Autor: José Quintanilha
sexta-feira, 9 de junho de 2006
quarta-feira, 7 de junho de 2006
terça-feira, 6 de junho de 2006
Eu fui *
* Ou: Eu sei que não estou a ser original
Sábado, 3 de Junho de 2006
19h30m
Chegamos ao recinto do Rock in Rio e fazemos o reconhecimento do local (foi a minha primeira vez).
Primeira constatação: muito pó. Tocam os Kasabian. Muita gente. Muita Chopp a rolar (é boa a cerveja; gostei). Entre umas fatias de pizza e uma Choppinha começam os Da Weasel a tocar. Não me desiludiram. Iguais a si próprios a meter o pessoal todo a saltar. Com direito a uma participação virtual no Manuel Cruz na Casa. Que eu, claro, fotografei!! Outra Chopp. Ai, ai, no que é que isto vai dar...
Entram os Red Hot. Que, não sendo particularmente calorosos com o público cumpriram o seu papel. Rockar. Assisto ao concerto entre saltos e momentos de suave saborear. E outra Chopp.
Continua muito pó. A esta hora já estamos à vontade para colocar os nossos óculos de sol. Ninguém nos conhece. Sentimo-nos protegidos. Para avacalhar. Huumm... o que dois pares de óculos de sol podem fazer. Entretanto vai mais uma Chopp. Ai ai ai!!
Fim do concerto. Alguém me oferece uma cabeleira usada pelos "meninos Millenium". Agora sim, estou completamente irreconhecível. Novo passeio pelo local. Jogámos ums matrecos. Metemos conversa com o Francisco Mendes. Simpático, o rapaz!! Bebemos uma Chopp. Vamos até à tenda electrónica onde é quase impossível entrar. Saímos.
Sempre com os nossos óculos de sol...
sexta-feira, 2 de junho de 2006
Àcerca do Mundial
Muito se tem escrito sobre o Mundial. Tenho lido vários artigos de opinião de políticos, jornalistas, economistas e mesmo "cronistas" (não sei muito bem qual é a profissão dos últimos) sobre o assunto. A maioria deles com críticas a este próximo período de loucura nacional.
Porque os jornais, rádios e televisões vão vomitar futebol. Porque o povo português devia era preocupar-se com a crise. Porque não se vai ouvir falar de mais nada nos cafés, transportes públicos, etc., etc. Porque esta entrega demonstra como somos um país pobre. Económica e mentalmente. E por uma série de razões mais. Futebol, futebol, futebol...
Compreendo em certa parte as razões de quem assim escreve. Vai ser uma avalanche do desporto rei. Mas não concordo.
De facto, só quem não é "povo", pode fazer este tipo de críticas. Porque, como os efeitos da crise não chegam a estas personalidades do "cronismo português", não sentem estes senhores o Mundial como um dos poucos acontecimentos que fazem esquecer o momento em se que vive. Quase de catarse. E que despertam emoções que há muito as pessoas não sentem.
Era bom que se concluísse que todo este euforismo não advém de sermos um país com mentalidades "pobres"; é sim consequência do próprio país.
Quanto a mim, adoro estes períodos de patriotismo desportivo, de alegrias e lágrimas, de adrenalina e cervejas e tremoços e abraços e gritos e golos e bandeiras às janelas.
De festa, de união num dos poucos pontos comuns dos portugueses.
Por isso, quero lá saber o que dizem os opinion makers. Durante os próximos tempos vou estar muito ocupada a respirar futebol.
quarta-feira, 31 de maio de 2006
Pensamento do dia *
“Se fores chata, as tuas amigas perdoam.
Se fores agressiva, as tuas amigas perdoam.
Se fores egoísta, as tuas amigas perdoam.
Agora, experimenta ser magra e linda...”
* Recebido por e-mail
Factos
"(...) Postas as coisas nos termos certos podemos avançar para as acusações de Carrilho.
Pela minha parte, agradeço-lhe desde já a intervenção. (...) Estes períodos de debate, de crítica severa, de acusações trocadas com vivacidade são óptimos para a cidadania. Tendencialmente promovem a reflexão, esclarecem dúvidas, podem mesmo servir como purgante. As redacções não gostam, alguns líderes procedem em conformidade corporativa, mas, ao invés, a sociedade agradece.
Veja-se a experiência da discussão imediatamente anterior à guerra do Iraque, sobre a existência de armas de destruição massiva nas mãos de Saddam Hussein. Hoje percebemos, com maior ou menor clareza, que fomos colocados perante uma mistificação organizada com o objectivo de justificar a guerra. Esse é o melhor dos modernos exemplos da crescente importância da mensagem do mundo globalizado - e também daquilo que os homens estão disponíveis para fazer de maneira a ganhar a batalha da opinião pública. (...)"
João Marcelino in "Sábado"
terça-feira, 30 de maio de 2006
Ping-pong
A D. Ana ter-me-ia dito: É assim a vida...
Ao que teria respondido: Só para quem se deixar conformar com ela.
Ao que teria respondido: Nunca me habituarei. Recuso-me a fazê-lo porque se o fizesse, estar-me-ia a comportar como elas...
Ao que teria respondido: Então já começa a estar na altura de Deus comprar uma caneta de melhor qualidade...
Ao que teria respondido: Só para quem se deixar conformar com ela.
A D. Ana ter-me-ia dito: Tens que te habituar. As pessoas não são puras.
Ao que teria respondido: Nunca me habituarei. Recuso-me a fazê-lo porque se o fizesse, estar-me-ia a comportar como elas...
A D. Ana ter-me-ia dito: Deixa lá, filha, que Deus escreve direito por linhas tortas.
Ao que teria respondido: Então já começa a estar na altura de Deus comprar uma caneta de melhor qualidade...
segunda-feira, 29 de maio de 2006
Amanhã
Porque não ouvia esta música há muito e porque me deu um prazer imenso redescobri-la. Porque há músicas que, em nós, não têm TEMPO nem espaço.
Onde estiveres, eu estou,
Onde tu fores, eu vou,
Se tu quiseres, assim,
Meu corpo é o teu mundo
Um beijo e um segundo
E és parte de mim
Para onde olhares, eu corro,
Se me faltares, eu morro,
Quando vieres, distante,
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti como dantes
Agarra-me esta noite,
Sente o tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanha não estou aqui...
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio
sábado, 27 de maio de 2006
23.37 pm
A música que ouço lembra-me um tango lamentado,
longo, de uma beleza recôndita.
À minha frente, nesta casa perdida entre tantas outras,
vejo a cidade.
As luzes. As da rua e as reflectidas no mar.
E as chamas das velas reflectidas no vidro.
As luzes apagadas.
Navego neste ambiente turvo de luzes.
Deixo-me descobrir, abrir, querer.
Deixo-me voar...
sexta-feira, 26 de maio de 2006
quinta-feira, 25 de maio de 2006
Há dias assim. Gostava de poder estar só. Fisicamente. Fechar-me em mim. Estar com os meus fantasmas e pensamentos. Não ouvir nem ter que falar a ninguém. Não ver ninguém nem ter que sorrir. Não me apetece sorrir. Não quero sorrir. Quero genuinidade. Honestidade. E fundamentalmente justiça. Porque não gosto dos antónimos. Por isso, não quero sorrir para me manter genuína.
Apetece-me deitar e dormir. Muito. Para ver se esta angústia se apaga. Embora saiba que quando acordar ela continua lá. Talvez não tão forte. Talvez não tão intensa. Mas continuará lá.
Só quero estar só.
Há dias assim...
Hoje é o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas
Por muito respeito que tenha às crianças desaparecidas, como, de resto, tenho às crianças em geral, começo a ficar cansada dos Dias Internacionais para tudo e mais alguma coisa.
Para quando um Dia Internacional dos Deprimidos, ou dos Alcoólicos, ou dos Resistentes aos Festivais da Canção?
Para quando um Dia Internacional dos Deprimidos, ou dos Alcoólicos, ou dos Resistentes aos Festivais da Canção?
quarta-feira, 24 de maio de 2006
Excertos *
I'm free to do what I want any old time
I'm free to sing my song knowing it's out of trend
I'm free to choose who I see any old time
I'm free to bring who I choose any old time
Keith Richards / Mick Jagger
* Cantado na versão Clã
Momento perfeito...
... ocorre quando, estando num bar com os amigos, extremamente bem disposta, passa a Minha Casinha dos eternos Xutos.
terça-feira, 23 de maio de 2006
Assinar:
Postagens (Atom)




