Detesto aquelas situações em que as pessoas de mau humor descarregam sobre os outros. Tudo bem que há-de existir uma razão para as pessoas estarem menos bem. Mas, friamente, pergunto:
-E o que é que eu tenho a ver com isso?
Exemplo disso aconteceu noutro dia, num restaurante. A empregada era tão antipática que quase perdi a fome. A pessoa que estava comigo dizia-me que ela, concerteza, estaria com algum problema. E eu penso: Está bem! Mas eu também tenho problemas, toda a gente os tem. E é por essa razão que passo a ter cara de macaco, a destilar a minha raiva pelas pessoas que comigo se cruzam?
Nestas situações sou (se calhar excessivamente) intransigente!
Mas penso que, se as pessoas tentassem resolver os seus problemas consigo próprias, em vez de acharem que eles passam se andarmos de má cara, talvez o mundo fosse um bocadinho melhor...
E por isso já valia o esforço, não?
quarta-feira, 31 de agosto de 2005
terça-feira, 30 de agosto de 2005
segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Norte
Às vezes pergunto-me o que é que a vida espera de mim.
Que continue a ser forte e a aguentar a solidão e a saudade que sinto?
Sim. Fui eu que escolhi. Mas o que é que é suposto eu ser? Como hei-de eu estar?
Sinto as minhas defesas a abandonarem-me... dou por mim a pensar no futuro próximo e a antever o desespero que sei que vou ter. A solidão... Mesmo quando estiver acompanhada. A irritação... por falar e nada dizer, por ouvir e nada escutar...
A apatia.
O sair e entrar em casa.
E o voltar a entrar e o voltar a sair. Mecânico. Malvado. Só...
Não consigo, neste momento, prevê-lo de uma outra maneira.
Não sou tão forte assim...
Não sou tão forte assim...
Que continue a ser forte e a aguentar a solidão e a saudade que sinto?
Sim. Fui eu que escolhi. Mas o que é que é suposto eu ser? Como hei-de eu estar?
Sinto as minhas defesas a abandonarem-me... dou por mim a pensar no futuro próximo e a antever o desespero que sei que vou ter. A solidão... Mesmo quando estiver acompanhada. A irritação... por falar e nada dizer, por ouvir e nada escutar...
A apatia.
O sair e entrar em casa.
E o voltar a entrar e o voltar a sair. Mecânico. Malvado. Só...
Não consigo, neste momento, prevê-lo de uma outra maneira.
Não sou tão forte assim...
Não sou tão forte assim...
sexta-feira, 26 de agosto de 2005
quinta-feira, 25 de agosto de 2005
O tempo (ou a falta dele)
Dizem que o tempo não existe. Que foi uma invenção dos homens. Mas, se assim é, porque é que sinto que ele corre para além do que o consigo acompanhar? Porque é que o sinto fugir-se-me quando o tento agarrar, segurá-lo com uma urgência intemporal?
Se o tempo não existe porque é que, nos momentos bons, as horas e os minutos e os segundos se entrelaçam e se confundem e se sobrepõem para mais rapidamente nos ultrapassar?
Porque é que quando pensamos num acontecimento da nossa vida, ela já aconteceu há muito mais tempo do que imaginavamos?
E porque é que estas dúvidas não se dissipam e diluem no tempo?
E porque é que não posso continuar a divagar sobre estas questões que às vezes me consomem o pensamento numa ânsia de respostas?
Agora não posso...
Não tenho tempo...
Se o tempo não existe porque é que, nos momentos bons, as horas e os minutos e os segundos se entrelaçam e se confundem e se sobrepõem para mais rapidamente nos ultrapassar?
Porque é que quando pensamos num acontecimento da nossa vida, ela já aconteceu há muito mais tempo do que imaginavamos?
E porque é que estas dúvidas não se dissipam e diluem no tempo?
E porque é que não posso continuar a divagar sobre estas questões que às vezes me consomem o pensamento numa ânsia de respostas?
Agora não posso...
Não tenho tempo...
quarta-feira, 24 de agosto de 2005
Preciso de ajuda!!!
Das duas uma: ou sou completamente ignorante em relação ao assunto de que vou falar ou, então, estamos face a um acontecimento raríssimo, daqueles que acontecem com a raridade de um eclipse solar. Mas realmente a dúvida mantém-se e por isso, caros bloggers, preciso da vossa ajuda:
Qual é o hit deste Verão?
O ano passado era aquela música horrível daqueles três romenos horripilantes (música essa que eu designo de Breskna, breskna), no ano anterior era outra qualquer (da qual não me lembro), e no ano anterior era uma outra, e no anterior outra ainda, e assim por diante, até irmos ter àquela música (também ela horripilante), que se cantarolava assim:Sensual, sensual........... un movimento sexy...... Suavemente para bajo, para bajo, para bajo..... suavemente para arriba, para arriba, para arriba........
Mas este ano não conheço nenhum hit de Verão (tudo bem que na televisão dizem que é o Gasolina mas, sinceramente, nunca ouvi esse tema em qualquer outro sítio que não... onde exista uma televisão)!!
Por isso, ajudem-me!!
Ando a parar nos locais errados ou estamos a passar por um momento quase sobrenatural???
Hoje o meu tributo vai para...
Porquê?
Porque sim.
Porque canta com a alma.
Porque é poeta.
E boémio.
E nosso.
«Apesar de se considerar "um gajo que faz a sua vida independente, sem se preocupar muito com as opiniões dos outros", Palma tem noção de que "houve muita gente que foi tomando consciência de que eu não era apenas aquele cromo com a guitarra às costas a tocar no metro". Não obstante admitir que já fez "muita merda em palco", o autor de "Só", orgulha-se dos casos de professores que utilizam as suas canções nas aulas, prova cabal de "um reconhecimento muito porreiro" e um sintoma de que "viram que não foi só andar aí a beber copos e a mandar bocas sou um gajo que pensa e que diz aquilo que pensa". "A minha grande segurança em termos de sobrevivência é o público", afirma, antes de rematar: "O que me interessa é fazer o que gosto, pá".» (Excerto retirado do JN)
terça-feira, 23 de agosto de 2005
E porque hoje me apetece falar, sentir e viver a LIBERDADE...
"A verdadeira LIBERDADE é um acto puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir-nos livres até num cárcere, e estar sozinhos até no meio da multidão."
Massimo Bontempelli
" Não devemos ser escravos de um padrão, de uma época, de um costume. Aprendendo a pensar por nós mesmos, experimentamos a LIBERDADE.
Luís Márcio M. Martins
segunda-feira, 22 de agosto de 2005
Amigos gays II
Noutro dia estava na esplanada com um dos meus amigos gay quando chegou um outro (este não-gay), que abraçou o primeiro, em jeito de cumprimento. Diz muito rapidamente o meu amigo gay:"Oh pá, larga-me senão as pessoas ainda pensam que sou bicha!"
É a isto que eu chamo saber rir de si próprio!! :)
É a isto que eu chamo saber rir de si próprio!! :)
Amigos gays
O bom de se ter amigos gays começa no facto de eles terem uma sensibilidade mais apurada de que a maioria dos homens. Parece que estamos a conversar com uma amiga, e não com um ele.
E percebem porque é que passamos horas a escolher que roupa vestir, porque é que temos de usar urgentemente um creme anti-rugas, porque é que demoramos horas a prepararmo-nos, porque é que temos de usar exfoliante corporal 2 vezes por semana... Por outro lado, também compreendo um pouquinho melhor o desespero dos homens não gays quando estão à nossa espera para sair, desde que tive de esperar que um amigo gay... Porra!!! O gajo mudou p'raí 3 vezes de roupa!!!
E depois é muito engraçado conversar com eles sobre as suas relações. Lembro-me de quando tinha 15 anos e as minhas amigas e eu fazíamos grandes filmes sobre os rapazes por quem estávamos "apaixonadas". É nesses momentos que penso quando os meus amigos gays me contam como conheceram o actual namorado, como foi o primeiro olhar, as pernas a tremer e o coração a bater descompassadamnente, o primeiro beijo, a primeira queca (não tudo... que eu não quero saber!!). E sentes a excitação da dúvida...
Chego à conclusão de que adoro ter amigos gays!
Acho que já nao conseguiria viver sem eles...
E percebem porque é que passamos horas a escolher que roupa vestir, porque é que temos de usar urgentemente um creme anti-rugas, porque é que demoramos horas a prepararmo-nos, porque é que temos de usar exfoliante corporal 2 vezes por semana... Por outro lado, também compreendo um pouquinho melhor o desespero dos homens não gays quando estão à nossa espera para sair, desde que tive de esperar que um amigo gay... Porra!!! O gajo mudou p'raí 3 vezes de roupa!!!
E depois é muito engraçado conversar com eles sobre as suas relações. Lembro-me de quando tinha 15 anos e as minhas amigas e eu fazíamos grandes filmes sobre os rapazes por quem estávamos "apaixonadas". É nesses momentos que penso quando os meus amigos gays me contam como conheceram o actual namorado, como foi o primeiro olhar, as pernas a tremer e o coração a bater descompassadamnente, o primeiro beijo, a primeira queca (não tudo... que eu não quero saber!!). E sentes a excitação da dúvida...
Chego à conclusão de que adoro ter amigos gays!
Acho que já nao conseguiria viver sem eles...
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