terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Banalidades anormais

Hoje fui a uma loja fazer compras. Até aqui nada de mais.
No entanto, e depois de pegar naquilo que queria, dirigi-me ao balcão para pagar. Enquanto espero a minha vez, vejo uma caramela a tentar passar-me à frente (tentando ganhar, assim, talvez 1 minuto, 3 segundos e 7 centésimos do seu, aposto, precioso tempo!!). Claro que, quando a engraçadinha se prepara para pagar, ouve um 'Com licença, eu estava primeiro!'.
E lá fica ela com cara de amuada à espera da sua vez.
Ai, irrito-me tanto com esta falta de educação e de respeito. Mais uma das características que denuncia (a falta de) civismo das pessoas.
Antigamente, recordo-me de ver as pessoas a esperarem pela sua vez e, se estavam em vias de ser atendidas antes, por erro do(a) funcionário(a), diziam que não eram elas. Era X. Eu continuo a agir assim. Mas vejo a maioria a agir no sentido oposto. E, nos últimos tempos, isto tem-me acontecido com bastante frequência, o que me faz questionar se serei eu que ando com mais azar ou se, pelo contrário, é a tendência do desrespeito a subir...
O que me leva, consequentemente, a perguntar: aonde é que vamos parar?

Amigos gays III

O bom de ter amigos gays passa também pelo facto de poder falar com eles sobre as minhas idas ao ginásio, as modalidades que pratico, os exercícios que concretamente faço, etc., etc.
E, ainda por cima, entendem o que sinto quando falto a uma aula por pura preguiça.
O bom de ter amigos gays é que posso falar-lhes abertamente do que sinto, dos meus medos, desejos, ânsias, sem ter medo de que eles possam utilizar isso para, mais tarde, me tentarem seduzir. É quase como falar com uma amiga, com a diferença (positiva, quanto a mim) de que se trata de um homem.
O bom de ter amigos gays é que eles perguntam onde é que comprei aquele casaco, o top, a pulseira. E dizem-me que estou bonita, ou feminina, ou sexy. Coisa que é muito mais difícil ouvir de uma amiga-mulher (há sempre, ainda que inconscientemente, um sentimento de inveja entre as mulheres que não lhes permite, maioria dos casos, dizer a outra que ela está bonita, de uma forma sincera).

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Hoje seria um dia perfeito para...


Me

perder

por

aqui...

Aqui...


Ou

ainda

aqui...
Telefonas-me.
Falas-me de ti, de sonhos, projectos, quereres.
Divagas por entre o que te apaixona, por entre o que te dignifica.
Caminho contigo pelas ruas da tua vida, que são também as minhas.
Sinto-te tão nós... Sinto-me tão tua...
E, antes de desligares, emociono-me com as tuas palavras...
com a tua protecção... num suave sorriso sentido.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005


"O talento é feito na solidão;


o carácter, nos embates do mundo."



Goethe

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

O meu tributo de hoje vai para...


GREEN DAY

Porque quando ouço, pelo menos, duas das suas

músicas (principalmente Basket Case mas também,

mais recentemente,

Wake me up when September ends), esqueço

onde estou e com quem estou...

Fecho os olhos e deixo o meu corpo

dançar livremente ao som

da boa onda que sinto...

Do you have the time to listen to me whine

About nothing and everything all at once

I am one of those

Melodramatic fools

Neurotic to the bone

No doubt about it

Sometimes I give myself the creeps

Sometimes my mind plays tricks on me

It all keeps adding up

I think I'm cracking up

Am I just paranoid?

Or am I just stoned

I went to a shrink

To analyze my dreams

She says it's lack of sex that's bringing me down

I went to a whore

He said my life's a bore

So quit my whining cause it's bringing her down

Sometimes I give myself the creeps

Sometimes my mind plays tricks on me

It all keeps adding up

I think I'm cracking up

Am I just paranoid?

Uh,yuh,yuh,ya

Grasping to control

So I better hold on

Sometimes I give myself the creeps

Sometimes my mind plays tricks on me

It all keeps adding up

I think I'm cracking up

Am I just paranoid?

Or am I just stoned

segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

As surpresas inesperadas sabem tão bem...

Esta tarde, ao voltar ao trabalho depois do almoço, deparo-me com uma comunicação superior: as minhas férias de Natal serão acrescidas em 4 dias. Huummm... E se imaginassem as linhas travessas pelas quais isto andou até me surgir este presente!! Uma surpresa completamente inesperada...
Estou tão feliz!!
Por isso, mais uma vez repito: Adoro o Natal!!

Já te disse hoje, amor,


que o meu mundo é o teu mundo,


e foi feito por nós?



P.S.: Se não o fiz, já deveria tê-lo feito.

A esta hora não sai nada melhor

Quatro e meia da manhã.
Chego a casa, depois de uma noite de rock, que me faz ter presente quem eu sou.
Quem nunca deixei de ser, apesar de tudo o que me tenta distrair.
Da realidade... ou talvez não.
E é bom sentir que, apesar de me pretenderem provar o contrário, o rock não morreu. Nunca morrerá. pelo menos no meu coração... (e também no meu corpo, que ganha vida própria e extravaza a mente que nele existe).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005


PoRqUe EsToU CaNsAdA...

PoRqUe QuErO

Ir De FiM dE SeMaNa...

AaAaaAaaHhHhh!!!

Esquecer Alice

Desde que vi este filme, do realizador português Marco Martins, que tento esquecê-lo.
Tento, escrevendo, fazer com que me desapareça este aperto que sinto no peito.
Esquecer a agonia, que me vem à memória, patente nos olhos do protagonista (interpretado por um Nuno Lopes divinal).
Esquecer o vazio da alma de quem tudo (ou quase) perdeu.
E não voltou a encontrar.
Mas não consigo.
Acho que por uns tempos não vou esquecer esta sensação de sofrer por algo pelo qual nunca sofri. Esta impotência de nada conseguir mudar.

Descubro que não há nada melhor para

desbloquear a inibição perante o papel

do que um copo de vinho tinto.

Devidamente saboreado.

Proximidades

Como um pé amarrado não pode ir muito longe, convido os pés sãos para virem até minha casa.
Jantar com a A. e os pais, que são quase tão meus amigos quanto a sua filha.
Um bom vinho, uma boa conversa, um bom jantar, risos, uma suculenta sobremesa, banalidades também.
Depois os pés mais velhos vão para casa e os meus ficam com os da A., a segredar partilhas regadas a AM-FM.
O quentinho da sala acomodado nos nossos sorrisos de cumplicidades e afinidades...
E depois fico. Aninhada no sofá com o meu bloco de notas, a sede apagada em suaves goles, e a companhia de quem eu amo.
É tudo o que preciso.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

E porque hoje faz 70 anos que Pessoa morreu...

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

E ainda falta 1 mês

Ainda é cedo, mas devo confessar que gosto do Natal.
Não do consumismo desenfreado, mas sim das ruas iluminadas. Do cheiro a castanhas. Das pessoas apressadas e curiosas. Do sorriso das crianças. Do antever a lareira acesa no calor da nossa casa. Da troca de lembranças com quem gostamos. Do frio natalício. Dos pinhões. Do vinho doce. Do Pai Natal.
E acho que, basicamente, é por isso. Ponto final.
Gosto do Natal.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

La mala educatión


Homossexuais, travestis. Manipulação.
Padres pedófilos.
Mentiras. Assassinos.
Incertezas. Dependências.
São os principais ingredientes deste filme,
bem ao estilo Almodóvar.
Eu gostei.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005



"A dança

é

o corpo

tornado poético."

Ernest Bacon



2005/11/23

9h: Vejo-me sentada numa cadeira das Urgências de um hospital devido a um entorse no pé.

10h20m: Sou atendida por um médico, simpático, é certo, mas um pouquinho louco. E apressado.

10h30m: O Doutor já analisou o meu caso e prescreveu a receita.

11h: Na farmácia, diz-me o farmacêutico: - Oh menina, o Doutor receitou-lhe Valium - 10 mg, meio comprimido quatro vezes ao dia. Mas acho melhor que tome apenas metade antes de dormir porque, caso contrário, vai passar o dia a dormir. Profundamente...

13h: Em conversa com uma amiga, pergunta-me ela quem foi o médico que me aviou (esta expressão mata-me!!!). Foi o Dr. Qualquer Coisa Rodrigues. Carlos Andrade Rodrigues*??!?? Sim, sim, é esse. Mas ele é psiquiatra!!! Psiquiatra??? Deve ter sido por isso que me receitou aquela quantidade de Valiuns!!! Devo ter sido confundida com uma das suas pacientes.

23h30m: Tomo 1/4 de Valium. É melhor jogar pelo seguro e não exagerar.

24h: Dá-me uma sonolência absurda.

24h01m: Apaguei. Boa noite para vocês também.


* Nome fictício. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.