sexta-feira, 2 de junho de 2006

- Esta manhã até tive medo de sair de casa!
- Porquê?
- Então não é que fui ao frigorífico e percebi que não tinha Actimel?

Àcerca do Mundial

Muito se tem escrito sobre o Mundial. Tenho lido vários artigos de opinião de políticos, jornalistas, economistas e mesmo "cronistas" (não sei muito bem qual é a profissão dos últimos) sobre o assunto. A maioria deles com críticas a este próximo período de loucura nacional.
Porque os jornais, rádios e televisões vão vomitar futebol. Porque o povo português devia era preocupar-se com a crise. Porque não se vai ouvir falar de mais nada nos cafés, transportes públicos, etc., etc. Porque esta entrega demonstra como somos um país pobre. Económica e mentalmente. E por uma série de razões mais. Futebol, futebol, futebol...
Compreendo em certa parte as razões de quem assim escreve. Vai ser uma avalanche do desporto rei. Mas não concordo.
De facto, só quem não é "povo", pode fazer este tipo de críticas. Porque, como os efeitos da crise não chegam a estas personalidades do "cronismo português", não sentem estes senhores o Mundial como um dos poucos acontecimentos que fazem esquecer o momento em se que vive. Quase de catarse. E que despertam emoções que há muito as pessoas não sentem.
Era bom que se concluísse que todo este euforismo não advém de sermos um país com mentalidades "pobres"; é sim consequência do próprio país.
Quanto a mim, adoro estes períodos de patriotismo desportivo, de alegrias e lágrimas, de adrenalina e cervejas e tremoços e abraços e gritos e golos e bandeiras às janelas.
De festa, de união num dos poucos pontos comuns dos portugueses.
Por isso, quero lá saber o que dizem os opinion makers. Durante os próximos tempos vou estar muito ocupada a respirar futebol.

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Pensamento do dia *

“Se fores chata, as tuas amigas perdoam.

Se fores agressiva, as tuas amigas perdoam.

Se fores egoísta, as tuas amigas perdoam.

Agora, experimenta ser magra e linda...”

* Recebido por e-mail

Factos

"(...) Postas as coisas nos termos certos podemos avançar para as acusações de Carrilho.
Pela minha parte, agradeço-lhe desde já a intervenção. (...) Estes períodos de debate, de crítica severa, de acusações trocadas com vivacidade são óptimos para a cidadania. Tendencialmente promovem a reflexão, esclarecem dúvidas, podem mesmo servir como purgante. As redacções não gostam, alguns líderes procedem em conformidade corporativa, mas, ao invés, a sociedade agradece.
Veja-se a experiência da discussão imediatamente anterior à guerra do Iraque, sobre a existência de armas de destruição massiva nas mãos de Saddam Hussein. Hoje percebemos, com maior ou menor clareza, que fomos colocados perante uma mistificação organizada com o objectivo de justificar a guerra. Esse é o melhor dos modernos exemplos da crescente importância da mensagem do mundo globalizado - e também daquilo que os homens estão disponíveis para fazer de maneira a ganhar a batalha da opinião pública. (...)"

João Marcelino in "Sábado"

terça-feira, 30 de maio de 2006

Ping-pong

A D. Ana ter-me-ia dito: É assim a vida...
Ao que teria respondido: Só para quem se deixar conformar com ela.

A D. Ana ter-me-ia dito: Tens que te habituar. As pessoas não são puras.
Ao que teria respondido: Nunca me habituarei. Recuso-me a fazê-lo porque se o fizesse, estar-me-ia a comportar como elas...

A D. Ana ter-me-ia dito: Deixa lá, filha, que Deus escreve direito por linhas tortas.
Ao que teria respondido: Então já começa a estar na altura de Deus comprar uma caneta de melhor qualidade...

Não consigo viver sem...


Calças de ganga: à pirata, à boca de sino, justas...


Rotas, coçadas ou não...


Claras, escuras...

segunda-feira, 29 de maio de 2006

E se algo de muito bom acontece...




... é porque isso é Impulse!!

(Isto faz-me lembrar uma publicidade qualquer...)

Amanhã


Porque não ouvia esta música há muito e porque me deu um prazer imenso redescobri-la. Porque há músicas que, em nós, não têm TEMPO nem espaço.

Onde estiveres, eu estou,
Onde tu fores, eu vou,
Se tu quiseres, assim,
Meu corpo é o teu mundo
Um beijo e um segundo
E és parte de mim

Para onde olhares, eu corro,
Se me faltares, eu morro,
Quando vieres, distante,
Solto as amarras
E tocam guitarras
Por ti como dantes

Agarra-me esta noite,
Sente o tempo que eu perdi,
Agarra-me esta noite,
Que amanha não estou aqui...

Pedro Abrunhosa e os Bandemónio

sábado, 27 de maio de 2006

E naquele momento senti-te uma amizade muito grande.
Queria proteger-te dessas lágrimas (que te fizeram bem, eu sei!!) que choraste como uma criança.
Queria poder ajudar-te. Mais.
Queria que não tivesses de estar assim.
Mas não vais ter sempre de estar assim...

23.37 pm

A música que ouço lembra-me um tango lamentado,
longo, de uma beleza recôndita.
À minha frente, nesta casa perdida entre tantas outras,
vejo a cidade.
As luzes. As da rua e as reflectidas no mar.
E as chamas das velas reflectidas no vidro.
As luzes apagadas.
Navego neste ambiente turvo de luzes.
Deixo-me descobrir, abrir, querer.
Deixo-me voar...

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Dr. House


Ele é médico. Irónico. Sarcástico. Egoísta. Genial. Com um humor muito especial...

Ele é o Dr. Greg House.

Uma série na qual estou viciada, muito por culpa de Hugh Laurie, este senhor da foto.

Simplesmente imperdível.

Às quintas à noite na TVI.
Várias vezes por semana na Fox.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Há dias assim. Gostava de poder estar só. Fisicamente. Fechar-me em mim. Estar com os meus fantasmas e pensamentos. Não ouvir nem ter que falar a ninguém. Não ver ninguém nem ter que sorrir. Não me apetece sorrir. Não quero sorrir. Quero genuinidade. Honestidade. E fundamentalmente justiça. Porque não gosto dos antónimos. Por isso, não quero sorrir para me manter genuína.
Apetece-me deitar e dormir. Muito. Para ver se esta angústia se apaga. Embora saiba que quando acordar ela continua lá. Talvez não tão forte. Talvez não tão intensa. Mas continuará lá.
Só quero estar só.

Há dias assim...

Hoje é o Dia Internacional das Crianças Desaparecidas

Por muito respeito que tenha às crianças desaparecidas, como, de resto, tenho às crianças em geral, começo a ficar cansada dos Dias Internacionais para tudo e mais alguma coisa.
Para quando um Dia Internacional dos Deprimidos, ou dos Alcoólicos, ou dos Resistentes aos Festivais da Canção?

quarta-feira, 24 de maio de 2006

Excertos *

I'm free to do what I want any old time

I'm free to sing my song knowing it's out of trend

I'm free to choose who I see any old time

I'm free to bring who I choose any old time





Keith Richards / Mick Jagger



* Cantado na versão Clã

Momento perfeito...

... ocorre quando, estando num bar com os amigos, extremamente bem disposta, passa a Minha Casinha dos eternos Xutos.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Não consigo viver sem...


Uma fresquinha,

sorvida frente ao mar,

no final de um dia de calor.

Variações teatrais

São dez da noite. Entrámos na igreja. Sente-se o cheiro forte do incenso e a penumbra do interior é cortada pela luminosidade das velas. Muitas velas em castiçais altos e gastos. Notas de Mozart ecoam. Nas paredes, projecções de labaredas. Sentamo-nos nos bancos seculares. Duros e frios.
Sinto-me maravilhada, quase no interior do Eyes Wide Shut, do Kubrick.
Entram em cena os actores. Dois. Que começam um monólogo alternado.
Quinze minutos depois começo a ver os primeiros bocejos. As primeiras distracções. Eu própria sinto dificuldades em manter-me atenta mais de três minutos seguidos. Começo a observar os outros. Tentando, com isso, comer o tempo avidamente.
O velhinho que vai fechando os olhos constantemente, sempre resistindo. Até que não aguenta mais. Desconfio que dormitou até ao final da peça. A criança que brinca com as mãos, os pés, os cabelos. Deita-se sobre o colo da mãe e assim fica. A mulher que finge, com a mão sobre a testa, que está a pensar profundamente. O meu amigo que olha para mim com ar de enfado ao que respondo com risos abafados pela enormidade do recinto.
E assim me mantenho. Até ao final que, finalmente chega. Sinto ainda o alívio colectivo. Parcas palmas. Acho que de agradecimento pelo términus da peça.
Saímos e estamos rodeados de labaredas. Estas agora verdadeiras. Belas e grandiosas.
Sinto o cheiro puro e fresco da noite.
Iniciei uma viagem misteriosa e bela, caminhei arduamente sem encontrar o caminho (e que grande caminho) e, merecidamente, respiro o ar da liberdade.

sexta-feira, 19 de maio de 2006

A Casa (Vem fazer de conta)


(...)
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior
Bem-vindo a casa dizia quando saía de dentro dela
O bonito paradoxo inventado por uma dama bela
Em dias que o tempo parou, gravou, dançou,
não ‘tou capaz de ir atrás, mas vou
porque sou trapalhão, perdi a chave e já nem sei bem o caminho
nestes dias difusos em que ando sozinho e definho
à procura de uma casa nova do caixão até a cova
o percurso é duro em toda a linha, sempre à prova
o calor é um alimento que eu preciso
o amor é apenas um constante aviso
se sabes que eu não vivo dessa forma
tu sabes que eu não sinto dessa forma

Por isso escrevo na esperança que ela ouça o meu pedido
de desculpas
de socorro
de abrigo
não consigo
ver uma razão para continuar a viver sem a felicidade do meu lar
da minha casa, doce casa, já ouviram falar?

É o refúgio de uma mulher que deus ousou criar
Com o simples e unico propósito de me abrigar
Não vejo a hora de voltar lá para dentro, faz frio cá fora
Faz tanto frio cá fora que eu já não vejo a hora…

Da Weasel/ Manuel Cruz

Onde está o Wally ? (Versão Portuguesa)


Na madrugada de ontem desapareceu uma vaca que se encontrava

no Campo Pequeno, em Lisboa, no âmbito da CowParade.

É caso para se perguntar:

Onde está a Vaca?

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Dúvidas existenciais IX

Porque é que o que verdades inquestionáveis se transformam em grandes mentiras?