sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Aaaaahhhhhhhh 2 (*)

Como é bom estar eu outra vez,

abandonando aquele estado opaco de impretendida lentidão!!

Que é o mesmo que dizer:

Estou cheia de energia!!!

(*) Agora gritado com entoação positiva.

Blogo-mania I

Cria-se um blog devido a um leque de variadíssimas razões (eu criei o meu porque me apetecia e, neste momento, não vou alargar-me quanto a isso).
Depois começam a surgir as visitas quase diárias a outros blogs, os comentários... e os amigos da blogosfera!!
Recebes uma visita de um desconhecido, depois outro, vais espreitar o seu blog, e gostas, começas a ser visita assídua e, de repente, já não consegues viver sem esse novo amigo!
Que não sabes quem é, que idade tem, como é fisicamente, se é casado, solteiro, baixo, alto, magro, bonito, etc., etc. E isso nem sequer importa. Porque sentes (pelo menos um pouquinho) conhecê-lo.
Sabes, sim, que têm afinidades. E são essas que unem as pessoas, certo?
E começas a acompanhar (com as devidas limitações) o dia-a-dia desses novos colegas.
Mais grave ainda é que se algum deles te deixa de visitar, ou se mantém o seu blog inactivo, por determinada razão, começas a preocupar-te, a questionar se a pessoa por detrás do nick estará bem. E sentes-te triste ou solidária ou feliz com essas pessoas. Com as quais podemos cruzar-nos sem sabermos quem são!!
E o melhor de tudo isto é que não importa, minimamente, saber quem são. Importa, sim, saber que existem e que, originalmente, nos acompanham tal como nós a eles!!

P.S. 1: Embora o texto esteja escrito no masculino, por uma questão de facilidade, abrange, obviamente, todas as "amigas" da blogosfera.

P.S. 2: Aproveito para agradecer a todas as pessoas que visitam e, especialmente, comentam este blog. Já não consigo viver sem vocês!!! :)


Hoje apetecia-me...


que o mundo fosse

assim...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

*

O empregado da tabacaria que costumo frequentar (para comprar jornais, revistas, cigarros e, excepcionalmente esta semana, para registar o Euro Milhões) trata as mulheres por dama. Fantástico, não é?

* (Ou: afinal ainda existem cavalheiros)

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

"O pensamento é difícil de conter,

leve,

correndo para onde lhe agrada.

Dominá-lo é uma coisa salutar,

e depois de dominado ele procura a felicidade."

Dhammapada

Aaaaahhhhhhhh!!!!

Pior do que uma grande constipação é uma grande constipação mal curada que, quando já não esperamos, volta a atacar (de nada me valeu o profícuo leilão que atingiu 2 €)!!
E, pior ainda, é ter de trabalhar quando só me apetece estar na cama, enrolada nos cobertores bem quentinhos, a dormir, esperando pacientemente que esta segunda grande constipação decida abandonar-me decididamente.
Dói-me a cabeça, dói-me o corpo, dói-me tudo!!
Sentada na minha secretária não consigo fazer nada de jeito. Não me consigo concentrar no trabalho. Não me apetece fazer ou receber telefonemas. Resta-me ficar absorta a olhar para a paisagem escondida por detrás da janela. Ou a olhar para os objectos do gabinete, ou para o écran do computador, ou para a impressora, ou para a garrafa da água, ou para qualquer objecto. Desde que possa ficar a olhar assim, quietinha, sem ter de pensar, está tudo bem!!
Pior ainda é saber que na próxima semana tenho uma prova de fogo, para a qual me deveria estar a preparar!! Ai, não consigo!! Hei-de ficar melhor e aí preparar-me-ei convenientemente. Se esta chata me largar...
Por agora vou continuar sentada em frente a esta secretária, quietinha, absorta a olhar para a paisagem escondida por detrás da janela. Ou para o écran do computador. Ou para a impressora. Ou para a garrafa de água. Ou para qualquer outro objecto. Desde que não tenha de pensar...

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

O meu tributo de hoje vai para...




MORRISSEY

Porque me encanta.

Porque a sua música me transmite muito boa energia.

(Des)conversar

Gosto de conversas.
Com princípio e meio.
Sem fim.
Gosto do rebuliço de ideias a ferver.
Gosto de opiniões.
Fortes, mas não absolutas.
Que transportem dúvidas ou senãos.
Gosto da discussão positiva, do confronto de ideais.
Gosto de pessoas que se cultivem.
Que me ensinem, que comigo aprendam.
Gosto da adrenalina que decorre do acreditar.
E do defender aquilo em que se acredita.
Gosto de debates.
Sobre cultura, medos, política, economia, homens,
música, relações, livros, mulheres, culinária, sonhos,
viagens, sexo, e tudo o que lhe queiram acrescentar.
Gosto de serões acompanhados de vinho e imaginação.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Mais uma 6ª feira, felizmente, que bem estava a precisar!! O pior é que, com as várias coisas que vão acontecer no fim de semana, prevejo voltar mais cansada do que estou...

Vicissitudes!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

"Experiência é o nome

que as pessoas dão

aos seus próprios erros."

Oscar Wilde



Chegou à beira mar já perto da meia noite. Não se via ninguém. Apenas as luzes da cidade, ao fundo, e o seu reflexo sobre o mar. Que estava claro, devido à lua cheia.
Estacionou o carro. Colocou o CD que mais gosta. Aquele que na altura foi definido como "a banda sonora da minha vida"... Tal como ainda o é. E, acho, dificilmente o deixará de ser. Porque há músicas que se entranham na alma como se pré existissem à própria vida, à própria existência.
O volume está no máximo. Abandonou o carro e dançou... Em cima do mar e sob o olhar da lua. A entregar-se à beleza da natureza, embalada pelo seu som. E pelo o que para si parece ter sido composto.
Saboreou o momento. Afinal a vida são momentos...
E pensou que podia ir dormir. Ter-lhe-ia sabido bem.
Aquela noite nada mais lhe poderia dar.
Pelo menos que a fizesse sentir-se tão bem...

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Leilão

Leiloa-se constipação forte em óptimo estado.

(Óptimo até demais...)

Base de licitação: (só) 1 €

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Quase as presidenciais

Dia 22 termina o suspense (talvez falso) à volta das presidenciais. Parece que já temos presidente de quem, confesso, não sou fã. Por um lado, porque sempre tive "alergia" à direita (uma espécie de comichão que me começa no cérebro e só termina quando exteriorizo, de forma irritada, o que me vai na alma); por outro, porque o candidato não me convence (nem podia, devido ao que não diz). E já que estou em fase de confissões, manifesto o meu apoio ao poeta.
No entanto, é engraçado ver as alterações verificadas com o decorrer da campanha, demonstradas (??) pelas nunca fiáveis sondagens e pelas atitudes dos candidatos (temos um Soares já a assumir uma derrota, um Alegre cada vez mais confiante). E isto leva-me a ter esperança numa 2ª volta!! E a minha vontade de uma 2ª volta com Alegre não advém de qualquer simpatia partidária!! Vem, sim, do facto de eu acreditar no homem, nos princípios que defende. Mas principalmente, simpatizo com Alegre porque acredito que ele é honesto. E, hoje em dia já não há políticos honestos...
Parece-me também que este crescente apoio ao candidato ocorre precisamente por isso. As pessoas estão cansadas dos políticos, estão cansadas de política, estão cansadas de ser enganadas. Como os compreendo...
Bem, resta-me desejar boa sorte ao poeta e pedir-lhe que a ele ninguém o cale!!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

"Dá-me a tua mão
e vamos ser alguém.
A vida é feita para nós." *

Dá-me a tua mão. Entrelaça os teus dedos nos meus.
Olha-me bem fundo. Descobre a criança em corpo de mulher.
Cheira o meu cabelo. Gosto tanto de cheirar o teu...
Toca-me.
Sente-me.
Com sussurros de alegria.
Ouve-me.
A dizer-te que te quero como a ninguém...
Sente os meus sentidos com os teus sentidos.
Faz-me sentir os teus com os meus...

* Trecho roubado aos Ornatos. Violeta.

O menino cigano

Conduzia. Deixei entrar uma carrinha que estava estava estacionada. E de repente, da parte traseira da carrinha, surge um menino cigano a sorrir, agradecendo.
Mas que sorriso... Que olhar doce, a transbordar esperança, vi naquele ciganito!
Comecei a sorrir-lhe e acenei-lhe.
E ele, de olhar frontal e sincero, voltou a sorrir. E acenou.
Depois a carrinha virou.
E até hoje não esqueci o sorriso bonito daquele menino cigano.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006



Caminhante, não há caminho;

faz-se caminho ao andar."

António Machado

Será...

Será que ainda me resta tempo contigo,
ou já te levam balas de um qualquer inimigo?
Será que soube dar-te tudo o que querias,
ou deixei-me morrer lento, no lento morrer dos dias?
Será que fiz tudo que podia fazer,
ou fui mais um cobarde, não quis ver sofrer?
Será que lá longe ainda o céu é azul,
ou já o negro cinzento confunde Norte com Sul?
Será que a tua pele ainda é macia,
ou é a mão que me treme, sem ardor nem magia?
Será que ainda te posso valer,
ou já a noite descobre a dor que encobre o prazer?
Será que é de febre este fogo,
este grito cruel que da lebre faz lobo?
Será que amanhã ainda existe para ti,
ou ao ver-te nos olhos te beijei e morri?
Será que lá fora os carros passam ainda,
ou as estrelas caíram e qualquer sorte é bem-vinda?
Será que a cidade ainda está como dantes
ou cantam fantasmas e bailam gigantes?
Será que o sol se põe do lado do mar,
ou a luz que me agarra é sombra de luar?
Será que as casas cantam e as pedras do chão,
ou calou-se a montanha, rendeu-se o vulcão?
Será que sabes que hoje é Domingo,
ou os dias não passam, são anjos caindo?
Será que me consegues ouvir
ou é tempo que pedes quando tentas sorrir?
Será que sabes que te trago na voz,
que o teu mundo é o meu mundo e foi feito por nós?
Será que te lembras da cor do olhar
quando juntos a noite não quer acabar?
Será que sentes esta mão que te agarra
que te prende com a força do mar contra a barra?
Será que consegues ouvir-me dizer
que te amo tanto quanto noutro dia qualquer?
Eu sei que tu estarás sempre por mim
Não há noite sem dia, nem dia sem fim.
Eu sei que me queres, e me amas também
me desejas agora como nunca ninguém.
Não partas então, não me deixes sozinho
Vou beijar o teu chão e chorar o caminho...
Será…
Será…
Será…



Pedro Abrunhosa e os Bandemónio
Tempo

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

Por uns momentos...



estou offline



para o mundo.

Cada vez gosto mais dos meus 30 anos

A idade nunca me fez confusão. Nunca tive preocupações com a entrada nos 30 nem sofri uma quase-depressão por causa disso, tal como aconteceu a algumas das minhas amigas. Não tenho medo de envelhecer. Não tenho medo das rugas que me irão aparecer. Não tenho medo de crescer e amadurecer.
Sinto-me antes mais serena, menos radical.
Sei que, ao contrário dos meus 18 anos, as coisas não se resumem a preto e branco.
Há uns dias esta ideia (de maior equilíbrio e aceitação) tomou mais forma na minha cabeça quando andava a limpar a casa (ossos do ofício de quem vive sozinha). Então, como estava a dizer, andava eu na lida da casa, música nas alturas saída do VH1, demasiado bem disposta para quem executa aquele tipo de tarefa, quando começo a dançar descaradamente uma canção saída da televisão. Estava a gostar tanto, a batida tão dançável, que corro para saber quem era a intérprete. Madonna!!! Madonna??? Sim. Madonna. E continuei eu a limpar e a dançar.
O meu tipo de música é o rock. Sempre o foi. Mas hoje em dia ouço muito mais coisas, fui amenizando, parando de criticar insconscientemente o gosto diferente das outras pessoas. Fui desradicalizando. E eu própria fui aprendendo a gostar de coisas que seriam impensáveis há uns anos. E não tenho vergonha de o afirmar.
E sei que isso é uma consequência da idade, do crescer.
E sabem que mais?
É bom.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Amigos gays VI

Dos meus amigos, só um gay é que faz um jantar, em sua casa, para as amigas, e acende todas as velas possíveis e imaginárias.
Tivemos, assim, um quase-jantar romântico a três...

Preferia que não tivesse acontecido, mas aconteceu

Este fim de semana, numa discoteca portuguesa, passou a música do genérico do Dragon Ball ZZZ! Ughhh... Poderiam, pelo menos, ter passado o D'Artacão! Essa, pelo menos, sempre me dá para curtir!!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

"Viver é a coisa mais rara do mundo.

A maioria das pessoas apenas existe."

Oscar Wilde

Pois é!!!

Nada como uma bela noite de copos para me levar a confessar o que tinha rotulado como inconfessável! Não era um segredo gigante, realmente inconfessável, mas era um pequeno-delicioso-segredo quase só meu. E que, tirando agora tu (sim, és mesmo tu!!), continua quase só meu.
Mas os nossos pequenos segredos devem ser partilhados com as pessoas de que gostamos e em quem confiamos certo? Acho que a isso se chama amizade.
Por isso, fico feliz por ter partilhado esse pequeno-grande segredo contigo! Rimo-nos, depois do teu momento de grande admiração, descobrimos sintonias para além das que nos são habituais.
Tinha saudades tuas!! Sentia a tua falta. Das nossas parvoíces engraçadas. Dos nossos sorrisos. Dos sonhos juvento-infantis. Daquele momento em que começamos a deixar o álcool comandar o navio e fechamos à chave o mecânico racionalismo, esse eterno escudo de protecção. E então abraça-mo-nos, sem medo do que possam pensar. Nas tintas para o que pensam. Só a saborear a proximidade de quem se quer bem.
Fico feliz por te ter confessado o meu quase-exclusivo-pequeno-segredo.
Fico feliz por te poder escrever este texto, que agora concluo.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

O meu tributo de hoje vai para...




MOBY
Porque é um excelente músico, que não pára de me surpreender.
Porque o último álbum, Hotel, continua excelente,
num registo completamente diferente dos anteriores.
Porque me leva a esperar sempre mais.

Amigos gays V

Fazer uma viagem de 2 horas com um amigo gay é duro!! É que o mesmo, ao folhear várias revistas, passou a viagem a chamar-me a atenção para as fotografias de homens presentes nas páginas de publicidade!
Passei o tempo a ouvir: "Olha p'ra este gajo. É lindo!!!", ou "Huumm, tem uns músculos...", ou " Que rabinho bem torneado!!", ou " Perdia um bocado de tempo com este homem", ou muito mais coisas que tive de ouvir e, ainda por cima, anuir, senão ainda me batia.
Coisas de gays... que nós, as amigas, temos de aturar...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Ainda há pouco

te bebia o cheiro...

E agora sinto-me nua...

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Sinto um aperto no coração. Por tudo o que vivi. Por tudo o que sinto. Por todo o processo que, uma vez mais, volto a percorrer. E por isso chorei. Sem que isso seja necessariamente mau. Significa apenas que as coisas mexem cá dentro. Mas não sei bem...
Chorei no banho. Como se isso disfarçasse o acto de chorar. Como se desaparecesse tão rapidamente a razão das minhas lágrimas tal como a água se esgota no ralo depois de percorrer o meu corpo.
Sinto um aperto no coração. Que fica nele somente. E que me impede de dizer o que sinto, da forma que o sinto. Porque, se o fizesse, iria fazer nascer um aperto no coração dos que fazem o meu sentir-se assim... E não o quero. Não por vergonha. Não por medo. Não por angústia. Antes por amor. Um puro, grato e eterno amor.
Sinto um aperto no coração...

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

EsToU qUaSe

A VoLtAr...

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Pós-Natal

Gostava imenso de escrever sobre o meu Natal, divagar acerca das emoções, enfim, perder-me em considerações várias sobre o assunto!
No entanto, tenho dificuldades em estar sentada nesta cadeira frente ao monitor, devido às 1143 variedades de doçaria que tenho continuamente degustado.
Assim, ao invés, vou ali fora correr 20 kms e já volto!

A noiva cadáver II

O filme é lindo! Adorei...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

O tempo que passa não passa depressa.

O que passa depressa é o tempo que passou.

Virgílio Ferreira

A noiva cadáver



Estreia hoje o novo filme de Tim Burton, a "Noiva Cadáver", que já antecipo como um dos melhores filmes do ano. Espero...
É a história de Victor, um jovem que vai parar a um mundo subterrâneo povoado por mortos, onde tem de casar com uma noiva morta!
Os "actores" principais têm a voz do eterno-actor-fétiche do realizador, Johnny Deep, e de Helena Bonham-Carter. Aliás, as semelhanças dos noivos com os actores reais são óbvias!!
Mais um grande filme deste Tim maravilha, ideal para crianças e imperdível para os adultos.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

HOJE O MEU CORAÇÃO

ESTÁ PREENCHIDO

POR TODAS AS CORES.

A VIDA NÃO CHEGA

Dois lírios sobre a mesa
Uma janela aberta sobre o mar
Trago em mim a certeza
De quem espera p´lo teu voltar

Um cheirinho a café
Fotografias caídas pelo chão
E no ar uma canção
Traz-me uma recordação

Tenho um poema escrito
Guardado num lugar perto do mar
Tenho o olhar no infinito
E suspiro devagar

O tempo aqui parou
Desde que te foste embora
Só a saudade ficou
Já não aguento tanta demora

Tenho tanto por dizer
Tanto por te contar
Que a vida não chega
Tenho o céu e tenho o mar
E tanto para te dar
Que a vida não chega

Tenho tanto por dizer
Tanto por te contar
Que a vida não chega
Tenho o céu e tenho o mar
E sei que vou te amar
Para a eternidade…

Viviane

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

O meu tributo de hoje vai para...


MUSE

Não é preciso justificar porquê.

Basta ouvir. Percebe-se imediatamente.

Amigos gays IV

Farto-me de rir sempre que, em conversa com a A., nos lembramos que o L., um dos nossos amigos gays, se emociona até às lágrimas em todas as despedidas, ainda que a pessoa que se ausenta regresse 2 semanas depois, e seja a prima da cunhada!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005




Divago por entre as ondas da vida.
Ao seu ritmo.
Que condiciono pelo meu.
Esquivo-me. Escondo-me.
Apareço nos momentos menos esperados.
Cheia de força. De vontade de surpreender.
Deixo-me levar.
Levo comigo de mão dada.
Vivo. Morro. Desmaio. Acordo.
E, ciclicamente, tudo volta a acontecer...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Round 1

Manuel Alegre - 1

Mário Soares - 0

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

Teste

Não gosto de pessoas graxistas (ou seja, aquelas que perante os superiores, vão amaciando tudo para conseguir os seus intentos). Como ainda há pouco tive de assistir a uma cena altamente graxista, que me irritou um pouco para quem ainda está a meio da manhã, decidi que o meu comportamento será ditado por uma votação.
Assim, pergunta-se:

O que faço a esta pessoa graxista?

a) Atiro-a pela janela do 1º andar;
b) Mando-a dar uma volta ao Bilhar Grande;
c) Atiro-a pela janela do 4º andar;
d) Pergunto-lhe se precisa de produtos próprios para o efeito;
e) Outro (especificar, s.f.f.);

Nota: O resultado deste teste será efectivado na próxima 2ª feira, dia em o mau-humor me ataca pela manhã, só desaparecendo a partir das 15 horas.

P.S.: Agradeço desde já pela participação.

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

"Nãorazão para termos medo das sombras.

Apenas indicam que em algum lugar próximo

brilha a luz."

Ruth Renkel

Banalidades anormais

Hoje fui a uma loja fazer compras. Até aqui nada de mais.
No entanto, e depois de pegar naquilo que queria, dirigi-me ao balcão para pagar. Enquanto espero a minha vez, vejo uma caramela a tentar passar-me à frente (tentando ganhar, assim, talvez 1 minuto, 3 segundos e 7 centésimos do seu, aposto, precioso tempo!!). Claro que, quando a engraçadinha se prepara para pagar, ouve um 'Com licença, eu estava primeiro!'.
E lá fica ela com cara de amuada à espera da sua vez.
Ai, irrito-me tanto com esta falta de educação e de respeito. Mais uma das características que denuncia (a falta de) civismo das pessoas.
Antigamente, recordo-me de ver as pessoas a esperarem pela sua vez e, se estavam em vias de ser atendidas antes, por erro do(a) funcionário(a), diziam que não eram elas. Era X. Eu continuo a agir assim. Mas vejo a maioria a agir no sentido oposto. E, nos últimos tempos, isto tem-me acontecido com bastante frequência, o que me faz questionar se serei eu que ando com mais azar ou se, pelo contrário, é a tendência do desrespeito a subir...
O que me leva, consequentemente, a perguntar: aonde é que vamos parar?

Amigos gays III

O bom de ter amigos gays passa também pelo facto de poder falar com eles sobre as minhas idas ao ginásio, as modalidades que pratico, os exercícios que concretamente faço, etc., etc.
E, ainda por cima, entendem o que sinto quando falto a uma aula por pura preguiça.
O bom de ter amigos gays é que posso falar-lhes abertamente do que sinto, dos meus medos, desejos, ânsias, sem ter medo de que eles possam utilizar isso para, mais tarde, me tentarem seduzir. É quase como falar com uma amiga, com a diferença (positiva, quanto a mim) de que se trata de um homem.
O bom de ter amigos gays é que eles perguntam onde é que comprei aquele casaco, o top, a pulseira. E dizem-me que estou bonita, ou feminina, ou sexy. Coisa que é muito mais difícil ouvir de uma amiga-mulher (há sempre, ainda que inconscientemente, um sentimento de inveja entre as mulheres que não lhes permite, maioria dos casos, dizer a outra que ela está bonita, de uma forma sincera).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Hoje seria um dia perfeito para...


Me

perder

por

aqui...

Aqui...


Ou

ainda

aqui...
Telefonas-me.
Falas-me de ti, de sonhos, projectos, quereres.
Divagas por entre o que te apaixona, por entre o que te dignifica.
Caminho contigo pelas ruas da tua vida, que são também as minhas.
Sinto-te tão nós... Sinto-me tão tua...
E, antes de desligares, emociono-me com as tuas palavras...
com a tua protecção... num suave sorriso sentido.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005


"O talento é feito na solidão;


o carácter, nos embates do mundo."



Goethe

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

O meu tributo de hoje vai para...


GREEN DAY

Porque quando ouço, pelo menos, duas das suas

músicas (principalmente Basket Case mas também,

mais recentemente,

Wake me up when September ends), esqueço

onde estou e com quem estou...

Fecho os olhos e deixo o meu corpo

dançar livremente ao som

da boa onda que sinto...

Do you have the time to listen to me whine

About nothing and everything all at once

I am one of those

Melodramatic fools

Neurotic to the bone

No doubt about it

Sometimes I give myself the creeps

Sometimes my mind plays tricks on me

It all keeps adding up

I think I'm cracking up

Am I just paranoid?

Or am I just stoned

I went to a shrink

To analyze my dreams

She says it's lack of sex that's bringing me down

I went to a whore

He said my life's a bore

So quit my whining cause it's bringing her down

Sometimes I give myself the creeps

Sometimes my mind plays tricks on me

It all keeps adding up

I think I'm cracking up

Am I just paranoid?

Uh,yuh,yuh,ya

Grasping to control

So I better hold on

Sometimes I give myself the creeps

Sometimes my mind plays tricks on me

It all keeps adding up

I think I'm cracking up

Am I just paranoid?

Or am I just stoned

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

As surpresas inesperadas sabem tão bem...

Esta tarde, ao voltar ao trabalho depois do almoço, deparo-me com uma comunicação superior: as minhas férias de Natal serão acrescidas em 4 dias. Huummm... E se imaginassem as linhas travessas pelas quais isto andou até me surgir este presente!! Uma surpresa completamente inesperada...
Estou tão feliz!!
Por isso, mais uma vez repito: Adoro o Natal!!

Já te disse hoje, amor,


que o meu mundo é o teu mundo,


e foi feito por nós?



P.S.: Se não o fiz, já deveria tê-lo feito.

A esta hora não sai nada melhor

Quatro e meia da manhã.
Chego a casa, depois de uma noite de rock, que me faz ter presente quem eu sou.
Quem nunca deixei de ser, apesar de tudo o que me tenta distrair.
Da realidade... ou talvez não.
E é bom sentir que, apesar de me pretenderem provar o contrário, o rock não morreu. Nunca morrerá. pelo menos no meu coração... (e também no meu corpo, que ganha vida própria e extravaza a mente que nele existe).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005


PoRqUe EsToU CaNsAdA...

PoRqUe QuErO

Ir De FiM dE SeMaNa...

AaAaaAaaHhHhh!!!

Esquecer Alice

Desde que vi este filme, do realizador português Marco Martins, que tento esquecê-lo.
Tento, escrevendo, fazer com que me desapareça este aperto que sinto no peito.
Esquecer a agonia, que me vem à memória, patente nos olhos do protagonista (interpretado por um Nuno Lopes divinal).
Esquecer o vazio da alma de quem tudo (ou quase) perdeu.
E não voltou a encontrar.
Mas não consigo.
Acho que por uns tempos não vou esquecer esta sensação de sofrer por algo pelo qual nunca sofri. Esta impotência de nada conseguir mudar.

Descubro que não há nada melhor para

desbloquear a inibição perante o papel

do que um copo de vinho tinto.

Devidamente saboreado.

Proximidades

Como um pé amarrado não pode ir muito longe, convido os pés sãos para virem até minha casa.
Jantar com a A. e os pais, que são quase tão meus amigos quanto a sua filha.
Um bom vinho, uma boa conversa, um bom jantar, risos, uma suculenta sobremesa, banalidades também.
Depois os pés mais velhos vão para casa e os meus ficam com os da A., a segredar partilhas regadas a AM-FM.
O quentinho da sala acomodado nos nossos sorrisos de cumplicidades e afinidades...
E depois fico. Aninhada no sofá com o meu bloco de notas, a sede apagada em suaves goles, e a companhia de quem eu amo.
É tudo o que preciso.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

E porque hoje faz 70 anos que Pessoa morreu...

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

E ainda falta 1 mês

Ainda é cedo, mas devo confessar que gosto do Natal.
Não do consumismo desenfreado, mas sim das ruas iluminadas. Do cheiro a castanhas. Das pessoas apressadas e curiosas. Do sorriso das crianças. Do antever a lareira acesa no calor da nossa casa. Da troca de lembranças com quem gostamos. Do frio natalício. Dos pinhões. Do vinho doce. Do Pai Natal.
E acho que, basicamente, é por isso. Ponto final.
Gosto do Natal.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

La mala educatión


Homossexuais, travestis. Manipulação.
Padres pedófilos.
Mentiras. Assassinos.
Incertezas. Dependências.
São os principais ingredientes deste filme,
bem ao estilo Almodóvar.
Eu gostei.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005



"A dança

é

o corpo

tornado poético."

Ernest Bacon



2005/11/23

9h: Vejo-me sentada numa cadeira das Urgências de um hospital devido a um entorse no pé.

10h20m: Sou atendida por um médico, simpático, é certo, mas um pouquinho louco. E apressado.

10h30m: O Doutor já analisou o meu caso e prescreveu a receita.

11h: Na farmácia, diz-me o farmacêutico: - Oh menina, o Doutor receitou-lhe Valium - 10 mg, meio comprimido quatro vezes ao dia. Mas acho melhor que tome apenas metade antes de dormir porque, caso contrário, vai passar o dia a dormir. Profundamente...

13h: Em conversa com uma amiga, pergunta-me ela quem foi o médico que me aviou (esta expressão mata-me!!!). Foi o Dr. Qualquer Coisa Rodrigues. Carlos Andrade Rodrigues*??!?? Sim, sim, é esse. Mas ele é psiquiatra!!! Psiquiatra??? Deve ter sido por isso que me receitou aquela quantidade de Valiuns!!! Devo ter sido confundida com uma das suas pacientes.

23h30m: Tomo 1/4 de Valium. É melhor jogar pelo seguro e não exagerar.

24h: Dá-me uma sonolência absurda.

24h01m: Apaguei. Boa noite para vocês também.


* Nome fictício. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

terça-feira, 22 de novembro de 2005



Porque é

tão difícil

simplificar?

Fim

Voltei da viagem que fiz a S. Tomé e Príncipe, levada por um barco com o nome de Equador.
Conheci África do início do século passado, sem nunca lá ter estado. Senti-lhe os cheiros, a beleza, a distância.
Vivenciei os meandros da política, hipócrita. Tal como agora, cem anos depois.
Caminhei com o protagonista por entre as suas guerras desiguais. E compreendi-o... tanto e tão bem...
Sofri com os escravos de Portugal. Com a sua dor, com a injustiça. Que continua a viver e a sobreviver.
Chorei no final.
Senti saudades do seu início.
Sorri, não obstante, pela capacidade que os livros têm de nos fazerem ver mais além.
De nos levarem a transcender o corpo numa busca de renovação. De mutação.
Obrigada ao autor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

"Não há amigos,

apenas há momentos de amizade."

Jules Renard

Neste momento de solidão, quebrado apenas pelo vento que corre lá fora, pergunto-me o que é que a vida me reserva. Se é que me reserva algo. Ou se serei eu que a surpreendo sem que ela, dura e veloz, tenha tempo de reagir.
Questiono tudo. Questiono tanto...
Porque, neste período conturbado, de tão dura luta, não consigo chegar à verdade. Chegar aos porquês. E são os porquês que me movem.
Vivo num presente que anseia por respostas.
Sem me conformar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Passagens

"-Eu? Eu não tenho planos de nada. Aprendi a não ter planos de nada. Deixo correr as coisas. Vivo os dias, um de cada vez. Assim há sempre dias tristes e dias felizes. Se planeasse as coisas, e os meus planos não dessem certo, todos os dias seriam tristes."


Miguel Sousa Tavares in Equador

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Acerca do post anterior resta-me acrescentar que...


Não é justo fazer-se este tipo de comparações.
Não subestimem, por favor, a inteligência dos macacos.

Macaquices

Dias normais num país surreal

O principal arguido do processo (de que já não aguento ouvir falar) Casa Pia, Carlos Silvino, vai ser libertado a 25 de Novembro, data em que expira o prazo legal da prisão preventiva (três anos).

Uma constatação: E assim continua o nosso país...

Uma pergunta: Se em Portugal se cometem tantas ilegalidades, porque é que não se acrescenta uma à lista e se deixa o homem por lá mais uns tempos? É que assim ele estaria mais seguro, e seria desnecessário estar a pagar a 3 ou 4 polícias-segurança para o protegerem 24 horas por dia!

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

O meu tributo de hoje vai para...



DAVID BOWIE

Porque a Space Oddity é tão linda

que deveria ser considerada

Património Mundial.


Ground control to Major Tom

Ground control to Major Tom

Take your protein pills and put your helmet on

Ground control to Major Tom

(10, 9, 8, 7)

Commencing countdown, engines on

(6, 5, 4, 3)

Check ignition, and may God's love be with you

(2, 1, lift off)

This is ground control to Major Tom,

You've really made the grade

And the papers want to know whose shirts you wear

Now it's time to leave the capsule if you dare

This is Major Tom to ground control

I'm stepping through the door

And I'm floating in the most peculiar way

And the stars look very different today

For here am I sitting in a tin can

Far above the world

Planet Earth is blue, and there's nothing I can do

Though I'm past 100,000 miles

I'm feeling very still

And I think my spaceship knows which way to go

Tell my wife I love her very much, she knows

Ground control to Major Tom,

Your circuit's dead, there's something wrong

Can you hear me Major Tom?Can you hear me Major Tom?

Can you hear me Major Tom?

Can you...

Here am I floating round my tin can

Far above the moon

Planet Earth is blue, and there's nothing I can do....

"Não existe o esquecimento total:

as pegadas impressas na alma

são indestrutíveis."

Thomas Quincey

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Hoje apetecia-me passar a tarde assim...


Enrolada no quentinho de um cobertor,
a admirar a beleza das chamas.
A beber um chá,
por entre páginas de um livro.
A dormitar.
A ter-te ao meu lado,
enroscado em mim.
E mais não digo...

Para a A.

Fiquei surpresa. Depois do baque inicial a que aquela conversa me levou, lentamente fui voltando a ganhar os sentidos. E a pensar, com a clareza possível. Há factos assim. Há pessoas que me conhecem tão bem que me dizem o que eu não toleraria que outro me dissesse. Talvez porque me protejo nesta capa de força. Talvez porque quem está verdadeiramente próximo de mim é parecido comigo. Ou me é muito afim. Tanto, que consegue descobrir o que se passa nesta cabeça. Talvez porque na sua cabeça os sentimentos, experiências, se processem da mesma forma. Talvez porque a sua vida passou por caminhos que agora percorro. Talvez porque o inverso também aconteceu. Mas, passado o choque inicial de ouvir uma constatação do que esteve sempre lá, mas que nunca me tinha apercebido (pelo menos com aquela crueza), o meu espírito encheu-se de paz. De uma paz conturbada, é certo... Mas de uma paz de quem sente que não está só. Que é compreendida, sem que tenha de falar para se fazer mostrar. Para se fazer acompanhar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005



A beleza

mede-se

em profundidade.

E se estás num bar...

... a dançar, muito, e quando abres a tua carteira que, entretanto,
decidiste ir buscar, vês que o teu namorado te está ligar
para dizer que te ama?
Será que quer dizer algo?