quarta-feira, 1 de março de 2006
O dia seguinte
Pois é, pois é... Lá se passou mais um Carnaval, do qual resolvo fazer uma análise (mais ou menos séria, mais ou menos a brincar):
O que gostei:
- Andar fantasiada de cantora pimba pindérica (Amei!!!)
- Descobrir que os mortos já usam piercings
- Confirmar que "O Segredo de Brokeback Mountain" anda a abrir mentalidades
- Dançar, dançar, dançar
- Meter-me com toda a gente
O que não gostei:
- Do Carnaval brasileiro-sem ideias-português
- Das pessoas sem sentido de humor (que nem mesmo no Carnaval sabem brincar)
- Do samba repetido ao insuportável
- Da ressaca (aaiii)
SALDO: POSITIVO
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006
Passagens
"Éramos levianos por militância, sobretudo as raparigas. Para acabar de vez com o fúnebre baptismo erótico dos rapazes da nossa geração, que ainda se processava em casas de passe, deitávamo-nos com eles ao fim dessas longas madrugadas em que mudávamos o mundo. Lembro-me de pensar, às vezes, a meio do acto: «Se é isto a liberdade, porque é que me sinto tão triste e contrariada? Porque é que não recuso este hálito de que não gosto? Este corpo flácido e sem beleza?» Mas a voz doutrinal da minha consciência reprimia de imediato estas inclinações individualistas, recordando-me que os feios também têm direito aos prazeres da Terra e que eu não podia ceder aos paradigmas burgueses da comparação, e muito menos aos parâmetros estéticos que tinham estado na origem dos horrores nazis."
Inês Pedrosa in "Nas tuas mãos"
Fumo um cigarro. Olho a paisagem que passa por nós a 90 kms/hora. E preciso, realmente. Mas onde quero não me podes levar.
Tu, conhecendo-me bem, abandonas-me à minha quietude. Sabes-me tão bem os passos... E sabes que não me podes levar a falar. Que só o farei quando quiser.
Fumo mais um cigarro. Como se isso me enchesse o peito de ar puro que me permite começar a falar.
- Sabes o que é a solidão?
- Claro que sei o que é a solidão.
- Achas que sabes? Achas que algum dia o vais descobrir? Se nem eu própria o sei...
E tu, mudo (sabes-me tão bem os passos) deixas-me continuar.
- Sabes o que é a força? É o que me permite levantar quando necessitar. E sabes porquê? Porque a vida nos fortalece e descontrói-nos e quase nos destrói para nos fazer crescer. E neste momento sinto-me tão crescida...
Não me respondes. Porra, como me sabes tão bem os passos. Porque se falasses, nesse momento, sabias que me ias calar. E eu queria fazê-lo por mim.
Fumo um cigarro. Como se isso me ajude a encher o peito de ar. Para conseguir respirar.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
O (triste) estado puro das coisas
Desconfio sempre das pessoas que são muito solidárias com os mais desfavorecidos, que quase choram com os males do mundo, que falam destas situações como se estivessem a acontecer a si próprias mas, no entanto, ignoram (e prejudicam) aqueles que consigo lidam diariamente.
Acho que existe uma palavra muito própria para o definir: cinismo, no seu estado mais puro.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006
Passagens
"A velocidade que domina o mundo não admite fugas à sua lei: as pessoas acasalam-se como quem une capitais para comprar por atacado sapatos de melhor qualidade que lhes permitam ganhar mais depressa as suas corridas individuais. Tu soubeste sempre honrar o nosso compromisso de aceitar o rigor absoluto da minha alma na tua. E isso que, mesmo assim contado, parecerá modernamente tão pouco, porque não é nada moderno, enche ainda de luz a minha vida, e permanecerá nas sombras do céu, para lá da banalidade da minha morte".
Inês Pedrosa in "Nas tuas mãos"

E, uma vez mais, a realidade se sobrepõe ao que almejei que ela fosse. Ah... como se já o não soubesse...
É-me tão fácil acreditar em entregas. Em pessoas, em vidas regadas a partilhas.
E é tão duro. Que a crua realidade se abata sobre o meu colorido jardim. Que cultivei, reguei, plantei com suor e mãos e sementes e terra fresca com sabor molhado.
Porque é que a vida é sempre prosa e não poesia?
Porque é que me sinto ultrajada, enganada, usada?
E porque é que, não obstante, continuo a acreditar?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
Como se perde uma óptima oportunidade para estar calado * **
* Ou: Já que muito se tem falado na liberdade de expressão, aqui está um exemplo em que a mesma poderia ser suprimida
** Ou ainda: A entrevista (possível) da revista Sábado a Nuno Serras Pereira, padre franciscano, que afirmou recentemente que a homossexualidade é uma doença
"Conhece algum médico ou cientista qualificado que apoie esta sua tese? É uma doença de que foro? Tem tratamento?
Conheço muitos nos Estados Unidos e na Europa. Por exemplo, o professor Gerard Van Den Aardweg. Este psicólogo e psicanalista defende que a atracção pelo mesmo sexo é um sintoma de uma neurose de complexo de inferioridade. E esta neurose depois de resolvida faz desaparecer a atracção. O tratamento existe, por isso é que os activistas gay se insurgem tanto.
As pessoas não têm culpa e os que são recuperados dizem que sentem uma grande alegria e encontram a verdadeira identidade.
Quando diz que «a comunicação social é dominada por um poderoso lobby gay que se infiltrou também na política e na Igreja» não receia perder qualquer resquício de credibilidade?
É uma coisa comprovada, não há dúvidas sobre isso. Repare, em pouco tempo apareceram três telenovelas que tratam o tema da homossexualidade de forma positiva. Além disso, surgiu o filme norte-americano O Segredo de Brokeback Mountain e a reivindicação do casamento. Eu afirmo isto porque passo a vida a estudar este tema, assim como o da defesa da vida.
É uma coisa comprovada, não há dúvidas sobre isso. Repare, em pouco tempo apareceram três telenovelas que tratam o tema da homossexualidade de forma positiva. Além disso, surgiu o filme norte-americano O Segredo de Brokeback Mountain e a reivindicação do casamento. Eu afirmo isto porque passo a vida a estudar este tema, assim como o da defesa da vida.
Porque rejeita a classificação de homofóbico?
Essa palavra é vazia de conteúdo. É usada para agredir em vez de argumentar e a isso não respondo. Não me deixo intimidar. E não tenho medo de pessoas do meu sexo. Defender o estilo de vida homossexual é destruir a instituição familiar."
Essa palavra é vazia de conteúdo. É usada para agredir em vez de argumentar e a isso não respondo. Não me deixo intimidar. E não tenho medo de pessoas do meu sexo. Defender o estilo de vida homossexual é destruir a instituição familiar."
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006
E se, de repente...
És conduzida por um taxista que passa a viagem a falar, com requintes de um humor mórbido-negro, de vários acidentes mortais, com direito a profunda pormenorização?
Resta-te fingir que tens uma crise de tosse para que ele não perceba que não consegues parar de rir!!
(Pelo menos levou-me a momentos quase já esquecidos da juventude, em que essas supostas crises de tosse estavam sempre a acontecer).
Como é que não tive esta ideia fantástica antes?
Tudo bem. Eu sei que este tipo de ideia não é pioneiro. Já um génio a teve antes!! Mas ainda assim, proponho:
Por que não realizar um campeonato de futebol entre os No Name Boys e os Super Dragões?
Ia cá ser cada jogaço!!!
Por que não realizar um campeonato de futebol entre os No Name Boys e os Super Dragões?
Ia cá ser cada jogaço!!!
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006
Liguei-te. E ao ouvir o que me havias dito por escrito deixei-me chorar. Primeiro caíram-me contidas a medo. Depois, ah... depois levei-as até às tuas palavras como que para eternizar a pureza do divino. Porque quando as coisas são tão simples assim, o querer tão marcado em nós, como um destino que não está escrito mas que sabemos que vai acontecer (ou estará?), posso apenas degustar, de forma lenta e determinada, a divindade do que me dás a viver.
Obrigada. Muito obrigada.
Infantilidades (*)
Ouço barulhos saídos do quarto onde, supostamente o Pedro, criança irremediavelmente irrequieta, está a dormir. Decido ir ver o que se passa. Silenciosamente aproximo-me da cama.
Ah, concerteza que os ruídos não vieram daqui. Está tão sossegado!! De qualquer forma resolvo confirmar:
- Pedro, estás a dormir?
E, com os olhos angelicamente fechados, recebo como resposta:
- Estou!
Ok, então não tenho nada a dizer...
(*) Ou É por isto também que adoro crianças
Passagens
"Aprendi a fazer amor sozinha a ver e ouvir, do lado de lá da parede, sim, mesmo ao lado do espelho do toucador, em frente à vossa cama. Os meus dedos imitavam no meu corpo o percurso dos dele sobre o teu corpo. Nunca percebera porque é que, no colégio, as freiras vinham certificar-se de que tínhamos as mãos do lado de fora do lençol antes de adormecermos.
Um dia a freira obrigou uma menina a dar-lhe a cheirar as mãos ocultas e a menina levou trinta reguadas e ficou um mês de castigo. Chorava todas as noites, duas camas depois da minha, mas nunca consegui que me contasse qua mal havia nas suas mãos. Só com o vosso amor compreendi. Aprendi a sincronizar os meus desejos e êxtases com os vossos; aprendi até, a certa altura, a provocar-vos, a atrair-vos um para o outro quando tinha vontade de me entregar à divina inconsciência do prazer."
Inês Pedrosa in "Nas tuas mãos"
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006
Para que não nos esqueçamos...

Melhor foto sobre temas da actualidade:
«Rapaz ajuda o pai a vestir-se», Serra Leoa -
World Press Photo 2006...Que às vezes, quando nos sentimos miseráveis,
há sempre pessoas em pior situação do que nós...
Para que não nos esqueçamos que,
acima de tudo, somos independentes.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006
Blogo-mania III
Em vários blogs leio a expressão "blog de gaja". Mas, de facto, não sei realmente o que é que se pretende significar.
É um blog onde se fala de sentimentos? Emoções?
É um blog colorido? (Se sim, o meu é um blog tipicamente de gaja.)
É um blog onde se fala de amizades, amor e ódios, sexo e poesia?
Quais são as reais características que fazem um blog ser conotado com uma mulher?
E se tudo o que referi anteriormente é tido como um sinónimo de um blog de gaja, então não deveriam todos sê-lo? No sentido de o(a) autor(a) sentir a liberdade de escrever sobre tudo o que se sente?
E, consequentemente, não existirão por aí homens que gostariam de ter um blog de gaja, mas não o fazem graças à sua eterna e vincada masculinidade?
Alguém me explica o que é, afinal, um blog de gaja?
É um blog onde se fala de sentimentos? Emoções?
É um blog colorido? (Se sim, o meu é um blog tipicamente de gaja.)
É um blog onde se fala de amizades, amor e ódios, sexo e poesia?
Quais são as reais características que fazem um blog ser conotado com uma mulher?
E se tudo o que referi anteriormente é tido como um sinónimo de um blog de gaja, então não deveriam todos sê-lo? No sentido de o(a) autor(a) sentir a liberdade de escrever sobre tudo o que se sente?
E, consequentemente, não existirão por aí homens que gostariam de ter um blog de gaja, mas não o fazem graças à sua eterna e vincada masculinidade?
Alguém me explica o que é, afinal, um blog de gaja?
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006
Apanho e volto a atirar a batata quente
Regulamento:
"Cada bloguista participante tem de elencar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento".
Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Não sei se me diferenciam do comum dos mortais, mas cá vão:
2. Só como sopa se ela for (completamente) passada. Uma "marca" que me ficou (acho) desde bebé. Não consigo comer os legumes se não estiverem ralados, o que é que hei-de fazer?
3. Passo horas a jogar jogos Arcade, ou Puzzles, no telemóvel (que saudades das casas de máquinas onde me perdia na juventude a jogar Tetris, Pang, etc.).
4. Dá-me sempre vontade de fumar um cigarro antes das refeições. Bem que podia esperar um pouquinho, mas sou demasiadamente teimosa para o fazer!!
5. Não gosto de responder a questionários.
E a batata quente vai paraaaa:
- A Elentári
- A Rainha das Cores
- O Bonifaceo
- A Salomé
- A Maria
"Cada bloguista participante tem de elencar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento".
Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
Não sei se me diferenciam do comum dos mortais, mas cá vão:
1. Muito raramente uso sapatos. Prefiro as botas no Inverno e as sandálias e chinelos no Verão. Nunca esquecendo, claro, as sempre úteis sapatilhas.
2. Só como sopa se ela for (completamente) passada. Uma "marca" que me ficou (acho) desde bebé. Não consigo comer os legumes se não estiverem ralados, o que é que hei-de fazer?
3. Passo horas a jogar jogos Arcade, ou Puzzles, no telemóvel (que saudades das casas de máquinas onde me perdia na juventude a jogar Tetris, Pang, etc.).
4. Dá-me sempre vontade de fumar um cigarro antes das refeições. Bem que podia esperar um pouquinho, mas sou demasiadamente teimosa para o fazer!!
5. Não gosto de responder a questionários.
E a batata quente vai paraaaa:
- A Elentári
- A Rainha das Cores
- O Bonifaceo
- A Salomé
- A Maria
terça-feira, 7 de fevereiro de 2006
Continuamos a moldar a casca
Continuamos a remar de costas
E a provar águas quase mortas
E a viver ruas já pisadas
E a levar pedras já usadas
Num saco meio roto
Num saco meio morto
Tentamos não manchar a casca
Para fazer brilhar a casca
Tentamos não parar de costas
Tentamos não falhar respostas
Que nunca nos vejam de fora!!
É para nós que o mundo adora
Passos de dança no chão
É para nós que os olhos olham.
Fingimos não pensar na casca
Tentamos perdoar a casca
Separamos bem e mal
Quando se inspira o real
E se queima o que é vida
Mais uma hora despida
Onde águas não escorrem
E mágoas não morrem
Para quê tirar retratos?
Para quê limpar os fatos?
Para caber na moldura
Não ligar à ruptura
Mandar calar o pó
Deixar ficar o nó
Partir mais uma corda
Expulsar mais uma nódoa
Tentamos disfarçar demónios
Por medo desviamos olhos
Por fuga apagamos fogos
Por escudos renascemos novos
Sem rasto esquecemos lábios
Altivos, rastejamos, sábios
Cada vez mais fundo
No buraco do mundo
Com força agarra-se a casca
Que é só o que nos resta
Que o mastro derreteu
Mais tudo encolheu
Quisemos testar barreiras
E construímos teias
Difíceis de romper
E aqui ficamos presos...na casca.
Casca é tempo que dói
É janela fechada que estilhaça
quando se olha para trás...
Vento é o que bate na cara
É só largar a casca!!
Não se olha para trás!
Toranja
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006
Ser, não sendo...
Ouço o mar movimentar-se ao ritmo da tempestade. Um novo mar. Desconhecido até agora. Que é sempre o mesmo, mas que também é outro.
Ouço e vejo e sinto novas caras e culturas. Novas pessoas. Que são sempre as mesmas, mas que também são outras.
Ouço e vejo e sinto e respiro novos lugares. Recantos. Que são sempre os mesmos, mas que são outros também.
Ouço e vejo e sinto e respiro e enriqueço com experiências. Que são sempre as mesmas, mas que são também outras...
Ouço e vejo e sinto novas caras e culturas. Novas pessoas. Que são sempre as mesmas, mas que também são outras.
Ouço e vejo e sinto e respiro novos lugares. Recantos. Que são sempre os mesmos, mas que são outros também.
Ouço e vejo e sinto e respiro e enriqueço com experiências. Que são sempre as mesmas, mas que são também outras...
sábado, 4 de fevereiro de 2006
Blogo-mania II
Há pessoas que não entendem porque é que determinados autores de blogs se mantêm no anonimato.
Eu passo a explicar. As minhas razões:
Criei um blog (quase) anónimo pela vontade de escrever. Sobre experiências, banalidades, vivências também. Para partilhar quereres, medos, gostos, emoções.
Acho que tem a ver com o lado voyeurista que se esconde em cada um de nós (aplicado também ao contrário).
E esta sensação de retorno, de resposta, não seria possível se escrevesse só para mim... E é tão positiva, acho, esta forma de comunicação...
Por outro lado, mantenho um blog (quase) "secreto" pela liberdade em que o anonimato me protege. Porque se a minha identidade fosse sabida, não seria tão eu. Seria mais tímida. Estaria mais condicionada. Limitada. Enclausurada pela visita de pessoas que sabem quem eu sou (e não é esse o meu objectivo).
São estas as minhas razões.
Que considero justificadas.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006
Mundo meu
É tão bom estar aqui...
Observar, no quentinho da minha casa, a neve fria e linda lá fora...
É tão bom estar aqui...
Imaginar-me, pequenina, parte de um sítio grande, mágico, com neve fria e linda...
É tão bom estar aqui...
No teu sorriso, no teu colo, no teu conforto...
É tão bom...
Acordar, ver o dia, cumprimentar as pessoas, sorrir-lhes, falar-lhes...
É tão bom...
Recordar, reencontrar, descobrir, conhecer...
É tão bom...
É tão MUNDO...
É tão MEU.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006
sexta-feira, 27 de janeiro de 2006
Aaaaahhhhhhhh 2 (*)
Como é bom estar eu outra vez,
abandonando aquele estado opaco de impretendida lentidão!!
Que é o mesmo que dizer:
Estou cheia de energia!!!
(*) Agora gritado com entoação positiva.
Blogo-mania I
Cria-se um blog devido a um leque de variadíssimas razões (eu criei o meu porque me apetecia e, neste momento, não vou alargar-me quanto a isso).
Depois começam a surgir as visitas quase diárias a outros blogs, os comentários... e os amigos da blogosfera!!
Recebes uma visita de um desconhecido, depois outro, vais espreitar o seu blog, e gostas, começas a ser visita assídua e, de repente, já não consegues viver sem esse novo amigo!
Que não sabes quem é, que idade tem, como é fisicamente, se é casado, solteiro, baixo, alto, magro, bonito, etc., etc. E isso nem sequer importa. Porque sentes (pelo menos um pouquinho) conhecê-lo.
Sabes, sim, que têm afinidades. E são essas que unem as pessoas, certo?
E começas a acompanhar (com as devidas limitações) o dia-a-dia desses novos colegas.
Mais grave ainda é que se algum deles te deixa de visitar, ou se mantém o seu blog inactivo, por determinada razão, começas a preocupar-te, a questionar se a pessoa por detrás do nick estará bem. E sentes-te triste ou solidária ou feliz com essas pessoas. Com as quais podemos cruzar-nos sem sabermos quem são!!
E o melhor de tudo isto é que não importa, minimamente, saber quem são. Importa, sim, saber que existem e que, originalmente, nos acompanham tal como nós a eles!!
P.S. 1: Embora o texto esteja escrito no masculino, por uma questão de facilidade, abrange, obviamente, todas as "amigas" da blogosfera.
P.S. 2: Aproveito para agradecer a todas as pessoas que visitam e, especialmente, comentam este blog. Já não consigo viver sem vocês!!! :)
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Aaaaahhhhhhhh!!!!
Pior do que uma grande constipação é uma grande constipação mal curada que, quando já não esperamos, volta a atacar (de nada me valeu o profícuo leilão que atingiu 2 €)!!
E, pior ainda, é ter de trabalhar quando só me apetece estar na cama, enrolada nos cobertores bem quentinhos, a dormir, esperando pacientemente que esta segunda grande constipação decida abandonar-me decididamente.
Dói-me a cabeça, dói-me o corpo, dói-me tudo!!
Sentada na minha secretária não consigo fazer nada de jeito. Não me consigo concentrar no trabalho. Não me apetece fazer ou receber telefonemas. Resta-me ficar absorta a olhar para a paisagem escondida por detrás da janela. Ou a olhar para os objectos do gabinete, ou para o écran do computador, ou para a impressora, ou para a garrafa da água, ou para qualquer objecto. Desde que possa ficar a olhar assim, quietinha, sem ter de pensar, está tudo bem!!
Pior ainda é saber que na próxima semana tenho uma prova de fogo, para a qual me deveria estar a preparar!! Ai, não consigo!! Hei-de ficar melhor e aí preparar-me-ei convenientemente. Se esta chata me largar...
Por agora vou continuar sentada em frente a esta secretária, quietinha, absorta a olhar para a paisagem escondida por detrás da janela. Ou para o écran do computador. Ou para a impressora. Ou para a garrafa de água. Ou para qualquer outro objecto. Desde que não tenha de pensar...
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
(Des)conversar
Gosto de conversas.
Com princípio e meio.
Sem fim.
Gosto do rebuliço de ideias a ferver.
Gosto de opiniões.
Fortes, mas não absolutas.
Que transportem dúvidas ou senãos.
Gosto da discussão positiva, do confronto de ideais.
Gosto de pessoas que se cultivem.
Que me ensinem, que comigo aprendam.
Gosto da adrenalina que decorre do acreditar.
E do defender aquilo em que se acredita.
Gosto de debates.
Sobre cultura, medos, política, economia, homens,
música, relações, livros, mulheres, culinária, sonhos,
viagens, sexo, e tudo o que lhe queiram acrescentar.
Gosto de serões acompanhados de vinho e imaginação.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Chegou à beira mar já perto da meia noite. Não se via ninguém. Apenas as luzes da cidade, ao fundo, e o seu reflexo sobre o mar. Que estava claro, devido à lua cheia.
Estacionou o carro. Colocou o CD que mais gosta. Aquele que na altura foi definido como "a banda sonora da minha vida"... Tal como ainda o é. E, acho, dificilmente o deixará de ser. Porque há músicas que se entranham na alma como se pré existissem à própria vida, à própria existência.
O volume está no máximo. Abandonou o carro e dançou... Em cima do mar e sob o olhar da lua. A entregar-se à beleza da natureza, embalada pelo seu som. E pelo o que para si parece ter sido composto.
Saboreou o momento. Afinal a vida são momentos...
E pensou que podia ir dormir. Ter-lhe-ia sabido bem.
Aquela noite nada mais lhe poderia dar.
Pelo menos que a fizesse sentir-se tão bem...
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
Quase as presidenciais
Dia 22 termina o suspense (talvez falso) à volta das presidenciais. Parece que já temos presidente de quem, confesso, não sou fã. Por um lado, porque sempre tive "alergia" à direita (uma espécie de comichão que me começa no cérebro e só termina quando exteriorizo, de forma irritada, o que me vai na alma); por outro, porque o candidato não me convence (nem podia, devido ao que não diz). E já que estou em fase de confissões, manifesto o meu apoio ao poeta.
No entanto, é engraçado ver as alterações verificadas com o decorrer da campanha, demonstradas (??) pelas nunca fiáveis sondagens e pelas atitudes dos candidatos (temos um Soares já a assumir uma derrota, um Alegre cada vez mais confiante). E isto leva-me a ter esperança numa 2ª volta!! E a minha vontade de uma 2ª volta com Alegre não advém de qualquer simpatia partidária!! Vem, sim, do facto de eu acreditar no homem, nos princípios que defende. Mas principalmente, simpatizo com Alegre porque acredito que ele é honesto. E, hoje em dia já não há políticos honestos...
Parece-me também que este crescente apoio ao candidato ocorre precisamente por isso. As pessoas estão cansadas dos políticos, estão cansadas de política, estão cansadas de ser enganadas. Como os compreendo...
Bem, resta-me desejar boa sorte ao poeta e pedir-lhe que a ele ninguém o cale!!
quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
"Dá-me a tua mão
e vamos ser alguém.
A vida é feita para nós." *
Dá-me a tua mão. Entrelaça os teus dedos nos meus.
Olha-me bem fundo. Descobre a criança em corpo de mulher.
Cheira o meu cabelo. Gosto tanto de cheirar o teu...
Toca-me.
Sente-me.
Com sussurros de alegria.
Ouve-me.
A dizer-te que te quero como a ninguém...
Sente os meus sentidos com os teus sentidos.
Faz-me sentir os teus com os meus...
* Trecho roubado aos Ornatos. Violeta.
O menino cigano
Conduzia. Deixei entrar uma carrinha que estava estava estacionada. E de repente, da parte traseira da carrinha, surge um menino cigano a sorrir, agradecendo.
Mas que sorriso... Que olhar doce, a transbordar esperança, vi naquele ciganito!
Comecei a sorrir-lhe e acenei-lhe.
E ele, de olhar frontal e sincero, voltou a sorrir. E acenou.
Depois a carrinha virou.
E até hoje não esqueci o sorriso bonito daquele menino cigano.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Será...
Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo?
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias?
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer?
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul?
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia?
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer?
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo?
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri?
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda?
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes?
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar?
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão?
Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo?
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir?
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós?
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar?
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra?
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer?
Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho...
Será…
Será…
Será…
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio
Tempo
ou já te levam balas de um qualquer inimigo?
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias?
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer?
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul?
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia?
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer?
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo?
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri?
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda?
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes?
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar?
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão?
Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo?
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir?
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós?
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar?
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra?
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer?
Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho...
Será…
Será…
Será…
Pedro Abrunhosa e os Bandemónio
Tempo
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
Cada vez gosto mais dos meus 30 anos
A idade nunca me fez confusão. Nunca tive preocupações com a entrada nos 30 nem sofri uma quase-depressão por causa disso, tal como aconteceu a algumas das minhas amigas. Não tenho medo de envelhecer. Não tenho medo das rugas que me irão aparecer. Não tenho medo de crescer e amadurecer.
Sinto-me antes mais serena, menos radical.
Sei que, ao contrário dos meus 18 anos, as coisas não se resumem a preto e branco.
Há uns dias esta ideia (de maior equilíbrio e aceitação) tomou mais forma na minha cabeça quando andava a limpar a casa (ossos do ofício de quem vive sozinha). Então, como estava a dizer, andava eu na lida da casa, música nas alturas saída do VH1, demasiado bem disposta para quem executa aquele tipo de tarefa, quando começo a dançar descaradamente uma canção saída da televisão. Estava a gostar tanto, a batida tão dançável, que corro para saber quem era a intérprete. Madonna!!! Madonna??? Sim. Madonna. E continuei eu a limpar e a dançar.
O meu tipo de música é o rock. Sempre o foi. Mas hoje em dia ouço muito mais coisas, fui amenizando, parando de criticar insconscientemente o gosto diferente das outras pessoas. Fui desradicalizando. E eu própria fui aprendendo a gostar de coisas que seriam impensáveis há uns anos. E não tenho vergonha de o afirmar.
E sei que isso é uma consequência da idade, do crescer.
E sabem que mais?
É bom.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Amigos gays VI
Dos meus amigos, só um gay é que faz um jantar, em sua casa, para as amigas, e acende todas as velas possíveis e imaginárias.
Tivemos, assim, um quase-jantar romântico a três...
Tivemos, assim, um quase-jantar romântico a três...
Preferia que não tivesse acontecido, mas aconteceu
Este fim de semana, numa discoteca portuguesa, passou a música do genérico do Dragon Ball ZZZ! Ughhh... Poderiam, pelo menos, ter passado o D'Artacão! Essa, pelo menos, sempre me dá para curtir!!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
Pois é!!!
Nada como uma bela noite de copos para me levar a confessar o que tinha rotulado como inconfessável! Não era um segredo gigante, realmente inconfessável, mas era um pequeno-delicioso-segredo quase só meu. E que, tirando agora tu (sim, és mesmo tu!!), continua quase só meu.
Mas os nossos pequenos segredos devem ser partilhados com as pessoas de que gostamos e em quem confiamos certo? Acho que a isso se chama amizade.
Por isso, fico feliz por ter partilhado esse pequeno-grande segredo contigo! Rimo-nos, depois do teu momento de grande admiração, descobrimos sintonias para além das que nos são habituais.
Tinha saudades tuas!! Sentia a tua falta. Das nossas parvoíces engraçadas. Dos nossos sorrisos. Dos sonhos juvento-infantis. Daquele momento em que começamos a deixar o álcool comandar o navio e fechamos à chave o mecânico racionalismo, esse eterno escudo de protecção. E então abraça-mo-nos, sem medo do que possam pensar. Nas tintas para o que pensam. Só a saborear a proximidade de quem se quer bem.
Fico feliz por te ter confessado o meu quase-exclusivo-pequeno-segredo.
Fico feliz por te poder escrever este texto, que agora concluo.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2006
O meu tributo de hoje vai para...

MOBY
Porque é um excelente músico, que não pára de me surpreender.
Porque o último álbum, Hotel, continua excelente,
num registo completamente diferente dos anteriores.
Porque me leva a esperar sempre mais.
Amigos gays V
Fazer uma viagem de 2 horas com um amigo gay é duro!! É que o mesmo, ao folhear várias revistas, passou a viagem a chamar-me a atenção para as fotografias de homens presentes nas páginas de publicidade!
Passei o tempo a ouvir: "Olha p'ra este gajo. É lindo!!!", ou "Huumm, tem uns músculos...", ou " Que rabinho bem torneado!!", ou " Perdia um bocado de tempo com este homem", ou muito mais coisas que tive de ouvir e, ainda por cima, anuir, senão ainda me batia.
Coisas de gays... que nós, as amigas, temos de aturar...
Passei o tempo a ouvir: "Olha p'ra este gajo. É lindo!!!", ou "Huumm, tem uns músculos...", ou " Que rabinho bem torneado!!", ou " Perdia um bocado de tempo com este homem", ou muito mais coisas que tive de ouvir e, ainda por cima, anuir, senão ainda me batia.
Coisas de gays... que nós, as amigas, temos de aturar...
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Sinto um aperto no coração. Por tudo o que vivi. Por tudo o que sinto. Por todo o processo que, uma vez mais, volto a percorrer. E por isso chorei. Sem que isso seja necessariamente mau. Significa apenas que as coisas mexem cá dentro. Mas não sei bem...
Chorei no banho. Como se isso disfarçasse o acto de chorar. Como se desaparecesse tão rapidamente a razão das minhas lágrimas tal como a água se esgota no ralo depois de percorrer o meu corpo.
Sinto um aperto no coração. Que fica nele somente. E que me impede de dizer o que sinto, da forma que o sinto. Porque, se o fizesse, iria fazer nascer um aperto no coração dos que fazem o meu sentir-se assim... E não o quero. Não por vergonha. Não por medo. Não por angústia. Antes por amor. Um puro, grato e eterno amor.
Sinto um aperto no coração...
segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
segunda-feira, 26 de dezembro de 2005
Pós-Natal
Gostava imenso de escrever sobre o meu Natal, divagar acerca das emoções, enfim, perder-me em considerações várias sobre o assunto!
No entanto, tenho dificuldades em estar sentada nesta cadeira frente ao monitor, devido às 1143 variedades de doçaria que tenho continuamente degustado.
Assim, ao invés, vou ali fora correr 20 kms e já volto!
No entanto, tenho dificuldades em estar sentada nesta cadeira frente ao monitor, devido às 1143 variedades de doçaria que tenho continuamente degustado.
Assim, ao invés, vou ali fora correr 20 kms e já volto!
quinta-feira, 22 de dezembro de 2005
A noiva cadáver

Estreia hoje o novo filme de Tim Burton, a "Noiva Cadáver", que já antecipo como um dos melhores filmes do ano. Espero...
É a história de Victor, um jovem que vai parar a um mundo subterrâneo povoado por mortos, onde tem de casar com uma noiva morta!
Os "actores" principais têm a voz do eterno-actor-fétiche do realizador, Johnny Deep, e de Helena Bonham-Carter. Aliás, as semelhanças dos noivos com os actores reais são óbvias!!
Mais um grande filme deste Tim maravilha, ideal para crianças e imperdível para os adultos.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2005
A VIDA NÃO CHEGA
Dois lírios sobre a mesa
Uma janela aberta sobre o mar
Trago em mim a certeza
De quem espera p´lo teu voltar
Um cheirinho a café
Fotografias caídas pelo chão
E no ar uma canção
Traz-me uma recordação
Tenho um poema escrito
Guardado num lugar perto do mar
Tenho o olhar no infinito
E suspiro devagar
O tempo aqui parou
Desde que te foste embora
Só a saudade ficou
Já não aguento tanta demora
Tenho tanto por dizer
Tanto por te contar
Que a vida não chega
Tenho o céu e tenho o mar
E tanto para te dar
Que a vida não chega
Tenho tanto por dizer
Tanto por te contar
Que a vida não chega
Tenho o céu e tenho o mar
E sei que vou te amar
Para a eternidade…
Viviane
Uma janela aberta sobre o mar
Trago em mim a certeza
De quem espera p´lo teu voltar
Um cheirinho a café
Fotografias caídas pelo chão
E no ar uma canção
Traz-me uma recordação
Tenho um poema escrito
Guardado num lugar perto do mar
Tenho o olhar no infinito
E suspiro devagar
O tempo aqui parou
Desde que te foste embora
Só a saudade ficou
Já não aguento tanta demora
Tenho tanto por dizer
Tanto por te contar
Que a vida não chega
Tenho o céu e tenho o mar
E tanto para te dar
Que a vida não chega
Tenho tanto por dizer
Tanto por te contar
Que a vida não chega
Tenho o céu e tenho o mar
E sei que vou te amar
Para a eternidade…
Viviane
segunda-feira, 19 de dezembro de 2005
Amigos gays IV
Farto-me de rir sempre que, em conversa com a A., nos lembramos que o L., um dos nossos amigos gays, se emociona até às lágrimas em todas as despedidas, ainda que a pessoa que se ausenta regresse 2 semanas depois, e seja a prima da cunhada!!!
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
quarta-feira, 14 de dezembro de 2005
Teste
Não gosto de pessoas graxistas (ou seja, aquelas que perante os superiores, vão amaciando tudo para conseguir os seus intentos). Como ainda há pouco tive de assistir a uma cena altamente graxista, que me irritou um pouco para quem ainda está a meio da manhã, decidi que o meu comportamento será ditado por uma votação.
Assim, pergunta-se:
O que faço a esta pessoa graxista?
a) Atiro-a pela janela do 1º andar;
b) Mando-a dar uma volta ao Bilhar Grande;
c) Atiro-a pela janela do 4º andar;
d) Pergunto-lhe se precisa de produtos próprios para o efeito;
e) Outro (especificar, s.f.f.);
Nota: O resultado deste teste será efectivado na próxima 2ª feira, dia em o mau-humor me ataca pela manhã, só desaparecendo a partir das 15 horas.
P.S.: Agradeço desde já pela participação.
terça-feira, 13 de dezembro de 2005
Banalidades anormais
Hoje fui a uma loja fazer compras. Até aqui nada de mais.
No entanto, e depois de pegar naquilo que queria, dirigi-me ao balcão para pagar. Enquanto espero a minha vez, vejo uma caramela a tentar passar-me à frente (tentando ganhar, assim, talvez 1 minuto, 3 segundos e 7 centésimos do seu, aposto, precioso tempo!!). Claro que, quando a engraçadinha se prepara para pagar, ouve um 'Com licença, eu estava primeiro!'.
E lá fica ela com cara de amuada à espera da sua vez.
Ai, irrito-me tanto com esta falta de educação e de respeito. Mais uma das características que denuncia (a falta de) civismo das pessoas.
Antigamente, recordo-me de ver as pessoas a esperarem pela sua vez e, se estavam em vias de ser atendidas antes, por erro do(a) funcionário(a), diziam que não eram elas. Era X. Eu continuo a agir assim. Mas vejo a maioria a agir no sentido oposto. E, nos últimos tempos, isto tem-me acontecido com bastante frequência, o que me faz questionar se serei eu que ando com mais azar ou se, pelo contrário, é a tendência do desrespeito a subir...
O que me leva, consequentemente, a perguntar: aonde é que vamos parar?
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