Não, não vou falar dos concertos a que já assisti. Ou dos que não vi. Ou dos que gostaria de ver. Este post constitui uma ode aos concertos. Um sincero e profundo agradecimento à pessoa que os criou, que os inventou ou que os implementou.
Toda as pessoas (mas mesmo TODAS) deviam, pelo menos uma vez na vida, assistir, cantar, dançar e sentir um concerto.
Porque transmitem boa energia. Transmitem alegria.
É tão boa a sensação... De ouvir uma música, entregue à multidão que me acompanha.
De fechar os olhos e pensar :Que bom estar aqui, agora!
E de sorrir para ti própria em cumplicidade com o momento...
segunda-feira, 5 de setembro de 2005
Hey
Já não ouvia esta música dos Pixies há uns tempos...
Mas bastou recordá-la uma vez para desejar ouvi-la, e ouvi-la novamente e voltar a repetir...
E enquanto a ouço tenho dificuldade em escrever porque estou aos saltos na cadeira, os meus dedos dançam para além do teclado do computador... Toda eu estou cá mas não estou...
Esta música tem, certamente, lugar privilegiado na banda sonora da minha vida...
Mas bastou recordá-la uma vez para desejar ouvi-la, e ouvi-la novamente e voltar a repetir...
E enquanto a ouço tenho dificuldade em escrever porque estou aos saltos na cadeira, os meus dedos dançam para além do teclado do computador... Toda eu estou cá mas não estou...
Esta música tem, certamente, lugar privilegiado na banda sonora da minha vida...
sexta-feira, 2 de setembro de 2005
E a propósito do post anterior...
«Se me obrigassem a dizer porque o amava,
sinto que a minha única resposta seria:
"Porque era ELE, porque era EU"».
Michel de Montaigne
Fui buscar-te à estação. O coração batia-me forte, na excitação antecipada do reencontro de quem nunca se perdeu.
Quando chegaste, abraçei-te. Apertei-te contra mim, como se aquele abraço impedisse que voltasses a partir. As palavras atropelavam-se querendo dizer aquilo que o meu coração sentia. Não consegui dizer tudo. Que te tenho gravado na pele. Que penso em ti como se fosses eu.
E quando nos encontramos sós, por fim, na grandeza de um espaço fechado, só nosso, amamo-nos como sempre. Como se fosse a primeira e a última vez. Como se não existisse mundo, tempo, espaço. Só dois corpos que se querem e se amam e se desejam...
Encostei a minha cabeça no teu peito. Oh, sinto-me tão protegida. E tão indefesa. E tão tua.
E nesse momento descubro porque é que vivo. E porque é que vale a pena viver...
E depois partiste. As lágrimas voltam a cair, contidas.
Mas, quando te vejo a sorrires-me, numa despedida encontrada, sorrio-te também... Porque não há distância que nos distancie, nem ausência que não nos aproxime. E a partir daí sei que serás sempre meu...
Quando chegaste, abraçei-te. Apertei-te contra mim, como se aquele abraço impedisse que voltasses a partir. As palavras atropelavam-se querendo dizer aquilo que o meu coração sentia. Não consegui dizer tudo. Que te tenho gravado na pele. Que penso em ti como se fosses eu.
E quando nos encontramos sós, por fim, na grandeza de um espaço fechado, só nosso, amamo-nos como sempre. Como se fosse a primeira e a última vez. Como se não existisse mundo, tempo, espaço. Só dois corpos que se querem e se amam e se desejam...
Encostei a minha cabeça no teu peito. Oh, sinto-me tão protegida. E tão indefesa. E tão tua.
E nesse momento descubro porque é que vivo. E porque é que vale a pena viver...
E depois partiste. As lágrimas voltam a cair, contidas.
Mas, quando te vejo a sorrires-me, numa despedida encontrada, sorrio-te também... Porque não há distância que nos distancie, nem ausência que não nos aproxime. E a partir daí sei que serás sempre meu...
quinta-feira, 1 de setembro de 2005
Subconsciente
Esta noite sonhei com o blog.
O que é que tal significará?
Que estou completamente viciada?
Naaaaaaaaa.....
O que é que tal significará?
Que estou completamente viciada?
Naaaaaaaaa.....
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
Mau humor
Detesto aquelas situações em que as pessoas de mau humor descarregam sobre os outros. Tudo bem que há-de existir uma razão para as pessoas estarem menos bem. Mas, friamente, pergunto:
-E o que é que eu tenho a ver com isso?
Exemplo disso aconteceu noutro dia, num restaurante. A empregada era tão antipática que quase perdi a fome. A pessoa que estava comigo dizia-me que ela, concerteza, estaria com algum problema. E eu penso: Está bem! Mas eu também tenho problemas, toda a gente os tem. E é por essa razão que passo a ter cara de macaco, a destilar a minha raiva pelas pessoas que comigo se cruzam?
Nestas situações sou (se calhar excessivamente) intransigente!
Mas penso que, se as pessoas tentassem resolver os seus problemas consigo próprias, em vez de acharem que eles passam se andarmos de má cara, talvez o mundo fosse um bocadinho melhor...
E por isso já valia o esforço, não?
-E o que é que eu tenho a ver com isso?
Exemplo disso aconteceu noutro dia, num restaurante. A empregada era tão antipática que quase perdi a fome. A pessoa que estava comigo dizia-me que ela, concerteza, estaria com algum problema. E eu penso: Está bem! Mas eu também tenho problemas, toda a gente os tem. E é por essa razão que passo a ter cara de macaco, a destilar a minha raiva pelas pessoas que comigo se cruzam?
Nestas situações sou (se calhar excessivamente) intransigente!
Mas penso que, se as pessoas tentassem resolver os seus problemas consigo próprias, em vez de acharem que eles passam se andarmos de má cara, talvez o mundo fosse um bocadinho melhor...
E por isso já valia o esforço, não?
terça-feira, 30 de agosto de 2005
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Norte
Às vezes pergunto-me o que é que a vida espera de mim.
Que continue a ser forte e a aguentar a solidão e a saudade que sinto?
Sim. Fui eu que escolhi. Mas o que é que é suposto eu ser? Como hei-de eu estar?
Sinto as minhas defesas a abandonarem-me... dou por mim a pensar no futuro próximo e a antever o desespero que sei que vou ter. A solidão... Mesmo quando estiver acompanhada. A irritação... por falar e nada dizer, por ouvir e nada escutar...
A apatia.
O sair e entrar em casa.
E o voltar a entrar e o voltar a sair. Mecânico. Malvado. Só...
Não consigo, neste momento, prevê-lo de uma outra maneira.
Não sou tão forte assim...
Não sou tão forte assim...
Que continue a ser forte e a aguentar a solidão e a saudade que sinto?
Sim. Fui eu que escolhi. Mas o que é que é suposto eu ser? Como hei-de eu estar?
Sinto as minhas defesas a abandonarem-me... dou por mim a pensar no futuro próximo e a antever o desespero que sei que vou ter. A solidão... Mesmo quando estiver acompanhada. A irritação... por falar e nada dizer, por ouvir e nada escutar...
A apatia.
O sair e entrar em casa.
E o voltar a entrar e o voltar a sair. Mecânico. Malvado. Só...
Não consigo, neste momento, prevê-lo de uma outra maneira.
Não sou tão forte assim...
Não sou tão forte assim...
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
O tempo (ou a falta dele)
Dizem que o tempo não existe. Que foi uma invenção dos homens. Mas, se assim é, porque é que sinto que ele corre para além do que o consigo acompanhar? Porque é que o sinto fugir-se-me quando o tento agarrar, segurá-lo com uma urgência intemporal?
Se o tempo não existe porque é que, nos momentos bons, as horas e os minutos e os segundos se entrelaçam e se confundem e se sobrepõem para mais rapidamente nos ultrapassar?
Porque é que quando pensamos num acontecimento da nossa vida, ela já aconteceu há muito mais tempo do que imaginavamos?
E porque é que estas dúvidas não se dissipam e diluem no tempo?
E porque é que não posso continuar a divagar sobre estas questões que às vezes me consomem o pensamento numa ânsia de respostas?
Agora não posso...
Não tenho tempo...
Se o tempo não existe porque é que, nos momentos bons, as horas e os minutos e os segundos se entrelaçam e se confundem e se sobrepõem para mais rapidamente nos ultrapassar?
Porque é que quando pensamos num acontecimento da nossa vida, ela já aconteceu há muito mais tempo do que imaginavamos?
E porque é que estas dúvidas não se dissipam e diluem no tempo?
E porque é que não posso continuar a divagar sobre estas questões que às vezes me consomem o pensamento numa ânsia de respostas?
Agora não posso...
Não tenho tempo...
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
Preciso de ajuda!!!
Das duas uma: ou sou completamente ignorante em relação ao assunto de que vou falar ou, então, estamos face a um acontecimento raríssimo, daqueles que acontecem com a raridade de um eclipse solar. Mas realmente a dúvida mantém-se e por isso, caros bloggers, preciso da vossa ajuda:
Qual é o hit deste Verão?
O ano passado era aquela música horrível daqueles três romenos horripilantes (música essa que eu designo de Breskna, breskna), no ano anterior era outra qualquer (da qual não me lembro), e no ano anterior era uma outra, e no anterior outra ainda, e assim por diante, até irmos ter àquela música (também ela horripilante), que se cantarolava assim:Sensual, sensual........... un movimento sexy...... Suavemente para bajo, para bajo, para bajo..... suavemente para arriba, para arriba, para arriba........
Mas este ano não conheço nenhum hit de Verão (tudo bem que na televisão dizem que é o Gasolina mas, sinceramente, nunca ouvi esse tema em qualquer outro sítio que não... onde exista uma televisão)!!
Por isso, ajudem-me!!
Ando a parar nos locais errados ou estamos a passar por um momento quase sobrenatural???
Hoje o meu tributo vai para...
Porquê?
Porque sim.
Porque canta com a alma.
Porque é poeta.
E boémio.
E nosso.
«Apesar de se considerar "um gajo que faz a sua vida independente, sem se preocupar muito com as opiniões dos outros", Palma tem noção de que "houve muita gente que foi tomando consciência de que eu não era apenas aquele cromo com a guitarra às costas a tocar no metro". Não obstante admitir que já fez "muita merda em palco", o autor de "Só", orgulha-se dos casos de professores que utilizam as suas canções nas aulas, prova cabal de "um reconhecimento muito porreiro" e um sintoma de que "viram que não foi só andar aí a beber copos e a mandar bocas sou um gajo que pensa e que diz aquilo que pensa". "A minha grande segurança em termos de sobrevivência é o público", afirma, antes de rematar: "O que me interessa é fazer o que gosto, pá".» (Excerto retirado do JN)
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