm, gostava de levá-la para a minha filha, mas não sei se ela gosta. É tão esquisita... Ó António, a Marisa alguma vez pediu uma sande destas?
- Não, a mim nunca.
Após uma pequena pausa volta a senhora à carga:
- Ó António, embrulha-me a sande. Vou levá-la para a Marisa. Vamos ver se ela gosta!! A Larocas, a nossa cadela, gosta de tudo. Agora a Marisa... é tão esquisita!!
Nesse momento não aguentei e tive de me rir... Mas a senhora não percebeu. Só o António, que me correspondeu com um disfarçado sorriso comprometido...
Ouve-se cada coisa por aí...

quinta-feira, 30 de março de 2006

Há momentos mágicos

que têm o poder de mudar o nosso dia.

O meu dia mudou.

Passagens

"Por momentos, naquelas estradas desertas, parecia que já não estava neste mundo, que se tornara uma espécie de fantasma deambulando pelos campos da Nova-Inglaterra.
E pensar que muitas vezes se queixara da sua vida: demasiado trabalho, demasiados impostos, demasiados constrangimentos...
Caraças, como fora estúpido! Nada havia mais agradável que a sua existência. Até um dia de tristeza era, mesmo assim, um dia vivido. Apercebia-se disso agora. Pena que não tivesse ganho consciência disso mais cedo."

Guillaume Musso in "E depois..."

terça-feira, 28 de março de 2006

DESLIGAR.

VOAR.

ESTAR.

SAIR.

AMAR.

VOLTAR.

QUERER.


E porque se fala de pessoas...

Passo-me com aquelas:

- Que não sabem ocupar o seu lugar;

- Que pensam ser superiores aos outros;

- Que, em sítios cheios, insistem em empurrar
porque é extremamente difícil dizer Com licença;

- Que pensam que só tendo muito dinheiro
é que poderão ser felizes (é tão mais simples);

- Que se julgam as maiores vítimas do mundo;

P.S.: Deve faltar-me qualquer coisa mas estas são, de momento, as características que me irritam mais prufundamente. E de que maneira!!!

Pessoas

Tenho conhecido muita gente. Pessoas muito diferentes entre si. Muito diferentes de mim. Pessoas que nunca imaginei conhecer por me serem tão distantes! Mas o facto é que me cruzo com elas. E embora seja um pouco complicado ver-me, de repente, rodeada de tanta gente que nunca ousei pensar, confronto-me com esse facto.
Depois do baque inicial, depois do moldares-te e do moldarem-se, depois de ultrapassada a inconstância e inconsistência dos princípios, concluo que é mais uma experiência que me enriquece e me ensina.
Porque me obrigou a ser menos preconceituosa com outras formas de estar e de viver. Não que, por vezes, as compreenda. Mas aceito-as.
E só de há pouco para cá é que aprendi a aceitar a diferença. Verdadeiramente. Ainda que sempre me considerasse muito aberta, só quando presenciamos as situações é que aprendemos a lidar com elas. E eu venho aprendendo.
Dia após dia.
Passo após passo.
"A cultura ajuda um povo

a lutar com as palavras,

em vez de o fazer com as armas."


Glugiermo Ferrero

sexta-feira, 24 de março de 2006

Este é um post enorme...

... à medida do talento daquele a quem ele é dedicado.


Ãh

"Eu não sei quem inventou essa mania e nem sei o que seria esse "ãh"
Eu só sei que eu acordei no outro dia e só ouvia todo mundo dizer ãh.
Eu nem sabia que existia essa palavra ou esse nome ou o que quer que seja ãh.
E de repente vi que toda a minha gente enfiou na sua mente o tal do ãh.
Tranquilamente fui lá na padaria e falei bom dia, responderam ãh.
Comprei um pão e fui ver televisão, só que na programação só tinha ãh.
Fui p’ró estádio assistir a um futebol e a torcida só gritava: "ãh! ãh!"
Liguei o rádio p’ra ouvir os comentários e era "ãh-ãh-ãh-ãh-ãh-ãh-ãh".
Cheguei em casa, o meu amigo me ligou, eu disse alô, ele disse ãh.
Ele me falou duma festinha recheada de gatinha, eu disse ah... hmm... Ãh!
Cheguei na festa e realmente ‘tava bom, mas o som...
Uma garota me deu mole e começamos a conversar: "ah? ãh! ãh..."
Vamos lá p’ra casa e aí ãh, perguntei se ela ãh, ela veio e "ãh"...

Por isso eu digo "ãh!"
Everybody say "ãh!"
Se todo mundo fala "ãh!", eu também quero falar... ãh...
Por isso eu digo "ãh!"
Vem dizer comigo: "ãh!"
Se todo mundo fala "ãh", então eu digo ãh... ah, sei lá!

Fui p’ra escola e esqueci a minha cola, e na prova eu respondia tudo ãh.
O professor me falou alguma coisa que eu não entendi porque não era ãh.
Voltei p’ra casa meio ãh, e o guarda me pegou com uma ãh, e falou que eu ia ãh."
Peraí, seu guarda, eu posso explicar".
- "Então explica!"
- "É que... ãh..."
E o meu pai ficou sabendo e já veio me dizendo que eu era muito ãh.
Eu disse "pai, ãh, pai, mas pai, ãh, pai..."
- "Cê tá me respondendo, meu filho?!"
- "Ô, pai, ãh!!"
Meu pai nunca me escuta e p’ra mostrar quem é que manda ainda faz aquela cara meio ãh.
Eu resolvi fazer uma banda que é p’ra ver se alguém me escuta! O nome dela é Ãh.
O nosso som é uma mistura de ãh com ãh, e a nossa postura é ãh!
Acho que vai ser o maior sucesso, mas não sei se vai ser bom fazer sucesso, que o sucesso é meio ãh.
Hoje eu já falei com um, ãh, jornalista, que na hora da entrevista perguntou:
- "Porque 'Ãh'?"
- Ah... Por que 'Ãh'? Ah, Ãh por que ãh!
Se você não entendeu, sinto muito mas ãh...
Tava tudo indo muito bem, porque eu só falava ãh, escutava ãh e pensava ãh.
Tudo como manda o figurino, as meninas e os meninos, todo mundo repetindo ãh.
Parecia muita hipocrisia, porque todo mundo repetia e nem sabia o que era "ãh".
Tão fazendo a gente de robô, só não sei quem programou.
Quando eu percebi eu disse: "ô-ôu!"
Foi aí que todo mundo olhou pra mim, só pra ver o quê que eu ia dizer.
Foi aquele olhar assim bem ãh, de quem quer ouvir um "ãh", só que aí em vez de "ãh" eu disse "be"!
Depois dessa resposta muita gente deu as costas, e até quem me adorava hoje fala que não gosta.
Eu até tentei compreender o "ãh", mas quando eu falei do "be" ninguém tentou me entender.
É porque p’ra eles é o "ãh", tem que ser o "ãh", pelo jeito vai ser ãh a vida toda.
Se você quiser saber, depois do B já vem o C, e tem o D e tem o E e com o F eu digo foi.

Por isso eu digo "ãh!"
Everybody say "ãh!"
Se todo mundo fala "ãh!", eu também quero falar "be"!

Por isso eu digo "ãh!"
Vem dizer comigo: "ãh!"
Se todo mundo fala "ãh", então eu digo foi...

Por isso eu digo "ãh!"
Everybody say "ãh!"
Se todo mundo fala "ãh!", eu também quero falar "be"!

Por isso eu digo "ãh!"
Vem dizer comigo: "ãh!"
Se todo mundo fala "ãh", então eu digo “Foda-se".

Gabriel o Pensador



quinta-feira, 23 de março de 2006

Segundo o Expresso On Line de hoje, Horácio Costa, ex-vereador socialista da Câmara Municipal de Felgueiras, disse ter enviado em 2001 cartas ao primeiro-ministro de então António Guterres, e aos ministros José Sócrates e Jorge Coelho, a denunciar a existência de um «saco azul» na referida câmara.
E eu questiono-me: Será que o partidarismo se pode sobrepôr a tudo? Será que sou uma das últimas pessoas a acreditar em princípios e valores tais como ética, justiça? Ou será que isto são apenas palavrões?
Não consigo perceber nem aceitar.
Não consigo acreditar. E já nem capacidade tenho para me surprender com estas pérolas da política nacional.
E assim se vai vivendo em Portugal...

É só para dizer que:


Hoje, qualquer post

que eu escreva

vai a AZUL.

Vá-se lá saber

porquê!! :)

quarta-feira, 22 de março de 2006

Fantástico!!!

Oito e quarenta e cinco da manhã. Saio de casa para trabalhar. Já em cima da hora. Ponho o carro a trabalhar e lá vou eu. Vou? Não, não vou. Tenho um pneu completamente vazio. Bonito... E agora? Reparo, pelo canto do olho, nos trolhas que estão a fazer obras na casa da vizinho. Dirijo-me a eles bem de mansinho.
O que penso: Será que alguém me pode mudar um pneu porque eu não o sei fazer?
O que digo: - Bom dia. Será que alguém me pode dar uma ajuda a mudar um pneu?
O que um trolha pensa: Mulheres... enfim...
O que diz: - Concerteza, menina, é p'ra já!

E lá vamos, eu e o trolha, para junto do meu carro. Enquanto ele me muda o pneu eu vou observando. Tento, com isto, dar um certo apoio moral. Porque estava a sentir-me mal ali parada a olhar para o homem, mas o que podia fazer? Não sei mudar um pneu. Acho mesmo que nem teria força para desapertar os parafusos.
Finalmente ele termina.
O que penso: Que sorte!!! Se não estava aqui ninguém não sei como me iria safar!!
O que digo: - Obrigada. Muito obrigada. Mesmo... (esta parte também a pensei verdadeiramente).
O que o trolha pensa: Vai lá à tua vida... Enfim, mulheres... Compram um carro mas só sabem conduzi-lo!! E mal...
O que diz: - Não tem de quê, menina. Sempre às ordens!!

Moral da história: Nunca mais digo a ninguém para se calar com as bocas à trolha (pelo menos enquanto me lembrar)...