sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Proximidades

Como um pé amarrado não pode ir muito longe, convido os pés sãos para virem até minha casa.
Jantar com a A. e os pais, que são quase tão meus amigos quanto a sua filha.
Um bom vinho, uma boa conversa, um bom jantar, risos, uma suculenta sobremesa, banalidades também.
Depois os pés mais velhos vão para casa e os meus ficam com os da A., a segredar partilhas regadas a AM-FM.
O quentinho da sala acomodado nos nossos sorrisos de cumplicidades e afinidades...
E depois fico. Aninhada no sofá com o meu bloco de notas, a sede apagada em suaves goles, e a companhia de quem eu amo.
É tudo o que preciso.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

E porque hoje faz 70 anos que Pessoa morreu...

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

E ainda falta 1 mês

Ainda é cedo, mas devo confessar que gosto do Natal.
Não do consumismo desenfreado, mas sim das ruas iluminadas. Do cheiro a castanhas. Das pessoas apressadas e curiosas. Do sorriso das crianças. Do antever a lareira acesa no calor da nossa casa. Da troca de lembranças com quem gostamos. Do frio natalício. Dos pinhões. Do vinho doce. Do Pai Natal.
E acho que, basicamente, é por isso. Ponto final.
Gosto do Natal.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

La mala educatión


Homossexuais, travestis. Manipulação.
Padres pedófilos.
Mentiras. Assassinos.
Incertezas. Dependências.
São os principais ingredientes deste filme,
bem ao estilo Almodóvar.
Eu gostei.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005



"A dança

é

o corpo

tornado poético."

Ernest Bacon



2005/11/23

9h: Vejo-me sentada numa cadeira das Urgências de um hospital devido a um entorse no pé.

10h20m: Sou atendida por um médico, simpático, é certo, mas um pouquinho louco. E apressado.

10h30m: O Doutor já analisou o meu caso e prescreveu a receita.

11h: Na farmácia, diz-me o farmacêutico: - Oh menina, o Doutor receitou-lhe Valium - 10 mg, meio comprimido quatro vezes ao dia. Mas acho melhor que tome apenas metade antes de dormir porque, caso contrário, vai passar o dia a dormir. Profundamente...

13h: Em conversa com uma amiga, pergunta-me ela quem foi o médico que me aviou (esta expressão mata-me!!!). Foi o Dr. Qualquer Coisa Rodrigues. Carlos Andrade Rodrigues*??!?? Sim, sim, é esse. Mas ele é psiquiatra!!! Psiquiatra??? Deve ter sido por isso que me receitou aquela quantidade de Valiuns!!! Devo ter sido confundida com uma das suas pacientes.

23h30m: Tomo 1/4 de Valium. É melhor jogar pelo seguro e não exagerar.

24h: Dá-me uma sonolência absurda.

24h01m: Apaguei. Boa noite para vocês também.


* Nome fictício. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

terça-feira, 22 de novembro de 2005



Porque é

tão difícil

simplificar?

Fim

Voltei da viagem que fiz a S. Tomé e Príncipe, levada por um barco com o nome de Equador.
Conheci África do início do século passado, sem nunca lá ter estado. Senti-lhe os cheiros, a beleza, a distância.
Vivenciei os meandros da política, hipócrita. Tal como agora, cem anos depois.
Caminhei com o protagonista por entre as suas guerras desiguais. E compreendi-o... tanto e tão bem...
Sofri com os escravos de Portugal. Com a sua dor, com a injustiça. Que continua a viver e a sobreviver.
Chorei no final.
Senti saudades do seu início.
Sorri, não obstante, pela capacidade que os livros têm de nos fazerem ver mais além.
De nos levarem a transcender o corpo numa busca de renovação. De mutação.
Obrigada ao autor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

"Não há amigos,

apenas há momentos de amizade."

Jules Renard

Neste momento de solidão, quebrado apenas pelo vento que corre lá fora, pergunto-me o que é que a vida me reserva. Se é que me reserva algo. Ou se serei eu que a surpreendo sem que ela, dura e veloz, tenha tempo de reagir.
Questiono tudo. Questiono tanto...
Porque, neste período conturbado, de tão dura luta, não consigo chegar à verdade. Chegar aos porquês. E são os porquês que me movem.
Vivo num presente que anseia por respostas.
Sem me conformar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Passagens

"-Eu? Eu não tenho planos de nada. Aprendi a não ter planos de nada. Deixo correr as coisas. Vivo os dias, um de cada vez. Assim há sempre dias tristes e dias felizes. Se planeasse as coisas, e os meus planos não dessem certo, todos os dias seriam tristes."


Miguel Sousa Tavares in Equador

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Acerca do post anterior resta-me acrescentar que...


Não é justo fazer-se este tipo de comparações.
Não subestimem, por favor, a inteligência dos macacos.

Macaquices

Dias normais num país surreal

O principal arguido do processo (de que já não aguento ouvir falar) Casa Pia, Carlos Silvino, vai ser libertado a 25 de Novembro, data em que expira o prazo legal da prisão preventiva (três anos).

Uma constatação: E assim continua o nosso país...

Uma pergunta: Se em Portugal se cometem tantas ilegalidades, porque é que não se acrescenta uma à lista e se deixa o homem por lá mais uns tempos? É que assim ele estaria mais seguro, e seria desnecessário estar a pagar a 3 ou 4 polícias-segurança para o protegerem 24 horas por dia!

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

O meu tributo de hoje vai para...



DAVID BOWIE

Porque a Space Oddity é tão linda

que deveria ser considerada

Património Mundial.


Ground control to Major Tom

Ground control to Major Tom

Take your protein pills and put your helmet on

Ground control to Major Tom

(10, 9, 8, 7)

Commencing countdown, engines on

(6, 5, 4, 3)

Check ignition, and may God's love be with you

(2, 1, lift off)

This is ground control to Major Tom,

You've really made the grade

And the papers want to know whose shirts you wear

Now it's time to leave the capsule if you dare

This is Major Tom to ground control

I'm stepping through the door

And I'm floating in the most peculiar way

And the stars look very different today

For here am I sitting in a tin can

Far above the world

Planet Earth is blue, and there's nothing I can do

Though I'm past 100,000 miles

I'm feeling very still

And I think my spaceship knows which way to go

Tell my wife I love her very much, she knows

Ground control to Major Tom,

Your circuit's dead, there's something wrong

Can you hear me Major Tom?Can you hear me Major Tom?

Can you hear me Major Tom?

Can you...

Here am I floating round my tin can

Far above the moon

Planet Earth is blue, and there's nothing I can do....

"Não existe o esquecimento total:

as pegadas impressas na alma

são indestrutíveis."

Thomas Quincey

terça-feira, 15 de novembro de 2005

Hoje apetecia-me passar a tarde assim...


Enrolada no quentinho de um cobertor,
a admirar a beleza das chamas.
A beber um chá,
por entre páginas de um livro.
A dormitar.
A ter-te ao meu lado,
enroscado em mim.
E mais não digo...

Para a A.

Fiquei surpresa. Depois do baque inicial a que aquela conversa me levou, lentamente fui voltando a ganhar os sentidos. E a pensar, com a clareza possível. Há factos assim. Há pessoas que me conhecem tão bem que me dizem o que eu não toleraria que outro me dissesse. Talvez porque me protejo nesta capa de força. Talvez porque quem está verdadeiramente próximo de mim é parecido comigo. Ou me é muito afim. Tanto, que consegue descobrir o que se passa nesta cabeça. Talvez porque na sua cabeça os sentimentos, experiências, se processem da mesma forma. Talvez porque a sua vida passou por caminhos que agora percorro. Talvez porque o inverso também aconteceu. Mas, passado o choque inicial de ouvir uma constatação do que esteve sempre lá, mas que nunca me tinha apercebido (pelo menos com aquela crueza), o meu espírito encheu-se de paz. De uma paz conturbada, é certo... Mas de uma paz de quem sente que não está só. Que é compreendida, sem que tenha de falar para se fazer mostrar. Para se fazer acompanhar.

segunda-feira, 14 de novembro de 2005



A beleza

mede-se

em profundidade.

E se estás num bar...

... a dançar, muito, e quando abres a tua carteira que, entretanto,
decidiste ir buscar, vês que o teu namorado te está ligar
para dizer que te ama?
Será que quer dizer algo?

sexta-feira, 11 de novembro de 2005


Se o que tens a dizer não é

mais belo do que o silêncio,

então CALA-TE.

Pitágoras

Páginas soltas

Tenho com os livros uma relação de amante eternamente insatisfeita, pela satisfação.
A eles me entrego totalmente sem medo de receber. Perco-me no seu corpo, a sorver voluptuosamente o seu saber. Toco-lhes, sinto-os fervorosamente no medo eminente de os perder. Sinto a sua textura, a sua beleza, o seu odor ancestral. Acompanham-me quando exulto de alegria, quando choro por amor, quando grito de raiva ou de horror. Viajam comigo cá dentro. E levam-me a viajar. Enchem-me o espírito de saciedade inquieta e imediata. Que depois volto a perder. Por um novo querer. Transportam-me a sítios novos, a pessoas novas, que julgo já conhecer. Fazem da realidade mentira, da ficção mundo real. Enfim, apoderam-se de mim com um desejo violento a que me entrego. Sem vergonha. Sem pudor.


Este blog chegou ao post

100.

quinta-feira, 10 de novembro de 2005


Let's swim to the moon, uh huh
Let's climb through the tide
Penetrate the evenin' that the
City sleeps to hide
Let's swim out tonight, love
It's our turn to try
Parked beside the ocean
On our moonlight drive...
Bebo a música em tragos longos.
Como que a eternizar a momentaneidade
do conteúdo.
Voo por prados verdes, sorvendo a brisa
das flores que dançam desconexas.
Caminho sobre as ondas, suaves,
que se diluem na
frescura aparente de um chão.
Mergulho em trapézios de vozes
que inspiram confusão.
Durmo sobre as mãos de um Deus.
Menor.
Lanço-me em espiral sobre a
profundidade de um céu nu.
Imagino. Sonho. Existo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

E assim acontece... no outro lado do mundo

Hoje, em Tóquio, um fabricante japonês de roupa interior feminina, apresentou um novo soutien, que pode ser aquecido no microondas. Objectivo: proteger as mulheres do frio do Inverno!!
Aceitam-se apostas sobre as próximas invenções!!

5 coisas para fazer...



(e que me deixam com um sorriso prolongado nos lábios)

Ir a um bom concerto.

Ver o nascer do sol.

Receber um olhar especial.

Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.

Tomar um banho de espuma, à luz das velas

(e porque não acompanhado de

um copo de vinho ou champagne?).

Pobre princesa rica

Ao ler uma reportagem na revista Sábado desta semana tomei consciência da importância de situações sobre as quais, até ao momento, nunca tinha pensado.
A infanta Leonor do nosso país vizinho, filha dos princípes das Astúrias, terá, obrigatoriamente, formação militar (passando por todos os ramos das Forças Armadas - Exército, Marinha e Força Aérea). Tirará um curso superior nas áreas da política, economia e relações internacionais. Falará várias línguas. A sua ama será, à partida, inglesa. Etc., etc., etc.
Isto dá que pensar. Por um lado, uma criança, desde o seu nascimento, tem um rumo traçado, pré-definido por terceiros e devido a uma questão de linhagem, ou o que lhe queiram chamar. Por outro lado, não existirá aqui a violação de vários direitos fundamentais, tais como a liberdade, a personalidade, a autonomia?
Que diferentes eram as princesas que povoaram a minha infância...
Que bom que é ser uma mera plebeia...

terça-feira, 8 de novembro de 2005

She says, hey babe
Take a walk on the wild side
She said, hey honey
Take a walk on the wild side

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

"A vida só se dá

a quem se deu."

Vinicius de Moraes

O meu tributo de hoje vai para...


CARLOS PAREDES

Porque, muito justamente, era chamado "o génio da guitarra portuguesa".

Porque os seus acordes perfuram-me a alma e expandem-se em minutos de prazer.

Porque, quando ouço a sua música, fecho os olhos e sou levada,

transportada por dedos sábios, a recantos que não ousava conhecer.

O que é que está a acontecer em França?

O que é que está a acontecer ao mundo?

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Publicitar

A maior parte da publicidade que passa nas nossas televisões é má. Francamente má. Mas dessa não vou falar porque não me merece o esforço.
Mas, excepção que confirma a regra, há publicidade que vale a pena recordar, (re)afirmar, (re)ver sempre que possível. Refiro-me à mais recente campanha da Caixa Geral de Depósitos, em que vários jovens nos 30 assobiam uma música surgida na sua outra juventude (a mais precoce). Belo exemplar!
É bem disposta, atinge facilmente o público-alvo e, fundamentalmente, fá-lo de uma forma muito positiva.
Eu, sempre que a vejo, dou comigo a dançar, a cantar (visto que não sei assobiar) e a ser invadida por um sentimento de doce nostalgia... Sim, porque também sou uma jovem nos 30...

quinta-feira, 3 de novembro de 2005


Sair de casa. Com o sol, quentinho, a mimar-me. Entrar no carro. Fechar a porta. Fechar-me do mundo. Com música. Percorrer a cidade, devagar, a sentir a sua alma. A anoitecer. Beber café. Ler. Escrever. Sentimento de paz. Doce serenidade...
Voltar. Percorrer a cidade. A amanhecer. Chegada. Doce serenidade... Sentimento de pertença do que não é meu. Calor. E um novo acordar...

Porque é que pessoas,

com vivências

tão IGUAIS,

se tornam tão DIFERENTES?

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Novidades do mundo animal

Segundo um estudo norte-americano publicado hoje, pela revista Public Library of Science Biology, os ratos apaixonados cantam para as suas fêmeas!!
Fantástico, não é? Imaginem... Tão lindo...
Já estou a ver a TVI a inventar um novo concurso!!

"Mais do que riqueza,

quero PAZ."

Ludovico Ariosto

Passagens

"Olhada de cima, aquela era uma bela visão para um homem que há quase um mês não se aproximava de uma mulher a menos de dez metros de distância. Mas ele foi irrepreensível: só olhou uma vez e só dançou com ela aquela valsa. Depois convidou também para dançar duas senhoras casadas de mais idade e reputação assegurada que nenhum homem, aliás, encontraria motivos para se sentir tentado a perturbar."

Miguel Sousa Tavares in EQUADOR

segunda-feira, 31 de outubro de 2005

Black is beautiful


A Renova criou um papel higiénico preto!!
Não sei qual será o resultado após a sua utilização,
mas o papel fica com muito mais estilo!!

O que os técnicos de turismo deviam aprender...

- Bom dia.
- Bom dia menina. O que vai ser?
- Vou querer uma tosta mista e um Compal Light de manga-laranja, por favor.
- Oh menina... Light? Para que é que precisa de light se está tão bem assim??
- É porque gosto...
- Ai, não ande por aí a beber essas coisas que depois fica assim escanzelada como aquelas modelos que aparecem na televisão... Ai, tão secas, tão feínhas!!
- Pois, mas não é por isso, é porque eu gosto!!
- Devia ser proibido essas moças serem assim tão magras. Veja lá que elas até vomitam para não engordarem!! Deviam saber que os homens gostam das mulheres com curvas. Olhe, assim como você!! Tão bonita... Não se estrague menina, não emagreça que depois vai-se arrepender!!!
- Certo, certo... Será possível trazer-me um chocolate quente com chantilly?

quinta-feira, 27 de outubro de 2005

E porque hoje me apetece

BEIJAR MUITO...

Chega-te aqui. Aproxima-te. Mais. Isso...
Consegues sentir?
O meu coração a palpitar ao som do teu...
A minha pele a emanar o teu cheiro!
A transbordar energia, que não é minha, não é tua...
Os meus olhos a vivenciarem emoções perdidas. Achadas.
A minha boca a repetir os sons que a natureza criou...
E as minhas mãos, os meus braços, a acariciarem a dádiva que me envolve...
Que me preenche...

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Ele disse...

"O eclipse mostra que os portugueses se interessam muito
mais do que pensávamos pela ciência que lhes permite
abandonar o local de trabalho durante uns minutos".
Ricardo Araújo Pereira in Visão

terça-feira, 25 de outubro de 2005


"Quando, alguma vez, a liberdade irrompe numa alma humana,

os deuses deixam de poder seja o que for contra esse homem."

Jean Paul Sartre

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Vivências

2ª feira. Acordar. Tomar rapidamente o pequeno almoço. Beber um café no sítio do costume. Fumar o habitual cigarro. Chegar ao local de trabalho. Bom dia. O fim de semana foi bom. Sorriso amarelo. Ainda bem. Porreiro para ti. Novo sorriso amarelo. Começar a trabalhar. Sozinha. Ainda que acompanhada. Sorriso amarelo tipo ainda é 2ª feira e já estou farta de te ouvir. Comunicação superior. Tarefas novas a distribuir. Sorriso verdadeiro para o interior de mim. Que bom!! Sorriso amarelo para o exterior que diz cada um tem aquilo que merece; ainda vais concluir que ser má onda, invejosa e frustrada não compensa. Pausa para cigarro. Voltar ao escritório. Sem sorriso. Trabalho. Um pouco de navegação. Hora de almoço. Sorriso amarelo do género espero bem que comas alguma coisa que te deixe com uma grande diarreia. Libertação. Ser eu própria perante os outros. Tão à vontade como sempre o desejo ser. Voltar ao trabalho. Novamente um sorriso amarelo a pensar se não estás de diarreia estás com uma dor de barriga enorme porque com essa cara, e esse humor, não enganas ninguém. Trabalho. Pensamentos do género se não gostasse realmente do que faço não sei se aguentava. Sorriso de satisfação. Pausa para novo cigarro. Tempo de receber um mail com uma corrente inquebrável. Continuá-la não vá um relâmpago cair-me em cima. Telefone. Questão resolvida. Intromissão no meu trabalho. Olhar fulminante do tipo não me controles que não gosto. Riso amarelo para fingir que estou com muito interesse no que de nada interessante se diz. Pausa para comer qualquer coisa. Retomar o trabalho. Sentir-me capaz e competente. Sorriso leal a mim: por mais que queiras não consegues. E ainda por cima me fazes mais forte. Hora de voltar para casa. Ou não. Sorriso liberto. Sorriso sincero de lutadora. Que a pouco e pouco cresce. Fortalece-se. Caminha.

sexta-feira, 21 de outubro de 2005


"Aquele mar da minha infância
bom camarada e meu irmão
............................................
Eu sorrirei, calmo e contente
se ouvir e vir, perto, bem perto,
o mar fraterno, o mar eterno
o livre mar..."

Estou tão feliz...

Porque o fim de semana está aí,
e eu necessito urgentemente de descansar (o trabalho mata-me!!),
até canto "6ª feira em Albufeira" do (ainda vivo?) Rui Reininho.
Vejam lá o meu estado...

quinta-feira, 20 de outubro de 2005

5 coisas para fazer

(e que me deixam com um sorriso prolongado nos lábios)


Patinar sem cair.


Fazer novos amigos ou estar com os de sempre.


Haver alguém a mexer-me no cabelo.


Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o Inverno passado.


Ficar na cama a ouvir a chuva lá fora.

O meu tributo de hoje vai para...

HUMANOS

Porque foram uma lufada de ar fresco neste Verão, com músicas do fundo do baú.

Porque constituiram um projecto muito válido,

de um António muito à frente do seu tempo.

Pela doçura da Manuela.

Pela voz do Camané.

Pela presença do David.

Porque a "Maria Albertina" é deliciosa...

Maria Albertina deixa que eu te diga

Ah... Maria Albertina deixa que eu te diga

Esse teu nome eu sei que não é um espanto

Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto

Esse teu nome eu sei que não é um espanto

Mas é cá da terra e tem, tem muito encanto


Maria Albertina como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?

Maria Albertina como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?


Maria Albertina deixa que eu te diga

Ah... Maria Albertina deixa que eu te diga

Esse teu nome eu sei que não é um espanto

Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto

Esse teu nome eu sei que não é um espanto

Mas, é cá da terra e tem, tem muito encanto


Maria Albertina como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?

Maria Albertina como foste nessa

De chamar Vanessa à tua menina?


Que é bem cheiinha e muito moreninha

Que é bem cheiinha e muito moreninha

Que é bem cheiinha e muito moreninha

Que é bem cheiinha e muito moreninha

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Passagens

"Suspirou fundo, olhou a toda a volta, até onde as montanhas desapareciam na neblina húmida, e olhou também para trás de si, onde o azul do mar se fundia num horizonte perdido, e disse baixinho, como se recitasse poesia só para si: « Eu vou gostar disto! Eu vou amar isto!»"



Miguel Sousa Tavares, in Equador

"Ela fingia amar-me com todas as suas forças...
e eu fingia acreditar, com todas as minhas forças..."

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

Modernices


- Sim? Então, está tudo bem?
- Está tudo bem. E contigo? Novidades?
- Algumas... Precisamos conversar...
- Ok. Começa a contar!!
- Olha, estou a receber uma chamada. Posso ligar-te daqui a pouco?
- Claro!
..............................

- Estou?
- Sim, sou eu. Era o Luís ao telemóvel.
- E?
- Estava a ligar-me para irmos jantar.
- E vão?
- Não sei. A namorada ligou. Acho que estão chateados!
- E?
- E ele ficou de me ligar novamente.
- Ok. E em relação ao que me ias contar...
- Ah, fui ao consultório hoje. Sabes o que é que a Tânia me disse?
- CONTA-ME!!!!
- Disse que... Oh, desculpa, o Luís está a ligar. Posso ligar.te daqui a pouco?
- Gggrrrrrrr (*»##!!)???%%&//??'!!). Liga daqui a nunca!!!


Deambulei ao som do Leão. RODRIGO.
Voei na voz da ADRIANA.
Perdi-me nos momentos corridos.
Da ALMA. MATER.

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

"Escrever é ter a companhia

do outro de nós que escreve."

Virgílio Ferreira

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

E assim aconteceu no Domingo...




08:00 - Abrem as urnas no país
08:01 - Pedro Santana Lopes é o primeiro a votar, vindo directamente da noite lisboeta
10:30 - Sócrates foi votar num avião Falcon da Força Aérea
11:00 - Pedro Santana Lopes vai para casa dormir
12:00 - Mário Soares acorda
12:05 - Mário Soares adormece
13:00 - Maria Barroso acorda Mário Soares e diz-lhe que já são horas para ir cumprir o seu dever cívico
13:01 - Mário Soares diz que não vale a pena, sente que Sócrates já ganhou
13:02 - Maria Barroso lembra que as legislativas já passaram, hoje são autárquicas
14:00 - Mário Soares engana-se na secção de voto
14:10 - Agora sim, Mário Soares consegue votar
14:05 - Mário Soares apela ao voto no filho João Soares em Sintra, dizendo que aquele se encontra em empate técnico com Fernando Seara
14:30 - Maria Barroso pergunta a Mário Soares se votou em consciência
14:40 - Mário Soares diz que não se lembra onde pôs a cruz
15:00 - Carrilho vota e não cumprimenta o presidente da mesa de voto
15:20 - Maria Barroso descobre uma cruz na mão de Mário Soares
15:30 - Jerónimo passa a tarde na sua sede partidária a rebobinar as cassetes com os discursos dos dias de eleições, e a ouvir a Internacional Comunista
16:00 - A Comissão Nacional de Eleições (CNE) acusa Mário Soares de violação clara da lei eleitoral, que proíbe que no dia das eleições seja feito um apelo ao voto; como se trata de um ilícito eleitoral de natureza criminal, é um crime da responsabilidade do Ministério Público; é a segunda vez consecutiva que Mário Soares viola a lei, depois de ter apelado à maioria absoluta de Sócrates no dia das eleições legislativas
16:30 - Mário Soares dorme profundamente
17:00 - Levantam-se vozes no Largo do Rato a favor do fim do apoio socialista à candidatura presidencial de Soares
17:30 - O PS retira a confiança política a Mário Soares
17:35 - Mário Soares vai concorrer como independente renegado, mas não sabe, porque está a dormir
18:00 - Analistas políticos prevêem que nas próximas sondagens o candidato independente Mário Soares apareça à frente de Cavaco Silva
19:00 - Projecções dão grandes vitórias ao PSD e PSD/CDS, neste dia de eleições
19:01 - Animal/emplastro corre da Sede do PS para a Sede da ColigaçãoPSD/CDS, na Avenida dos Aliados
19:05 - Carmona esmaga em Lisboa, Rio ganha com maioria absoluta no Porto
19:05 - O empate técnico (diferença de 1%) que Mário Soares falava em Sintra, afinal traduziu-se numa diferença de 13%
19:05 - Carrilho chora como uma criança, num quarto do Hotel Altis
19:05 - Cavaco chora a rir com os resultados e engasga-se com uma fatia de bolo-rei
19:05 - Sócrates diz a Jorge Coelho que nem tudo correu mal, pelo menos o convencido do Carrilho que se acha mais inteligente e bonito, perdeu
19:10 - João Soares, volta a perder, agora em Sintra...tomou-lhe o gosto
19:15 - João Soares culpa o seu pai pelo mau resultado e nunca mais quer o seu apoio
19:20 - João Soares pensa já nas próximas autárquicas, mas arriscando uma candidatura numa presidência de junta de freguesia da margem sul
19:30 - Mário Soares acorda e telefona ao filho a dar-lhe os parabéns
19:31 - Maria Barroso aconselha Mário Soares a ir para a cama
19:32 - Mário Soares não hesita e vai
19:33 - Mário Soares já ressona
19:35 - Poeta Alegre abre uma garrafa de champanhe para festejar o dia pouco feliz no clã Soares
19:40 - O paraquedista, caciquista e populista Avelino Ferreira Torres perde em Amarante e culpa o "Srº Mota-Engil"
19:45 - Avelino tenta sair de Amarante rumo ao Marco de Canaveses, mas perde-se na cidade que não conhece; pede ajuda...sem sucesso; pára o carro para se acalmar...quem sofre são os caixotes do lixo e os bancos de jardim
19:50 - Isaltino sente-se cansado, e é aconselhado pelo sobrinho a tirar umas férias na Suíça
20:00 - Fátinha Felgueiras vence categoricamente, apesar de ter estado de férias no Brasil nos últimos dois anos
20:05 - Poeta Alegre abre nova garrafa de champanhe, agora pela derrota pessoal de Sócrates
20:10 - Avelino anda perdido às voltas numa rotunda de Amarante
20:15 - Jorge Coelho sacode a água do capote e esconde-se numa toca
20:20 - Major Valentim prepara-se para discursar, a azáfama na sala é agrande, recorre de um apito valioso para impor o silêncio na plateia
20:21 - Discurso inflamado e paroquial do Major de Gondomar
20:30 - António "Limiano" Guterres sente-se aliviado com este novo terramoto eleitoral, a fazer lembrar a tragédia, o horror e o drama de 2001
20:35 - Poeta Alegre abre a terceira garrafa de champanhe, agora sem motivo aparente
20:50 - Avelino bate de carro contra um alvará de construção da Edifer, e culpa o "Srº Mota-Engil"
20:55 - Carrilho faz um discurso patético, não reconhece a derrota, não felicita o vencedor Carmona, e Bárbara Guimarães dá-lhe um beijo num cenário "kitsch" (manifestação estética de valor inferior), a fazer lembrar uma telenovela venezuelana
21:00 - Jerónimo de Sousa carrega no play e desbobina a cassete, ouvem-se os grandes clássicos nestas ocasiões: "Uma grande vitória para a CDU, enfim uma vitória dos trabalhadores e de toda a classe operária", "a luta continua", "uma pesada derrota para a direita", "um cartão vermelho ao governo", "fascismo nunca mais", "camaradas vamos cumprir Abril", "um rude golpe para o lobby económico-financeiro e dos interesses capitalistas no país, e quiçá no mundo", "25 de Abril sempre", "blábláblá", fim da cassete
21:04 - Membros do secretariado do Comité Central do PCP mudam as pilhas em Jerónimo de Sousa
21:05 - Até agora, só Valentim Loureiro elogiou Sócrates
21:10 - Povo de Felgueiras festeja nas ruas a vitória de Fátinha; o povo grita: "uma grande senhora" ,"a autarca mais séria e honesta de Portugal" ," uma mulher que não foge à luta", "fez-se justiça"
21.15 - Francisco Louçã enumera as conquistas, só possível pelo seu reduzido número; B.E. continua desconhecido no interior do país
21:15 - Carrilho chega a casa, olha para uma fotografia sua, dá-lhe um beijo e pergunta como foi possível
21:20 - Sócrates discursa para a comunicação social e para mais trêspseudo-notáveis do partido
21:25 - Marcelo Rebelo de Sousa descarrega veneno contra a direita e contra a esquerda há mais de duas horas num canal de televisão
21:30 - Avelino é apanhado no meio da caravana automóvel do PS, é vilipendiado por populares, mas descobre finalmente uma saída de Amarante
21:40 - O Poeta Alegre telefona a Carrilho para o confortar e diz-lhe que ser filósofo não chega, e canta-lhe: "ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens"
21:41 - Carrilho desliga-lhe o telefone na cara
21:50 - Bárbara Guimarães obriga Carrilho a dormir no sofá da sala, de castigo pelos miseráveis 26%
22:00 - Pelo sim, pelo não, Fátinha Felgueiras compra uma viagem de ida para o Brasil e põe apenas uma muda de roupa num saco azul, porque já está cheio
22:10 - Carrilho desata a chorar novamente
22:15 - Mário Soares acorda para cear
22:16 - Mário Soares bebe um copo de leite e come uma cavaca (oferecida por alguém de Boliqueime)
22:20 - Mário Soares pergunta a Maria Barroso se aconteceu alguma coisa no país
22:20 - Maria Barroso pede encarecidamente a Mário Soares para que se deite
22:30 - Avelino chega ao Marco de Canaveses mas é mal recebido, refugia-se no estádio que tem o seu nome, e adormece no banco de suplentes a acusar o "Srº Mota-Engil"
22:45 - Carrilho, agarrado a um gato de peluche do Dinis Maria, adormece a ver o vídeo oficial da campanha
23:00 - Mário Soares não consegue adormecer; diz a Maria Barroso que a cavaca era indigesta
23:30 - Afinal o furacão "Vince" chegou mesmo a Portugal, pelo menos ao Largo do Rato...alguém terá dito que a culpa era do "Srº Mota-Engil"


Prémios da noite


- Prémio Celebridade Frontal para Avelino Ferreira Torres com: "A culpa é do Srº Mota-Engil"
- Prémio Dom Quixote de la Gondomancha para Valentim Loureiro com: "Gondomar não é de um Zé-ninguém, é dos gondomarenses
- Prémio Ferrero Roché (Ambrósio apetecia-me algo) para discurso completo de Carrilho.
- Prémio Próstata do Ano para Mário Soares com: "Toda a gente sabe que há um empate técnico e espero que se decida a favor do candidato socialista, ou seja, o João Soares"
- 1º lugar, Ordem de Mérito (distinção que galardoa actos ou serviços meritórios praticados no exercício de funções públicas ou privadas ou que revelem desinteresse e abnegação em favor da colectividade) para Fátima Felgueiras com: "Foi a vitória da Democracia!".



Genial, não está?

EnQuAnTo HoUvEr EsTrAdA PaRa AnDaR

a GeNtE vAi cOnTiNuAr...

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Passagens

"Tinha os filhos, tinha o marido, tinha a sua vida ligeira e agradável (...), os rituais de todos os dias, sem angústias, sem segredos inconfessáveis, sem medo, sem terror, sem aquele sufoco que agora lhe devorava o peito. Se ele não viesse, tudo não teria passado de um devaneio de uma noite de Verão, de um breve momento em que perdera a lucidez num beijo roubado na escada de um hotel. Mas nada mais; não haveria este quarto de hotel, esta traição planeada, este encontro de sombras, trancada como se se escondesse de si própria e do mundo que escutava para além da janela. Não teria de sofrer esse pesadelo que já adivinhava, de ter uma cara para o dia e outra para a noite, uma cara para os outros, todos os outros, e outra para o fundo de si mesma. De manhã, sairia dali a sorrir para o dia, intacta, fiel, igual a si mesma. Ao mais fundo de si mesma. Mas se ele não viesse... se ele não viesse, ela ficaria ali deitada a noite toda como se tivesse sido violada e depois abandonada, uma peça de roupa usada e deitada fora, um acontecimento fortuito, um equívoco, um mal-entendido. Sentir-se-ia traidora atraiçoada, repudiada pelo próprio objecto da sua traição."
Miguel Sousa Tavares, in EQUADOR

terça-feira, 11 de outubro de 2005

(In)Definições

(Ou como começo a gostar mais de uma pessoa depois desta declaração)

"Quando vivemos um grande AMOR temos sempre a ilusão de que mais ninguém sente o que estamos a sentir. Por mais literatura de poetas e escritores que se leia sobre o tema do AMOR, por mais homenagens musicais ao AMOR que se oiça, nunca, de facto, se consegue definir. É sentir e deixar sentir. É não ter medo. É protegermo-nos um ao outro. (...)" - Catarina Furtado

Anti-anti-tabaco

Começo a ficar realmente cansada com o crescente florescer e consequente alastramento das campanhas anti-tabagismo que, qual cigarro bem saboreado, me queimam a paciência.
Eu sei que fumar faz mal. Que não devo fazê-lo.
Que, se o não fizesse, provavelmente iria viver até aos 120 anos e, pasmem-se, todos os dias sorveria o meu cálice de Porto. Com sorte, ainda teria a TVI à porta de casa para fazer uma, presumo que excelente, reportagem apuradora da minha longevidade.
Mas, problema grave, eu fumo.
E já não aguento ver campanhas anti-tabaco que, maioria das vezes, me atingem no exacto momento em que me encontro a sugar um belo dum cigarro.
"O tabaco vai matar mil milhões de pessoas até ao fim do século XXI."
Esta foi a última frase-bomba que me fez explodir! Rrrrrrrr.....
Porque é que não criam campanhas explicativas acerca das variadíssimas formas através das quais o Homem irá morrer? Do género: "Os atropelamentos vão matar 50 milhões de pessoas até ao fim do século XXI". Ou mesmo: "Durante o acto sexual, e até ao final do século XXI, 25 milhões de pessoas vão morrer de ataque cardíaco".
Ficaríamos todos muito mais descansados e, fundamentalmente, esclarecidos quanto à causa da nossa morte.
E, assim, seria muito mais fácil lidar com a situação.

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

domingo, 9 de outubro de 2005

" Se recolheres um cão faminto
e lhe deres conforto ele não te morderá.
Eis a diferença entre o cão e o homem."
Mark Twain

O meu tributo de hoje vai para...




Porque, sempre que ouço, sinto que devia ouvir mais.
Porque fecho os olhos e deixo-me deambular pelos seus acordes de uma beleza quase sobrenatural.
Pela aparente (??!!) loucura da vocalista.

Glory Box

I'm so tired of playing,

Playing with this bow and arrow,

Gonna give my heart away,

Leave it to the other girls to play.

For I've been a tempteress too long,

Oh yeah,
Give me a reason to love you,
Give me a reason to be a woman,
I just want to be a woman
From this time unchained,
We're all looking at a different picture,
Through this new frame of mind,
A thousand flowers could bloom,
Move over and give us some room
So don't you stop being a man,
Just take a little look from outside when you can,
Sow a little tenderness,
No matter if you cry
{Its all I want to be, a woman},
So I just want to be a woman,
For this is the beginning of forever and ever,
Its time to move over now,
(So I want to be)”

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

Adoro quando as pessoas não sabem que eu sei...
... e depois fazem figuras ridículas perante mim,
por não o saberem!

Destelevisionar


Há dias, quando falava com um amigo
sobre o estado deprimente do nosso país,
da corrupção do Governo, das dificuldades
que muito do nosso povo tenta ultrapassar,
ele aconselhou-me:
- "Vê menos televisão!!
E não é que tem razão?

Verdades

Às vezes, quando me sinto só e desprotegida, a precisar de colo, a achar que o mundo vai desabar sobre mim, esqueço-me, ainda que por breves momentos, do que é proibido esquecer.
Que tenho uma vida óptima. Que sou independente. Apaixonada. Bem comigo mesma. A cumprir os meus objectivos. A perseguir os meus sonhos. A querer-te. Tanto, amor...
A sorrir, a rir, a chorar, a cantar, a gritar, a dançar, a abraçar, a sentir, a saltar, a amar.
E quando, finalmente, deixo que a realidade me inunde com a sua razão, volto a sentir-me em paz... por viver, por lutar, por construir.

quinta-feira, 6 de outubro de 2005

5 coisas para fazer



(e que me deixam com um sorriso prolongado nos lábios)



Levantar-me da cama, de manhã, e agradecer mais um belo dia.

Ganhar um jogo renhido.

Beber uma (enorme) chávena de chocolate quente.

Andar de mão dada com quem gosto.

Brincar com um cão (e um gato, um periquito, um hamster, etc., etc.)

"É uma PERFEIÇÃO ABSOLUTA, dir-se-ia DIVINA,

sabermos desfrutar LEALMENTE do nosso SER."

Michel de Montaigne