terça-feira, 21 de março de 2006

?

- E o que pensas fazer?
- Não sei, estou tão confuso... Durante a noite acordo com estas dúvidas a rondarem-me tal como espectros indesejados... Penso nas consequências de tudo!! Como é que vai ser isto se fizer assim? O que vai acontecer se não o fizer? Aaahhhh, não sei, não sei... Gostava de dormir muito e, quando acordasse, tudo estaria resolvido...
- E achas que era a forma certa de resolver os teus problemas? A tua vida? Gostavas de acordar e aperceberes-te que estavas pronto para morrer? Gostavas de acordar e de te aperceber que não viveste? Terias assim todos os problemas resolvidos...
- Eu sei, tens razão... Mas é difícil enfrentar as coisas de frente!!
- Conheces outra forma de o fazer? E se não racionalizasses tanto? Não digo para não seres responsável. Não digo para não amadureceres as ideias. Mas porque é que contigo tem de ser tudo tão certinho, tão milimetricamente programado? Além disso, acho que já te deves ter apercebido que o caminho não é recto como o tentas desenhar...
- Hhuummm...
- Não tentes contrariar-me. Sabes que é assim! Ufa, a tua vida deve ser uma seca!! Já pensaste em começar a viver por favor??? TENS 37 ANOS!!! O QUE ESPERAS?
- Saber como começar...

segunda-feira, 20 de março de 2006

Amigos gays VII

Só um amigo gay se senta comigo por entre as minhas bijuterias para escolhermos o que vou usar.

Só um amigo gay se lembra de me trazer um pacote de Pringles porque reparou que têm menos 1/3 de gordura do que as normais. :)

A banda sonora do fim de semana

foi-me proporcionada pelo

sempre excelente

Jamiroquai!!!

Não-existências *

Queria poder entrar em ti. Não para te conduzir pelo meu caminho, mas para te ajudar a caminhares pelo teu.
Ou queria que fosses eu. Que me entrasses na mente e descobrisses como caminharia no teu lugar.
Porque, no fundo, somos iguais. Desmedidamente iguais nas nossas diferenças.
Ou ainda diferentes na nossa unidade.
É difícil explicá-lo. Mas também não preciso, dirias-mo tu. Porque sabemos, sentimos tão presentemente como o ar que respiramos, que não há definição. Porque o que é indefinível não tem de ser definido.
Está em mim, em ti, e isso basta-nos.
Queria poder entrar em ti.

*Ou: Para ti, M.

quinta-feira, 16 de março de 2006

Hoje sinto-me especialmente feliz porque...


quem eu amo se sente especialmente feliz...



«“Aguenta como um homem", diz-lhe o patrão insensível. Em vez disso, ela reage como um ser humano e luta para vencer.»

North Country - Terra Fria baseia-se na história real do primeiro caso de assédio sexual que venceu nos tribunais dos Estados Unidos. A fórmula do filme não é nova mas, quanto a mim, resulta bastante bem. É, basicamente, uma história de muita coragem e de muita força, que me levou a reflectir sobre o ser e o parecer, que me levou a chorar e a sorrir.

Charlize Theron e Frances McDormand voltam a mostrar porque é que são duas actrizes maiores.

quarta-feira, 15 de março de 2006

És brisa que acaricia o meu rosto

em murmúrios de desejo...

Partilha, querida, sentida...

Beijo-te em doces fôlegos de querer...

E perdemo-nos... achamo-nos em nós...

terça-feira, 14 de março de 2006

Dúvidas existenciais III

Porque é que sempre que entro num qualquer compartimento de um qualquer lugar (para mim desconhecido), e que contenha mais do que um interruptor, carrego sempre em primeiro lugar no errado e só à segunda é que consigo acender a luz?

Balada de un Soldado

Madre, anoche en las trincheras
Entre el fuego y la metralla
Vi un enemigo correr
La noche estaba cerada,
La apunté con mi fusil
Y al tiempo que disparaba
Una luz iluminó
El rostro que yo mataba
Clavó su mirada en mi
Con sus ojos ya vacios
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras

Hoy el fuego era verdad
Y mi amigo ya se entierra
Madre, yo quiero morir
Estoy harto de esta guerra
Y si vuelvo a escribir
Talvez lo haga del cielo
Donde encontraré a José
Y jugaremos de nuevo
Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José
Compañero de la escuela
Con quien tanto yo jugué
De soldados y trincheras

Madre, sabes quien maté?
Aquél soldado enemigo
Era mi amigo José

Mafalda Veiga

sábado, 11 de março de 2006

Walk The Line

Ainda não vi os outros filmes oscarizáveis mas o Joaquin Phoenix está fenomenal no papel de Johnny Cash...

Para não me esquecer...

Descubro que, afinal, há pessoas que se mantêm fiéis a si mesmas.
Como é bom encontrar amigos quase já esquecidos pela velocidade dos dias e reencontrar a memória quase já perdida. Como é bom descobrir que continuas igual a ti, igual a mim. Porque a "adultização" traz, não raras vezes, uma faculdade de venda de si próprio. Com a opção de esquecimento de quem, tão vincadamente, se foi. E como isso me entristece...
Por isso, gostei de te reencontrar. Lembrar-me de como és fiel ao que sempre foste, lembrar-me da tua honestidade e da tua humanidade para com os outros. Lembrar-me que lutas permanentemente contigo em virtude do que pensas ser o melhor. Para ti e para os outros. Lembrar-me de que, ao contrário de muitos outros casos, continuamos a ter o que conversar. E que conversamos verdadeiramente, não deixamos apenas palavras a flutuar sem norte no ar.
Lembrei-me que continuas a ser o meu amigo da escola.
Lembrei-me de nunca mais me esquecer que quero que sejas sempre o meu amigo da escola.

sexta-feira, 10 de março de 2006

Não dizem que o Natal é quando o Homem quiser?

Então para mim hoje é Natal!
Vá lá, comecem a dar-me as prendinhas...

quarta-feira, 8 de março de 2006

"O que é uma grande vida
senão um pensamento da juventude
realizado pela idade madura?"

Alfred de Vigny

Aero-portas

Tenho-me apercebido de que me sinto verdadeiramente estúpida quando passo naquelas portas (das quais não sei a designação técnica) que existem nos locais de embarque dos aeroportos. Aquelas que estão escoltadas por seguranças (mulheres, para o meu caso) preparadíssimas a apalpar-nos.
E isto acontece-me porque no momento exacto em que passo pelas ditas cujas não sei que expressão fazer. Nunca levo nada de ilícito que me leve a ter preocupações de outra ordem. Assim, a tendência é fazer uma expressão descontraída, porque estou realmente descontraída!! Mas é uma expressão forçada de descontracção por não ser natural. É tão estranha sensação de não-eu que tenho naquele momento...
E depois há ainda aquelas situações em que o raio do apito começa a tocar. E lá vem a segurança apalpar-me!! E as pessoas em teu redor começam-te a olhar de soslaio a perguntar-se: Será que vão encontrar um explosivo que ela iria fazer explodir no meu voo? E então, olho para essas pessoas ainda mais de soslaio a aniquilá-las com o pensamento e a perguntar: O que foi, nunca viram?
Além disso, acho que esta é uma sensação por que todas as pessoas que nada têm a temer sentem num momento desses. E pronto, já me sinto mais descansada porque andava com isto entalado desde a minha última viagem.

Dia Internacional da Mulher

Uma em cada três

mulheres portuguesas

é vítima de

violência doméstica.

sexta-feira, 3 de março de 2006

Dúvidas existenciais II

Porque é que sou tão curiosa?

Dúvidas existenciais I


Porque é que sou tão teimosa?

Coisas


Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz, eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto, uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria

Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas

Se uma voz nos diz que é viver em vão
P’ra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou quase a viver

Ornatos Violeta


Acordei com o teu cheiro de mar. Senti-te a pele, nua, contra a minha. Observei-te na doçura do teu sono. Senti-te o cheiro como que a procurar a causa das coisas. Há quem diga que as pessoas se podem querer pelo cheiro. Eu acredito. Pousei a cabeça no teu peito enquanto me dava a estas considerações. E deixei-me adormecer neste lento despertar...

Acordaste com o meu cheiro de sol. Sentiste-me o cabelo, nu, a repousar em ti. Observaste-me em carícias de olhar. Tocaste-me a pele como que a confirmar que sou real. Há quem diga que as pessoas se podem apaixonar com um olhar. Tu acreditas. Beijaste-me enquanto tecias estas imprecisões. E acordaste-me neste suave amanhecer...

quarta-feira, 1 de março de 2006

O dia seguinte

Pois é, pois é... Lá se passou mais um Carnaval, do qual resolvo fazer uma análise (mais ou menos séria, mais ou menos a brincar):

O que gostei:
- Andar fantasiada de cantora pimba pindérica (Amei!!!)
- Descobrir que os mortos já usam piercings
- Confirmar que "O Segredo de Brokeback Mountain" anda a abrir mentalidades
- Dançar, dançar, dançar
- Meter-me com toda a gente

O que não gostei:
- Do Carnaval brasileiro-sem ideias-português
- Das pessoas sem sentido de humor (que nem mesmo no Carnaval sabem brincar)
- Do samba repetido ao insuportável
- Da ressaca (aaiii)

SALDO: POSITIVO