segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

As surpresas inesperadas sabem tão bem...

Esta tarde, ao voltar ao trabalho depois do almoço, deparo-me com uma comunicação superior: as minhas férias de Natal serão acrescidas em 4 dias. Huummm... E se imaginassem as linhas travessas pelas quais isto andou até me surgir este presente!! Uma surpresa completamente inesperada...
Estou tão feliz!!
Por isso, mais uma vez repito: Adoro o Natal!!

Já te disse hoje, amor,


que o meu mundo é o teu mundo,


e foi feito por nós?



P.S.: Se não o fiz, já deveria tê-lo feito.

A esta hora não sai nada melhor

Quatro e meia da manhã.
Chego a casa, depois de uma noite de rock, que me faz ter presente quem eu sou.
Quem nunca deixei de ser, apesar de tudo o que me tenta distrair.
Da realidade... ou talvez não.
E é bom sentir que, apesar de me pretenderem provar o contrário, o rock não morreu. Nunca morrerá. pelo menos no meu coração... (e também no meu corpo, que ganha vida própria e extravaza a mente que nele existe).

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005


PoRqUe EsToU CaNsAdA...

PoRqUe QuErO

Ir De FiM dE SeMaNa...

AaAaaAaaHhHhh!!!

Esquecer Alice

Desde que vi este filme, do realizador português Marco Martins, que tento esquecê-lo.
Tento, escrevendo, fazer com que me desapareça este aperto que sinto no peito.
Esquecer a agonia, que me vem à memória, patente nos olhos do protagonista (interpretado por um Nuno Lopes divinal).
Esquecer o vazio da alma de quem tudo (ou quase) perdeu.
E não voltou a encontrar.
Mas não consigo.
Acho que por uns tempos não vou esquecer esta sensação de sofrer por algo pelo qual nunca sofri. Esta impotência de nada conseguir mudar.

Descubro que não há nada melhor para

desbloquear a inibição perante o papel

do que um copo de vinho tinto.

Devidamente saboreado.

Proximidades

Como um pé amarrado não pode ir muito longe, convido os pés sãos para virem até minha casa.
Jantar com a A. e os pais, que são quase tão meus amigos quanto a sua filha.
Um bom vinho, uma boa conversa, um bom jantar, risos, uma suculenta sobremesa, banalidades também.
Depois os pés mais velhos vão para casa e os meus ficam com os da A., a segredar partilhas regadas a AM-FM.
O quentinho da sala acomodado nos nossos sorrisos de cumplicidades e afinidades...
E depois fico. Aninhada no sofá com o meu bloco de notas, a sede apagada em suaves goles, e a companhia de quem eu amo.
É tudo o que preciso.

quarta-feira, 30 de novembro de 2005

E porque hoje faz 70 anos que Pessoa morreu...

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: «Fui eu?»
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

E ainda falta 1 mês

Ainda é cedo, mas devo confessar que gosto do Natal.
Não do consumismo desenfreado, mas sim das ruas iluminadas. Do cheiro a castanhas. Das pessoas apressadas e curiosas. Do sorriso das crianças. Do antever a lareira acesa no calor da nossa casa. Da troca de lembranças com quem gostamos. Do frio natalício. Dos pinhões. Do vinho doce. Do Pai Natal.
E acho que, basicamente, é por isso. Ponto final.
Gosto do Natal.

segunda-feira, 28 de novembro de 2005

La mala educatión


Homossexuais, travestis. Manipulação.
Padres pedófilos.
Mentiras. Assassinos.
Incertezas. Dependências.
São os principais ingredientes deste filme,
bem ao estilo Almodóvar.
Eu gostei.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005



"A dança

é

o corpo

tornado poético."

Ernest Bacon



2005/11/23

9h: Vejo-me sentada numa cadeira das Urgências de um hospital devido a um entorse no pé.

10h20m: Sou atendida por um médico, simpático, é certo, mas um pouquinho louco. E apressado.

10h30m: O Doutor já analisou o meu caso e prescreveu a receita.

11h: Na farmácia, diz-me o farmacêutico: - Oh menina, o Doutor receitou-lhe Valium - 10 mg, meio comprimido quatro vezes ao dia. Mas acho melhor que tome apenas metade antes de dormir porque, caso contrário, vai passar o dia a dormir. Profundamente...

13h: Em conversa com uma amiga, pergunta-me ela quem foi o médico que me aviou (esta expressão mata-me!!!). Foi o Dr. Qualquer Coisa Rodrigues. Carlos Andrade Rodrigues*??!?? Sim, sim, é esse. Mas ele é psiquiatra!!! Psiquiatra??? Deve ter sido por isso que me receitou aquela quantidade de Valiuns!!! Devo ter sido confundida com uma das suas pacientes.

23h30m: Tomo 1/4 de Valium. É melhor jogar pelo seguro e não exagerar.

24h: Dá-me uma sonolência absurda.

24h01m: Apaguei. Boa noite para vocês também.


* Nome fictício. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

terça-feira, 22 de novembro de 2005



Porque é

tão difícil

simplificar?

Fim

Voltei da viagem que fiz a S. Tomé e Príncipe, levada por um barco com o nome de Equador.
Conheci África do início do século passado, sem nunca lá ter estado. Senti-lhe os cheiros, a beleza, a distância.
Vivenciei os meandros da política, hipócrita. Tal como agora, cem anos depois.
Caminhei com o protagonista por entre as suas guerras desiguais. E compreendi-o... tanto e tão bem...
Sofri com os escravos de Portugal. Com a sua dor, com a injustiça. Que continua a viver e a sobreviver.
Chorei no final.
Senti saudades do seu início.
Sorri, não obstante, pela capacidade que os livros têm de nos fazerem ver mais além.
De nos levarem a transcender o corpo numa busca de renovação. De mutação.
Obrigada ao autor.

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

"Não há amigos,

apenas há momentos de amizade."

Jules Renard

Neste momento de solidão, quebrado apenas pelo vento que corre lá fora, pergunto-me o que é que a vida me reserva. Se é que me reserva algo. Ou se serei eu que a surpreendo sem que ela, dura e veloz, tenha tempo de reagir.
Questiono tudo. Questiono tanto...
Porque, neste período conturbado, de tão dura luta, não consigo chegar à verdade. Chegar aos porquês. E são os porquês que me movem.
Vivo num presente que anseia por respostas.
Sem me conformar.

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Passagens

"-Eu? Eu não tenho planos de nada. Aprendi a não ter planos de nada. Deixo correr as coisas. Vivo os dias, um de cada vez. Assim há sempre dias tristes e dias felizes. Se planeasse as coisas, e os meus planos não dessem certo, todos os dias seriam tristes."


Miguel Sousa Tavares in Equador

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Acerca do post anterior resta-me acrescentar que...


Não é justo fazer-se este tipo de comparações.
Não subestimem, por favor, a inteligência dos macacos.

Macaquices

Dias normais num país surreal

O principal arguido do processo (de que já não aguento ouvir falar) Casa Pia, Carlos Silvino, vai ser libertado a 25 de Novembro, data em que expira o prazo legal da prisão preventiva (três anos).

Uma constatação: E assim continua o nosso país...

Uma pergunta: Se em Portugal se cometem tantas ilegalidades, porque é que não se acrescenta uma à lista e se deixa o homem por lá mais uns tempos? É que assim ele estaria mais seguro, e seria desnecessário estar a pagar a 3 ou 4 polícias-segurança para o protegerem 24 horas por dia!